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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Massagens associadas ao alongamento corporal



Massagens associadas ao alongamento corporal, proporcionando relaxamento, qualidade de saúde e bem-estar.

A massagem tem como beneficios, o relaxamento, redução de estresse, alívio das tensões, melhora circulação e metabolismo, e garante promoção de saúde, agindo de forma preventiva, associada a orientações e alongamento.

O alongamento ajuda a reduzir espasmo muscular, dores, e má postura corporal devido a músculos encurtados.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ioga combinada com massagem, conheça novas propostas de prática



Hot ioga, ioga hormonal, restaurativa e acrobática... tem para todo gosto! A cada estação, as academias oferecem novas propostas de prática de ioga


Hoje, nas academias e nos estúdios existem diferentes tipos de ioga voltados para aliviar os sintomas da TPM e os incômodos da menopausa, por exemplo, estimulando a produção hormonal. A prática, quando combinada com massagem, não apenas torna o exercício mais gostoso como promove o alongamento. E, para quem acha que este é um universo de pura introspecção, a surpresa são as aulas com movimentos praticados em grupo para motivar a comunicação e o espírito de equipe.

Uma das novidades mais badaladas do momento é a hot ioga, também conhecida como bikram yoga, que acontece em uma sala com temperatura de cerca de 40 graus centígrados. No verão brasileiro, basta fechar janelas e portas para chegar lá! Na maioria dos lugares, porém, costuma-se ligar o ar-condicionado para aquecer o ambiente. Conheça essa e outras opções, e escolha a sua.

Hot ioga

"Em temperaturas mais altas, o corpo relaxa mais", explica a professora Ana Bulgarin, famosa por ter cuidado da preparação corporal da atriz Scarlett Johansson para o filme Ele Não Está Tão Afim de Você, produzido em 2009. Foi ela quem trouxe a técnica para o Brasil, depois de uma temporada na Califórnia, onde tomou contato com o trabalho. Uma reação quase automática quando se fala dessa modalidade é imaginar que a queima de calorias é maior. Mas não é. No entanto, a atividade é muito indicada para quem tem problemas de retenção de líquidos, pois o calor dilata os vasos, facilita o fluxo sanguíneo e ajuda o sistema linfático, o que contribui para maior resistência cardiovascular. Bastam cinco minutos de movimentos para começar a suar para valer, o que vale outro benefício: a eliminação das toxinas pela transpiração. A sensação inicial de desconforto logo é substituída por um gostoso bem-estar. As aulas têm duração de 1h30. Qualquer postura corporal da prática convencional pode ser realizada em sala aquecida. Outra vantagem: o calor aquece a musculatura e facilita o alongamento, além de prevenir as lesões.

Ioga Hormonal

"A redução da produção do hormônio estrogênio é uma das principais razões para os sintomas desagradáveis da menopausa nas mulheres que chegam aos 50 anos. A queda no nível da substância ocasiona os famosos calores. Um exercício simples para amenizar esse e outros desconfortos é sentar com as pernas cruzadas e alongar o corpo para a frente, postura que também ameniza as cólicas menstruais, uma vez que estimula os órgãos da região do útero. Outros sintomas como irritações, desânimo, mau humor, ansiedade e insônia podem melhorar bastante com exercícios respiratórios dessa modalidade. "A vela é mais uma posição indicada para mulheres 'menopausadas', afirma a professora Luciana Leon. A prática também ajuda a regular os níveis do hormônio da tireoide. Quando há uma superativação da glândula tireoide (hipertireoidismo), exercícios que abram o peito e estiquem o pescoço ajudam a controlar a produção da glândula. As posturas que flexionam o pescoço são desaconselhadas. "É possível curar esse mal com a ioga", afirma Luciana. As aulas duram cerca de uma hora.

Ioga restaurativa

Alinhar o corpo é uma das preocupações de qualquer tipo ou variação de ioga. O problema é que algumas posturas podem ser um tanto complicadas e tornam ainda mais difícil manter a coluna ereta. Alguns objetos, como cordas, cadeiras, bloquinhos, cintos e almofadões são o grande trunfo dessa vertente - facilitam a realização dos movimentos. "Não adianta fazer ioga sem estar atento ao alinhamento do corpo", avisa a professora Fabrísia Freitas. Desenvolvido pelo guru indiano Bellur Krishnamachar Sundararaja Iyengar, tem como objetivo tornar a prática acessível mesmo àqueles que tenham limitações posturais. Apesar do apoio dos acessórios que facilitam a execução das posições, existe um desafio que só é superado com a prática regular: a permanência nas posturas por mais tempo do que na ioga convencional. A calma e a resistência são postos à prova em posições que devem ser mantidas por até dez minutos, o que promove um treino intenso do alinhamento corporal, fortalecendo a coluna vertebral. "A energia circula melhor pelo corpo quando a coluna está bem equilibrada", ressalta Fabrísia. Além disso, o estado meditativo é intensificado e favorecido.

Ioga Acrobática

"É uma mistura de posturas hatha, movimentos acrobáticos e massagem. Essa variação é praticada em dupla - uma pessoa serve de base para a outra realizar as posturas. Enquanto uma relaxa, a outra se esforça para sustentar a parceira. É bastante lúdico, mas exige concentração redobrada para não causar lesões. No entanto, o professor Louis Gabriel Watel garante que a prática é segura desde que feita na companhia de profissional qualificado. Entre os benefícios dessa modalidade estão o fortalecimento de músculos dos braços, dos peitorais, das pernas e do abdômen e o estímulo da capacidade de concentração mental e energética. Uma particularidade da ioga praticada em dupla ou em trio é o desenvolvimento da confiança em si mesma e no outro. Também desenvolve habilidades de comunicação e espírito de equipe. "A ioga me levou ao encontro do eu, o que é imprescindível, mas a ioga acrobática me levou para o caminho do nós", filosofa o professor Louis Gabriel. É contraindicada para quem tem problema na coluna, para os cardíacos, os portadores de glaucoma ou as pessoas que tenham infecção nos ouvidos, além de gestantes e mulheres em período menstrual, porque ela inverte o fluxo natural dos fluidos corporais.

Reportagem: Manoela Cesar - Edição: MdeMulher
Conteúdo do site Bons Fluidos

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Massagem




Na Índia os lutadores indianos nunca massageiam seus corpos sem usar óleo.
Eles se massageiam entre si para se envolverem no processo de transferência de energia.

Interessa-lhes produzir o relaxamento, o crescimento adequado da musculatura, a força física, o tônus e a elasticidade do corpo. Por esse motivo, é fácil para eles não serem vítimas das suas fantasias e não pensarem em seus ploblemas pessoais.

Acredita-se que quando o corpo é esfregado seco, o atrito criado gera calor e dor ,e pertuba os gases no corpo. O óleo evita o ressecamento, a umidade e impede muitos dos efeitos do envelhecimento precoce. Amacia a pele, elimina o atrito, espalha o calor por igual pelo corpo, e produz um brilho suave na pele.

Na Índia a massagem é aplicada como hábito cultural diário, a massagem faz parte inerente da vida, da cultura, desde o nascimento, nos casamentos e antes da morte. É muito comum vermos famílias aplicando massagem nos seus familiares assim como nas ruas, nas calçadas e nos templos, como algo diário e fazendo parte do contexto social.

Na vida familiar,é bastante benéfico para as crianças e os jovens massagearem os idosos.

Quando se ensina essa arte ás crianças,elas podem praticá-las por brincadeira sempre que quiserem. Sua energia é pura elas nunca fantasiam, nem sofrem perdas de energia.

O hábito regular da massagem vitaliza o sistema circulatório, aumentando a circulação dos fluídos vitais e as trocas em nível celular, ajudando a remover toxinas, melhora a pele, músculos e nervos, oxigena as células, auxiliando corpo e mente a obter e manter equilíbrio e saúde. Promove uma respiração mais profunda, atua no sistema linfático, sanguíneo e nervoso, estimula o intestino sendo excelente para prisão de ventre,melhora o apetite e ajuda o sono profundo.


Luciana C.Gama

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Massagem X Pilates ou melhor Massagem + Pilates



Muitas pessoas me perguntam o que é melhor fazer Pilates ou Massagem, até pouco tempo atrás minha resposta era bem política:

- Depende das suas necessidades e do que você esta buscando

Hoje quando me perguntam respondo:

- Os dois, eles se completam

Vejam alguns benefícios de cada uma das técnicas,

Pilates:

O Pilates faz com que o sangue circule melhor pelo organismo alem de fazer melhorar também a circulação da energia vital.
Os exercícios controlados e específicos melhoram a postura física.
Alivio de dores.
O alongamento da musculatura e fortalecimento do CORE ajuda a aliviar dores na coluna e melhora na musculatura (Um músculo mais firme, forte, alongado e saudável).
A pratica constante nos leva a perfeição dos movimentos e conseqüente melhora na consciência corporal.
Com uma percepção corporal aliada a respiração correta e ao alongamento promovido pelos exercícios, o relaxamento das tensões ocorre de forma natural e progressiva.

Massagem:

Na melhora da circulação e da drenagem linfática Na remoção de resíduos metabólicos.
No estimulo das terminações nervosas.
Na diminuição do cansaço muscular.
Na prevenção e recuperação de lesões.
A percepção corporal nos leva a uma maior consciência dos pontos de tensão.
A massagem aliada ao Pilates vem de encontro com as necessidades do ser humano moderno, alem de todos os benefícios físicos citados esse trabalho ainda:

Possibilita o auto reconhecimento, ajudando a pessoa a entrar em contato com sua essência.
Ajuda a perceber e ultrapassar seus limites buscando uma nova qualidade de vida.
Uma maior consciência de si mesmo aumenta a capacidade de compreender suas tensões e consequentemente de relaxar seu corpo e sua mente.
Contribui para trazer a tona o seu melhor seja físico, emocional, mental ou energético alcançando assim o Maximo de seu potencial.
Através de sessões individuais alternadas de Pilates e Massagem ou mesmo sessões integradas utilizando técnicas de massagem durante a aula de Pilates é possível com treinamento, dedicação e tempo atingir todos esses benefícios.

Experimente!

"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana". (Carl Jung)

Escrito por Claudio Maradei

sábado, 17 de dezembro de 2011

Massagem Ayuryoga

Massagem terapêutica que auxilia a prática desportiva, favorece a abertura das omoplatas, liberta tensão acumuladas no corpo, em particular nas zonas do pescoço,cervical, dorsal, diminui o stress do corpo e da mente e estimula a circulação sanguínea, indicada para dores musculares.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Massagem :Reações ao tratamento



As reações à massagem e ao trabalho corporal variam de um paciente para outro. Enquanto uma pessoa apresenta uma resposta positiva em um curto período de tempo, outro paciente nas mesmas condições talvez necessite de um tratamento muito mais longo. A diferença é inevitável e deve ser encarada como natural. É válido lembrar que os pacientes se curam a si mesmos, ainda que com a orientação e ajuda do terapeuta. Existe disparidade, também, nos efeitos físicos imediatos do tratamento.

Apesar de, em geral, a massagem ser um conjunto agradável, algumas das manobras são mais agradáveis que outras. As técnicas de massagem profunda, por exemplo, assemelham-se mais a uma "dor gostosa", quando comparadas com a sensação tranqüilizadora do deslizamento superficial. Às vezes, uma sensação residual de leve dor permanece após o tratamento, o que invariavelmente decorre da superestimulação dos nervos sensoriais.

Entretanto, qualquer dor ou abrasão que persista ou demonstre alguma importância deve ser registrada, literal ou mentalmente, já que revela a necessidade de ajustes nos tratamentos subseqüentes ou de omissão completa da área. Alguns pacientes também relatam uma sensação de peso na cabeça ou a necessidade de assoar o nariz logo após o tratamento.Ambos os sintomas são temporários e indicam que o corpo está eliminando toxinas. Não raro, a massagem no abdômen é seguida por defecação, e a massagem na linfa e nos rins, por micção.São, portanto, reações esperadas.

Para que o tratamento se complete, o paciente deve estar informado sobre os resultados esperados da massagem e ser aconselhado quanto a eles. Em um evento improvável de inflamação em um tecido ou em uma articulação, uma toalha molhada e fria é colocada sobre a área por cerca de 15 minutos. Aplicação similar é recomendada quando há suspeita de inflamação em um nervo. Também, a dor em um músculo pode ser aliviada com uma bolsa de água quente.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alongamentos



Os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento.

O principal efeito dos alongamentos é o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação, promovendo o alívio do desconforto ou dor em determinadas regiões do corpo.

Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior a sua flexibilidade e saúde.

Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos. Nossos músculos, que são responsáveis pelos nossos movimentos, possuem, entre outras características importantes, a elasticidade, que lhes permite voltar ao tamanho normal depois de alongados.


Entretanto, devido à vida sedentária, posturas inadequadas, estresse diário e a não realização de alongamentos, o ser humano pode ter estruturas do corpo comprometidas pelo desalinhamento da postura ou sobrecarga que sofrem. Com os músculos tensos ou encurtados, não haverá amplitude normal de movimentos, nem uma boa circulação sanguínea, além de causar desconforto e até dor.

Isso mostra-nos a importância de realizarmos alongamentos com freqüência.Entretanto, mais importante do que realizá-los, é fazê-los da maneira correta, ou então como terapia assistida, o chamado streching ou alongamento passivo.

Os alongamentos são fáceis, mas quando realizados de forma incorreta, podem, na realidade, fazer mais mal do que bem.
Alongamentos antes e depois do exercício,mantêm a flexibilidade e ajudam na prevenção de lesões comuns.

Alongar define-se como sentir uma sensação de tensão. Se por acaso sentir dor intensa, a posição deve ser relaxada para evitar micro lesões na musculatura. Todo o profissional de massagem, em caso de alongamento passivo, deve respeitar os limites do cliente/paciente,e aumentar lenta e gradualmente a intensidade dos exercícios a par com a respiração.

É recomendável manter o alongamento de 10-60 segundos por articulação. Evitar balançar durante a execução (pois assim estará estimulando um reflexo de contração ao invés do propósito de alongar.

Objetivos do Alongamento

-Restaurar a amplitude de movimento normal na articulação envolvida e a mobilidade das partes moles adjacentes à esta articulação, aliviando dor e desconforto proximal.
-Prevenir o encurtamento ou tensionamento irreversíveis de grupos musculares.
-Facilitar o relaxamento muscular.
-Aumentar a amplitude de movimento de uma área particular do corpo ou corporal, de forma geral antes de iniciar exercícios de fortalecimento muscular .
-Reduzir o risco de lesões músculo-tendinosas (tendinite).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Alongamento e massagens são hábitos que devem ser incentivados aos atletas



Ignoradas por muitos praticantes de esporte, as atividades de recuperação são fundamentais após os exercícios

Os exercícios físicos proporcionam bem-estar e relaxamento tão grandes que muitos praticantes se dizem verdadeiros viciados em esportes. Mas tão importante quanto estar em movimento é aprender a concluí-los: não existe sensação melhor do que chegar inteiro ao fim de um longo percurso de corrida ou de horas de musculação. Alguns atletas, porém, finalizam o treino com pressa e acabam se esquecendo de uma atividade igualmente importante ao estímulo muscular: a recuperação. E isso preocupa os médicos.

O primeiro erro está na desatenção com a estabilização cardíaca. Segundo o médico fisiologista Guilherme Molina, o tempo para que os batimentos voltem ao normal varia entre 15 e 30 minutos. Nesse intervalo, o órgão fica instável e é comum surgirem arritmias. “O coração fica sobrecarregado, como se estivesse doente. Após um estresse cardiovascular, é primordial separar um tempo para restabelecer a normalidade”, explica.

Para isso, o ideal é que a finalização do exercício aconteça de forma gradual e que cada pessoa teste como o corpo reage da melhor forma. O aposentado João Neto, por exemplo, busca os chuveiros. Ao fim do percurso de 10 quilômetros de corrida e oito de caminhada, Neto, 58 anos, entra embaixo da água fria — de roupa e tudo — e dá alguns pulos até a respiração ficar menos ofegante. O método, segundo ele, além de tirar o suor do corpo, é eficaz para normalizar os batimentos e proporcionar um relaxamento muscular.

Assim como muitos iniciantes, João Neto não se preocupava com o pós-treino quando começou a correr: ao fim de longas distâncias, considerava a missão cumprida. Depois de 12 anos nas pistas e incontáveis lesões na panturrilha e no tendão, ele, agora, dedica alguns minutos para os alongamentos. “Via todo mundo tomar chuveiradas e se alongar. Só eu não fazia nada. Procurei um personal trainer e agora faço tudo certinho”, conta.

Dependendo do exercício, a repetição dos movimentos faz com que o sangue se concentre nos músculos mais trabalhados. Nesse sentido, o alongamento é importante para irrigar igualmente os tecidos e levar nutrientes e oxigênio às regiões que sofreram maior esforço. A eficácia do banho frio, no entanto, gera controvérsias.

De acordo com Guilherme Molina, sabe-se que banheiras de gelo — em temperaturas bem mais baixas do que a de uma chuveirada — funcionam como analgésicos e, dessa forma, eliminam a dor muscular. Mas, na dúvida, é melhor um banho frio a um de alta temperatura. “Um banho quente imediatamente após um treino pode ser perigoso e proporcionar uma queda súbita da pressão, levando até a desmaios momentâneos”, alerta o fisiologista.

Diga não às dores

O maior vilão dos exercícios é o dia seguinte. Atividades de grande esforço causam microlesões musculares e, da mesma forma que são responsáveis pelo fortalecimento e hipertrofia dos tecidos — resultado buscado pela maioria dos atletas —, originam dores, intensificadas ainda mais se o pós-treino não for realizado de forma correta. Nessas situações, o ideal é não interromper a prática esportiva.

“Se a dor não for muito forte e não tiver o risco de alguma lesão séria, é aconselhável manter as atividades”, explica o professor de educação física Acivan Lopes. “No máximo, pode-se diminuir a intensidade. É o que chamamos de recuperação ativa: recuperar os músculos com a ajuda dos exercícios.”

Outra opção são as massagens. Só no Parque da Cidade há 10 tendas para atender aos atletas.
A massagem tem várias vantagens: potencializa a ação de hormônios regeneradores, proporciona um aumento do fluxo sanguíneo corporal e o direciona para a área afetada, aliviando dores e tensões.

Há quase 10 anos, o delegado Ricardo Viana faz sessões de uma hora todas as sextas-feiras. “Eu corro, alongo e termino aqui o meu treino. Além de ser bom para aliviar o estresse, sinto um relaxamento nas fibras musculares”, diz.



Ricardo Viana recorre a massagens após os treinos: Além de ser bom para aliviar o estresse, sinto um relaxamento nas fibras musculares


Marcela Mattos - Correio Braziliense

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Massagem e técnicas neuromusculares



Um dos grandes objetivos da massagem consiste na eliminação dos produtos metabólitos ou seja, a matéria gasta que é formada no músculo quando do exercício ou atividade, e que não é expelida pelo corpo.

Existem algumas técnicas de base bastante eficazes e direcionadas para este aspecto.
As fricções profundas (Ciriax) são um exemplo a considerar.Esta técnica,é direcionada para libertação de aderências pós lesão,contraturas musculares,tendinites, rigidez articular etc.Ela consiste em movimentos bem localizados e profundamente penetrantes, numa direção circular ou transversal as fibras musculares do tecido-alvo , usando as pontas dos dedos, almofada do polegar ou palma da mão sem aplicação de óleo, dependendo da área que se pretender incidir o tratamento, seja ela relativa a tendão, ligamento, cápsula articular ou fibra muscular.

Quando da aplicação da técnica transversal nas fibras, é necessário que as mesmas estejam em estiramento para que haja uma maior eficacia, assim como o movimento dos dedos e a superficie cutânea devem movimentar-se em conjunto (para frente ou para trás) sobre os tecidos mais profundos. A qualidade e quantidade de arrasto de tecido é de grande importância para a eficacia desta técnica.

No que toca a fricções em círculo, esta técnica é aplicada normalmente com o segundo terceiro e quarto dedo ou com o polegar, de preferência numa direção de força inclinada iniciando pequenos círculos sobre o tecido alvo, aumentando de forma progressiva a pressão a cada círculo consecutivo.

Ambos estes movimentos de massagem são desconfortáveis e dolorosos, não devendo ser insuportáveis. Podem se extender de 5 a 20 minutos, e apesar da possível sensação dolorosa pós massagem, é recomendável a continuação do tratamento as vezes que sejam necessárias até se atingir os resultados pretendidos que, passam por aumento de flexibilidade, descongestionamento e aumento de amplitude articular.

As pressões profundas nos tecidos são efetuadas para causar lesão e inflamação controlada, provocando a liberação de certas substâncias que atuam nos capilares e arteríolas facilitando a vasodilatação. Esta vasodilatação provoca aumento de liquido, que consequentemente irá produzir distensão local na área.

sábado, 15 de outubro de 2011

Destaque do handebol também ataca de massagista terapêutica no Pan



Mayara de Moura, central da seleção brasileira em Guadalajara, é requisitada pelas colegas de equipe para alivar as dores musculares

Um dos destaques da seleção brasileira de handebol nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, Mayara de Moura nem sempre termina de “trabalhar” quando o jogo termina. A bonita central de 24 anos, formada no curso de massagem terapêutica, volta e meia ataca de massagista da equipe.

Paralelo a vontade de se tornar uma grande jogadora de handebol, Mayara sempre sonhou em se formar fisioterapeuta. Ela até chegou a começar a faculdade, mas a decisão de jogar pela Europa acabou mudando seus caminhos. Pelo menos em partes. Hoje, nas horas vagas, ela é massagista.

- Antes de sair do Brasil, eu comecei a fazer fisioterapia. O meu sonho era trabalhar com isso depois quando parasse o handebol. Mas, como eu não consegui terminar e era difícil transferir o curso para a Europa, procurei alguma coisa que tivesse relação - contou Mayara.

Para não perder a prática, os amigos e as colegas de seleção acabaram virando seus pacientes.

- Eu faço mais nos meus amigos, quando estou de férias em casa. Eu tento praticar um pouco, mas não como profissão. Na seleção, sempre tem alguém que diz que está com dor e me pede massagem. É bom porque também não fica muito trabalho para os fisioterapeutas – disse Mayara, que está há cinco anos jogando na Europa. Atualmente, ela defende o time francês US Mios Biganos Handball, da França, atual campeão europeu.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Massagem e Alongamento




Profª Suzete Coló Rossetto

A massagem pode possibilitar a redescoberta milenar da arte do toque e a perda dos receios de tocar, equilibrando-o energeticamente e aliviando as tensões, estresse do cotidiano e dores musculares. Leva o indivíduo ao autoconhecimento.

Massagem e alongamento unem duas técnicas ampliando a atuação do profissional perante seu aluno ou paciente. Desperta a intuição e sensibilidade. As duas técnicas valorizam a aula do personal training e também colabora com a reabilitação de lesões.

Definições:
Massagem:é a linguagem do tato. É um conjunto de toques exercidos sobre o corpo com fins terapêuticos, desportivos, estéticos, emocionais e lúdicos.

Alongamento: é a arte de estender-se.

Efeitos da Massagem

Primários:

a) Melhora tônus muscular;

b) Aumenta a força muscular;

c) Renova a camada epitelial e limpando os poros;

d) Aumenta a flexibilidade;

e) Reduz a rigidez articular aumentando sua amplitude de movimento;

f) Estimula a circulação sanguínea e linfática.

Secundários:

a) Calmante;

b) Estimulante;

c) Desintoxicante.

Efeitos do Alongamento

a) Reduz a tensão muscular;

b) Torna os movimentos mais soltos e fáceis;

c) Previne lesões (principalmente as distensões);

d) Facilita as atividades de desgaste, pois prepara o corpo para o movimento;

e) Desenvolve a consciência corporal;

f) Ajuda a liberar movimentos bloqueados por tensões físicas e ou emocionais;

g) Ativa a circulação.

Indicação:

a) Previne a boa saúde;

b) Trata as lesões;

c) Prepara o corpo para o movimento;

d) Relaxa após aula de ginástica;

e) Torna o indivíduo mais flexível para a vida.

Contraindicação:

a) Distúrbios e doenças de pele;

b) Doenças infecciosas agudas;

c) Varizes;

d) Câncer ou tumores;

e) Gravidez (em algumas regiões e período da gestação);

f) Estado febril.

A Universidade Gama Filho oferece o curso de Extensão Universitária de massagem e Alongamento. Para maiores informações sobre datas, horários e valores acesse a nossa página: www.posugf.com.br.

domingo, 25 de setembro de 2011

A Massagem como parte integrante do tratamento da Lesão Medular



Com benefícios comprovados em vários sistemas do corpo humano, a massagem é agora analisada como um meio fundamental para o trabalho de reabilitação em pacientes com lesões medulares – Sistema Nervoso.

São várias as causas que podem provocar traumatismos na medula espinal, localizada no canal raquidiano. Os acidentes de viação, sejam eles de automóvel ou de moto, são, sem dúvida, os principais responsáveis por este tipo de trauma. Além destes, encontram-se entre as principais causas, os acidentes de trabalho ou desportivos.

Existem diversos tipos de lesão medular, com características e limitações específicas. O tipo mais comum, e menos grave, é a comoção medular – inflamação da medula, causada por movimentos bruscos, e com manifestações reversíveis; a contusão medular é mais grave, pois é responsável pela destruição de tecido nervoso, originando problemas irreversíveis; e a laceração medular, com ruptura da medula e perda irreparável das funções nervosas abaixo do ponto de lesão.


Estudo de caso

Nome: Jaime Miguel Pardal Ambrósio
Idade: 31 anos
Patologia: Paraplegia e tetraplegia incompleta com nível 2 na escala de Ashworth
Causa: Acidente de viação com moto.

O paciente sofreu, em 2009, um acidente de viação do qual resultou uma tetraplegia incompleta, com fracturas da C6 e C7, e uma paraplegia incompleta, com fracturas da D6, D7 e D9, com foco de contusão medular.

Foi sujeito a um tratamento de reabilitação intensivo, no Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, em São Brás do Alportel, a fim de recuperar as capacidades motoras.

Em que consistiu o seu tratamento?
“Fui sujeito a programa de fisioterapia, com sessões de electroterapia, massagem com alongamentos posteriores e hidroterapia.

Diariamente e após sessão de fisioterapia, era feita sessão de massagem com o intuito de alongamento muscular e relaxamento, a fim de evitar e combater a hipertonia e hiper-reflexia resultante da lesão medular.”

O tratamento e recuperação dos pacientes são definidos caso a caso, de acordo com as necessidades específicas de cada indivíduo, tendo como objectivo evitar contraturas e atrofias musculares, procurando sempre uma total recuperação das funções alteradas e melhoria da qualidade de vida.

A massagem é utilizada diariamente para auxiliar na recuperação de pacientes com estes tipos de lesão medular, sendo a pressão suave ou mais profunda, com ou sem alongamentos associados, mas sempre com o propósito de diminuir a dor, melhorar a circulação local e eliminar toxinas. Trata-se de movimentos suaves e rítmicos, baseados em deslizamentos e amassamentos de toda a massa muscular. O alongamento passivo é muito útil mas deve ser feito cuidadosamente, de modo a não alongar completamente o músculo, o que poderia causar contracção reflexa.

A hidroterapia fazia parte do seu tratamento?
“Sim, eram feitos exercícios em piscina que estimulavam a coordenação motora, como havia um enorme défice de massa muscular a hidroterapia facilitava o movimento e ao mesmo tempo evitava lesões articulares.”

A hidroterapia é uma importante ferramenta da fisioterapia, e fundamental para o desenvolvimento motor nestes casos.
As suas funções físicas foram recuperadas na totalidade?
“Não, actualmente sofro de Marcha Espástica.”

Que tipo de terapia faz atualmente?
“Actualmente faço trabalhos de ginásio para aumento de massa muscular, juntamente com sessões de alongamentos para combater a espasticidade.”

A espacidade apresenta diversas variações e complicações, sendo, de um modo geral, caracterizada pela hipertonia dos músculos, causando movimentos rígidos e descoordenados.

O paciente ficou com incapacidade a nível da marcha, denominada de Marcha Espástica – movimentos rígidos das pernas.

A massagem é, nestes casos, aplicada não só para melhorar as condições físicas, como também a nível de relaxamento, evitando contraturas causadas pela intensidade dos tratamentos e pelo stress, tendo ainda um valor emocional de grande importância.

Após os tratamentos, a presença da massagem na vida destes pacientes poderá ser bastante benéfica, pois apesar do alivio ser momentâneo, o seu efeito também é cumulativo.

sábado, 17 de setembro de 2011

Terapias Comportamentais para Depressão



Monografia apresentada como Trabalho de Conclusão de curso de Graduação em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, sob orientação temática da Profª Me. Conceição Aparecida A. S. Reis e orientação metodológica do Prof° Me. Paulo Moacir Godoy Pozzebon.

(RESUMO)

A depressão é citada por muitos como sendo a doença do século. Segundo a Organização Mundial da Saúde, neste início do século XXI, a depressão representa a quarta maior causa de perda de anos de vida sadios. Além disso, é classificada como sendo a doença que mais incapacita o ser humano e gera um risco de vida por suicídio de até 15% (ZUNKEL, 2003, p. 116).

Apesar dos inúmeros medicamentos antidepressivos e das demais técnicas de tratamento, um grande percentual dos pacientes com transtorno mental acaba procurando, ou até prefere algum tipo de ajuda complementar ao tratamento convencional. (JORM et al., 2002, p. S85). Este autor cita que numa amostra da população australiana, 57% dos entrevistados escolheu vitaminas e fitoterapia como sendo útil para o tratamento da depressão, comparado com 29% que escolheu a alopatia. O estudo evidencia a importância que deve ser dada para outros tipos de tratamento que não só o convencional. Recentemente tem se dado maior importância para a opinião do paciente, no que diz respeito ao seu próprio tratamento; sendo essa opinião um requisito importante para o sucesso terapêutico (JORM et al., 2002, p. S85).

O uso de técnicas complementares exige, assim como num plano de tratamento padrão, um rigoroso critério de elegibilidade e precisa de tantas pesquisas quanto às desenvolvidas com medicamentos, com eletroconvulsoterapia, com fototerapia e outros.

Nesta perspectiva surgiu um dos objetivos deste Trabalho de Conclusão de Curso: realizar uma revisão bibliográfica de modalidades terapêuticas que podem ser utilizadas no campo da Fisioterapia e que, segundo suas bases conceituais, podem possivelmente favorecer o paciente deprimido: Acupuntura, Exercício Físico, Massagem Terapêutica e Relaxamento.

Esta revisão bibliográfica foi realizada em bancos de dados como: “Pubmed”, Biblioteca Cochrane, “Scielo”, “Lilacs”, livros didáticos, internet, entre outros. Na consulta por artigos indexados as palavras-chaves principais utilizadas foram: acupuntura, massagem, exercício físico, atividade física, relaxamento, técnicas de relaxamento, depressão, transtornos do humor e transtornos depressivos.

Pelo limitado número de artigos e pela intenção de traçar-se uma abordagem mais ampla nas mais diversas síndromes depressivas utilizou-se como critério de exclusão somente os transtornos depressivos de caráter bipolar.

Tratamento

Segundo Kaplan (KAPLAN, 2003) o tratamento dos transtornos do humor deve ser dirigido para os seguintes objetivos: em primeiro lugar, deve-se garantir a segurança do paciente (propiciando um bom vínculo terapeuta – paciente); em segundo lugar, uma completa avaliação diagnóstica; em terceiro, um plano de tratamento que aborde não apenas os sintomas imediatos, mas também o bem-estar futuro do paciente.

Kay e Tasman (KAY; TASMAN, 2002, p.306) enfatizam que o tratamento deve voltar-se para a redução e eliminação dos sintomas depressivos, com restauração integral do funcionamento psicossocial. A melhoria do funcionamento adaptativo após o episódio depressivo deve ser um dos objetivos associados. O estabelecimento de uma relação funcional entre paciente, família e terapeuta, promove geralmente uma melhor recuperação e fundamenta, além da conduta, o melhor tratamento para o paciente.

A literatura de psiquiatria estudada apresenta as seguintes práticas de tratamento do paciente deprimido: farmacoterapia, eletroconvulsoterapia, fototerapia e o tratamento psicossocial.

1 - Farmacoterapia

O enfoque farmacológico revolucionou o tratamento dos transtornos depressivos e afetou dramaticamente o curso dos transtornos de humor, além de reduzir os custos que impõem à sociedade (KAPLAN, 2003, p. 517).

As principais drogas terapêuticas para o tratamento da depressão são os antidepressivos e a escolha do tratamento com um medicamento específico - em uma determinada situação clínica - baseia-se principalmente na determinação da resposta terapêutica prévia à medicação, na consideração dos possíveis efeitos colaterais, na história de resposta à medicação em parentes de primeiro grau e na presença de doenças clínicas gerais concorrentes ou de transtornos psiquiátricos comórbidos que possam indicar uma opção específica de tratamento com antidepressivos.

Quando a medicação antidepressiva é iniciada exige-se a monitorização cuidadosa da dose e das respostas iniciais, a revisão do tratamento com o paciente logo após seu início, o aumento gradual da dose até níveis terapêuticos e a revisão semanal da resposta clínica durante o tratamento. O objetivo final da farmacoterapia é a remissão completa dos sintomas.

Há vários tipos de medicações antidepressivas. Estas incluem medicações mais novas - principalmente inibidores seletivos de recaptura de serotonina (ISRS), tricíclicos e inibidores da mono-amino-oxidase (IMAO). Os ISRS - e outras medicações mais recentes que afetam neurotransmissores como dopamina e norepinefrina - geralmente têm menos efeitos colaterais que os tricíclicos e geralmente são mais bem toleradas pelos pacientes.

Embora algumas melhoras possam ser vistas nas primeiras semanas, as medicações antidepressivas têm de ser tomadas regularmente por 3 ou 4 semanas (em alguns casos até 8 semanas) antes que ocorra o efeito terapêutico integral. Além disso, o médico pode ter que experimentar vários antidepressivos antes de achar a medicação ou combinação de medicações mais eficaz.

Seguem-se abaixo alguns quadros com as diferentes categorias de antidepressivos, doses recomendadas, entre outras informações.

É importante lembrar também, que os medicamentos ansiolíticos (calmantes) ou sedativos por vezes são prescritos juntamente com os antidepressivos; entretanto, não são eficazes quando tomados isoladamente para um transtorno depressivo (Associação Brasileira de Psiquiatria, 2006).

2- Eletroconvulsoterapia

A terapia eletroconvulsiva geralmente é usada quando o paciente não responde à farmacoterapia ou não tolera a farmacoterapia ou quando a situação clínica é tão severa que exige a melhora rápida.

Dentre todas as eletroconvulsoterapias realizadas nos Estados Unidos, de 80 a 90% são para o tratamento do transtorno da depressão maior. Esta terapia é indicada para casos de depressão severos, incluindo casos com aspectos psicóticos. E é particularmente útil para eliminar impulsos suicidas agudos em pacientes que necessitam de um rápido combate aos sintomas (KAPLAN, 2003, p. 521).

3- Fototerapia

A fototerapia é um tratamento que vem sendo usado em pacientes com transtornos do humor de padrão sazonal (LEPPÄMÄKI, 2002, p. 316). Pode ser usada sozinha ou em associação com a farmacoterapia.

Consiste na exposição de pacientes com Transtorno Depressivo Maior (TDM) à iluminação de 2500 lux de 1 a 2 horas ao despertar. Foi desenvolvida como um novo tratamento para pacientes que manifestam TDM com padrão sazonal, que geralmente se manifestam nos países nórdicos, nos períodos de inverno, que tem pouca luminosidade.

4 Tratamento Psicossocial

Dentre a literatura consultada verificou-se que a maioria dos autores indicam a prática medicamentosa associada à psicoterapia, obtendo, com isso, uma intervenção mais efetiva e prevenindo as recidivas. Além disso, algumas pessoas com formas mais leves de depressão podem evoluir bem somente com psicoterapia tão somente.

Dentre os tratamentos psicossociais incluem-se tratamento psiquiátrico de apoio, psicoterapia interpessoal, terapia cognitiva, terapia comportamental, psicoterapia dinâmica breve e terapia conjugal e familiar. Elas têm por objetivo: redução ou eliminação dos sintomas ativos da depressão, prevenção de recaídas ou recorrências e restauração do funcionamento psicossocial.

Acupuntura e Depressão

A palavra “acupuntura” vem do Latim e se refere simplesmente ao ato de “penetrar com um instrumento pontiagudo”. Tal técnica originou-se na China, no período pré-histórico e vem sendo usada por mais de dois mil anos na China e no Japão (FILSHIE; WHITE, 2002, p. 3). A referência literária mais antiga está no livro de medicina interna do Imperador Amarelo, datada do segundo ou terceiro século antes de Cristo. A acupuntura chegou ao Japão no século VI da era Cristã e foi introduzida na Europa por Rhijine (1683), que havia aprendido no Japão essa arte terapêutica.

Como terapia foi se difundindo muito lentamente na Europa. As primeiras publicações sobre acupuntura, européias e americanas, só apareceram no início do século XIX. Apesar de seu uso já mais difundido na metade do século XX, foi só na década de 70 que a atenção pública se voltou para essa terapia e veio a ser amplamente exercida. Filmes mostrando procedimentos cirúrgicos sob anestesia propiciada pela acupuntura, vindos da China, logo após a visita do presidente Nixon ao país em 1972, incitaram a imaginação pública. Foi então, nessa época, que se iniciaram as mais amplas pesquisas sobre a acupuntura e seus diversos efeitos, principalmente no que diz respeito ao controle da dor.

Hoje em dia, devido a esta ampla expansão da acupuntura para o Ocidente e devido a uma cultura atual de ciência baseada em evidências pode-se colocar a acupuntura dividida em dois grandes pilares: acupuntura segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e a Acupuntura Científica (AC). A MTC exerce a acupuntura conforme os ensinamentos de antigos mestres, que passaram seus conhecimentos ao longo de milhares de anos, sendo suas teorias baseadas num equilíbrio energético regido pelo Yin e pelo Yang (forças opostas com a finalidade de se equilibrarem entre si).

A inserção de agulhas pelo corpo teria a finalidade de ajudar na restauração da energia vital, que estaria desbalanceada no caso de uma doença. Sendo assim, os melhores pontos deveriam ser selecionados para a restauração de uma homeostase individual – pontos que teriam uma indicação variável conforme o estado de desequilíbrio. Os pontos de acupuntura agrupados entre si, formariam segundo a MTC, meridianos (trajetos imaginários) ao longo do corpo, responsáveis por conduzirem nossa energia vital.

Já a AC baseia-se em princípios neurofisiológicos, anatômicos e muitas vezes exclui as teorias tradicionais chinesas. Para estes adeptos a aplicação das agulhas gera componentes neuroquímicos, psicológicos e hormonais, responsáveis pelo controle sintomatológico ou cura de algumas doenças. Esta corrente diversas vezes tenta traçar um elo entre a MTC e as informações disponíveis na medicina ocidental como, por exemplo, tentando correlacionar os meridianos com os trajetos nervosos ou com o trajeto de vasos da anatomia humana; muitas vezes questiona a real existência de uma energia percorrendo os meridiano; tenta traçar protocolos de tratamento, baseados em evidências e não por meio de diagnósticos firmados pela MTC. Porém, são inúmeros os estudos que acabam correlacionando a MTC e a AC, por isso esse capítulo irá se ater numa mescla destas duas correntes.

É interessante pontuar, também, que a terminologia utilizada pela MTC difere totalmente dos termos usados pela medicina ocidental. Por exemplo: “Pulmão” na MTC está relacionado com doenças de pele; “Rim” não diz respeito ao trato urinário e sim ao sistema genital; “Baço” regula as funções digestórias. Existe até um órgão “Triplo Aquecedor”, que não existe na anatomia moderna (LIAO, 1973, NEEDHAM, 1980 apud FILSHIE, 2002, p. 13). A justificativa para esta grande diferença reside no fato da MTC se basear em antigos manuscritos que datam de tempos cujas constatações de funcionamento do corpo, muitas vezes, eram feitas por intuição, e a anatomia interna humana norteava-se primordialmente pela palpação e observação.

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Em casos de eletroacupuntura a corrente elétrica que passa pelas agulhas é uma corrente não contínua que pode ser relativamente lenta (2 – 10 Hz) ou rápida (80 – 150Hz) e a associação de freqüências baixas e altas tende a ter resultados mais favoráveis do que a utilização de somente uma das duas (ULETT; HAN; 1998, p. 129). A justificativa para isso parece ser a liberação de mais de um tipo de neuropeptídeo (MA, 2003, p. 42) e isso pode ser vantajoso, também, nos casos de depressão.

Para seleção dos pontos listados na tabela 1, e mesmo para localizar qualquer acuponto é importante lembrar que exames quantitativos das propriedades elétricas da pele fornecem a demonstração mais objetiva da validade científica dos pontos de acupuntura (BERGSMANN, 1973; REICHMANIS, 1975; BECKER et al., 1976; OLESON, 1983 apud STUX; HAMMERSCLA, 2005, p. 113). Nos anos 70, Matsumoto mostrou que 80% dos pontos de acupuntura podiam ser detectados como pontos de baixa resistência. Descobriu-se que a resistência elétrica dos pontos de acupuntura ia de 100 a 900 kOhm, ao passo que a resistência elétrica dos não-pontos de acupuntura ia de 1100 a 11.700 kOhm (STUX; HAMMERSCLA, 2005, p. 114).

No Departamento de Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), por exemplo, o método utilizado para detectar os pontos de acupuntura com mais precisão é o Ryodoraku (aparelho utilizado para mapear a impedância ou resistência elétrica da pele). Integrantes do Departamento de Dor da FMUSP colocam que segundo Nakatani os pontos detectados pelo Ryodoraku indicam a existência de um processo patológico, resultado da liberação de substâncias algogênicas nas terminações nervosas do tegumento pesquisado (ANDRADE FILHO, 2005). Essas substâncias algogênicas promoveriam uma despolarização da membrana axonal e conseqüentemente reduziriam a resistência elétrica tegumentar (ANDRADE FILHO, 2005).

Como demonstrado no estudo de Röschke (RÖSCHKE, 2000), a acupuntura pode ser um recurso que utilizado de forma associada à tratamentos padrões pode trazer benefícios terapêuticos adicionais, potencializando, por exemplo, o efeito dos antidepressivos.

Cabe lembrar que trabalhar em conjunto com um psiquiatra pode ser uma alternativa bem interessante e em alguns casos primordial. Com isso pode-se discutir a eleição criteriosa dos pacientes que eventualmente se beneficiarão somente com a acupuntura, verificar as possibilidades de utilizar-se antidepressivos mais acupuntura, averiguar possíveis reduções em dosagens medicamentosas (em função da associação com a acupuntura) e deixar a cargo do psiquiatra os casos que possivelmente não se beneficiarão com o uso da acupuntura.

Apesar dos poucos estudos bem elaborados, controlados e com casuísticas importantes a acupuntura parece ser uma técnica promissora no tratamento da depressão. E para maiores conclusões e para claras orientações de tratamento mais estudos se fazem necessários.

Exercício Físico

O exercício físico sempre existiu na história da humanidade. Estudos antropológicos e evidências históricas relatam a existência desta prática desde a cultura pré-histórica, como um componente integral da expressão religiosa e cultural (VAISBERG, 2005, p. 5). Um bom exemplo são os Jogos Olímpicos – prática desportiva com caráter de celebração e culto aos Deuses que ocorre há mais de 2700 anos.

Um outro aspecto também muito importante do exercício físico, quando realizado de forma planejada, estruturada e repetitiva, é a sua capacidade de atuar no condicionamento físico, aumentando ou mantendo a saúde e a aptidão física. Esta forma de atuação também pode ser encontrada na história das civilizações; como na Idade Média em que os exercícios foram a base da preparação militar dos soldados, que durante os séculos XI, XII e XIII lutaram nas Cruzadas empreendidas pela Igreja.

Porém, uma atenção recente, fruto de diversos estudos atuais, relaciona o exercício físico com a prevenção, conservação e conseqüente melhora da saúde.

Estudos epidemiológicos e experimentais evidenciam uma correlação positiva entre a prática da atividade física e diminuição da mortalidade, sugerindo um efeito positivo no risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares, no perfil dos lipídeos plasmáticos, na manutenção da integridade óssea, no controle de enfermidades respiratórias e do diabetes, além de menor prevalência de câncer. Também são relatados benefícios psicológicos como melhora na função cognitiva, humor, diminuição da ansiedade e depressão (MC ARDLE et al., 1998; MAZZEO, 1998; NIEMAN, 1999; POWERS et al., 2000; WILMORE, COSTIL, 2001 apud VAISBERG, 2005, p. 06).

Independente da idade, o exercício físico terapêutico regular produz melhoras fisiológicas mensuráveis. O Colégio Americano de Medicina Esportiva (“American College of Sports Medicine” – ACSM), por exemplo, coloca dentre os benefícios diretos e indiretos do exercício físico terapêutico:


Melhoria da função cardiovascular e respiratória;
Redução dos fatores de risco para doenças das artérias coronárias;
Diminuição de incidentes mortais provocados por doença cardiovascular;
Diminuição da incidência de doença das artérias coronárias, cancro do cólon e diabetes tipo II;
Diminuição da massa gorda e manutenção ou aumento da massa muscular;
Aumento da massa óssea e/ou prevenção da sua perda (prevenção da osteoporose);
Aumento da força muscular;
Aumento da resistência de tendões e ligamentos;
Aumento do metabolismo em repouso;
Melhoria da função imunitária;
Atraso de certos processos do envelhecimento;
Aumento da sensação de bem-estar e da auto-estima;
Melhoria dos estados de depressão e ansiedade.

A magnitude dessas melhoras depende de muitos fatores, incluindo estado inicial de aptidão, idade, tipo e volume de treinamento. Por isso, é importante lembrar que quando se pretende trabalhar com o exercício físico de forma terapêutica é preciso ter um bom conhecimento dos aspectos gerais e da fisiologia do exercício, sabendo associar isto à correta prescrição para cada indivíduo e para cada doença.

Para isso deve-se estar atento a determinantes como: intensidade, volume, freqüência e duração do exercício. Além disso, outro cuidado igualmente importante refere-se à realização de uma avaliação física precisa, para que seja elaborado um programa correto de exercícios, baseado no gasto energético, idade, sexo, entre outros (FLETCHER, 1990, p. 2288).

Na última década foram realizados estudos controlados fundamentando a idéia de que os exercícios físicos têm papel relevante na promoção de saúde mental. Os indivíduos mais estudados são os de populações clínicas, portadoras de depressão - os quais, em geral, são mais sedentários e apresentam menor capacidade de trabalho físico se comparados aos não portadores da doença. Tem-se observado que ambas as populações se beneficiam dos efeitos da prática de diferentes modalidades de exercício físico (MELLO, 2005, p. 205).

Frente às necessidades em entender a fisiologia do exercício, qual intensidade, freqüência, volume e duração da atividade física necessária para o tratamento da depressão surgiram os tópicos subseqüentes deste capítulo.

Fisiologia do Exercício na depressão

Segundo Vaisberg (VAISBERG, 2005, p. 136) mecanismos psicológicos e fisiológicos tem sido sugeridos para explicar os efeitos benéficos dos exercícios sobre a saúde e sobre transtornos mentais. Embora poucas hipóteses tenham encontrado respaldo em estudos randomizados e controlados, alguns dos mecanismos serão aqui mencionados:

Mecanismos psicológicos dos exercícios físicos:

a) Hipótese da distração: Sugere que o desvio (promovido pelos exercícios) de estímulos não prazerosos ou de queixas somáticas dolorosas levem à melhora do afeto e do bem-estar;

b) Teoria da auto-eficácia: Propõe que confiança, na capacidade de se exercitar, está fortemente relacionada à habilidade de realizar outras tarefas/comportamentos;

c) Hipótese da interação social: Postula que a interação social e o suporte mútuo entre os praticantes é importante parcela dos benefícios causados pelo exercício físico à saúde mental do indivíduo.

Mecanismos fisiológicos dos exercícios físicos:

a) Hipótese das monoaminas: propõe que os exercícios otimizam a transmissão sináptica aminérgica cerebral. Noradrenalina, dopamina e serotonina são aminas que agem no despertar, na capacidade da atenção e também estão relacionadas aos transtornos depressivos e distúrbios do sono;

b) Hipótese das endorfinas: as beta-endorfinas são produzidas endogenamente em diferentes localizações do cérebro, liberadas durante a atividade física, estão relacionadas à redução da dor e à potencialização do estado de euforia.

Além dessas diversas hipóteses a melhora do quadro do sono (benefício intimamente ligado à prática regular de atividade física) parece ser um dos fatores implícitos relacionados à diminuição dos sintomas da depressão.

Para esta melhora do padrão do sono algumas teorias são propostas. Entre essas propostas temos:

a) - Termorregulatória: afirma que o aumento da temperatura corporal como conseqüência do exercício, facilitaria o disparo do início do sono, graças a ativação dos mecanismos de dissipação do calor e indução do sono, processos estes controlados pelo hipotálamo;

Conservação de energia: descreve que o aumento do gasto energético promovido pelo exercício durante a vigília aumentaria a necessidade de sono a fim de alcançar um balanço energético positivo, restabelecendo uma condição adequada para um novo ciclo de vigília;

Restauradora ou compensatória: da mesma forma que a anterior, relata que a alta atividade catabólica durante a vigília reduz as reservas energéticas aumentando a necessidade de sono.

Os benefícios da atividade física, em relação à qualidade de vida, são indubitáveis, e são evidenciados sob o aspecto psicossocial, interferindo no estado de ansiedade e depressão, elevando a autoconfiança e favorecendo assim sua reintegração social e profissional além de motivar as mudanças dos hábitos de vida e o controle dos fatores de risco” (YAZBEK et al., 1994, p. 8


Massagem

A massagem sempre foi um dos meios mais naturais e instintivos de aliviar a dor e o desconforto. É comum verificar que quando uma pessoa tem músculos doloridos, dores abdominais, uma contusão ou um ferimento, o impulso instintivo é tocar e/ou esfregar essa parte do corpo para obter alívio.

O toque como método de cura parece ter inúmeras origens culturais e é provável que a massagem tenha começado quando habitantes das cavernas esfregavam suas contusões (FRITZ, 2001 p. 12).

A massagem terapêutica tem fortes raízes na medicina popular chinesa, mas também possui muitos aspectos em comum com outras tradições de cura, como a medicina indiana e a medicina persa. Acredita-se que a arte da massagem tenha sido mencionada pela primeira vez por escrito em cerca de 2760 a.C., no grande tratado de medicina chinesa conhecido como Nei Chang e desde cerca de 500 a.C. vem sendo pesquisada e descrita extensamente em livros.

A literatura médica egípcia, persa e japonesa está cheia de referências à massagem. O médico grego Hipócrates (460 a.C) advogava a massagem e os exercícios de ginástica constantemente em suas terapêuticas. Asclepíades, outro eminente médico grego, confiava exclusivamente na massagem em suas práticas (WOOD, 1984, p. 3).

Ao longo da história, a massagem foi usada como ferramenta terapêutica e seu valor foi reconhecido por múltiplas e variáveis culturas. A fundamentação fisiológica em suporte ao uso da massagem tem progredido, indo de puramente empírica até algo mais científico (CDOF, 2006).

Os métodos de massagem terapêutica são simples e eficientes para produzir respostas mediadas por meio do sistema nervoso, da interação com o sistema endócrino, do tecido conectivo e dos sistemas circulatórios. Técnicas de massagem terapêutica são capazes de substituir a farmacêuticas em casos de manifestações brandas de sintomas em determinadas disfunções. Como suplemento de ajuda à terapia medicamentosa pode reduzir as dosagens e a duração do uso de fármacos, diminuindo assim o risco de efeitos colaterais. O uso da massagem para a ansiedade, a depressão e a dor crônica pode ser benéfica em conjunção com um protocolo de tratamento multidisciplinar (FRITZ, 2001, p. 174).

As técnicas manuais de massagem são fisiologicamente específicas e bem definidas pelo modo de aplicação (esfregar, tracionar, pressionar); pela velocidade e a profundidade da pressão (sustentada ou lenta, rítmica, intervalada ou rápida); pela intensidade do toque (toque leve, toque profundo e uma combinação dos dois); e pela parte do corpo do terapeuta usada para aplicar as técnicas (dedos, mão, antebraço ou joelho).

As técnicas de massagem terapêutica e outros tipos e estilos de trabalhos corporais são meras variações da aplicação fundamental de manipulações, que proporcionam estimulação sensorial externa e efeitos internos. Os benefícios das técnicas são simplesmente o resultado de efeitos fisiológicos básicos desencadeados pelo estímulo tátil (FRITZ, 2001, p. 151).

Portanto, tentaremos elucidar no tópico a seguir aspectos fisiológicos básicos da massagem que podem ser útil na psicobiologia da depressão.

Efeitos Fisiológicos da massagem na depressão

É importante lembrar que quando os pacientes são tocados, a sua psique também é tocada; é literalmente impossível separar a psique do corpo. É comum que o tratamento físico seja capaz de alterar o estado psicológico do paciente, em forma de alterações de humor, de uma nova percepção da imagem corporal e em mudanças de comportamento.

Perls, fundador da psicologia da Gestalt, salientou que estimular as sensações (como por meio da massagem) e aumentar a conscientização corporal contribuem para “alimentar” a psique, promovendo uma melhor integração entre o corpo e a mente. Darbonne, terapeuta gestaltista e rolfista, recomenda o uso da técnica de massagem para aumentar a consciência do corpo em prol do crescimento pessoal (LEDERMAN, 2001, p. 177).

Os conceitos fundamentais que explicam os efeitos da massagem terapêutica baseiam-se no princípio de que a massagem age diretamente nos tecidos moles ou fluídos corporais estimulando o sistema nervoso, o sistema endócrino, as substâncias químicas do corpo, além de sua ação como efeito placebo.

Nesta atuação da massagem sobre o Sistema Nervoso, sobre as substâncias químicas do corpo, sistema endócrino e efeito placebo, as principais informações foram encontradas no livro de Fritz (FRITZ, 2001, p. 151 a 157) intitulado: “Fundamentos da massagem terapêutica” e serão abordados conforme o autor propõe em seu livro, falando sobre a atuação da massagem em cada um dos sistemas e colocando, a seguir – após cada item - afirmações oriundas do autor sobre evidências e pesquisas que demonstraram a eficácia da massagem, por exemplo, na modificação de níveis de alguns neurotransmissores ou substâncias neuroendócrinas.

Os efeitos da massagem sobre o Sistema Nervoso

Os efeitos da massagem ocorrem através do inter-relacionamento do Sistema Nervoso Central (SNC) e periférico (e seus padrões de reflexo e múltiplos caminhos), além do sistema nervoso autônomo (SNA) e do controle neuroendócrino.

O sistema nervoso responde aos métodos de massagem terapêutica por meio da estimulação dos receptores sensoriais pelo toque. A estimulação sensorial da massagem interrompe um padrão existente nos centros de controle do SNC, resultando numa mudança de impulsos motores. Essa mudança nos impulsos motores acarretaria uma alteração da homeostase e regularia os padrões vitais e a liberação de neurotransmissores.

Pesquisas atuais apontam que a maioria dos problemas no comportamento, humor e percepção de estresse e dor, bem como outras desordens chamadas de mentais/emocionais, são causadas pela desregulação ou falta das substâncias bioquímicas. A massagem regularia esses níveis bioquímicos, melhorando os sinais de ansiedade, atenção e diminuindo os traços depressivos.

A influência da massagem nas Substâncias Neuroendócrinas

Algumas das principais substâncias químicas reuroendócrinas influenciadas pela massagem são as seguintes:

Dopamina: Influencia a atividade motora e do humor.

Serotonina: Regula o humor e reduz a irritabilidade. Também modula o ciclo de sono/vigília. Um baixo nível de serotonina tem implicação na depressão, distúrbios alimentares, problemas de dor e desordens obsessivo-compulsivas.

Epinefrina/Adrenalina e Norepinefrina/Noradrenalina: A epinefrina ativa mecanismos de excitação no corpo, ao passo que a norepinefrina funciona mais no cérebro. Elas são as substâncias químicas da ativação, da excitação, do alerta e do alarme; na resposta de luta e fuga e em todos os comportamentos e funções de excitação simpática. Se os níveis dessas substâncias químicas estão elevados, ocorre uma hiperatividade e uma hipervigilância - a pessoa pode ter um padrão de sono perturbado, em particular uma falta de sono. Com baixo nível dessas substâncias o indivíduo fica indisposto, sonolento, fatigado e subestimado.

Encefalinas/endorfinas: São substâncias que levantam o ânimo e que dão suporte à saciedade e modulam a dor. A massagem aumenta os níveis disponíveis destas substâncias. A duração do efeito da massagem, em função do esgotamento das encefalinas é de aproximadamente 48 horas.

Ocitocina: Ligada a sentimentos de atração, junto com suas funções mais clínicas durante a gravidez e lactação.

Cortisol: Um dos hormônios liberados pelas glândulas supra-renais durante períodos de estresse prolongado. Níveis elevados desse hormônio indicam aumento de estimulação simpática.

Há evidências suficientes, também, que correlacionam o estresse à depressão – o que justificaria o fato da aplicação de massagem em pacientes estressados e/ou deprimidos.

Hormônio do crescimento: Promove a divisão celular e em adultos tem sido implicado nas funções de regeneração e reparação de tecidos. A massagem dinamiza, de forma indireta, a disponibilidade do hormônio do crescimento, encorajando o sono e reduzindo o nível de cortisol.

Pesquisas tem demonstrado que a massagem terapêutica aumenta os níveis de dopamina, serotonina, encefalinas, endorfinas e a ocitocina, além de reduzir os níveis sanguíneos e salivares de cortisol. Esta informação é de grande relevância, visto que são hormônios altamente relacionados com os pacientes deprimidos.

Influências autônomas

O SNA é mais conhecido por sua regulação da resposta simpática de “luta/fuga/medo” e da resposta parassimpática de “relaxamento e restauração”. Os dois sistemas trabalham juntos para manter a homeostase do corpo.

A excessiva ativação simpática esta relacionada à maioria das doenças provenientes do estresse. O SNA é regulado por vários centros no cérebro, em particular o córtex cerebral, o hipotálamo e a medula oblonga. O hipotálamo desempenha um papel importante na conexão corpo/mente e é um dos principais componentes do sistema límbico.

O sistema límbico é um grupo de estruturas do cérebro, ativadas por excitação e comportamento emocional, que influenciam os sistemas endócrino e autônomo. As respostas límbicas são refletidas numa alteração geral do humor e em sentimentos de bem-estar e angústia.

A massagem mostrou-se efetiva na regulação dos circuitos neurais límbicos às respostas emocionais.

Relaxamento

Apesar da origem relativamente nova dos procedimentos de relaxamento, seus antecedentes históricos são antigos. Nos murais da Babilônia, encontram-se evidências do uso do relaxamento e da hipnose e há notícias de que os Assírios realizavam notáveis tratamentos baseados em "passes" ou induções médicas. Os Caldeus conheciam a astrologia e dedicavam-se a estudos de ocultismo. Pesquisavam as forças internas do ser humano com fins medicinais e entre estes estudos preponderava-se o relaxamento e o hipnotismo. Assim como os Caldeus, os egípcios, os Astecas, Mayas, Quíchuas e Incas (civilizações antigas) já praticavam o relaxamento e o hipnotismo (SANTOS, 2006).

Em 1890, mesmo havendo supor o abandono do relaxamento e da hipnose, Freud declarou num artigo:

"A hipnose confere ao médico uma autoridade de tal ordem que é provável que nenhum padre ou taumaturgo jamais a tenha possuído, pelo fato de ela concentrar todo o interesse psíquico do hipnotizado na pessoa do médico (SANTOS, 2006)".

E não hesitou em recomendar a todos os médicos, inclusive aos médicos de família, essa forma de terapia, que deveria ser situada no mesmo plano dos demais procedimentos terapêuticos e não ser considerada um recurso último.

As Técnicas do relaxamento constituem um conjunto de procedimentos de intervenções úteis não só no âmbito da Psicologia Clínica e da saúde, como também no da fisioterapia aplicada em geral. As primeiras publicações do relaxamento progressivo de Jacobson e o relaxamento autógeno de Shultz são de 1929 e 1932 respectivamente. Este último sendo uma das técnicas mais conhecidas no relaxamento e que consiste de uma série de frases que induzem à auto-sugestão e proposição de bem estar (SANTOS, 2006).

O relaxamento engloba algumas técnicas responsáveis por promover um estado de equilíbrio da ansiedade e da tensão muscular, oferecendo alternativas de como lidar com o estresse e com as alterações somático-mentais.

Algumas intervenções para promoverem o relaxamento incluem meditação, relaxamento muscular progressivo, hipnose, biofeedback, técnicas que preconizam a respiração e a concentração.

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Relaxamento como tratamento da depressão

Em reportagem da Folha de São Paulo: “Medicina se rende à prática da meditação”, os autores colocam que tal prática deve ser realizada entre 10 e 20 minutos, de uma a duas vezes ao dia. E comentam que a meditação preferencialmente deve ser realizada na posição sentada, num lugar calmo e a meia luz – porém, existem aqueles que a realizam andando, lavando pratos ou outras atividades. Além disso, um aspecto interessante da meditação é que o paciente pode gerir o seu próprio tratamento.

Grande parte das técnicas de relaxamento preocupa-se com a concentração e com a respiração, sendo estas partes importantíssimas do relaxamento. O paciente deve ser instruído a imaginar que as energias negativas são retiradas de seu corpo e que seu sangue está ficando oxigenado e limpo (FIGUEIRÓ, 2005, p. 127).

O passo seguinte de algumas técnicas de relaxamento é seguir para regiões específicas do corpo. Pede-se ao paciente que imagine seus braços, suas pernas, sua cabeça e seu tronco - em diversos e diferentes momentos. A dor e o incômodo devem ser esquecidos.

O próximo passo é pedir que o indivíduo imagine-se em um lugar que se sinta bem e longe de seus problemas de cotidiano e que, provavelmente, estejam causando seu desconforto. O paciente deve ser sempre influenciado com pensamentos e palavras boas (FIGUEIRÓ, 2005, p. 127).

Outra possível técnica de tratamento para a depressão é o relaxamento progressivo. O relaxamento progressivo pode ser praticado em posição deitada ou sentado, em uma cadeira com a cabeça apoiada. Cada músculo ou agrupamento muscular é tensionado de 5 a 7 segundos e então relaxado, de 20 a 30 segundos. Este procedimento é repetido pelo menos uma vez. Se determinada região continuar tensa, pode-se praticar até 5 vezes (DAVIS, 1996, p. 63).

Reynolds (REYNOLDS, 1986) realizou uma pesquisa comparativa entre o relaxamento e técnicas de terapia comportamental em adolescentes deprimidos. O estudo foi composto por 10 sessões, de 50 minutos de relaxamento muscular progressivo, em que a 1ª sessão começou com a introdução do programa de tratamento. O terapeuta explicou todos os objetivos das sessões e os pacientes foram treinados a perceber os momentos de estresse que geravam tensão muscular associados à depressão. Nas sessões seguintes os pacientes foram ensinados a relaxar grandes grupos musculares, seguindo os princípios do relaxamento muscular progressivo.

Os pacientes eram incentivados a utilizar os ensinamentos obtidos nas sessões em situações que pudessem gerar estresse e tensão muscular. Na última sessão foi entregue o programa do tratamento e os indivíduos foram encorajados a realizar relaxamentos em possíveis fontes de estresse futuras (REYNOLDS, 1986, p. 563). O relaxamento mostrou-se superior a técnica comportamental na redução da ansiedade e do estresse, além de maior eficácia no controle dos sintomas depressivos.

Estudos recentes realizados pelo Grupo de Colaboração Psicossocial a Oncologia (Psychosocial Collaboration Oncology Group – PSYCOG) demonstraram que as técnicas de relaxamento obtiveram sucesso no controle da ansiedade, dor, náuseas e vômitos em pacientes submetidos à quimioterapia. O estudo apontou que os sintomas de ansiedade e depressão são comuns nesses pacientes e que as técnicas meditativas foram efetivas na redução dos traços depressivos e ansiosos, mesmo quando comparados com o uso de Alprazolam; porém cabe salientar que o Alprazolam foi superior (de forma pouco significativa) ao tratamento por relaxamento. E os autores colocam que a maior relevância da pesquisa foi o fato da terapia pelo relaxamento surgir como alternativa para pacientes que já administram muitos medicamentos e relutam em usar uma droga adicional (HOLLAND, 1991, p. 1004).

Em outro estudo realizado com mães adolescentes que adquiriam os sintomas depressivos, os resultados demonstraram que tanto as técnicas de relaxamento quanto as técnicas de massagem são efetivas no tratamento da depressão, porém de formas diferentes. A pesquisa foi realizada com 32 mães adolescentes divididas em 2 grupos que diferiram muito pouco em relação à idade, anos de escolaridade e etnia (71% negras, 29% latinas).

Os tratamentos propostos foram massagem e o relaxamento. O grupo de massagem (N = 16) recebeu 30 minutos de massagem por dia, em 2 dias consecutivos por semana, por 5 semanas consecutivas (10 sessões). A massagem foi realizada em decúbito dorsal nos primeiros 15 minutos e em decúbito ventral nos últimos 15 minutos. A massagem foi em todo o corpo e sempre no mesmo horário do dia (fim de tarde).

O grupo de relaxamento (N = 16) recebeu a mesma quantidade de sessões e mesma carga horária que o grupo de massagem. O relaxamento foi aplicado por 30 minutos por dia, por 2 dias consecutivos na semana, por 5 semanas consecutivas (10 sessões). Os primeiros 15 minutos foram compostos por exercícios de Ioga e os últimos 15 minutos consistiram na técnica de relaxamento muscular progressivo. Foram aplicadas as mesmas condições de controle da massagem.

Foram medidos os níveis de ansiedade, o pulso, os níveis de cortisol salivar, os níveis de cortisol sanguíneo e parâmetros comportamentais nos dois grupos, no primeiro e no último dia da pesquisa. Os dados da massagem (tabela 2) e os dados do relaxamento (tabela 3) foram comparados e demonstraram que o relaxamento é mais eficiente ao fim da terapia, mas a massagem tem seus efeitos em escala maior e em maior durabilidade (FIELD, 2006, p. 903).

CONCLUSÃO

A depressão, sendo um problema tão relevante de saúde pública, devido a sua alta incidência em todas as idades, sexos e classes sociais, necessita de arsenal terapêutico mais variado. Na prática clínica a equipe de saúde tem centrado suas ações contra a depressão basicamente em reduzidas ofertas, como a medicamentosa e a psicoterapêutica. Outras possibilidades terapêuticas devem ser buscadas, principalmente na área não medicamentosa – reduzindo os efeitos colaterais gerados por tal intervenção, possivelmente minimizando os gastos com saúde e favorecendo uma abordagem multidisciplinar para tal problema.

Conclui-se que as técnicas estudadas - acupuntura, exercício físico, massagem e relaxamento - apresentam resultados promissores no tratamento da depressão. O exercício físico aparentemente apresenta maior respaldo científico no que diz respeito à prevenção e ao tratamento da depressão – com estudos mais apurados, com maiores rigores metodológicos e com casuísticas importantes. Porém, cada técnica possui sua aplicação específica e a preferência do paciente, por uma das intervenções, parece ser um fator de muita valia.

Porém, mais estudos são necessários para que claras orientações quanto à positividade de cada intervenção e as melhores maneiras de tratamento sejam estabelecidas. Realizando mais estudos comparativos com técnicas consagradas, verificando se existe uma melhor aplicabilidade em pacientes, por exemplo, com depressão leve ou moderada, realizando comparações com “grupos placebo” e estabelecendo assim, melhores coordenadas para o tratamento de tais pacientes.

Pela revisão bibliográfica pode-se perceber também, que as terapêuticas estudadas (acupuntura, exercício físico, massagem e relaxamento) devem ser cuidadosamente empregadas caso sejam o recurso único no tratamento da depressão; pois ainda não existe um consenso criterioso sobre a utilização devida destas técnicas.



Referência
Moretti FA, Caro LG - Terapias complementares no tratamento da depressão: acupuntura, exercício físico terapêutico, massoterapia e relaxamento - in. PsiqWeb, internet, disponível em www.psiqweb.med.br/, 2006.

Felipe Azevedo Moretti e Lucas Gomes Caro

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nadal sente cãibras durante coletiva de imprensa

Após vencer o argentino David Nalbandian neste domingo e avançar às oitavas de final do Aberto dos Estados Unidos, o espanhol Rafael Nadal sentiu cãibras durante a coletiva de imprensa.

O tenista se contorceu por quase três minutos, até sair da cadeira e deitar no chão. Enquanto era fotografado e assistido pelos jornalistas, Nadal pediu para chamar um médico.



O espanhol teve que receber massagem durante cerca de dez minutos. Após o atendimento, se levantou e voltou a responder as perguntas dos jornalistas.

"Não foi nada, apenas uma cãibra. Eu tenho todo o dia para me recuperar e amanhã estarei treinando", disse o espanhol.

Neste domingo, Nadal bateu Nalbandian por 3 sets a zero, com parciais de 7/6 (5), 6/1 e 7/5, após duas horas e 36 minutos de jogo. Nas oitavas, vai enfrentar o luxemburguês Gilles Muller.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Depilação desportiva



No ciclismo, tal como em outras modalidades de alta competição, a depilação é obrigatória, pois facilita as massagens e o tratamento de algumas feridas.

Durante a Volta a Portugal, a depilação uma vez por semana é uma prática comum entre o pelotão, uma vez que facilita as demoradas e retemperadoras massagens, tal como o tratamento das dolorosas feridas do alcatrão.

"A depilação... das pernas! No fim de cada etapa, somos massageados sensivelmente 45 minutos a uma hora. É uma massagem profunda e acaba por haver a exigência de a pele ser depilada porque criava uma irritação de tal ordem que tornava a massagem pouco eficaz. Daí a obrigatoriedade de sermos depilados", afirmou Cândido Barbosa,ciclista.

O Ciclista explicou também que a remoção dos pelos "também ajuda, mas ninguém depila os braços ou outras partes do corpo por causa da aerodinâmica, é sobretudo pela massagem, mas também tem essa vantagem". "Não, simplesmente, no meu início de carreira, a forma de me reconhecerem como ciclista na praia era por isso mesmo (estar depilado)", comentou, divertido, quando questionado se a prática originava muitas piadas por parte de amigos e familiares.

José Paz, médico espanhol da LA-Antarte, desvalorizou a crença de que haja maior eficácia aerodinâmica, mas afirmou que existem vantagens relativamente às massagens e tratamentos: "A aerodinâmica não tem muita importância, ainda mais pelas velocidades a que andam. Se andassem a cento e tanto quilómetros por hora talvez se pudesse, eventualmente, estudar se teria resultados práticos".

O clínico adiantou ainda que "tem basicamente duas funções: a primeira é facilitar as massagens que os ciclistas recebem todos os dias, a segunda é facilitar o tratamento de algumas feridas, no caso de terem sofrido uma queda porque uma ferida numa pele com pelo é sujeita às infecções".

sábado, 6 de agosto de 2011

Massoterapia Milenar e Contemporânea



Aspecto Histórico:
Neste artigo convencionamos alguns termos e citações como sinônimos: massagem e/ou massoterapia, considerando que essas citações são descritas pelos diversos autores aqui referenciados, assim como também designa a prática de procedimentos manuais com fins preventivos e terapêuticos.

Segundo Cassar (2001) A prática da "massagem" vem desde os tempos pré-históricos, com origens na: Grécia, Roma, Índia, Japão e China.
As referências mais antigas encontradas são nos manuscritos de Nei Ching, um texto médico chinês escrito num período anterior a 2500 a.C. Escritos posteriores sobre a massagem ou "massoterapia" foram desenvolvidos por eruditos e médicos, como Hipócrates no século V a.C. e Avicena e Ambrose Paré nos séculos X e XVI. Um livro muito citado na idade média sobre massagem, The Book of Cong-Fou, foi traduzido por dois missionários Hue e Amiot, criando um grande interesse e influenciando o pensamento de muitos pesquisadores da massoterapia.

A palavra terapêutica é definida tratamento ou cura de um distúrbio ou doença. Ela vem do grego terapêuticos e relaciona-se ao efeito do tratamento médico (therapeia). A palavra massagem ou massoterapia também vem do grego masso, que significa “amassar”.
Hipócrates (480 a.C.) usou o termo anatripsis, que significa “friccionar pressionando o tecido”, e este foi traduzido, posteriormente, para a palavra latina frictio, que significa “fricção” ou “esfregação”. A expressão para a massoterapia na Índia era shampooing; na China a massoterapia era conhecida como Cong-Fou e, no Japão, como Ambou.

É importante relembrar que Hipócrates, Heródiko, Aristóteles, Celso, Platão, Galeno, Henrick Ling e muitos outros contribuíram para que a história da massagem ou massoterapia não se perdesse no tempo.
Nessi (2003, p. 1) explica que:

A massagem é utilizada de forma instintiva por todos nós. Assim, ao contundir uma parte do corpo, temos por hábito friccionar o local com as mãos, prática essa que é um dos métodos naturais de cura mais antigos da humanidade e está presente nas áreas de medicina, esporte e estética.

Segundo Fritz (2003, p.15) em 1990 David Palmer formaliza o conceito de "massagem on-site ou de cadeira".
Glay e Pounds afirmam:

Clay e Pounds (2003, p.29) a massoterapia está passando por um renascimento, na medida em mais pessoas vêm descobrindo sua eficácia como método de relaxamento, de combate ao estresse [...]

Existem técnicas variadas para se aplicar a massoterapia, de forma didática atualmente são aplicadas às técnicas ocidentais e as técnicas orientais.
A massoterapia deve ser aplicada com base nos conhecimentos nas técnicas ocidentais ou orientais, com embasamento científico da massoterapia clínica, e ainda embasado nos estudos da anatomofisiologia, patologias e disfunções dermato-neuro-músculo-esquelética.

A massoterapia deve ser eficiente, podendo ser realizado em institutos, clínicas, nas empresas ou no domicílio.

A massoterapia pode proporcionar mais conforto e relaxamento, se aplicada nas regiões que sofrem a ação do estresse (cervical, ombros, lombar, membros superiores e inferiores. Podem ser utilizadas diversas manobras de massoterapia, aqui denominadas como: deslizamento, compressão, fricção, amassamento e vibração; a técnica é milenar, mas as adaptações são modernas e com embasamento científico.

Efeitos Fisiológicos Atribuídos a Massoterapia.
A massoterapia, quando aplicada de forma correta, estimula uma ação direta, de efeitos locais, causando uma sensação de alívio, de relaxamento e bem estar geral no local de sua aplicação e uma ação direta sobre o fisiológico, produzindo maior resposta de alívio na área afetada, como a diminuição do acúmulo de tensão, se bem aplicada.
Knapp, Apud Krusen (1986), descreve que os efeitos da massagem podem ser reflexos e mecânicos:

Efeitos reflexos são produzidos na pele pela estimulação dos receptores periféricos, os quais a seguir transmitem impulsos através da medula espinhal ao cérebro e produzem sensações de prazer ou relaxamento [...] do músculo bem como da tensão mental.

Os efeitos mecânicos consistem em medidas que auxiliam o fluxo de retorno da circulação de sangue e linfa [...] podem ser eficazes para estirar aderências entre as fibras musculares e mobilizar acumulações de líquidos.

A massoterapia sobre o organismo contribui para melhorar os efeitos sistêmicos do organismo, estimulando a circulação centrípeta: sangüínea e linfática, através de estímulos neurovasculares, diminuindo a congestão e recuperando a homeostasia.
Os efeitos fisiológicos da massoterapia são:

1 - Fortalecimento das fibras tegumentares mediante movimentos constantes e rítmicos;
2 - Estimulação da circulação dos fluidos, tais como a circulação venosa e a linfática;
3 - Promoção da elasticidade e melhora na hidratação, mediante a manipulação dos tecidos moles;
4 - Redução das disfunções dermato-músculo-esqueléticas, tais como rigidez e imobilidade muscular através da melhora da elasticidade dos tecidos moles em processos cicatriciais;
5 - Melhora na homeostasia do funcionamento do sistema nervoso;
6 - Revitalização nas disfunções dos órgãos internos através da estimulação;
7 - Aprimoramento do metabolismo global por meio de estimulação direta ou indireta das glândulas endógrinas, endógenas e/ou exógenas.
8 - Aumento na velocidade de reabsorção metabolização do ácido lático e demais catabólitos acumulado nos tecidos corporais após intensa atividade física, evitando a degradação do tecido muscular e algias.
9 - Auxilia no equilíbrio emocional, na consciência corporal e auto estima.

Segundo Fritz (2002, p. 5) os efeitos fisiológicos da massoterapia, são estudados no Touch Research Institute da Escola de Medicina da Universidade de Miami: a Dra. Tiffany Field apud Fritz (2002) descreve:

[...] ampliou em muito nossa compreensão da importância do toque ao estudar muitos grupos diferentes de pessoas, inclusive bebês, pessoas idosas, pessoas que no momento estavam bem, porém sob estresse, e pessoas muito doente. A pesquisa apóia a crença de que tocar de maneira estruturada é uma necessidade muito importante, se não absoluta, de todos os seres vivos.

Podemos deduzir a partir das pesquisas mais recentes, que a massoterapia pode interferir na:

1 - Facilitação do crescimento, devido o alívio das algias nos períodos de "estirão" do adolescente;
2- Aumento da atenção e do aprendizado, tendo resultados positivos em pessoas com problemas de concentração, hiperatividade ou incapacidade de aprendizado;
3- Auxílio no desenvolvimento das atividades sociais, no que se refere ao tocar e ser tocado;
4- Auxílio na superação de vícios e compulsividade se o mesmo é provocado por ansiedade;
5- Atenuação dos sintomas pré-menstruais (TPM);
6- Auxilia na regulação do fluxo sangüíneo, principalmente o centrípeto;
7- Redução da ansiedade, durante as crises de estresse;
8- Diminuição dos níveis de hostilidade em indivíduos com hipertensão;
9- Diminuição do tempo de cálculo matemático e aumento do número de acertos, auxiliando o raciocínio lógico.
10- Melhora da tensão muscular psicofísica;
11- Redução do estresse nas fases de alarme e resistência.

Mediante os efeitos fisiológicos citados, a massoterapia é uma grande aliada em qualquer setor de trabalho, nas atividades da vida diária e para aqueles que são acometidos pelos sintomas do estresse.

Efeitos Locais e Gerais da Massoterapia
Os efeitos da massoterapia sobre o organismo podem ser descritos em: sedante e estimulante.
O efeito sedante da massoterapia é conseguido pela anulação progressiva da sensibilidade da dor ou desconforto, estimulado por meio da fricção gradual e continua das terminações nervosas localizadas na derme e disseminadas na direção dos demais tecidos moles interligados. Tal fricção permite sedar os estímulos nocivos. O Dr. Ruffier (1979), afirma que:

A simples imposição das mãos, imobilizadas ou praticando um leve deslizamento, tem às vezes, sobre o sistema nervoso, uma ação manifesta; dependendo dos casos, ela acalma as pessoas excitadas e contraídas, ou anima as deprimidas. É um efeito de causa aparentemente misteriosa, que nem todos os massagistas conseguem, mas que faz com que muitos dos massageados fiquem presos aos massagistas que o realizam. Podemos chamar “neurotônico” este efeito do simples contato com as mãos.

O efeito estimulante se consegue por meio da estimulação das terminações nervosas da pele e neuromuscular, através da aplicação de diferentes técnicas de massoterapia, por meio das quais se consegue fazer com que as absorções dos elementos vitais, sejam potencializadas nos tecidos moles.


Clay e Pounds afirmam:

Os tecidos moles do corpo reagem ao toque: Existem muitas teorias que explicam esse fato. Uma das mais persuasivas é que a dor miofacial é causada por um circuito de retroalimentação (feedback) neuromuscular autoperpetuadora, no qual a estimulação por meio do toque interfere, restaurando assim a função normal.

Ação Fisiológica da Massoterapia Neuromuscular
Segundo Leitão apud Nessi (2003), com a finalidade de se obter maior clareza do papel da massagem ou massoterapia, devemos citar uma parte do trabalho de dois grandes fisiologistas: Best e Taylor, segundo os quais a fricção profunda causa uma dilatação capilar duradoura. Desse modo, as trocas gasosas no interior dos músculos são realizadas com maior facilidade, permitindo que o sangue circule facilmente e com maior quantidade de oxigênio. Devido ao maior aporte sangüíneo no interior do músculo e na superfície da pele, ocorre um aumento pequeno na temperatura e uma conseqüente vasodilatação. Além disso, a massoterapia também desempenha papel importante nas trocas nutritivas e gasosas, entre a corrente sangüínea e os tecidos subcutâneos, contribuindo para melhorar o funcionamento de todo o organismo.
Segundo Figueira apud Nessi (2003, p. 5), também afirma que:

Massagem é o termo usado para indicar um conjunto de manipulações sistemáticas, científicas e corporais, podendo ser manual ou mecânica, com efeitos sobre os sistemas nervoso, muscular e circulatório. A massagem hoje é também uma terapia de alívio, podendo ser utilizada a qualquer momento, desde que feita com sabedoria.

Podemos dizer que a massoterapia estimula a nutrição tecidual e muscular, impedindo que a fadiga se acumule num músculo ativando a circulação e conseqüentemente eleva a capacidade de reabsorção dos catabólitos celulares. A massoterapia sendo empregada sobre os músculos pode ser estimulante, se realizada por apenas 15 minutos e pode fazer com que desapareça, temporariamente o estresse muscular, o qual se manifesta após uma jornada de trabalho e atividades da vida diária.

Ação Fisiológica da Massoterapia Sobre o Sistema Nervoso
A massoterapia sobre o sistema nervoso, dependendo da pessoa a qual está sendo submetida e pode agir de formas diferentes. Aplicada num ritmo rápido e com intensidade leve estimula e excita, ao passo que com uma intensidade moderada à profunda num ritmo lento acalma, produz efeitos sedativos.


Cassar (2001), afirma “o efeito reflexo sobre sistema nervoso autônomo mais freqüente da massagem é sensação geral de bem-estar”.
Com as modernas e atuais tecnologias hoje é possível saber o que ocorre a nível nervoso e endócrino quando se aplica a massoterapia sobre o corpo humano.
Fritz (2003, p.5) afirma:

A tecnologia científica nos possibilitou descrever algumas respostas fisiológicas ao toque, tais como as mudanças na concentração de hormônios, alteração na atividade do sistema nervoso central e periférico e na regulação dos ritmos do corpo.

Manobras da Massoterapia
Deslizamento: Ação mecânica sobre a pele; desobstrui os poros; melhora a circulação cutânea; aumenta a temperatura local; exerce efeito calmante sobre os filetes nervosos e é de profundo auxílio à circulação de retorno venoso e linfático, liberando catabólitos nos espaços intercelulares.
Fricção: Aquece; produz grande fluxo sanguíneo na superfície da pele, deixando-a com hipertermia e facilitando a absorção de produtos de uso tópico, facilita a liberação de aderências e fibroses na derme e mio-facial.
Vibração: Melhora o relaxamento e a atividade dos músculos e tendões; atenua a hiperexcitabilidade nervosa; melhorando por via vasomotora, o fluxo venoso e linfático dos tecidos moles.
Amassamento e compressão: Libera tencionamentos dos músculos e tendões retraídos por tensão excessiva e crônica; aumenta a energia da fibra muscular; abranda a aderência e cicatrizes das fascias; ativa a circulação local e melhora a nutrição dos tecidos moles.

Só haverá saúde se houver o toque, e o toque é essencial para existência da vida humana, portanto toque com amor, toque com respeito, toque com responsabilidade.
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