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terça-feira, 30 de junho de 2015

Dor muscular pós-treino é normal


Nos primeiros dias na academia, uma coisa é certa: a dor muscular pós-treino. Até o nosso corpo – e principalmente os nossos músculos – se acostumar com o novo estilo de vida, a dor muscular pós-treino pode ser um problema.
Contudo, nada de pânico. Este sintoma é totalmente normal e não é um sinal de que alguma coisa está errada. Conheça por que sentimos dor muscular pós-treino e como aliviar o desconforto.
A dor muscular é também conhecida como mialgia, o termo médico atribuído às dores musculares. Ela pode surgir durante ou logo após a execução do exercício, ou pode aparecer a dor muscular pós-treino, que surge geralmente 24 horas depois do exercício.
A dor muscular pós-treino acontece pelo acúmulo do ácido lático nos músculos e, geralmente, aparece logo após o exercício. Mas esta não é a única razão, já que a dor muscular pós-treino que demora mais a aparecer pode estar associada a micro lesões nos músculos.
Com o movimento durante o exercício, as membranas dos tecidos dos músculos se rompem, então, se forma um processo inflamatório. Com isso, a dor muscular pós-treino é apenas um alerta do organismo.
Mas a boa notícia é que os músculos criam mecanismos de recuperação para reparar estas micro lesões. Com isso, o corpo aumenta a resistência ao exercício.
Como aliviar a dor muscular pós-treino
Massagem para relaxar: a massagem depois dos exercícios aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos e acelera a remoção de substâncias químicas inflamatórias, que produzem a dor.
Um estudo publicado na revista Science Translational Medicine mostrou o efeito positivo da Massagem.
Primeiro deve-se Massagear as regiões acima e abaixo da área dolorida e, em seguida, o músculo.
Fonte: Guia de Massagem.

domingo, 28 de junho de 2015

Hidratação, massagem, treino leve e outros esportes são recomendações dadas por especialistas e por participante de provas de longa distância

Correu? Dicas para boa recuperação após participação em provas longas



Apaixonados por corrida normalmente trocam a calmaria do fim de semana pela participação em provas que envolvem grande desgaste físico. As competições de corrida de rua acontecem em todo país e milhares de pessoas se preparam para fazer bonito e melhorar suas marcas. Se os treinos antes são duros, aquela dorzinha e o cansaço após a corrida também costumam incomodar os corredores. Então, o que fazer?
Raphael Pazos está feliz. Ele completou a Meia Maratona do Rio, no último domingo de manhã, dois minutos mais rápido que sua marca anterior. A comemoração, claro, vem junto com o cansaço, afinal, todo esforço traz suas conseqüências. Nada que abale Raphael, experiente e com muita bagagem de treino. Ele já estava pronto para o momento de regeneração muscular:
- Logo após o termino de uma prova de longa distância, estou acostumado a tomar um produto com fórmula balanceada em uma relação de 4:1 (quatro porções de carboidrato para uma de proteína) para auxiliar na recuperação de glicogênio nos músculos e na reconstrução dos mesmos após atividade física.
A nutricionista Cristiane Perroni também ressalta a importância em se recuperar glicogênio e indica:
- Retomar alimentação equilibrada e variada. Dividir em cinco refeições priorizando os carboidratos e as proteínas. Quanto mais colorida as grandes refeições – almoço e jantar, mais fácil de atender às recomendações nutricionais.
Outra questão muito importante seguida por Raphael e recomendada pela nutricionista é com relação à ingestão de água. Cristiane sugere no mínimo dois litros por dia, principalmente entre as refeições e Rapahel conta que o ideal é ter sempre uma garrafa por perto.
- Muitas pessoas se enganam apenas se hidratando nas 48h antecedentes a prova. A hidratação deve ser feita diariamente, antes, durante e após as provas. Eu, por exemplo, tenho sempre uma garrafa de um litro e meio meu escritório, no meu carro e ao lado de minha cama. Sempre que posso estou bebendo água – indica Rafael.
Aumentar o consumo de água e fazer disso um hábito é importante. O que não é preciso após uma corrida é comer mais.
  •  

- Como os treinos diminuem e ocorre o descanso, não há necessidade de aumentar a ingestão dos alimentos – avisa a nutricionista.
A diminuição de treinos é importante para recuperar o desgaste físico e mental, segundo a treinadora Márcia Ferreira. Mas ela explica que cada corredor deve pensar sua semana seguinte com base na bagagem que já possuem de corrida.
- Os mais experientes podem descansar uma semana, mas um descanso ativo. , que seria realizar um treino mais leve de corrida em pisos que absorvem mais o impacto, como a grama, treinos mais confortáveis sem preocupação com intensidade – explica Márcia.
Ela treina praticantes de triatlo e, para esses que já têm intimidade com outras modalidades, sugere diversificar a atividade, como, por exemplo, nadar para soltar os músculos ou dar uma pedalada. Raphael é um de seus alunos e depois de um dia seguinte à corrida completo de folga ele volta aos treinos de ciclismo e natação, mas apenas regenerativos.
A experiência de Raphael aparece também numa outra boa dica. Já sabendo do desgaste que teria na Meia do Rio com seus 21 quilômetros bem desafiadores, ele se antecipou:Quando o aluno é mais inexperiente, no entanto, Márcia sugere até duas semanas para se recuperar de uma prova longa. Vale para eles também procurar uma atividade de menor impacto, mas, lembrando, que se não estiverem acostumados a outros esportes não vale praticá-los com o corpo cansado, pois eles só terão um desgaste ainda maior.
- Eu  tinha marcado com meu massagista e fisioterapeuta, uma hora de alongamento e massagem, pois em uma prova dessas, não são apenas as pernas que sofrem e sim todo o seu corpo.
Assim, depois da linha de chegada, o momento de relaxamento é certo.
Então, corredor, se você está se preparando para alguma competição, vale ficar atento também às dicas para um momento pós-prova. Aproveite e boa corrida!

sábado, 27 de junho de 2015

O que é libertação miofascial?



Haverá corredores que nunca tenham sofrido com contraturas musculares, que não tenham sentido os músculos presos e cansados após exercícios intensos, ou aquela sensação de, por exemplo, ter os gémeos bloqueados ao cabo de umas curtas dezenas de metros de uma subida (mormente agora que as corridas por trilhos se tornaram moda)? E que tudo isso vai piorando com o tempo? É precisamente sobre esses sintomas que a libertação miofascial – uma prática que vai ganhando cada vez mais adeptos – quer exercer. Mas de que técnica se trata afinal?
Por partes: miofascial é uma palavra composta por “mio”, que significa músculo, e “fascial”, de fáscia, ou tecido conectivo. a fáscia é aquela membrana branca que envolve qualquer pedaço de carne na montra do talho. “É um tecido que temos entre a parte muscular e a pele, direcionado como se fosse uma teia. E que muitas vezes está contraído”, explicou-nos o personal trainer especializado em mobilidade Joel Freitas, à margem de um workshop sobre o tema no ginásio Kangaroo, em Matosinhos, e que se repete no dia 4 em Lisboa, no ginásio Prime Fitness.
É essa contração que provoca “tensões, cansaço, fadiga, inibição de liberdade de movimento”. Resulta do excesso de carga ou, ao contrário, da inibição do exercício por fadiga, ou ainda de durante demasiado tempo se fazer apenas o alongamento básico sem trabalho de massagem.
Os tecidos acabam por memorizar um estado contraído, dificultando o relaxamento. A repetição dos exercícios de libertação miofascial ajuda a eliminar a memória dos tecidos. E podem ser feitos em casa, sem necessidade de terapeuta, com ajuda de rolos ou de uma bola dura.
A diferença para uma massagem está, explica o treinador, no movimento enquanto se faz a libertação. O princípio é simples: passar o rolo ou a bola sobre o músculo que se pretende libertar até encontrar um ponto de dor, que, numa escala de zero a dez, deverá ser de sete (para que se perceba, dez é quando dói até às lágrimas). Aí pressiona-se 30 segundos. A libertação faz-se depois, com movimentos de contração e estiramento do grupo muscular em causa (mexendo o pé para cima e para baixo quando se trata de libertar um gémeo, por exemplo). E por fim deslizar a bola ou o rolo por todo o grupo muscular.
O resultado? “Flexibilidade, elasticidade, mobilidade, performance, amplitude dos movimentos e regressão das contraturas”, diz Joel Freitas.
Ivete Carneiro

http://running.jn.pt/2015/06/25/o-que-e-libertacao-miofascial/

sexta-feira, 26 de junho de 2015

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Medicina desportiva



Muitas equipes de esporte têm massagistas contratados para atender os atletas. Atender os atletas no seu consultório com hora marcada é uma coisa, mas atender “in loco” é muito diferente.
As pessoas me perguntam o que um massagista pode e não pode fazer no campo do esporte. Vou tentar explicar. Lembre-se que qualquer problema fora do seu conhecimento tem que ser levado a um médico indicado.
Quem trabalha com esporte “in loco” deve saber como reagir se alguém se machuca, algo muito frequente no esporte. Não é muito comum a pessoa se lesionar dentro de um consultório de massagem. Mas, o que fazer se alguém desmaia, por exemplo? Ou leva uma “paulistinha” (joelhada na altura da coxa)?
Não se faz massagem em sangramentos
Parece bem óbvio, não é? É óbvio não fazer massagem em sangramentos externos, por exemplo, quando você se corta com uma faca na cozinha. A massagem estimula a circulação de sangue e faz o machucado sangrar mais. O certo é aplicar uma atadura.
Pois bem. E o sangramento interno que você não vê? Se o atleta leva uma joelhada na coxa pode sangrar lá dentro no músculo. É esse sangramento que vira um hematoma no dia seguinte. O certo aqui também é aplicar uma atadura.
E a massagem, quando pode aplicar? A regra em geral é fazer a massagem só 48 horas após a lesão. Você precisa ter certeza de que não está sangrando. Na maioria das vezes é bom fazer massagens leves para retirar o hematoma que aparece nos dias seguintes da lesão. Lembre-se da regra de 48 horas.
Machucados que sempre devem ser encaminhados a um médico
Uma lista básica de lesões no esporte que sempre deve ir ao médico:
Problemas respiratórios
Dores ou lesões de pescoço
Dores abdominais
Sangue na urina
Fraturas
Luxação
Feridas profundas
Rompimentos graves
Feridas nos olhos
Quando o diagnóstico é incerto
Quando há dores fortes e problemas que subsistem após 1-2 dias
Traumatismo Craniano e Outros Estados Graves
Alguns ferimentos, em casos infelizes, se tornam um perigo de vida. Nestes casos, os primeiros cuidados devem ser feitos seguindo outros princípios. É necessário conhecer algumas regras básicas: uma é de sempre contatar um médico quando envolver traumatismo craniano. Outra é de não mover alguém se há suspeita de fraturas no pescoço, só se for estritamente necessário. Em alguns casos sérios, porém, deve-se priorizar outras medidas, por exemplo, quando há parada respiratória ou inconsciência profunda.
Quem é massagista de esporte deve fazer algum tipo de curso de primeiros-socorros. Lembre-se de que normalmente é preciso ter um médico responsável num evento esportivo.
Inconsciência
A inconsciência pode ser dividida em três fases. Uma vítima que se lembre do acidente nunca esteve inconsciente, porque apenas poucos segundos de inconsciência são suficientes para a perda de memória sobre o acidente.
A próxima fase é quando a inconsciência dura vários minutos. E a última é quando a inconsciência dura mais que cinco minutos, o que é sério.
Em todos os casos é bom levar a pessoa para o hospital para examinar possíveis danos. É muito importante descobrir se tem sangramentos internos na cabeça.
Fraturas Ósseas
Há vários tipos de fraturas ósseas.
Fragmentos ósseos cortantes podem danificar os tecidos, vasos, periósteos e nervos em volta, causando hemorragias graves.
Uma fratura exposta deve ser coberta com um curativo limpo. Uma atadura leve pode ser colocada em volta da ferida para diminuir o inchaço e facilitar o exame médico. Chame uma ambulância, mas cuide da vítima na espera do socorro porque ela poderá sofrer deficiência circulatória. Se estiver muito longe de ajuda médica, é possível imobilizar a fratura com uma tala ou parte corporal. As talas deverão ter comprimento suficiente para ultrapassar as juntas acima e abaixo da fratura.
Pós-tratamento ao remover o gesso é um programa de exercícios que inclui testes de movimento e força. Massagem e alongamentos são também bons métodos de tratamento depois que o atleta retirar o gesso.
Quase sempre a massagem faz bem
Agora, o que o massagista pode fazer? Quase tudo. Dores na musculatura após um treino ou recuperação muscular são feitas com massagem. Muitas vezes você faz massagem para estimular o corpo antes de uma atividade para melhorar o desempenho do atleta. A massagem também é usada para diminuir riscos de danos nos tecidos moles.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

5 massagens que ajudam na recuperação muscular



Existem muitos cuidados importantes para a recuperação muscular após o exercício físico. Além da alimentação e um período de descanso, a massagem tem se mostrado benéfica para ajudar na reparação dos músculos. Por isso, se você ainda não tentou esse método, está na hora de procurar um profissional.

Relação entre recuperação muscular e massagem


Segundo um estudo conduzido pela Universidade McMaster, do Canadá, a massagem após um exercício pesado reduz a inflamação e ajuda na recuperação muscular. Os pesquisadores sugerem ainda que ela alivia a dor e também auxilia os músculos a entrarem em forma mais rapidamente.

Para realizar o levantamento, os pesquisadores colocaram 11 homens para seguir uma rotina pesada de exercícios físicos. Após os treinos, cada um deles teve uma sessão de 10 minutos de massagem sueca, mas apenas em uma de suas pernas.

Eles usaram técnicas avançadas para avaliar as mudanças químicas nas células musculares. E a diferença entre as duas pernas – aquela que foi submetida à massagem e aquela que não recebeu qualquer tipo de tratamento – foi bem nítida.

Os pesquisadores viram que a massagem trouxe uma série de benefícios para a recuperação muscular: diminuiu a inflamação e a dor após o exercício, e estimulou os genes que promovem a criação das mitocôndrias, a parte das células responsável pela energia e que faz os músculos “entrarem em forma”.

Recuperação muscular: melhores tipos de massagem

Conheça cinco tipos de massagem que pode ajudar na recuperação dos músculos após os exercícios.

1. Técnica de liberação ativa

Trata-se de uma técnica de massagem que combina movimentos específicos e pressão profunda. Ela ajuda a aliviar a aderência muscular e a reduzir o acúmulo de tecido cicatrizado.

Durante uma sessão desse tipo de massagem, o profissional usa suas mãos para avaliar a textura, a contração e a mobilidade do tecido muscular, e então trabalha para romper as aderências. É um método interessante para tratar lesões específicas, principalmente quando a formação de tecidos cicatrizados impede o corpo de curar a si próprio.

2. Massagem sueca

Talvez seja o tipo de massagem mais conhecido. Normalmente é associado ao relaxamento, mas também é capaz de beneficiar atletas – principalmente quem gosta de correr.

Essa técnica utiliza vários golpes das mais distintas pressões, normalmente leves, para ativar a circulação sanguínea. Ela é bastante eficaz quando utilizada para a recuperação muscular após um treino pesado. É que esse método também ajuda a liberar o estresse e a tensão muscular, tudo isso sem causar quaisquer danos aos músculos.

3. Pontos de gatilho

Esse método de massagem mira os nós musculares e as áreas onde você tem dor. Os profissionais conseguem diagnosticá-los através do toque, e então trabalham especificamente neles para acabar com a tensão muscular. Da mesma forma que a massagem de liberação ativa, é uma técnica voltada mais para o tratamento de lesões.

4. Massagem do tecido profundo

Normalmente, essa massagem é confundida com pressão profunda, mas não significa apenas isso. Essa técnica utiliza-se tanto nos músculos superficiais quanto nos músculos profundos da área que você deseja ver recuperada. Ela foca em algumas regiões específicas nas quais você apresenta problemas, e trabalha o músculo inteiro.

5. Massagem esportiva

Nessa técnica de massagem, o massoterapeuta irá massagear todo seu corpo, aliviando a tensão e aumentando a circulação sanguínea. É excelente para a recuperação muscular após o treino.

Bruna Guarnieri
http:// doutissima. com. br

terça-feira, 23 de junho de 2015

A massagem desportiva


Tipo De Toque: Vários, Sendo Deslizamento E Amassamento Os Principais
Benefícios: Reduz Os Riscos De Lesão E Melhora A Performance
É um tipo de massagem utilizada, especificamente, em atletas e outros indivíduos que possuem uma vida de exercícios ativa. Não há um padrão generalizado para essa técnica e a forma de aplicação depende de fatores como: condições físicas, momento de aplicação, modalidade, estado físico, vida pregressa médica do indivíduo, área mais comuns de tensão e quais foram as últimas e quais serão as próximas competições. Como se pode ver, antes de aplicar qualquer técnica, é preciso fazer uma minuciosa investigação sobre a vida do paciente.


A massagem desportiva pode ser dividida em 3 categorias que vão ajudar o terapeuta a organizar o momento adequado para cada parte do tratamento: massagem de evento, de manutenção e de tratamento. A massagem de evento é realizada no momento antes, durante e depois da manutenção, ela prepara e recupera o esforço, atinge grandes grupos musculares e deve ser utilizada entre as provas para renovar a força muscular. Já a massagem de manutenção é realizada no ambiente clínico e como o próprio nome já diz, ajuda o atleta a manter a sua performance e preveni lesões musculares e articulares. A massagem de tratamento deve ser aplicada quando o atleta se lesiona e deve potencializar o processo fisiológico de cura do nosso organismo.


Os principais objetivos da massagem desportiva são: liberar a fáscia que, normalmente, encontra-se bastante aderida a outros tecidos e assim, prejudica a mobilidade muscular e articular, reduz a tensão muscular de maneira geral, melhora o fluxo sanguíneo ofertando maior oxigenação e nutrientes aos tecidos, e reduz os riscos de lesão. O atleta consegue se sentir mais relaxado e a sua amplitude de movimento vai se tornando cada vez maior a medida que realiza as sessões de massagem.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Massagem Sueca





Per Henrik Ling (1776-1839), o fundador da massagem sueca e da educação física moderna, viu o corpo humano como parte da grandeza humana. A ginástica, para ele, era totalmente anticompetitiva. A finalidade da ginástica, segundo Per Henrik Ling, era formar as características de um atleta e criar pessoas bonitas.

A nova constituição
No ano de 1809, a Suécia ganhou uma nova Constituição Democrática, que tirou o poder dos antigos reis e aristocratas. A sociedade passou a não ser mais governada com a força do poder de poucos homens e, como conseqüência disto, surgiu uma nova forma de educação dos cidadãos. A industrialização nesta mesma época também mudou o perfil do povo trabalhador, quando as indústrias necessitaram de um corpo administrativo produtor. Como fazer as pessoas trabalharem nos mesmos horários o ano todo, quando a maioria era costumada a se levantar e a dormir com o nascer e o pôr-do-sol e dependendo das estações do ano? Como conseguir unir o homem soldado e guerreiro, com o novo homem defensor dos direitos civis? A resposta destas perguntas era uma só: a educação corporal e a disciplina física. Um corpo forte e resistente, na época, constituía também uma alma masculina poderosa que sempre estava pronta a se sacrificar pela pátria.

A competição como uma ameaça à humanidade
Na filosofia do alemão Fichte, discutia-se na época a luta entre o ser humano e a natureza, uma guerra interna de controle corporal e uma guerra externa de sobrevivência. Havia o pensamento de que, para ter progresso, era preciso sacrificar os mais fracos e que a guerra entre nações era um mal necessário. Mas Per Henrik Ling não tinha a mesma opinião. Ele viu o ser humano como parte de algo maior, com uma ligação à natureza divina e ao cosmo. Ele quis que o ser humano chegasse à harmonia entre estas guerras internas e externas, pelo esporte. Porém, ele viu a competição como uma ameaça à humanidade.

O movimento esportista e tratamentos com massoterapia
Com isso surgiu o movimento esportista e atlético na Suécia e no resto da Europa. Práticas de esportes e competições não eram mais exclusividade dos aristocratas. Per Henrik Ling estudava, com interesse, a filosofia e a literatura das antigas culturas, a Grega e a Romana, e constatou que os antigos atletas tratavam os músculos cansados com massagem. A palavra grega ma’sséin significa justamente apertar, friccionar e amassar. O pai da medicina, Hipócrates, escreveu 400 anos antes de Cristo, que o mais importante para um médico era “saber amassar”. E eram justamente os médicos que faziam massagem, uma arte que, na época, era considerada um dos mais finos tratamentos. No antigo império romano, a massagem chamada tripsis ou ana´tripsis manteve uma posição elevada e foi praticada pelos profissionais com formação médica. A técnica foi desenvolvida, chegou a um alto grau de aperfeiçoamento e começou a abranger tratamentos dos mais variados tipos. Na antiga ginástica e no atletismo, a massagem era considerada necessária para um bom desempenho corporal e a forma mais importante de tratamento de dores e lesões relacionadas à musculatura.

Massagem considerada um pecado pela igreja
Estes conhecimentos profundos das antigas culturas perderam-se no tempo medieval, quando a Igreja Católica divulgou a idéia de que contato físico era algo pecaminoso, mais ligado ao prazer corporal. A partir de então, a massagem começou a ser considerada erótica no ocidente, uma idéia errada que infelizmente sobrevive até hoje. No oriente, porém, a religião não fechou o campo da massagem e os conhecimentos antigos foram preservados até os dias atuais.

Massagem sueca
A massagem ou a massoterapia sueca ou ocidental desenvolvida por Per Henrik Ling e seus discípulos Branting, Georgii e De Ron, foi baseada na sabedoria das antigas culturas, tanto do oriente como do ocidente. Eles criaram um sistema de massagem, aperfeiçoando os movimentos. E este sistema é usado até hoje. Eles acreditaram e provaram que a massagem não só tratava músculos tensos e melhorava o desempenho atlético, como também tratava problemas em órgãos internos como o estômago, intestinos, pulmões, coração e ainda problemas psicológicos. Hoje em dia, a massagem ou a massoterapia sueca é um conceito de qualidade mundialmente conhecido e é a forma de tratamento alternativa mais usada no ocidente, também chamada massagem clássica ou massagem ocidental. Esta técnica de massagem consiste basicamente em 5 movimentos (longos, circulares, transversais, arados e fricções) além de alongamentos e manipulações no sentido do fluxo sanguíneo, para melhorar a circulação. O tratamento usa óleos que ajudam a diminuir a fricção e deixam a pele mais macia.

Massagem e ocitocina
Kerstin Uvnäs Moberg, professora sueca de fisiologia com 25 anos de pesquisa em medicina hormonal, explica no livro Lugn och Beröring (Relaxar e Tocar) como a massagem sueca libera o hormônio relaxante ocitocina, que alivia a dor. Ocitocina é também chamado o hormônio do amor e é fundamental para o bem-estar. Estudos recentes mostram que este hormônio é um dos mais importantes do nosso corpo e é fundamental para combater os hormônios do estresse e as nossas reações de luta e de fuga. Ele baixa a pressão sanguínea, relaxa o corpo, aumenta a tolerância à dor e estimula o crescimento.

Os efeitos principais da massagem sueca são:
Músculos tensos e doloridos relaxam e ficam mais elásticos
O tecido conjuntivo fica mais flexível e age para não deixar criar cicatrizes nos músculos após uma lesão
Aumenta a circulação sanguínea e o transporte de oxigênio e nutrientes para os músculos
Alivia cãibras
Aumenta a circulação linfática e melhora o sistema imunológico
Ajuda a tirar toxinas, principalmente o ácido láctico
Alivia inchaços
Melhora a respiração
Normaliza a pressão sanguínea
Melhora a capacidade de funcionamento e recuperação muscular
Tem um efeito relaxante na sistema nervoso
Diminui o estresse, melhora o sistema digestivo e proporciona um sono relaxado
Recupera rapidamente lesões por esforço repetitivo, como a tendinite
Ajuda pessoas com fibromialgia
Aumenta o conhecimento do corpo

domingo, 21 de junho de 2015

Massagem relaxante desportiva



O objetivo desta massagem é acalmar o tônus muscular utilizando diversas técnicas corporais para ajudar na recuperação/tratamento de lesões físicas e na melhoria dos seus objetivos relacionadas com a prática do desporto.
Aqui pretende-se o alívio da dor causada for esforços múltiplos e na expansão da mobilidade individual.
Esta massagem é também muito utilizada para aquecer ou preparar os músculos antes do treino, sejam em atletas amadores como em atletas de alta competição aumentando assim a sua performance. Facilitando também as suas capacidades e habilidades, como força, resistência e velocidade.
Atenção: "Quando mais se ignora uma lesão, mais suscetível fica-se para novas lesões e dores musculares."
Contra indicações:
  • Estômago ou bexiga cheia (aqui recomenda-se que faça a digestão e pratique a diurese antes da massagem)

(Caso sofra de algumas destas patologias, consulte o seu médico assistente)
  • Inflamações agudas nos músculos e/ou articulações
  • Estados febris
  • Doenças cutâneas e/ou feridas
  • Tromboflebite
  • A recuperar de tumores cancerígenos com menos de 5 anos
  • Câncer
  • Fraturas ósseas

sábado, 20 de junho de 2015

O relaxamento muscular através de alongamentos!



O alongamento estimula o cérebro a libertar serotonina, hormônio responsável pelo equilíbrio emocional. Estas substâncias, secretadas por glândulas, espalham-se por todo o corpo e nutre músculos e órgãos.
 Quando o cérebro relaxa através do alongamento corporal, o corpo beneficia de uma sensação de bem estar, os batimentos cardíacos e a tensão sanguínea estabilizam-se. Também acalma o sistema nervoso ao libertar a tensão comprimida entre os músculos, ossos e articulações.

Os órgãos:
Girar, dobrar, torcer e alongar o corpo também massageia os órgãos internos como o fígado, rins, intestinos, pâncreas... Bem como a circulação sanguínea.
 Aqui propomos uma maneira suave e segura de alongar sem danificar a estrutura óssea/muscular. Numa sequência passiva, com resultados significativos.
 Indicações:
. Melhora as defesas do organismo;
. Ajuda a eliminar resíduos e toxinas do sistema sanguíneo;
. Melhoria do funcionamento dos órgãos internos;
. Dores musculares localizadas;
. Tranquiliza problemas respiratórios;
. Melhoria do encurtamento muscular.

Contra-indicações:
. Pacientes hipertensos apenas com prescrição médica;
. Pacientes com colesterol elevado apenas com prescrição médica;
. Problemas psicológicos graves;
. úlceras de pele;
. Gravidez;
. Não se deve fazer esta massagem com estômago e/ou bexiga cheia.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Massagem é melhor que medicamentos



Mais eficaz para aliviar as dores lombares do que anti-inflamatórios, analgésicos, ou mesmo fisioterapia conclui estudo.
Estudo conclui que a eficiência da massoterapia é melhor que a do tratamento médico convencional! Em outras palavras, uma massagem semanal é melhor para aliviar as dores lombares do que anti-inflamatórios, analgésicos, ou mesmo fisioterapia.
O estudo monitorou 410 mulheres com dores lombares crônicas, dividas em três grupos. O primeiro grupo recebeu um tratamento médico, o segundo uma hora semanal de massagem estrutural e o terceiro uma hora de massagem relaxante. Os resultados mostraram que as mulheres que receberam qualquer tipo de massagem terapêutica passavam bem menos tempo na cama com dores, usavam menos medicamentos e eram mais ativas do que as mulheres que fizeram uso de comprimidos.
O mais surpreendente que mais de 30% delas asseguraram que as dores tinham melhorado ou sumido, ao passo que apenas 4% das que receberam tratamento médico relataram o mesmo.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Massagem para ciclistas e cavaleiros




uma nova massagem indicada para cavaleiros, ciclistas e esportistas. Com duração de 60 minutos, provoca um relaxamento intenso da musculatura das pernas e costas aliviando as dores provocadas pelos exercícios, tanto para homens como mulheres, massagens relaxantes e que hidratam o corpo.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

ESTRESSE



O ESTRESSE da vida moderna traz várias consequências à nossa saúde. Uma delas notamos rápido em nosso corpo. Músculos rígidos e doloridos, dores no corpo, na região do pescoço ou nas costas, dores de cabeça, movimentos com amplitudes limitadas, problemas posturais, ranger de dentes durante o sono, são algumas consequências que podemos relacionar ao aumento da tensão muscular.
Por isso, a tensão muscular pode ser usada como um bom indicador do estresse físico e emocional.
Toda tensão física ou psicológica se traduz num aumento da tensão muscular, que tem como função preparar o corpo para uma situação de defesa. Quando essas situações de estresse ultrapassam o limite, um processo de “não” recuperação se manifesta, produzindo tensão muscular excessiva, que trará ainda outros efeitos sobre o funcionamento do corpo.
Essa tensão muscular é responsável pelas contrações dolorosas de certos músculos, os quais desenvolvem contraturas (Pontos-Gatilho ou Pontos Sensíveis) que se cronificam, gerando dores, rigidez (inflexibilidade) e encurtam os músculos, tornando-os mais fracos e inábeis para suportar cargas e choques em vários movimentos.
Indivíduos que possuem cargos ou funções com grandes responsabilidades, ou que trabalham com posturas fixas ou repetitivas, que se mantém muito numa mesma posição ou usam muito apenas um lado do corpo, estão sempre muito mais propensos às dores na região do pescoço, ombros e lombar.
Você que costuma se incomodar com essas dores, passe a avaliar de imediato:
1. Atente-se à postura para identificar possíveis desvios que possam gerar disfunções musculares.
2. Realize uma avaliação diária dos movimentos: se repete muito o mesmo movimento, se permanece muito tempo na mesma postura, se pega muito peso, como você se senta ou ver televisão, ou para ler um livro...
3. Reorganizar a postura através de exercícios de alongamento, massagem e também fortalecimento muscular.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Escoliose



Muito tempo em frente ao computador, sentar-se de qualquer jeito, horas no trânsito com o banco ajustado inadequadamente e muito peso nas costas como bolsas e mochilas cheias, são alguns dos hábitos que podem agravar o desenvolvimento da escoliose.
Mudar os hábitos, ficar atento na postura e incluir exercícios físicos entre as atividades de rotina ajudam a amenizar esse problema e evitar dores. A orientação de um bom professor de Educação Física garante que os movimentos não só alinhem a coluna como fortaleçam os músculos capazes de deixá-la na posição certa.
Os exercícios mais indicados são todos os que estimulam igualmente os dois lados do corpo. Natação, ioga, pilates, caminhada, corrida, hidroginástica e, em alguns casos, musculação valem por remédio. Eles trabalham a simetria e o desenvolvimento muscular de ambos os lados.
Merece destaque a natação, que fortalece e alonga os músculos ao mesmo tempo, além de não ter impacto, mobilizar o corpo todo por ser uma atividade aeróbica.
Mas a natação não vai corrigir a curvatura. Para que isso aconteça, é preciso que o esporte faça parte do tratamento e seja acompanhado por um ortopedista ou por um fisiatra. No geral, o que todas essas atividades simétricas fazem é ajudar a evitar uma piora da escoliose.
ESPORTES TOTALMENTE CONTRAINDICADOS
Handball, tênis, basquete e outros exercícios que exigem muito mais um lado do corpo do que o outro ocupam os últimos lugares da lista, pois podem piorar o problema e desgastar as articulações de um lado só. Nada impede que esses esportes sejam praticados, mas é ideal pedir aconselhamento de um personal trainer para evitar dores pelo corpo. Alternar essas atividades a outras, como caminhada e corrida, tende a ser uma boa saída para equilibrar o desenvolvimento muscular.
Atenção a atividades de alto impacto
Quem optar por corrida, bicicleta e outras atividades aeróbicas também precisa estar atento a dois fatores importantes: o impacto dos movimentos nas articulações e o alongamento, que prepara os músculos para responder aos exercícios. Usar calçados adequados para a atividade, evitar solos rígidos ou muitos acidentados e treinar por um período que respeite as limitações do seu corpo ajuda a prevenir lesões ou agravar a escoliose.
A MUSCULAÇÃO, feita com orientação de um fisioterapeuta ou de um professor de Educação Física especializado em desvios de coluna, isso porque os exercícios fortalecem os músculos do abdômen, que dão sustentação à coluna, e os próprios músculos das costas. Só evite usar cargas excessivas demais, evitando encurtar ainda mais as fibras, e jamais dispense o alongamento antes e depois dos exercícios.
No caso de exercícios específicos para as costas, a atenção tem de ser redobrada. Há o risco de aumentar ainda mais a compressão na coluna vertebral, provocando dor e e aumentando o grau de curvatura da escoliose.
O BALÉ clássico é uma das melhores opções para estimular a postura correta, com a coluna alinhada e o quadril encaixado. No entanto, essas aulas podem ser perigosas para a escoliose ao favorecer mais um lado do que o outro. E como isso pode acontecer? As bailarinas costumam começar sempre do mesmo lado ao fazerem exercícios na barra.
Geralmente, fazem a sequencia do lado direito primeiro e despendem uma força maior desse lado. Ao fazerem com o esquerdo, podem estar mais cansadas e exigirem menos esforço da musculatura. Como resultado, um lado do corpo pode ficar mais fortalecido. Para evitar esse risco, o melhor é alternar os lados para começar os exercícios: se começar com o direito, da próxima vez inicie com o esquerdo.
Outra dica é ter cuidados como ao carregar mochila, bolsa e sacolas apenas de um lado. Procure sempre trocar o peso de ombro ou braço para não desalinhar ainda mais o corpo.
Então cuidado, assim como a postura, existem os exercícios que ajudam, e exercícios que podem agravar o quadro, por isso procure antes um médico ou um especialista para ver o que ele acha, pois cada caso é um caso, e o que foi bom para um, pode ser ruim para outro.
Apesar da escoliose aparecer comumente na fase de crescimento das crianças, as dores são mais comuns de aparecer na fase adulta, principalmente se não forem adotados hábitos e tratamentos adequados.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Aquecer ou Resfriar?


Assim que o corpo sofre um trauma, como uma batida ou uma lesão, não demora muito para a dor, a vermelhidão e o inchaço aparecerem. Em casos corriqueiros como esses, a ajuda de um especialista é frequentemente substituída pela velha receita caseira : compressa de água quente ou fria. O problema é que nem sempre sabemos qual das duas é a ideal para o problema em questão. Embora ambas sejam excelentes analgésicos locais, fazer a escolha certa aumenta a eficácia do tratamento.
Resfrie:
Edemas (inchaços)
Hematomas
Torções, tombos e pancadas
Aqueça:
Contraturas e tensões musculares
Torcicolos
Dores nas costas e lombar
COMPRESSAS GELADAS:
De uma maneira geral, a compressa feita com gelo é mais indicada em casos de traumatismo provocado por quedas ou pancadas. Esses traumas rompem os vasos dos sistemas sangüíneo e linfático. O vazamento do sangue e da linfa, é responsável pelos inchaços e hematomas (manchas roxas) que aparecem após a lesão. Se logo após o trauma for aplicado gelo, os vasos se contraem, fazendo com que o fluxo do vazamento seja bem menor e, em conseqüência, o inchaço e o hematoma se reduzam também. Além disso, se a pele for resfriada a pelo menos 12ºC ou 13ºC, os receptores de dor diminuem o funcionamento, isso causa aquele anestésico do gelo.
COMPRESSAS QUENTES:
Aquecimento estimula a circulação e relaxa a musculatura. Geralmente, deve ser usada numa segunda etapa, ou seja, algum tempo depois de sofrer o trauma. A compressa quente faz os vasos sangüíneos dilatarem, aumentando o fluxo de sangue na região tratada. Isso ajuda a conter o processo inflamatório. Se houver formação de hematoma ou edema (inchaço provocado pelo líquido extravasado), o calor poderá ”amolecer” o líquido que vazou dos vasos e se acumulou em torno da região afetada. Isso auxilia na reabsorção do líquido pelo organismo. A compressas quentes são indicadas também para aliviar cólicas, pés inchados, dores musculares e nas articulações.

domingo, 14 de junho de 2015

Dores musculares ou miofasciais



De todas as dores que afetam o ser humano ao longo de sua existência, as musculares, ou miofasciais, são as mais prevalentes. "Elas podem ser agudas ou crônicas: no primeiro caso, surgem depois de um esforço físico exagerado, e se manifestam durante um período específico de tempo; no segundo, são persistentes. No exame médico ou fisioterápico, o paciente reclama quando o ponto de irritabilidade muscular é pressionado", destaca Maurício Garcia, fisioterapeuta do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Está claro, então, que há diferentes tipos de dores musculares, há aquelas que ocorrem de forma difusa a e bilateralmente, associadas ao reinício de atividades físicas ou à mudança para mais carga ou intensidade do treinamento; as causadas por lesões agudas, como estiramentos e distensões; e as provocadas por doenças reumáticas como a fibromialgia.
Alvo: membros inferiores
Quando ligada à atividade física, há muitas particularidades em relação à dor muscular. Os membros inferiores, por exemplo, são os mais atingidos. "Cerca de 90% das lesões esportivas acontecem em quadris, coxas, joelhos, pernas, tornozelos e pés", informa Moisés Cohen, professor titular e chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte (SP).
Exercícios vigorosos em não praticantes de ginástica é um fenômeno muito comum, ele explica. "O desconforto será pior durante a contração muscular ativa e no alongamento passivo. Geralmente, se inicia algumas horas após o término da malhação e tem seu pico de intensidade em 24 ou 48 horas." Dentre as lesões esportivas, alguns levantamentos mostram que 45% se localizam no joelho, 9,8% no tornozelo e 7,7% no ombro.
É bom ficar atento a dores musculares persistentes, pois podem revelar a presença de problemas mais sérios. "Se o desconforto é provocado por exagero nos exercícios ou má postura, por exemplo, os grupos musculares sofrerão logo na sequência, com regressão da dor entre 48 e 72 horas. Qualquer outro tipo deve ser avaliado por um médico especializado".
O ortopedista Moisés Cohen enumera os sintomas que merecem atenção: dor no peito, que irradia para o braço, indicando algum problema cardiológico; dor nas costas, acompanhada de irradiação, formigamento e diminuição de força motora nos membros inferiores, que precisa ser avaliada para descartar possibilidade de hérnia de disco; dor no corpo todo, associada a desânimo e falta de energia, provavelmente decorrente de depressão e fibromialgia.
Vale ficar atento a distúrbios hormonais, como hiper e hipotireoidismo, que promovem dores musculares e estão geralmente ligados a sinais como aumento ou diminuição da sensação de calor ou frio; disfunções hidroeletrolíticas, como hiper ou hipocalemia (alteração de controle de potássio no sangue), apresentando aumento de incidência de dores musculares e câimbras; fadiga crônica, fibromialgia, infecções virais e bacterianas, gripes e lúpus, que desandam dores musculares; e, finalmente, as estatinas, medicamentos prescritos para tratamento de colesterol alto, igualmente provocadores do problema.
Fonte:UOL notícias,Rosana Faria de Freitas
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