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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

JÁ OUVIU FALAR DE PUBALGIA?


Pubalgia é um termo geral que engloba dores crônicas inguinais ou na região púbica. Pode ser causada por estresses repetitivos aplicados à sínfise púbica decorrentes de chutes e torções ou dribles em alta velocidade, como ocorre no futebol, no trabalho de pivô no basquete e na corrida. Uma série de anormalidades nas articulações e nos músculos ao redor da virilha pode aumentar o estresse mecânico colocado sobre a região púbica como: amplitude de movimento do quadril limitada, aumento do tônus muscular adutor e do reto abdominal, encurtamento do músculo iliopsoas muitas vezes associado com hipomobilidade da coluna lombar superior, disfunção da articulação sacroiliaca e redução da estabilidade lombopélvica.
Sinais e sintomas:
- A dor crônica, com frequência apenas durante o esforço, pode persistir por vários meses. Dores agudas e ardentes são sentidas inicialmente na região inguinal e na parte inferior do abdome e depois se irradiam para os adutores e para os testículos. Após a dor inicial, ela desaparece quando o indivíduo está aquecido, para apenas retornar, muitas vezes de forma intensa, após a atividade. Há sensibilidade pontual no tubérculo púbico. A dor aumenta com a flexão resistida, rotação interna do quadril e a contração muscular abdominal. Também ocorre dor com a adução resistida do quadril, embora os adutores não se mostrem sensíveis, o que distingue essa condição da distensão no adutor.
Tratamento:
- Período de medidas anti-inflamatórias e de repouso relativo;
- Fricção transversa, crochetagem e/ou miofibrólise pode ser aplicada localmente;
- Técnicas de terapia manual como mobilização articular e/ou manipulação;
- Modalidades terapêuticas como ultrassom, estimulação elétrica, termoterapia e crioterapia;
- Alongamento, quando tolerado, para os músculos que circundam a área lesionada;
- Exercícios de fortalecimento;
- Treino de estabilização central;
- Treinamento sensório motor.

domingo, 26 de junho de 2011

Dor na virilha (Pubalgia)



Primeiro ela surge como uma dorzinha incomoda no púbis após a realização de alguma atividade física. Com o tempo vai aumentando de intensidade e diminuindo a frequência entre o início do exercício e o surgimento da primeira pontada. Chamada de pubalgia, a dor é comum aos atletas de fim de semana, mas também pode surgir em decorrência de outros fatores, como a diferença no tamanho de membros ou ser provocada uma hérnia inguinal.

O tratamento da pubalgia exige em primeiro lugar um diagnóstico correto, que é realizado pelo medico ortopedista. Analgésicos e relaxantes musculares podem aliviar a dor, mas só devem ser feitos pelo médico especializado em ortopedia, de preferência com prática em avaliação desportiva. Também é necessário, para a maioria dos pacientes, se submeter a um trabalho de reabilitação fisioterápica, evitando assim que o caso chegue a um estado crônico, em que a dor passa a ser constante e impede a continuidade das atividades físicas. Nos casos muito graves a cirurgia pode ser indicada.

Na maioria dos casos, a pubalgia é resultado de posturas erradas e desequilíbrio muscular durante a realização do exercício. Os atletas de fim de semana, principalmente os que jogam futebol e costumam chutar sempre com a mesma perna, acabam gerando uma fadiga muscular de forma desigual. Estes são mais propensos ao problema.

Por esse motivo, é importante manter um trabalho de fortalecimento muscular paralelo ao esporte.

Por Yasmin Barcellos

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dor no Púbis ?



As lesões do púbis se tornaram mais comum nos ultimos anos, e demoram para ser curadas porque atletas dificilmente aceitam realizar o tratamento mais recomendado que é o repouso absoluto.

Com o repouso, diminui a inflamação e a dor, e com a fisioterapia e os antiflamatórios também ajudam na recuperação.

A pubalgia é resultado do desequilibrio dos músculos do abdomem e do quadril, ou entre músculos dos dois lados do corpo, ja que no local a uma concentracão de grande numero de músculos.

No futsal vem aumentando esse tipo de lesão, porque os jogadores usam muito mais apenas um lado do corpo e ainda ocorrem muitas mudanças de direção.

Um dos tratamentos para a pubalgia é repouso absoluto (para atividade fisica ), medicamentos ( com prescrição médica ), compressas de gelo do local da dor, alongamento da musculatura adutora, isquiotibiais e do abdomem diminuem o estresse da região. Se o tratamento convencional nao surtir efeito a cirurgia é indicada.



sábado, 8 de janeiro de 2011

A pubalgia pode tornar-se crônica se não for tratada adequadamente


Começa com uma dor na região da virilha, nas coxas, às vezes fraca e não muito bem definida. Com o tempo, se não tratada, pode se tornar uma doença crônica.

Por causa dessa característica, a pubalgia – uma inflamação na região do púbis – muitas vezes não é diagnosticada nem comentada. Mas a dor provocada pela doença restringe movimentos.

No início, ela pode ser confundida com uma simples dor muscular. Depois, pode ainda ocorrer o diagnóstico de hérnia inguinal (hérnias que ocorrem na região da virilha), infecção urinária e fratura. Isso acontece porque quando a lesão é leve não há grandes alterações visíveis em um exame de raio X.

Em qualquer um dos casos, quanto antes o problema for detectado, melhor e mais rápida deverá ser a recuperação do paciente.

Em mais de 90% dos casos, o tratamento é clínico.
Quando se trata de uma situação de mais gravidade, porém, pode ser necessário fazer uma cirurgia para correção da inflamação.

A pubalgia pode ocorrer, por exemplo, em mulheres grávidas, mas é mais frequente em homens e, especialmente, em atletas. Isso porque eles são submetidos a uma carga de treinamento e a um excesso de impacto na região.

Os sintomas :

Dor na região púbica, principalmente ao levantar, sentar e ao tossir

Aumento da dor com apoio unipodal e exercícios de alta intensidade (corrida)

Sensação de ardor na região da virilha

Crepitação na sínfise púbica

Espasmos de adutor

Diminuição da amplitude de movimento do quadril

Possível dor lombar

Marcha Anserina (marcha com rotação lateral dos membros inferiores)

No futebol, dor no primeiro passe ou chute

Os sintomas da pubalgia são na maioria das vezes causados pelo desequilíbrio muscular entre os músculos abdominais e adutores. A ação dos abdominais leva a uma elevação pélvica e os adutores acabam por tracionar, afastando a sínfise púbica, levando então a um stress ligamentar e inflamação local.

Outro grupo muscular que interfere neste desequilíbrio biomecânico são os posteriores da coxa (isquiotibiais). Quando estes estão encurtados ocorre uma tração lombar, potencializando o desequilíbrio de abdominais de adutores, principalmente no movimento de chute do futebol.

Tratamento - O tratamento inicial é sempre conservador. Repouso completo, administração de antiinflamatórios e aplicação de compressa de gelo por quinze minutos no local, para aliviar a dor. Pode-se alongar levemente os músculos abdominais, adutores e isquiotibiais (nos casos de término da dor, alongar normalmente).

A fisioterapia tem papel fundamental no re-equilíbrio muscular e no retorno as atividades desportivas. O tratamento cirúrgico só é utilizado caso o tratamento conservador falhe.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pubalgia pode ser causada por treinamento intenso do atleta


Futebol, esgrima, corrida, tênis e rugby são esportes que exigem grandes esforços da região púbica agravados por gestos repetitivos. Quando o atleta de um desses esportes sente uma dorzinha na região da bacia ou até mesmo nas coxas é sinal de que ele sofre de pubalgia. O termo pub refere-se a púbis, um dos ossos da bacia, enquanto algia significa dor.

A dor originada na púbis tem diversas causas, e uma delas é o treinamento intenso que provoca minitraumatismo no local, resultando em inflamação e dor. A falta ou a inadequada execução de alongamento da musculatura adutora somado ao excesso de exercícios abdominais que os atletas realizam, podem causar desequilíbrio muscular na sínfise púbica tendo como consequência o surgimento da pubalgia.

Os sintomas são: dor na região púbica, principalmente ao levantar, sentar e ao tossir; aumento da dor com apoio unipodal e exercícios de alta intensidade como corrida; sensação de ardor na virilha; crepitação na sínfise púbica; espasmos de adutor; diminuição da amplitude de movimento do quadril; possível dor lombar; marcha anserina (marcha com rotação lateral dos membros inferiores); no futebol, dor no primeiro passe ou chute.

Os principais grupos musculares implicados na pubalgia são os que se inserem superiormente na sínfise púbica (os grandes retos, os músculos transversos e os grandes oblíquos) e os que se inserem inferiormente como o grupo de adutores da coxa, o adutor médio, o reto interno e o pectíneo. Um fator intrínseco da pubalgia está relacionada com o próprio atleta.

Segundo os especialistas, normalmente são atletas brevilíneos, jovens, com hipertrofia muscular, encurtamento e menor flexibilidade dos músculos dos membros inferiores, particularmente dos adutores, em contraste com uma musculatura abdominal insuficiente. Um fator extrínseco pode estar relacionado à qualidade dos solos (pisos duros) e ao calçado usado (com pouca absorção de choques).

Hoje em dia, os atletas são submetidos a um grande número de jogos e treinos, não havendo muitas vezes um tempo de repouso necessário ou para um programa adequado de alongamento. O tratamento inicial é o repouso completo, administração de antiinflamatório e aplicação de compressa de gelo por quinze minutos no local para aliviar a dor.

Pode-se alongar levemente os músculos abdominais, adutores e isquiotibiais; quando a dor acabar alongar normalmente. A fisioterapia também é muito importante no reequilíbrio muscular e no retorno às atividades desportivas. A cirurgia só é usada quando o tratamento acima não ser resultados.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pubalgia

DOR NO QUADRIL PODE SER PUBALGIA
O termo pubalgia denomina dor no púbis (o osso que se localiza no final do músculo do abdome, sob a região genital; faz parte do osso do quadril - veja figura a seguir -.



Essa denominação é muito abrangente, o que muitas vezes gera confusão, pois seus sintomas podem se assemelhar a outras patologias. Para alguns autores este termo é usado para a ocorrência da lesão do canal inguinal, mais conhecida como hérnia inguinal.

Outras patologias que têm sintomas parecidos são: hérnia inguinal, doenças geniturinárias, osteítes púbicas (síndrome do músculo grácil e síndrome do músculo piriforme), prostatite, bursites na região do quadril ou artrite do quadril.

Porém, mais de uma causa pode estar associada à dor no quadril. Abordaremos nesta matéria somente a dor na virilha relacionada à tensão da musculatura dessa região com ou sem alteração do osso do púbis e sem hérnia inguinal.

A dor na região do púbis ou na virilha é muito comum em atletas e pode ser aguda ou crônica. Acomete principalmente jogadores de futebol e tênis, mas também corredores de longa distância (maratonistas) quando em treinos de tiro, ou corredores de aventura.

É mais freqüente em homens do que em mulheres devido à quantidade proporcional de praticantes de futebol e também às diferenças anatômicas e biomecânicas dessa região do corpo (a bacia da mulher se adapta melhor aos impactos dos esportes).

Mecanismos de lesão e causas.
Os mecanismos de lesão podem incluir alterações rápidas de direção, movimentos repetidos de corrida associados a desequilíbrios musculares, traumas diretos, diferenças no comprimento dos membros inferiores, prática esportiva em pisos duros, uso de calçados inadequados e excesso de treino.

A causa mais comum da dor na virilha é a distensão ou tensão exagerada da musculatura que envolve esta região, abrangendo os músculos adutor longo, reto abdominal, iliopsoas, pectíneo e reto femoral.


Pouca flexibilidade da musculatura da região do quadril e pélvis, assim como instabilidade de quadril e desequilíbrio muscular entre adutores e músculos do abdômen, também podem contribuir para o surgimento da pubalgia.

Quando a pubalgia tem sua causa na musculatura, o músculo e tendão mais acometido normalmente é o do músculo adutor (porção longa), podendo apresentar uma inflamação crônica ou até uma lesão das fibras (ruptura de uma parte do tendão ou músculo).

Outro músculo comumente acometido é o reto abdominal na porção que se insere no osso púbis. A tensão nestes dois músculos desequilibra o quadril, pois o músculo reto abdominal traciona o osso do quadril para cima, enquanto o adutor puxa para baixo.

Sintomas.
A dor é bem localizada na virilha e pode acometer apenas um lado ou os dois. Normalmente ocorre durante a corrida (ou outro esporte), mas se o atleta continuar correndo a dor pode aparecer durante outras atividades como sentar-se e levantar-se de uma cadeira, subir e descer escadas, agachar, mudanças de direção abrupta, aceleração e chute. Corredores normalmente apresentam dor localizada e forte desde o início da doença.

Se houver irradiação da dor, o atleta pode sentir incômodo na região de abdome inferior, adutores, região genital e lombar, caso haja associação com alterações da articulação sacroilíaca (junção do quadril e porção final da coluna).

Diagnóstico.
Quanto mais demorado for o início do tratamento maior será o tempo de recuperação. Quando diagnosticado e tratado rapidamente o corredor tem a chance de não se afastar da corrida, tendo apenas o seu treino modificado até a recuperação total. O tempo de afastamento do esporte depende de cada caso.
O diagnóstico médico é de extrema importância.

Além do exame físico, os exames de imagem auxiliarão o médico a fazer o diagnóstico correto. O raio X pode mostrar lesão do osso púbis, calcificação dos tendões acometidos, osteoartrite ou instabilidade pélvica. Já a tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem evidenciar outras causas da dor na virilha, como a existência de hérnia inguinal ou lesões musculares e tendíneas.

Tratamento.
O tratamento para dor na virilha decorrente da hérnia inguinal é, na maioria das vezes, cirúrgico. Já o tratamento para pubalgia decorrente das alterações musculares e ósseas é conservador. Esse é o principal motivo de escolhermos o segundo tipo para aqui abordarmos. Além do tratamento médico, a acupuntura e a fisioterapia auxiliarão a completa recuperação.

O objetivo do tratamento fisioterápico consiste em diminuir a dor e a inflamação, aumentar a resistência do tendão ou tendões acometidos, restabelecer o equilíbrio muscular, melhorar a estabilidade do quadril e da coluna.

É recomendada a aplicação de bolsa de gelo por 20 minutos no local da dor, duas a três vezes por dia, desde o início do aparecimento da dor até o final do tratamento.

No início da patologia não se deve correr com dor. Muitas vezes, após a realização do tratamento correto, no retorno ao esporte pode acontecer um pouco de dor durante a corrida, mas essa dor pode ser descrita mais como um incômodo do que dor. A musculatura acometida precisa de um tempo de adaptação, o que justifica esse incômodo, bem diferente da dor durante a pubalgia.

A pubalgia é um grande desafio na medicina esportiva. Não é apenas um problema para ser diagnosticada, mas também de difícil tratamento. Se não tratada corretamente pode se tornar crônica e atrapalhar a vida esportiva dos atletas. É uma patologia que requer um acompanhamento multidisciplinar.

Siga sempre a orientação do seu médico e procure um profissional capacitado para acompanhar a sua reabilitação.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pubalgia

Pubalgia, pubialgia ou pubeíte são termos sinônimos que identificam a dor na região do baixo abdomen, onde a musculatura se insere no osso púbis, na bacia.
A origem do problema é a solicitação excessiva da musculatura abdominal, necessária para estabilizar o tronco no momento do chute ou drible.
Este fato, somado à uma retração (encurtamento) da musculatura posterior da coxa, comumente encontrada em jogadores de futebol, origina um processo inflamatório de difícil resolução e que pode levar à cronicidade.
Muitas vezes temos também um desequilíbrio entre a musculatura abdominal e a musculatura adutora, o que tem que ser pesquisado para direcionar o tratamento.
Como o repouso necessário para o tratamento não pode ser realizado devido à necessidade do atleta manter-se em treinamento e aos inúmeros jogos, o processo inflamatório não se resolve, e cria-se uma área de tecido fibroso que, após um período, não mais responde ao tratamento conservador.
Alguns outros problemas podem confundir o diagnóstico e devem ser afastadas. Hérnias abdominais podem levar à dores na região, e têm uma relação direta com esforço físico, sendo a primeira patologia que deve ser afastada.
Também devemos nos lembrar das infecções do trato urinário (cistites, uretrites, prostatites, etc), que eventualmente podem levar à dores na região do baixo ventre podendo confundir o diagnóstico.
No atleta do sexo masculino devemos lembrar dos problemas na região do testículo (varicocele) , e nas mulheres patologias no ovário e útero também devem ser afastados.
Para confirmação diagnóstica podemos utilizar a Ressonância Magnética da região, que mostrará uma região com um processo inflamatório localizado, próxima ao púbis (osso da bacia).

O tratamento é conservador, com afastamento dos treinos e cuidados de fisioterapia no local, visando analgesia (melhora da dor) e alongamento da musculatura posterior da coxa e perna e, em segundo tempo, alongamento da musculatura abdominal.
Em casos crônicos onde o tratamento conservador não surte efeito, pode-se necessitar de uma cirurgia que objetiva a retirada do tecido cicatricial formado e liberação da musculatura abdominal que apresenta-se retraída, com bons resultados e retorno à atividade em cerca de 2 meses após o procedimento, com total restabelecimento das condições atléticas.

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