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sexta-feira, 31 de maio de 2013

ÁCIDO LÁCTICO E LACTATO




O ácido láctico ou lático participa de vários processos bioquímicos, e o lactato é o sal deste ácido. 



O que é Lactato ?
Lactato é um composto orgânico produzido naturalmente no corpo humano e também utilizado como fonte de energia para atividades físicas em gerais. O lactato é encontrado nos músculos, no sangue, e em vários órgãos. A presença de lactato é necessária para que o corpo funcione propriamente.

De onde vem o Lactato?
A principal fonte de produção de lactato é a quebra de carboidratos chamados de glicogênio. Glicogênio se quebra em uma substância chamada piruvato e produz energia. Geralmente esse processo é referido como Energia Anaeróbia devido a não utilização de Oxigênio. Quando piruvato se quebra ainda mais, esse processo produz ainda mais energia. Esta energia é chamada de energia aeróbia devido a utilização do Oxigênio. Se o piruvato não se quebra, este geralmente é transformado em lactato.

Por que Lactato é produzido ?
Quando o piruvato é produzido, as células musculares tentam utilizá-lo como energia aeróbia. Porém, se as células não são capazes de utilizar todo o piruvato produzido, este se transforma quimicamente em lactato.
Algumas células possuem grande capacidade de utilização de piruvato para energia aeróbia enquanto outras possuem uma capacidade limitada. Com o treinamento, as células musculares são capazes de se adaptar a uma maior utilização de piruvato e menor produção de lactato.

Quando Lactato é produzido ?
O lactato está presente no corpo humano quando em repouso, e também durante nossas atividades diárias, apesar de serem níveis muito baixos. Enquanto você lê este documento, o lactato está sendo produzido. 
Porém, quando a atividade física aumenta em intensidade, também aumenta a produção de piruvato de forma rápida. Devido a sua rápida produção, nem toda a quantidade de piruvato pode ser utilizada para energia aeróbia. 
O excesso de piruvato então transforma-se em lactato. Está é uma das razões porque lactato é um importante indicador de treinamento. Quando lactato é produzido, isto é uma indicação de que a energia aeróbia está sendo limitada durante a atividade.
Quanto mais intensa for a atividade, maior será a produção de lactato. Um maior número de fibras musculares são recrutadas. A maioria dessas fibras não são utilizadas durante repouso ou atividade física leve. Muitas dessas fibras também são fibras de contrações rápidas que não tem a capacidade de utilizar piruvato a mesma proporção que o mesmo é produzido e, portanto, grande quantidade de piruvato acaba sendo transformado em lactato.

Produção e operacionalidade
É produzido nos músculos a partir do ácido pirúvico, durante exercícios vigorosos, produzindo dores musculares 
ou cãibras.
Respiramos mais depressa durante um exercício muscular, porque consumimos mais oxigênio. Nossos músculos, porém, são dotados de um mecanismo que garante a continuação do esforço, mesmo na ausência do oxigênio: a respiração anaeróbia, onde a glicose se decompõe na ausência do gás oxigênio, reproduzindo ácido lático.Quanto maior a atividade muscular, mais ácido lático se acumula no músculo, tornando-o fatigado e incapaz de contrair-se, produzindo cansaço e até cãibras.
A acumulação de ácido láctico no corpo é designada por acidose láctica

Para onde vai o Lactato ?
O lactato é uma substancia dinâmica. Inicialmente quando é produzido, o lactato tem a tendência de sair do músculo onde se encontra, e acaba entrando em outros músculos vizinhos, na corrente sanguínea, ou no espaço entre células musculares contendo uma menor concentração de lactato. O mesmo pode rumar para outros músculos ou até em algum outro lugar no corpo.

Quando o lactato é recebido em um músculo qualquer provavelmente será transformado novamente em piruvato 
para ser utilizado como energia aeróbia. O treinamento aumenta a produção das enzimas que são responsáveis pela conversão de lactato em piruvato e vice-versa. O lactato pode ser utilizado como combustível pelo coração, e também pode ser convertido novamente em glucose e glicogênio no fígado. O lactato pode se mover rapidamente de uma parte do corpo para outra. Há algumas evidências em que certas quantidades de lactato podem também ser transformadas em glicogênio nos próprios músculos.
Normalmente, os músculos que tem a capacidade de utilizar piruvato como fonte de energia, buscam o mesmo na reserva armazenada pelo próprio músculo. O lactato pode também ser transportado pela corrente sanguínea aos músculos relativamente inativos, como os braços de um corredor.

O Lactato é nocivo ?
Sim e não, predominantemente não. Quando o lactato é produzido nos músculos, íons de hidrogênio também são produzidos em excesso. Se houver um grande acúmulo destes íons, o músculo torna-se ácido, causando problemas nas contrações musculares durante exercício físico. Atletas descrevem este fenômeno como uma sensação de "queimação" ou "endurecimento" assim como uma redução no nível de performance. A grande maioria destes íons de hidrogênio são produzidos juntos com o lactato, e na verdade o lactato não causa fadiga muscular, mas sim o aumento do nível de acidez muscular.
Apesar de não ser uma sensação agradável para o atleta, a "queimação" ou "endurecimento" são mecanismos de defesa contra a danificações musculares. Altos níveis de acidez podem danificar as fibras musculares de forma séria. Também existem algumas especulações de que o "overtraining" é causado por constantes treinamentos que produzem altos níveis de acidez.

Deve o atleta se interessar por Lactato?
Sem dúvida por duas razões:
Primeiro, se um atleta conseguir reduzir a produção de lactato ou reduzir o período necessário para eliminação do mesmo, ele também reduzira a produção e eliminação dos íons de hidrogênio que afetam o nível de performance muscular. Recentes pesquisas indicam que apesar de reduzir a produção do lactato ser um fator importante, talvez mais importante ainda seja o fator da redução do período necessário para "remover" o lactato dos músculos. Quando o atleta está bem treinado, o corpo se torna capaz de transporta ro lactato produzido para um outro local qualquer, e diminuindo assim o problema de alta concentração de lactato no mesmo músculo. Isto quer dizer que o atleta será capaz de manter um alto nível de intensidade por mais tempo se o corpo está treinado a "remover" o lactato de forma rápida.

Segundo, em eventos em que a duração é menor de dez minutos (natação - velocidade e meio-fundo, remo,atletismo, ciclismo - alta velocidade, e muitas provas de corrida), a habilidade de produzir grandes quantidades de energia na parte final destes eventos é crítica para o desempenho de alto nível. A presença de lactato no sangue indica o nível de energia que está sendo produzida. Portanto uma das maneiras mais efetivas para se testar o nível de energia que o atleta é capaz de produzir na parte final de um certo evento, é medir a quantidade de lactato no sangue depois de um esforço máximo. Quanto mais alto, melhor.

O que significa o termo "remoção" ?
O termo "remoção" pode ser utilizado para descrever os efeitos de dois processos diferentes mas interligados. Primeiro, o termo "remoção" é utilizado como referência ao processo pelo qual o lactato é removido dos músculos. Evidências desse fator podem ser vista pelo aumento dos níveis de lactato no sangue quando o mesmo abandona o músculo onde foi produzido. Esse processo é também esperado considerando-se que lactato se direciona partindo de áreas de alta concentração do mesmo, para áreas de menor concentração.

Segundo, o termo "remoção" também refere-se a remoção do lactato da corrente sanguínea. Este processo é também chamado de desaparecimento do lactato. Quando o lactato é observado no sangue do atleta, o técnico está, na realidade, observando uma combinação dos processos de produção e remoção. Durante um "estado de equilíbrio", a produção e remoção do lactato se cancelam, e portanto não há acúmulo. A limpeza do lactato do sangue auxilia na limpeza de lactato nos músculos, os quais são os mais afetados. Este é um dos conceitos mais importantes para o treinamento.

O que significa o "estado de equilíbrio" ?
Quando o atleta pratica um certo exercício a um ritmo e velocidade constantes por um longo período de tempo, o mesmo atleta está realizando um treinamento em estado de equilíbrio. Os níveis de lactato durante este período podem flutuar um pouco no início da atividade, mas eventualmente se equilibram em um nível constante. 
Alguns técnicos definem treinamento em "estado de equilíbrio" como aqueles em que o batimento cardíaco é constante. O máximo estado de equilíbrio em velocidade ou esforço que produz um nível fixo de lactato é chamado de Limiar Lático. 

O que representam os níveis de Lactato para o atleta? 
O acompanhamento dos níveis de lactato possuem duas utilizações de alta importância:

Primeiramente, o lactato é um dos melhores indicadores da evolução do treinamento. Existem três áreas de importância em que a análise do lactato assume grande relevância.

SISTEMA AERÓBIO - Uma das melhores medidas do sistema aeróbio é a velocidade ou esforço físico no nível de Limiar Lático. Um outro método é utilizar um ponto fixo de referência como 4 MMOL/L de lactato.
Alguns programas medem o esforço e velocidade necessários para se produzir 4 MMOL/L, mantendo um controle freqüente dos resultados. Quanto maior a velocidade ou esforço necessário para se produzir o mesmo nível de lactato, mais eficiente se torna o sistema aeróbio.

SISTEMA ANAERÓBIO - Níveis máximos de lactato tem sido aceitos como a medida da quantidade de energia sendo produzida pelo sistema anaeróbio. Quando um atleta executa certa atividade à um esforço máximo, grandes quantidades de lactato são produzidas. Em condições iguais, quanto mais treinado é o sistema anaeróbio, maiores os níveis de lactato produzidos em um esforço máximo. 

Por exemplo, se o atleta consegue aumentar a quantidade de lactato produzida sob um esforço máximo de 10 MMOL/L para 13 MMOL/L, considerando condições iguais, o mesmo atleta será capaz de completar uma certa distância em tempo menor.

RELAÇÃO ENTRE OS SISTEMAS AERÓBIO E ANAERÓBIO - Também considerada como medida importante porém menos utilizada como indicador de adaptações atléticas. A maneira mais eficiente para análise dessa relação é um teste físico gradual. Este é descrito pela razão de acúmulo de lactato no sangue em relação a intensidade do exercício. Dependendo do esporte ou evento, esta medida pode ser tão importante quanto as duas anteriores: dois atletas podem produzir níveis de lactato em razões diferentes quando a intensidade do esforço físico é elevada gradualmente. Em eventos ou esportes que requerem abundante participação do sistema anaeróbio, quanto mais lenta a acumulação de lactato, melhor a performance. Se dois atletas apresentam resultados similares nos testes dos sistemas aeróbio e anaeróbio, mas também apresentam consideráveis diferenças na razão de acúmulo de lactato, os mesmos atletas produzirão resultados diferentes. O atleta que possui uma tendência de lento acúmulo apresentará melhores resultados

Segundo, O lactato é a melhor medida de intensidade de treinamento. A presença de lactato no sangue é uma indicação de que o sistema aeróbio não está sendo capaz de suportar a demanda de energia necessária para se completar a atividade. O objetivo do técnico é que o treinamento produza o stress necessário no metabolismo, nem acima e nem abaixo. Similarmente, se o objetivo é o treinamento do sistema anaeróbio, a quantidade de lactato produzida é indicativa do sucesso do treinamento ou série específica.

O que é o Limiar Anaeróbico e como ele é relacionado com o lactato?
Está foi e ainda é uma área de certa controvérsia. Não há um claro consenso sobre o que este termo significa e muitos cientistas esportivos preferem eliminar este termo em geral. Porém, o termo é ainda regularmente utilizado por técnicos, livros sobre treinamento e por alguns cientistas esportivos. Se há uma falta de concordância na terminologia, há pouca discordância nos conceitos de treinamento associado com tal terminologia.Inicialmente, alguns cientistas esportivos pensavam que houvesse um ponto de esforço onde o corpo passasse a utilizar energia anaeróbia. Este ponto correspondia a uma repentina mudança nos padrões de consumo de oxigênio comparado com a produção de dióxido de carbono assim como rápida acumulação de lactato no sangue. 

O motivo para este rápido acúmulo é a maior utilização do sistema anaeróbio devido à falta de oxigênio. 
Portanto este ponto foi chamado de Limiar Anaeróbio. Atualmente, muitos cientistas preferem não utilizar o termo Limiar Anaeróbio. Já que isto pouco se deve a uma possível redução de oxigênio. Muitos cientistas tem utilizado termos diferentes como "Limiar Lático" ou "Início da Acumulação de Lactato no Sangue". Porém, o termo Limiar Anaeróbio continua sendo o termo favorito utilizado por técnicos e atletas. A abreviação LA (Limiar Anaeróbio) tem se tornado parte integral da terminologia de treinamento.

O termo Limiar Anaeróbio é utilizado para descrever o fenômeno que ocorre com todos os atletas - sendo o máximo esforço ou velocidade em que se produz um nível constante de lactato no sangue. Qualquer aumento acima deste nível tanto em velocidade ou esforço, causará um aumento continuo do lactato ou ácido lático, o que pode eventualmente causar o atleta a encerrar a atividade. A eventual cessação da atividade dependerá do evento ou tipo de atividade, tipo do atleta (força e resistência) e condicionamento.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Suplementação para ciclistas e corredores


É muito comum observarmos indivíduos adeptos de atividades aeróbicas de longa duração apresentarem um físico magro, no entanto, sem definição muscular. Muitas vezes, apesar de toda a atividade física, apresentam certa gordura localizada, principalmente na região abdominal. Isso tem afastado muitas pessoas com maiores preocupações estéticas desses tipos de modalidades esportivas, levando-as a crer, que uma atividade aeróbica mais duradoura, é totalmente catabólica.
 
Sem dúvida, a recomendação para a obtenção do físico "perfeito" para os padrões de beleza atuais, é uma atividade aeróbica moderada, associada a prática de musculação e uma ótima dieta! Mas e os atletas de endurance ou as pessoas que gostam dessas atividades de longa duração? O que fazer para não sofrer com esses efeitos catabólicos gerados pelo exercício?
 
Em todos os anos de prática clínica com nutrição, observo dentre os atletas de endurance, uma supervalorização na ingestão de carboidratos (independente de sua qualidade) e uma subestimação na ingestão de proteínas. Refeições à base de pães brancos com geléia/mel, massas, frutas e cereais, ganham espaço frente à carnes e ovos.
 
Não quero dizer que o carboidrato não é importante para a performance, muito pelo contrário, mas o carboidrato é tão importante quanto a proteína e aos lipídios na elaboração de um programa dietético. Vamos portanto à algumas dicas práticas que podem ajudar:
 
1. 
Mantenha a ingestão de carboidratos distribuída de acordo com a atividade física. Ou seja, reserve maiores ingestões desse nutriente para os momentos pré e pós treinamento, mantendo-as moderadas nos períodos do dia sem atividade física. Os tipos de carboidratos escolhidos devem variar de acordo com a resistência insulínica de cada um (observado por meio da análise de exames laboratoriais). Mas como guia geral, podemos deixar alimentos fonte de carboidratos de baixo índice glicêmico (batata doce, pão integral, aveia, arroz integral, macarrão integral, algumas frutas - maçã, pera, ameixa, melão, etc) compondo as refeições mais afastadas dos horários de treino. Já para os momentos pré e pós exercício, arroz branco, pão branco, batata inglesa, macarrão branco, banana, mamão, laranja, dentre outras frutas com índice glicêmico mais elevado, são boas opções.

2. Distribua as proteínas ao longo do dia em todas as refeições! Peito de frango, peixe, carnes bovinas magras, ovos, caseína, proteína isolada de soja, whey protein, são opções de alimentos proteicos de alta qualidade! Uma ingestão adequada de proteínas ao longo do dia será fundamental para garantir uma boa recuperação, além de evitar a perda de massa muscular.

3. Inclua boas fontes de lipídios! Oleaginosas (castanha de caju, castanha do Pará, noz, macadâmia, etc), azeite de oliva extra virgem, abacate, linhaça, salmão, etc. São ótimas fontes de gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas. São fundamentais para uma ótima performance!
 
4. 
A ingestão de vitaminas e minerais também é de fundamental importância, tais como um alto consumo de legumes e verduras em pelo menos duas refeições diárias. A "regra" do prato de salada colorido tem total validade e deve ser obedecida!

5. Nunca negligenciar a hidratação! Uma hidratação adequada ao longo do dia é tão importante quanto uma ótima hidratação antes, durante após o exercício! Pelo menos 200 - 300 ml de água a cada hora do dia em repouso, além de entre 500 e 1000 ml de água durante o exercício se faz necessário!

6. Beneficie-se de uma correta suplementação! Nutrientes antioxidantes (vitamina C, vitamina E, resveratrol, picnogenol, licopeno, ácido alpha lipóico, selênio, etc) são fundamentais para controle do estresse oxidativo gerado pelo exercício intenso/prolongado. Ácidos graxos ômega 3 também já são mais do que comprovados como auxiliares no processo recuperativo de esportistas! Nos momentos do treinamento, o uso pré e pós treino de carboidratos, proteínas e alguns aminoácidos pode auxiliar e muito o rendimento e recuperação! Seguem algumas dicas práticas:
  
Nível básico:

Antes:Repositor energético à base de carboidratos e eletrólitos com água gelada!

Durante (atividades com duração superior à 1 hora):Repositor energético à base de carboidratos e eletrólitos com água gelada!

Após: Repositor energético à base de carboidratos e eletrólitos + whey protein com água gelada!
 
Nível intermediário:

Antes:Repositor energético à base de carboidratos e eletrólitos + BCAAS com água gelada!

Durante (atividades com duração superior à 1 hora):Repositor energético à base de carboidratos e eletrólitos + BCAAS com água gelada!

Após: Repositor energético à base de carboidratos e eletrólitos + whey protein + BCAAS com água gelada!
 
Nível avançado:

Antes:Repositor energético à base de carboidratos e eletrólitos + BCAAS + glutamina + ribose com água gelada!

Durante (atividades com duração superior à 1 hora):Repositor energético à base de carboidratos e eletrólitos + BCAAS com água gelada!

Após: Repositor energético à base de carboidratos e eletrólitos + whey protein + BCAAS + glutamina com água gelada!
 
Boa corrida e pedalada a todos!!!!!
O Dr.Rodolfo Peres é nutricionista especialista em nutrição esportiva. Atende desde atletas de alto nível a pessoas que simplesmente buscam uma melhor qualidade de vida. Deseja agendar uma consulta ou saber mais sobre os serviços ? Entre em contato.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Quick Massage



Já que tudo nesse nosso mundo tem a ver com velocidade, por que, então, não ficar relaxada em pouco tempo? Parece paradoxal aliar relaxamento com rapidez, mas é exatamente isso que propõe a quick massage. Em poucos minutos dá para sentir um alívio imediato das dores e tensões musculares.
Segundo o massoterapeuta Renato Alves, que atende em clínica própria no bairro Trindade, em Florianópolis o procedimento libera as áreas afetadas da dor, que pode ser proveniente de estresse, esforço repetitivo, noites mal dormidas, movimentos bruscos e posturas inadequadas.
Ao invés de perder tempo numa maca, a paciente se posiciona numa cadeira ergonômica, desenvolvida no Japão para imitar a posição fetal, que traz conforto e relaxamento a partir do momento que se senta nela.
A quick leva em média 15 minutos  e Alves garante que já são suficientes para se sentir novo em folha. Já existem quiosques espalhados por shoppings e aeroportos e é também uma boa ideia para restaurantes, porque a hora do almoço é uma ótima oportunidade para relaxar de forma rápida.
Desenvolvida no Japão e aperfeiçoada nos EUA, a massagem em cadeiras tornou-se uma febre no final dos anos de 1980 e caminhou para o século XXI. Desenvolvida por D.Palmer, precursor que introduziu nos EUA esta modalidade de massagem rápida.

Não considerada uma modalidade para os sistemas de massagem cientificamente comprovados, a Massagem Quick possui uma particularidade, ela promove relaxamento em pouco tempo e promove bem – estar.

Muito utilizada em organizações e empresas de diversos seguimentos, principalmente grandes e médias empresas ou escritórios , tornou-se uma ferramenta para alivio e combate ao estresse. Como é rápida e tem alívio imediato, alguns chama de massagem anti-estresse. “Ideal para fazer no intervalo do trabalho ou em eventos corporativos”,

terça-feira, 28 de maio de 2013

MASSOTEAPIA FUNCIONAL



O termo massoterapia funcional é uma disciplina de orientação e treino dentro da massoterapia clinica que aborda técnicas para cuidados e prevenção em desequilíbrios posturais. Considerando que os desequilíbrios musculares (encurtamento, contratura e fraquezas) podem levar desequilíbrios músculo-articulares, causando dores, desconfortos, alterações posturas e até mesmo ser a causa primária de algumas patologia como tendinites, bursites, artroses, entre outras, é considerado de grande importância a utilização de alongamentos em cadeias musculares no tratamento da dor, associada ou não a outras técnicas como liberação miofascial.



ABRAMC

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Lesão do Bíceps distal (ruptura)


Essa lesão é causa de dor na região anterior do cotovelo e pode ser incapacitante, embora na maioria dos casos o paciente reclame de dor, mas consegue realizar os movimentos do cotovelo.

Na maioria das vezes ocorre em homens da meia idade (entre 50-60 anos), trabalhadores braçais ou que realizam musculação, que contam sofrerem uma dor aguda ao tentar segurar objeto com braço semi flexionado, ou a tentativa de flexionar o cotovelo contra resistência. O mais comum é acometer o lado dominante.

Geralmente, o paciente se queixa da dor aguda ao nível do cotovelo, há um edema local e equimose. O próprio paciente refere perceber uma deformidade ao nível da face anterior do cotovelo, especialmente ao realizar a flexão e extensão do cotovelo.

Ao examinar o paciente percebemos também a ausência do tendão do bíceps na fossa cubital, teste que chamamos de teste do gancho. Além disso percebemos uma perda pequena da força de flexão do cotovelo, mas uma perda mais significativa da supinação do antebraço.  (movimento de girar o antebraço levando a mão para cima)

O exame de ressonância magnética confirma o diagnóstico de lesão do tendão do bíceps. Devemos lembrar que por vezes pode-se se ter um rompimento parcial do tendão.

O tratamento conservador é indicado para pessoas sedentárias que reclamam de pouca dor, mas é muito difícil encontrar esse tipo de lesão nesse grupo de pacientes e, em certos tipos de lesões parciais. Pacientes com risco de complicação durante a cirurgia têm contra-indicação relativa para a realização da cirurgia.  Lesões acima de três semanas torna o procedimento muito mais difícil e deve ser conversado com o paciente da não possibilidade de fixação do tendão junto a sua posição original.

O tratamento cirúrgico é o mais recomendado para essa lesão.

Nos casos agudos preferimos a técnica de duas incisões, pois acreditamos ser mais anatômica, mas isso é uma questão de preferência. Uma via de acesso é realizada de 1 a 2 cm na prega da fossa cubital (região anterior da dobra do cotovelo), o tendão do bíceps é achado e isolado, fazemos o reforço do tendão  e com uma pinça especial passando junto ao osso rádio aonde o bíceps deveria estar preso demarcamos o local aonde devemos fazer a 2ª incisão , lateral no antebraço de 3 a 5 cm.

A tuberosidade do rádio (local aonde o tendão do bíceps deve estar preso) é exposta e a preparamos para que o tendão possa ser recolocá-lo no  local e o prendemos com pontos que passam por dentro do osso .

Após a cirurgia o paciente é imobilizado por 1 semana. Após uma semana inicia movimentos passivos de flexo-extensão do cotovelo deitado e pronação e supinação. Após mais 2 semanas é liberado para realizar a flexo-extensão ativa deitado e passiva de pé. Ao final de 6 semanas todos os movimentos são liberados, contudo sem qualquer resistência. Após 2 meses inicia trabalho de fortalecimento isométrico leve e com 3 meses fortalecimento isotônico.

Nos casos de lesões crônicas tem-se duas opções: solidarização do tendão do bíceps junto ao braquial, indicado para pacientes mais velhos que a perda de força de supinação não atrapalhe nas suas atividades da vida diária ou, a recontrução com enxerto de tendão. No Brasil como ainda não temos muitos bancos de tecidos disponíveis e tendões não são captados nesses bancos, a opção é a utilização de um tendão do próprio paciente ( mais comumente usado é o semitendineo). Esse tendão apos ser retirado é preso ao corpo muscular do bíceps e a seu tendão retraído por meio de pontos de sutura e preso ao  local aonde o tendão do bíceps deveria ser preso junto ao osso pela mesma técnica explicada previamente.

sábado, 25 de maio de 2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cotovelo de tenista, ou epicondilite






Não existem atalhos para recuperar de cotovelo de tenista, ou epicondilite, em termos científicos. De acordo com pesquisa publicada no The Lancet, que analisou os resultados de vários estudos 41 sobre esta doença que normalmente atinge entre 35 e 50 anos, infiltrações de cortisona não são a opção de tratamento mais adequada, pelo menos em longo prazo. 

A pesquisa, realizada por alguns centros do estado australiano de Queensland, tem comparado o cortisona-cuidados com cirurgia ou descanso. Em essência, as injeções têm sido bem sucedidas no curto prazo, eliminar a dor e restaurar a funcionalidade na articulação danificada, mas estes efeitos tendem a desvanecer-se cada vez mais ao longo do tempo. 

Coordenador Bill Vicenzino (fisioterapeuta), Universidade de Queensland explica: "os efeitos dos glicocorticoides foram melhores do que a não-intervenção, não-esteróides anti-inflamatórios (AINEs), a fisioterapia e o uso de tutores ou de outras estruturas de apoio".

Se o período de referência é mais de oito semanas, ele mostra uma redução do nível de eficácia da terapia. Após 6 meses, outros remédios tais como anti-inflamatórios não-esteróides e fisioterapia são melhores do que infiltrações de cortisona, e o mesmo se aplica a um ano. Em longo prazo prova mais eficaz do que até mesmo alguns tratamentos experimentais, tais como injeção de plasma integrado com prolotherapy, ácido hialurônico e fatores de crescimento. Este último é uma intervenção que se baseia a injeção na articulação de irritantes, como uma síntese de analgésicos e açúcar para provocar inflamação que deve produzir uma reação, o corpo e a recuperação posterior. 

O estudo conclui a eficácia de curto prazo da cortisona e avisou os pacientes em uso de outros tratamentos de superfície também ainda em fase experimental. No final, parece que a melhor escolha é sempre a fisioterapia e exercícios, que têm um impacto sobre a dor menos significativa, mas que produzem resultados mais fortes a longo prazo.A Massoterapia entrará como complemento nos atendimentos de reabilitação.


ABRAMC

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alongamento estático


Desde há muito que se acredita que o alongamento estático (AE) reduz o risco de lesões durante o exercício e, por este motivo, tornou-se habitual realizar AE antes do início da atividade física. Estudos recentes evidenciam os efeitos negativos desta prática nomeadamente na diminuição do desempenho, especialmente nos parâmetros de força máxima e explosiva.

Este estudo procurou estabelecer estimativas precisas sobre os efeitos dos AE na função muscular e desempenho físico e sua relevância clínica. Posteriormente, avaliou-se se os efeitos dos AE variavam consoante o tipo de teste de desempenho utilizado (isométrico ou dinâmico) ou consoante outras características específicas consideradas relevantes.


Verificou-se a existência de efeitos negativos significativos e clinicamente relevantes na força muscular máxima e desempenho explosivo, quando se realizaram AE antes de iniciar a atividade física . A forma como os AE influenciaram a força muscular não é ainda clara. De salientar, que os efeitos negativos estiveram claramente mais presentes durante os testes isométricos do que durante os testes dinâmicos. De uma forma geral, os efeitos negativos tenderam a diminuir à medida que se encurtou o tempo de alongamento.

Pode-se concluir que se devem evitar exercícios de AE como atividade isolada de aquecimento. 

 From: Simic et al, Scand J Med Sci Sports 23 (2013) 131-148.
 Todos os direitos reservados a John Wiley & Sons A / S.

Traduzido por Joana Borges de Azevedo – Fisioterapeuta e Mestranda.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Curso de massagem desportiva na EMATEC Brasilia



Seja você também um profissional na área que mais cresce no mercado da massoterapia!
 A massagem desportiva usa movimentos e manobras para aumentar a circulação sanguínea, o que traz uma recuperação mais eficaz. Ela pode concentrar a atuação em áreas isoladas para resolver problemas na musculatura, nos tendões ou nas articulações. Não costuma ser aplicada como uma massagem completa, que visa mais um relaxamento geral.
Curso completo de Massoterapia Desportiva
 -Noções de Anatomia e Fisiologia
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O investimento no curso é : R$ 750,00 que podem ser divididos em até 3x ,com uma entrada de R$250,00 + 2x R$250,00.


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terça-feira, 21 de maio de 2013

CUIDADOS COM A SAÚDE FÍSICA



Nós começamos a perder massa muscular aos 30 anos. Quem se mantém sedentário e se alimenta mal leva a pior: tem sua força reduzida em 5% entre os 30 e os 40 anos. Dos 40 aos 50 anos, a queda pode ser de 10% a 20%. A maior perda ocorre entre os 50 e os 75 anos — de 25% a 30% a cada década. O endocrinologista Wilmar Accursio, presidente da Sociedade Brasileira de Antienvelhecimento, diz a seus pacientes: “até os 40 anos, você pode ter opinião sobre fazer exercício. Depois disso, não estou interessado nela: tem que fazer”. 


Revista ALFA Pesquisa Fitness Junho2011

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cãibras Musculares


Ao praticarmos atividades físicas intensas colocamos os nossos músculos em um trabalho forte e progressivamente extenuante. Como conseqüência, problemas musculares como as cãibras musculares podem surgir.
Cãibras musculares nada mais são do que contrações musculares intensas de um só músculo isolado ou de um grupo deles e que ocorrem sem serem solicitados, ou seja, são contrações involuntárias. Normalmente acontecem após exercícios físicos e podem desencadear outros tipos de lesões, causando o afastamento do atleta de seus treinamentos.
Existem diferentes teorias para explicar como e porquê as cãibras musculares surgem. As causas podem ser os metabólitos tóxicos produzidos no organismo pela desidratação e perda de sais, ausência de vitaminas na dieta e fatores ambientais.
Metabólitos tóxicos

Durante o exercício, o fígado tem sua atividade reduzida e, conseqüentemente, a transformação de amônia em uréia (para ser eliminada pela urina) é muito menos intensa do que em condições de repouso. Portanto, há um maior acúmulo de amônia próxima às fibras musculares, e devido a sua toxicidade pode levar ao estabelecimento de cãibras musculares.


Uma outra substância tóxica ao músculo é o ácido láctico resultante do metabolismo de carboidratos durante exercícios anaeróbios. A presença de ácido láctico aumenta consideravelmente a acidez neste meio, podendo afetar profundamente o funcionamento das fibras musculares e causar, entre outros distúrbios, as cãibras musculares.

Desidratação
A teoria da desidratação sustenta-se na afirmação de que o suor liberado durante o exercício físico representa uma perda de água tão considerável, que pode provocar desequilíbrio nos fluidos corporais e assim interferir no mecanismo contrátil dos músculos, provocando sua contração intensa.


O sódio é um mineral importante na iniciação dos sinais nervosos que levam ao movimento nos músculos. Por isso, um déficit desse elemento leva a cãibra. Consumir bebidas esportivas que contêm uma quantidade adequada de sódio é uma maneira sutil de repor o sódio. Um copo de Gatorade (200 ml) por exemplo, contém 90 mg de sódio, a mesma quantidade de sódio em um copo de leite ou fatia de pão.
Com relação a outros minerais como potássio, cálcio e magnésio; as suas concentrações no suor são baixas quando comparadas com as de sódio e cloreto. Além disso, eles são facilmente repostos com a dieta e, conseqüentemente, um déficit desses minerais é mais dificil.

Deficiência de vitaminas
Durante a atividade física prolongada de alta intensidade, o consumo de oxigênio dos músculos aumenta 10 vezes ou mais, intensificando a produção de radicais livres lesivos.
A vitamina E e C são potentes antioxidantes, proteção contra o estresse oxidativo por exercício, prevenção de câncer, doenças degenerativas e envelhecimento precoce.

Pode aliviar as cãimbras e distensão muscular, porém há poucas evidências sobre a suplementação na melhorara da performance. A vitamina E está presente em óleos de germe de trigo e girassol, castanha do Pará, gema de ovo e etc; e a vitamina C encontra-se em couves, brócolis, frutas cítricas, goiaba, caju, pimentão, repolho, couve flor e acerola.

Já a deficiência de potássio poderia causar distúrbios na formação de potenciais elétricos, que prejudicaria o controle da contração muscular, gerando contrações espontâneas dos músculos.

Dúvidas frequentes:
1. Existe alguma recomendação específica do consumo de banana durante o esporte para combater a cãibra?
A banana é um excelente alimento por conter nutrientes importantes que ajudam na contração muscular, mas não significa que a banana consumida durante a prática esportiva vai fornecer a quantidade suficiente de potássio para combater a cãibra e sim uma alimentação antes a esse período rica nesse nutriente.
2. Quais as melhores/principais fontes de potássio na alimentação?

ALIMENTO 100G
POTASSIO (MG)
Banana prata355
Figo
370
Maracujá
338
Atum Fresco Cru
308
Leite desnatado em pó
1556

3.Qual a melhor via para analisar a causa da cãibra?
A investigação alimentar, de hidratação, do treinamento e suas condições são fundamentais nesta investigação. Dosagens bioquímicas dos nutrientes envolvidos na ocorrência da cãibra pode ser outra alternativa para estabelecer a causa.

Segue abaixo algumas recomendações de prevenção das cãibras musculares:
1. Beba muito líquido para ficar hidratado durante o exercício;
2. Reponha o sódio, durante os intervalos de exercícios pesados e transpiração abundante, com uma bebida esportiva/isotônica;
3. Descanse os músculos após um treino intenso.
4. Faça refeições de 3 em 3 horas
5. Equilibre a sua dieta
6. Consuma no mínimo 3 opções de frutas; verduras e legumes ao dia
7. Varie os alimentos da sua dieta para obter todos os nutrientes necessários.
w.nutriessencial.com.br




sábado, 18 de maio de 2013

Lesões nos membros inferiores


Lesões nos membros inferiores é comum entre atletas que competem na maioria dos populares esportes coletivos, como futebol, basquete e futebol americano. Adotar uma mudança do paradigma do tratamento para prevenção parece ser a medida mais eficiente para compensar os custos crescentes associado com tais lesões. A habilidade de olhar, e subsequente, identificar os atletas que estão em alto risco de lesão nos membros inferiores é vital para reduzir a incidência de lesões.

O objetivo desta revisão sistemática foi de identificar as ferramentas de avaliação mais eficazes que profissionais podem utilizar a fim de prever aqueles atletas que tem um alto risco de sofrer lesão nos membros inferiores – especialmente pernas, ligamento cruzado anterior, joelho, musculatura posterior da coxa, mm. adutores e tornozelo.

A revisão da literatura sugere que frouxidão das articulações em geral é preditiva de lesão nos membros inferiores, enquanto hiperextensão do joelho e a assimetria com frouxidão ântero-posterior do joelho parece ser testes para predizer lesão de ligamento cruzado anterior. Resultados conflitantes na literatura sugerem que pesquisas futuras são necessárias para identificar o teste mais apropriado para lesão dos músculos posteriores da coxa, enquanto consenso geral é de que o movimento de adução para abdução do quadril é recomendada para avaliar lesão dos adutores. Por último, há um consenso de que o balanço postural é preditivo de lesão no tornozelo. 

From: Dallinga et al., Sports Med 42 (2013) 791-815. All rights reserved to Springer International Publishing AG.

Traduzido por: Glauber Barduzzi - Fisioterapeuta.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A ação ds endorfina


TENDINITE DO CALCANEO


TENDINITE DO CALCÂNEO

Originalmente era considerada um problema ortopédico , com o tempo quiropráticos, fisioterapeutas e osteopatas passaram a trabalhar nos cuidados e tratamento para esta disfunção.Alguns acreditavam ser uma especie de inflamação devido a sobre carga, outros postulavam problemas posturais e dos tecidos conjuntivos .São diversas as causas entretanto, as formas de atuação e tratamento também cresceram. Fisioterapeutas e até massoterapeutas , já observam diversos protocolos de tratamento. Dentro da massoterapia o universo é variado, temos protocolos pelo método oriental e pelo método ocidental.

Não fique parado procure um Massoterapeuta - Seus pés agradecem!




ABRAMC

segunda-feira, 13 de maio de 2013

domingo, 12 de maio de 2013

Dor crônica cervical


A causa de dor crônica cervical (>3 meses) continua controvérsia. Algumas das terapias convencionais incluem remédios, terapia manual, acupuntura, tração, TENS, massagem. Existe um aumento em evidências de que a dor crônica é caracterizada por alterações na estrutura e função cerebral. De acordo com algumas teorias, persistência de dor cervical pode ser atribuída a incongruência entre a resposta sensorial e motora na cervical, e com conflito visual-motor nas áreas relevantes do sistema cortical gerado pela direção do olhar. 

Este estudo foi desenvolvido para testar se a tarefa mental de reconhecimento da direção do olhar (RDO) desenvolvida pelos pesquisadores poderia ser útil no tratamento de dor crônica cervical. Todos 17 participantes foram alocados em dois grupos, submetidos a fisioterapia e RDO ou somente fisioterapia durante 3 semanas. As medidas adotadas incluíram amplitude de movimento ativa e dor (na escala visual analógica). Medidas secundarias no grupo de tarefa RDO incluíram tempo de reação e precisão de resposta na tarefa de RDO. 

Resultados indicaram melhoras da rotação cervical e redução da dor cervical e sugerem a potencial intervenção terapêutica para o tratamento de dor crônica cervical. O efeito de RDO deveria ser analisado em mais detalhes, considerando efeitos diferenciais dos fatores psicofisiológicos sobre eficácia de RDO e eficácia a longo prazo.> 




From: Nobusako et al., Rehabil Res Pract 2012 (2012) 570387. All rights reserved to Satoshi Nobusako et al.


Traduzido por Glauber Barduzzi - Fisioterapeuta.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

quinta-feira, 9 de maio de 2013

“FISGADAS NA VIRILHA” LESÕES DOS MÚSCULOS ADUTORES DA COXA



Os músculos adutores da coxa são estabilizadores do quadril e desempenham importante papel durante da corrida. O estiramento destes músculos é relativamente freqüente e acomete entre 10 e 18 % dos esportistas.

A lesão aguda geralmente ocorre durante a atividade física e caracteriza-se por um movimento de abdução forçada contra a resistência (afastamento lateral da coxa). Neste momento o atleta apresenta uma dor súbita na região da virilha, irradiando para a parte medial (interna) da coxa e às vezes para a região abdominal baixa. O hematoma após a lesão é freqüente e pode às vezes atingir grandes proporções.

Alguns fatores de risco podem ser apontados nas lesões dos adutores, como a diminuição da força, a limitação no afastamento das coxas e o baixo condicionamento muscular. Além disto podemos encontrar anormalidades biomecânicas nos membros inferiores, como a pronação excessiva dos pés, a assimetria dos membros inferiores (diferenças de comprimento), o desequilíbrio muscular e a fadiga. Embora não haja estudos controlados para comprovar os últimos fatores predisponentes, programas de prevenção têm focado em alguns destes fatores, propiciando uma prevenção mais efetiva destas lesões.

O exame físico é marcado pela dor localizada na região da virilha ou na parte medial da coxa (região interna), palpação dolorosa da musculatura envolvida e dor na realização do movimento ativo de adução (aproximação das coxas).

Devemos lembrar que outras lesões podem simular os mesmos sintomas e sinais do estiramento dos adutores, como a compressão do nervo obturatório no quadril, a sinfisite púbica e outras doenças do quadril.

A localização da lesão também apresenta implicação na evolução do tratamento, pois aquelas localizadas na transição músculo-tendão, que são as mais freqüentes, apresentam maiores condições de reparo do que nas áreas de transição tendão-osso onde a vascularização é mais limitada.

Os exames de imagem como o ultra-som e a ressonância magnética podem ser usados para identificar e confirmar o diagnóstico formulado durante a história e o exame clínico.

Lesões de grandes proporções (superiores a 50 % do músculo apresentam tendência a seqüelas, como formação de áreas de fibrose, dolorimento tardio e perda da flexibilidade local.

O tratamento deve incluir repouso relativo, permitindo as atividades de vida diária suportadas pelo paciente, uso de muletas na fase aguda, bolsas de gelo sobre o local doloroso, antiinflamatórios não esteróides e analgésicos sob prescrição médica e fisioterapia (crioterapia eletroterapia, massagem, exercícios ativos progressivos, hidroterapia).

Finalmente o atleta retorna ao esporte em 3 a 8 semanas dependendo da lesão e da forma de tratamento empregada.

Nas lesões crônicas não tratadas, o uso dos antiinflamatórios não tem se mostrado eficiente na literatura. A fisioterapia através de vários métodos pode levar meses até que as sensações de dor e limitação dos movimentos sejam normalizadas, o que algumas vezes pode não acontecer definitivamente.

As lesões dos músculos adutores podem ser recorrentes e muitas vezes são causadas por retorno precoce ao esporte, sem que a lesão tenha sido adequadamente diagnosticada e tratada. A ausência de dor no repouso ou nos movimentos de baixa intensidade não significa que a lesão está curada. O mais comum nestas lesões é a pessoa voltar a sentir dor em 2 a 3 semanas após o primeiro episódio.

O tratamento cirúrgico está indicado nos casos de dor crônica após 6 meses de tratamento conservador e está indicado em condições especiais após avaliação criteriosa de um especialista.

Devemos atentar para os fatores predisponentes no sentido de evitar que tais complicações voltem a ocorrer, pois as lesões subseqüentes podem causar limitações mecânicas e e também emocionais para a continuidade do esporte.

Portanto, trate suas lesões o mais rapidamente possível para evitar seqüelas !
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