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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A massagem na vida esportiva



A massagem deve ser de uso freqüente na vida esportiva. A ela recorre-se para preparar e seguir a ação atlética, durante o treinamento, após o evento esportivo e também como forma de tratamento, quando ocorre algum traumatismo.

A prática da massagem antes do evento esportivo tem por objetivo preparar toda a estrutura muscular do atleta, aumentando sua rentabilidade e para reduzir os riscos de lesões. São feitas fricções e pressões efetuadas rápida e concisamente, e amassadura das massas musculares, provocando um afluxo de sangue na periferia, visando fazer com que os tecidos fiquem mais maleáveis, impedindo assim rupturas e torções. A massagem concebida e executada após exercícios é feita de maneira a conduzir a circulação na eliminação de ácido láctico e outras toxinas, descansando a musculatura para aliviar dores e contusões, desfazer inchaços, também tendo importância fundamental na recuperação de fadigas musculares e no tratamento de traumatismos leves. A massagem não deverá ser de maneira alguma excitante, pois tem o objetivo de conduzir calma a musculatura. No caso de lesões é indispensável a realização de exame radiográfico e mediante prescrição médica poder realizar as manobras de massagem para obter um bom resultado do tratamento.

Para aplicação das técnicas de massagem no esporte deve-se levar em conta a avaliação completa do sistema músculo-esquelético, verificando o alinhamento postural e a tensão dos tecidos moles exigindo preferência e prática na escolha da técnica mais eficaz.

Historicamente, as definições constantes nos manuais de massagem têm se referido aos movimentos reparadores, à cura e à estimulação mecânica dos tecidos mediante a aplicação de pressão e alongamento.

Na Odisséia, de Homero (Século VIII a.C.), pela primeira vez foi relatado o uso da massagem junto as atividades atléticas. Heródoto, no século V a.C., e Hipócrates (c. 460-375 a.C.) escreveram sobre massagens que eram ministradas com o objetivo de preparar os competidores para extenuantes provas de força.

A massagem esportiva- algumas vezes chamada de "apoterapia"- foi revivida das suas origens gregas com seus ginastas, pugilistas e gladiadores no século XX, tendo seu valor confirmado por numerosos pesquisadores e sendo cada vez mais reconhecida como uma importante modalidade terapêutica, à medida que um número cada vez maior de pessoas de todas as idades se envolve na prática dos esportes e em treinamentos de aptidão.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Escoliose



Escoliose
A coluna, vista por detrás deve ser "reta", sendo a escoliose uma deformação da coluna na qual ela desvia para um dos lados.

Por vezes existem desvios da coluna que se devem a maus hábitos posturais a que se dá o nome de atitude escoliótica.

A atitude escoliótica é corrigida corrigindo a postura e os maus hábitos posturais.

O que é a escoliose?

A escoliose é um desvio tridimensional (nas três dimensões) da coluna o que significa que a coluna para além de desviar para um dos lados também faz rotação e inclinação.

Mas, o que salta à vista é o desvio ou desvios laterais da coluna pois é frequente existir mais do que um desvio da coluna. Por norma um dos desvios é o problema sendo o outra a compensação mas nem sempre é assim.

Causas da escoliose?

Inúmeras vezes não se conhecem as causas ou razões da escoliose e nesses casos diz-se que a escoliose é idiopática ou seja não tem causas conhecidas.

No entanto podem existir muitas causas como veremos em causas e tratamento.

Em que idade ela aparece?

A escoliose pode "aparecer" em qualquer idade mas ela acentua-se com o crescimento ou seja desenvolve-se ou aumenta com o crescimento e com as más posturas, sendo muitas das vezes as más posturas uma boa indicação de que algo não está bem com o corpo.

As escolioses podem aparecer:

• No bebé,
• Na infância,
• Na adolescência,
• No adulto
• E ou no idoso.


Cada uma delas tem as suas próprias causas ou origens pelo que em todas estas fases da vida da pessoa se deve ter atenção para o estado da sua coluna.

Como verificar se tudo está bem?

Com a pessoa ou criança em pé e olhando por detrás pode-se perceber se existe ou não rectidão da coluna.

Se a coluna fizer um desvio, é possível que exista uma escoliose ou outro problema que precise de ser corrigido.

Da mesma forma, olhando por detrás e pedindo à pessoa ou criança para se inclinar (dobrar) para a frente:

•Ver se as costas estão de nível ou se um dos lados está mais elevado do que o outro ou
•Um ombro ou área do ombro (ou área toraxica) está mais elevado do que o outro
•Ou mesmo se a bacia ou zona lombar fica mais elevada de um lado do que do outro.

Outros sinais que podem mostrar que algo não está bem são:

•Um ombro mais alto do que o outro quando em pé.
•Uma perna mais curta ou que dá essa ideia. Frequentemente vê-se no comprimento das pernas das calças onde uma precisa de mais baínha do que a outra ou em que as calças junto aos pés não ficam ao mesmo nível.
•As posturas quer em pé quer sentado podem ser sempre erradas e para o mesmo lado.

Quem detecta a escoliose?

Por norma cabe sempre aos pais, aos professores (sobretudo os de educação física) a observação da coluna e das posturas da criança ou pessoa em causa e encaminhar para alguém que possa avaliar a situação, muitas das vezes o ortopedista.

Após a avaliação pelo médico e sempre que exista escoliose (mesmo que pequena e "sem importância") há que recorrer a alguém que possa corrigir eficazmente o problema.

Como corrigir?

A nível médico as soluções passam pelo uso de coletes ou mesmo pelo uso da cirurgia nos casos mais avançados ou que não reagem ao uso do colete.

Escusado será dizer que a cirurgia é sempre um método invasivo e que deveria ser evitado sempre que possível.

Quanto ao colete para corrigir a escoliose, para além do desconforto que ele provoca, pode ser causa de problemas emocionais sobretudo em crianças e adolescentes que se podem sentir inferiores devido ao seu uso.

Infelizmente como muitos pais que já passaram por este problema já sabem, o colete pouco ou nada faz nas escolioses.

Ou seja acaba por não resolver nada e ainda provoca demasiado sofrimento quer a quem o usa quer aos diversos elementos familiares.

A nível de fisioterapia podem-se usar várias abordagens para ajudar a corrigir a escoliose.

A natação é também um bom método uma vez que proporciona relaxamento, alongamento e fortalecimento musculares o que pode ser uma mais valia.

Outras abordagens podem incluir massagem, osteopatia, quiroprática, e muitas outras abordagens ou terapias.

Escusado será dizer que há que saber quais as causas da escoliose e corrigir essas causas. Para isso há que saber que soluções usar para as causas que existentes pois podendo as causas ser muitas, também as soluções podem ser muitas.

Estas soluções são as correntes mas que pelos fracos resultados ou resultados lentos têm sido muito neglicenciadas pela comunidade médica e pelas pessoas que se cansam de verem poucos resultados ou se cansam do tempo que levam para os obter.

Hoje no entanto existem soluções muito mais rápidas e eficazes e é desta forma que a Libertação Miofascial e outras dão muito boas respostas neste e noutros problemas.

Nota: Devido ao seu toque suave estas terapias estão indicadas para todas as pessoas incluindo crianças e recém nascidos.


Texto de José Carlos Santiago

sábado, 28 de janeiro de 2012

Não tem braços mas é massagista olímpica - vídeo




Nasceu sem braços mas fez dos pés os seus maiores aliados, numa longa caminhada no universo da massagem profissional. Aos 49 anos, Sue Kent conseguiu alcançar o seu sonho: ser massagista olímpica oficial. Com os pés.

Esta é daquelas histórias que merecem ser contadas. Não porque Sue seja uma "aleijadinha", como tanta gente lhe chamou ao longo da sua infância, mas sim porque é uma vencedora mesmo sem levar medalhas para casa. Um daqueles exemplos em que toda a gente que gosta muito do queixoso "vai-se andando" devia pôr os olhos.

Sue tem dois filhos e é uma profissional de sucesso. Embora nos Jogos Paralímpicos nos tenhamos habituado a ver deficientes no estrelato, desta vez chega-nos um exemplo de como a imaginação, aliada à perseverança, podem mudar a vida de alguém que nasceu, à partida, condenado a ser diferente.

"Nunca me senti uma coitadinha"

Lembro-me de há uns anos ter entrevistado alguns dos nossos maiores campeões. Todos multimedalhados, todos deficientes. Não ganhavam ordenados do género Cristiano Ronaldo... Aliás, muitos deles pagavam para ser atletas de alta competição, com apoios mínimos do Governo do país cuja bandeira foi hasteada ano após ano graças ao seu esforço. O litro deram-no por satisfação pessoal.

Recordo a nadadora Leila Marques , que se desdobrava entre o curso de Medicina e as três horas de treino diárias... com um braço a menos. Trouxe-nos o bronze no Campeonato do Mundo. Recordo também a boa-disposição de Bento Amaral , que ficou tetraplégico aos 25 anos a fazer uma carreirinha no mar e voltou a "encontrar a liberdade" com a vela adaptada. Categoria em que se sagrou campeão mundial, ao mesmo tempo que dava aulas e era chefe de Câmara dos Provadores do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto.

Teria sido mais fácil (ou não) ficar sentado no sofá a dizerem mal da vida que os presenteou de forma tão ingrata. Teria sido até legítimo que perdessem a vontade de tentar dar a volta. Mas não foi isso que fizeram. Tal como Sue, que não se resignou e contornou os seus obstáculos.

Não quero com este texto ser melodramático ou puxar ao sentimento com histórias que realmente podiam fazer parte de um filme, mas que são da vida real. Que podia ser a minha ou a de quem quer que esteja a ler estas palavras agora. Os tempos são cinzentos, é certo, mas paremos de nos queixar por tudo e por nada. Condenarmo-nos ao mundo da inércia parece-me um erro. Com uma fatura demasiado cara para pagar no futuro.


Veja como Sue Kent massageia com os pés




video

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TOP 10: PRINCIPAIS ALIMENTOS PARA O CORREDOR



Abacate: rico em gordura monoinsaturada e antioxidantes, ajuda a manter o corpo saudável e sem dores. Uma pesquisa realizada na Universidade de Búfalo nos Estados Unidos, revelou que corredores que preenchem menos de 20% do cardápio com alimentos fontes de gorduras boas tem maior risco de lesão comparadas aos demais. O ideal é comer cerca de 100 gramas da fruta por dia, que contém em média 160 calorias.

Ovo: excelente fonte de proteínas, ferro, vitaminas do complexo B e vitamina B12. Por ser de rápida digestão, auxilia na recuperação muscular e na saúde do sistema nervoso.

Iogurte Desnatado: fonte de probióticos que auxiliam no funcionamento do intestino e aumentam a imunidade. Além disso, o cálcio é absorvido mais facilmente e tem teores mínimos ou quase nulos de lactose, facilitando a sua digestão quando comparado com o leite.

Peixes: Fonte de proteína magra, alguns peixes também são ricos em ômega 3. O Omega 3 protege contra arritmias cardíacas e reduz inflamações, auxiliando na recuperação de corredores. Os peixes ricos em ômega 3 são salmão, atum, sardinha e cavalinha.

Alho: ajuda a reduzir o colesterol total e a pressão sanguínea. Além disso, é um potente estimulante do sistema imunológico.

Espinafre: excelente fonte de ferro, essa hortaliça melhora o desempenho esportivo e aumenta a quantidade de oxigênio que o sangue é capaz de transportar para os músculos.

Batata Doce: apresenta menor índice glicêmico quando comparada a batata inglesa, ou seja, é absorvida mais lentamente evitando maior pico de glicose no sangue. Além disso, contem mais antioxidante favorável na recuperação muscular.

Frutas Vermelhas: morango, amora, framboesa e mirtilo são poderosos antioxidantes que protegem os músculos da ação dos radicais livres. Quanto mais vermelha a casca da fruta, maior o seu teor de antioxidantes.

Banana: rica em potássio, ajuda na prevenção de cãibras e na reposição de sais minerais eliminados pelo suor. É rica em carboidrato, sendo uma ótima fonte de energia.

Laranja: fonte de vitamina C ajuda na reparação do tecido muscular. Uma unidade tem em cerca de 75 miligramas de vitamina C, o suficiente para suprir a necessidade diária. Além disso, a vitamina C auxilia na síntese de colágeno, que mantêm ossos e pele firmes e saudáveis.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Curso de Massoterapia Desportiva - Curitiba

Curso de Massoterapia Desportiva - sábados

O número de atletas, tanto amadores como profissionais aumentou muito nos últimos anos, O campo de atuação de Massotearpeutas com conhecimento em Desportiva é grande: academias, clubes, equipes amadoras e profissionais, etc.

O curso será realizado em 02 sábados por mês, durante 03 meses.

Conteúdo:

- Massagem de aquecimento;
- Massagem de recuperação;
- Massagem pré e pós treinamento/competição;
- Crioterapia;
- Termoterapia;
- Eletroterapia – corrente-russa;
- Técnicas de alongamento;
- Bandagem;
- Argila;
- Emplasto.

Datas: início 17/03/12
Horários: 02 sábados por mês, das 09h às 12h e das 14h às 17h

Valor:
- Valor: 03 parcelas de R$ 150,00, ou R$ 405,00 à vista
- Valor com desconto para alunos e ex-alunos Integração: 03 x R$ 120,00 ou R$ 324,00 à vista.

Local:
Centro de Formação Profissional Integração
R XV de Novembro, 362 – sala 201 – Curitiba – PR
Fone: 41 3093-9760
E-mail: contato@cursomasso.com
MSN: cf_integracao@hotmail.com
www.cursomasso.com

*** VAGAS LIMITADAS – NÃO SÃO ACEITAS RESERVAS ***

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Diferença entre Musculação e Pilates



Ao optar por dar início às atividades físicas, é comum que apareçam algumas dúvidas, como por exemplo, qual exercício fazer? Caminhar, correr, fazer musculação, aeróbica, pilates. Enfim, são inúmeras as modalidades. No entanto, estabelecer algumas diferenças entre elas pode ser válido na hora de escolher o seu exercício. Sendo assim, conheça a diferença entre duas modalidades: musculação e pilates.Na musculação, o foco está nos músculos mobilizadores.


Trata-se de músculos grandes, que são responsáveis pelos movimentos de grande amplitude; exemplos: tríceps, bíceps, glúteos, entre outros. A musculação favorece o ganho de massa rápida, hipertrofia e aumento de massa óssea, além do fortalecimento de grupos musculares específicos.

Já no pilates, a prioridade são os músculos estabilizadores, profundos e altamente resistentes; exemplos: o abdominal transverso e flexores. Com as aulas de pilates ocorre uma melhoria no equilíbrio e no controle motor, estabilizando os movimentos e aumentando o grau de flexibilidade. Além disso, a aula de pilates é baseada em exercícios rítmicos de força e alongamentos, e com bastante trabalho na linha do abdômen e músculos lombares, executados pelo praticante e nunca passivamente.


Você controla os equipamentos executando os exercícios e, dessa forma, fortalecendo e massageando seu corpo, evoluindo de acordo com sua capacidade individual. Nesta modalidade, a maioria dos exercícios é feito na horizontal, com e sem aparelhos.

“Ambas as modalidades são extremamente agradáveis de serem feitas, penso que uma completa a outra. Na musculação, o aluno tem condições de melhorar as capacidades físicas (força, resistência, potência, flexibilidade e coordenação) tudo dependerá da forma pela qual ela será aplicada. No pilates, também temos benefícios como a melhora da força e resistência muscular, flexibilidade e mobilidade articular. Ele ajuda a definir a musculatura sem torná-la volumosa, o aluno ainda tem o aumento da consciência corporal, postura, concentração e respiração.”



fonte: www.portaleducacao.com.br

domingo, 22 de janeiro de 2012

Astros do esporte nacional experimentam nova tecnologia



Dois grandes astros do esporte nacional, o medalhista paraolímpico Daniel Dias e o ex-jogador de Futebol, José Ferreira Neto, o Neto, experimentaram neste final de semana (14 e 15 de janeiro), a nova tecnologia para o segmento esportivo e bem estar: a Bubble, do inglês "bolha". O equipamento que está nos dois Resorts da Rede Bourbon, consiste em uma cúpula de PVC que gera um ambiente isolado dos efeitos da poluição.

Para Dias (foto acima) a sensação de bem estar dentro do equipamento é extremamente revigorante. "Dá para sentir a diferença do ar em pouco tempo", comenta. Para Neto, que experimentou uma massagem relaxante, "é muito bom para revigorar os músculos e descongestionar a respiração", comenta o ex-jogador.

Segundo os fabricantes do produto, ele oferece ar 99,99% mais puro, evitando desgastes excessivos do corpo e fazendo com o que o oxigênio seja absorvido mais rapidamente. Dessa forma, o atleta poderá direcionar essa energia poupada em um treino mais pesado. O ar que enche a Bubble passa por um filtro que realiza 350 ciclos de filtragem por hora, para comparação, uma sala de cirurgia tem 70 ciclos no mesmo período de tempo. No interior do equipamento podem ser realizados exercícios em esteira de corrida, yoga, massagens, ou um simples relaxamento.

Serviço:
Bourbon Atibaia Convention & Spa Resort
Rodovia Fernão Dias, Km 37,5 - Atibaia - São Paulo
Reservas: Grande São Paulo: 11 4414-4700
Demais localidades: 0800 703 4041
central.reservas@bourbon.com.br
www.bourbon.com.br

sábado, 21 de janeiro de 2012

Hospital do Coração alerta para os perigos de lesões em academias



O Centro de Medicina Esportiva do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo alerta para os cuidados necessários para aqueles que realizam atividades físicas em academia. Nessa época do ano aumenta o número de alunos nas academias para manter a forma e perder peso, porém são constantes as lesões em joelhos, ombros e coluna, devido à sobrecarga dos exercícios. A maioria deles executados sem a devida orientação. Porém, é importante lembrar os cuidados específicos com os ossos, articulações e ligamentos, para que essas atividades não tragam problemas à saúde.

De acordo com o ortopedista e coordenador do Instituto do Joelho do HCor – Hospital do Coração, Dr. Rene Abdalla é comum nessa época as pessoas se queixarem de dores no corpo. “A ânsia de ter um corpo saudável a qualquer custo, e em um período de tempo reduzido, prejudica muito a saúde. No HCor são atendidos aproximadamente 20 pacientes por semana com queixas de lesões causadas por exercícios mal praticados”, explica Dr. Abdalla.

Além dos exercícios praticados na academia, o aluno tem que se atentar a outros itens, presentes no dia a dia, que ajudam com o aumento de lesões. “É importante o esportista se preocupar com a postura durante o dia. No caso das mulheres também com o constante uso do salto alto”, explica o ortopedista.

Tipos de traumas mais comuns:

As lesões mais comuns que acometem os esportistas de academia ocorrem nos joelhos, colunas e ombros:

û Tendinite patelar;

û Tendinite de aquiles;

û Inflamações articulares;

û Estiramentos musculares;

û Lombalgia, dores nas costas;

Para prevenir lesões:

É fundamental, antes de iniciar qualquer atividade física procurar um médico ou um profissional com vivência em traumas do esporte – que irá oferecer orientação ideal para cada tipo físico, e não exagerar nos exercícios. É importante também iniciar os exercícios de forma gradativa.

“O corpo não está acostumado com exercícios bruscos sem um período adequado para readaptação. Por isso, o esportista tem de ficar atento com a série de exercícios praticados na academia e procurar uma que melhor se ajuste às suas necessidades, de forma que não agrida o sistema músculo-esquelético”, enfatiza o Dr. Abdalla.

Ainda segundo Dr. Abdalla, ao primeiro sinal de dor o ideal é parar os exercícios. Se a dor persistir mesmo em repouso, o médico deverá ser procurado e apenas um especialista fará a avaliação adequada.

O Dr. Abdalla, que realiza mais de 600 cirurgias de joelho por ano, sugere algumas dicas para quem quer começar a prática da atividade física:

û Procurar um especialista e pedir orientação para a prática do exercício físico;

û Antes dos exercícios é importante alongar os músculos do corpo para evitar lesões musculares;

û Em esportes envolvendo corridas, escolha um par de tênis adequado, pois devem proteger primordialmente os membros inferiores dos impactos e repetições de movimentos;

û Dê preferência a roupas com tecidos que permitam uma transpiração mais livre (dry-fit).

Instituto do Joelho HCor – com o objetivo de aperfeiçoar e atualizar técnicas cirúrgicas e de reabilitação (fisioterapia), o Instituto do Joelho propõe um atendimento de alto nível para esportistas de todos as modalidades, bem como de doenças da cartilagem articular (artrose). Por meio de consultas e avaliações realizadas por uma equipe multiprofissional, o Instituto do Joelho HCor define o melhor tratamento ou prevenção com resultado final no mais curto espaço de tempo.

Aliado aos mais altos padrões de tecnologia para o tratamento das lesões do joelho, o Instituto disponibiliza de máquina de isocinético para avaliação computadorizada da musculatura ao redor do joelho, Balance System, que tem a finalidade de mensuração e treinamento da agilidade da articulação. Além disso, o Instituto conta também com o SportsMetric™, que tem como objetivo a prevenção de lesões bem como a avaliação de retorno ao esporte.

Centro de Ortopedia e Reabilitação no Esporte:

Considerado um dos mais importantes centros nacionais da especialidade, o Centro de Medicina Esportiva do HCor reúne uma equipe altamente especializada com os mais modernos recursos tecnológicos para dar assistência a todas as patologias ortopédicas. [rita@targetsp.com.br]

Tomic marca terceira virada e desafia Federer



Melbourne (Austrália) - O primeiro grande jogo está marcado para o Australian Open de 2012: o garoto Bernard Tomic, carregando toda esperança nacional de um título em casa, irá enfrentar o tetracampeão Roger Federer nas oitavas de final. Os dois se enfrentaram em setembro na Copa Davis e, mesmo sobre a grama, Tomic roubou um set do suíço.

Tomic atinge pela primeira vez a quarta rodada do Slam da Oceania ao anotar a terceira virada consecutiva. Desta vez, ele superou o ucraniano Alexandr Dolgopolov em um duelo tenso e cansativo, que durou 3h49 e teve parciais de 4/6, 7/6 (7-0), 7/6 (8-6), 2/6 e 6/3. O australiano havia perdido para Dolgopolov nos três duelos anteriores.

Aos 19 anos, Tomic atinge a 12ª vitória em 20 partid;as de nível Slam e ganhou a terceira em quatro decididas no quinto set. Nas rodadas anteriores deste ano, virou diante de Fernando Verdasco depois de perder as duas primeiras parciais e depois reagiu diante do experiente Sam Querrey.

"A torcida me ajudou a ganhar", garantiu ele ainda dentro da Rod Laver Arena, para delírio do público, que tem lotado todas suas partidas. Quando perguntado sobre o duelo contra Federer, ele tentou se esquivar: "Jogamos na Copa Davis e foi uma experiência inesquecível".

Campeão juvenil do torneio quando tinha apenas 15 anos e três meses, Tomic já garante nova ascensão no ranking, devendo avançar para o 34º posto. No ano passado, subiu cerca de 170 posições e atingiu as quartas de final de Wimbledon.

O duelo contra Dolgopolov foi atípico. Os dois tenistas abusam do slice e das deixadas, misturando com bolas mais rápidas, e com isso o jogo foi imprevisível o tempo todo. O ucraniano teve chances de abrir distância tanto no segundo como no terceiro sets, principalmente ao abrir 5-3 no segundo tiebreak. Permitiu a reação e chegou a pedir massagem na região lombar no início do quarto set, mas lutou até o último game.

Apesar de acertar apenas 45% do primeiro saque na partida, o ucraniano conseguiu 22 aces e 80 winners, quase o dobro das 41 bolas vencedoras de Tomic. Os dois também falharam bastante: 61 erros do vencedor e 78 de Dolgopolov. O ucraniano defendia as quartas de final do ao passado e com isso perderá pelo menos cinco posições no ranking, devendo ir para o 18º posto.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Proposta de Emprego R$:1.300,00‏

Educador Físico ou Fisioterapeuta para Ginástica Laboral, R$:1.300,00 registrado
ligar no 3043-3846 ou 9294-3846 Daniel


Dás 8: as 18:00h (Intervalo de 1:30h de almoço)
Segunda a Sexta


Daniel Garcia de Moura
Seven Qualidade de Vida
(67) 3043-3846
(67) 9271-5677
(67) 9294-3846

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Hidroginástica



A prática da hidroginástica produz vários benefícios. Além da massagem proporcionada pela água que, por meio da pressão e resistência, produz efeito suavizante sobre a musculatura e também ajuda a aumentar a circulação periférica de sangue , aliviando as tensões. Melhora ainda a capacidade cardiovascular e aumenta a flexibilidade.


Outra vantagem importante da hidroginástica é que ela é uma das poucas atividades que podem ser realizadas por indivíduos com pouco ou nenhum condicionamento físico e não é necessário saber nadar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Benefícios da Massagem Esportiva



Todos os atletas desejam aumentar as suas performances esportivas. Para conseguirem os melhores resultados, precisam seguir um plano de treino rigoroso que faça aumentar as suas capacidades e habilidades, como a força, resistência e velocidade. O problema é que o aumento dos níveis dos treinos também aumentam as probabilidades de existirem lesões musculares que, algumas vezes impedem a competição durante vários meses e em casos mais graves podem mesmo impedir a continuidade do atleta.

INDICAÇÃO

A massagem desportiva é muito indicada para lesões musculares causadas pelo esporte. Ela aumenta a circulação e ajuda a eliminar toxinas (como o ácido lático) que se acumulam nos músculos depois da prática de exercícios. A massagem desportiva também é indicada antes do treino ou da competição, por estimular a produção de adrenalina e aquecer os tecidos do corpo.

OBJETIVOS

O objetivo principal é ajudar a aliviar o stress e tensão que se acumulam nos tecidos moles do corpo durante a prática de atividade física. Além disso, este tipo de massagem auxilia:

•Aumento do desempenho do atleta
•Evitar fadiga
•Redução de inchaços
•Diminuição da tensão muscular
•Alívio de dor
•Aumento da flexibilidade
•Prevenção de lesões
•Recuperação do corpo após treinos longos e/ou excessivos


A massagem desportiva é contra indicada em lesões agudas, doenças cutâneas, hipersensiblidade ou aversão ao toque, casos de febre, infecções, tumores e TVP (trombose venosa profunda).

Para ter um ótimo treino, é preciso descansar os músculos. A massagem pode ser um bom complemento para evitar lesões e ainda melhorar o seu desempenho.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vitor Belfort faz massagem após luta



Ao final da dura luta que travou contra Anthony Johnson, no último UFC e da qual— felizmente— saiu vitorioso, o brasileiro Vitor Belfort estava com o olho direito tão inchado e roxo, que sequer conseguia abri-lo. A receita do atleta para tratar o machucado (ele já está quase totalmente recuperado) é bastante simples e nem exige compressas de água gelada: ele mesmo massageia a área machucada durante o banho.

Em março, Belfort estreia, aos domingos na Rede Globo, o reality show The Ultimate Fighter (TUF), em que será treinador de atletas de MMA. Mas diz que ainda não está pensando na preparação para o próximo desafio. “Agora, meu foco é descansar e saborear a vitória”, disse. Merecidamente.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Gelo não é tão bom para tratar dores musculares quanto se imagina



Os bancos dos vestiários das academias e das laterais de quadras de basquete já estão repletos de vítimas das primeiras contusões de 2012: aqueles de nós que, entusiasmados com as resoluções de Ano Novo, estamos nos exercitando um pouco além da conta. Entre esses, muitos colocarão compressas de gelo sobre os músculos doloridos.

O gelo ("ice", em inglês), que é o "I" da sigla "Rice" (que quer dizer "rest, ice, compression, elevation", isto é, "repouso, gelo, compressão, elevação"), continua a ser o protocolo-padrão para lidar com lesões relacionadas a práticas esportivas. Ele também é bastante utilizado para tratar músculos que estão doloridos, mas não estão exatamente machucados.

Em quase todos os jogos de futebol americano, basquete ou futebol, de qualquer nível, muitos dos jogadores aplicam gelo sobre partes do corpo durante o intervalo, ao se prepararem para voltar a jogar. No entanto, uma artigo publicado neste mês pela revista Sports Medicine coloca tal prática em questão, avaliando em que medida ela pode ser prejudicial.

No artigo, pesquisadores da Universidade de Ulster e da Universidade de Limerick, ambas irlandesas, examinam cerca de três dezenas de pesquisas anteriores sobre os efeitos do uso de gelo para combater dores musculares. Nem todos os resultados da análise são reconfortantes.

Menos força

Na maioria das pesquisas, o gelo se mostrou bastante eficaz na diminuição da dor. Mas os pesquisadores descobriram que ele também reduziu significativamente a força e potência muscular por até 15 minutos após sua aplicação ter terminado.

O gelo também tende a diminuir a coordenação motora fina. Algumas das pesquisas analisadas constataram que as pessoas, depois de aplicações de gelo, experimentaram diminuição da propriocepção no membro contundido, isto é, da percepção do posicionamento de uma parte do corpo, como um braço ou perna. Muitas vezes, o resultado disso foi um desempenho atlético pior, pelo menos a curto prazo. Os voluntários não foram capazes de saltar tão alto ou correr tão rápido, nem de arremessar ou atingir uma bola tão bem quanto de costume após 20 minutos de aplicação de gelo.

"O conjunto de evidências de que dispomos hoje sugere que o desempenho dos atletas provavelmente é prejudicado quando eles retomam a sua atividade imediatamente após o resfriamento", concluíram os autores.

Não se sabe exatamente o que faz a aplicação de uma compressa fria antes da prática de um exercício afetar negativamente o desempenho dos atletas, embora existam várias teorias.

"O motivo mais provável é o fato de que o gelo reduz a velocidade da condução nervosa", disse Chris M. Bleakley, pesquisador associado da Universidade de Ulster, que liderou o estudo. "Os impulsos nervosos no músculo se desaceleram."

O resfriamento provavelmente também "afeta as propriedades mecânicas da unidade músculo-tendão", afirmou ele. Ou seja, músculos e tendões que deveriam trabalhar em conjunto sem problemas não conseguem fazê-lo.

Há também a possibilidade de a aplicação de gelo nos músculos doloridos aumentar o risco de lesões, embora as pesquisas analisadas não abordem essa questão diretamente. Se o seu ombro ou suas pernas, após receberem uma aplicação de gelo, ficarem fracos durante uma partida de tênis ou uma corrida, a tendência é de que você redobre os seus esforços, porque os músculos, quando entorpecidos por conta do resfriamento, não conseguem indicar o início da formação de uma lesão mais grave.

Segundo Bleakley, esse risco realmente existe em situações nas quais os atletas voltam a competir logo após a aplicação de gelo - por exemplo, quando uma compressa fria é aplicada antes de uma corrida ou o gelo é utilizado para tratar a dor e o desconforto nas laterais ou no intervalo, durante eventos esportivos profissionais.

Menos dor

É claro que muitos atletas amadores utilizam compressas frias em outras circunstâncias - depois de um treino, por exemplo, ou para aliviar a dor de uma distensão muscular. Porém, as evidências científicas, mesmo no que diz respeito a esses tipos de uso, não são unívocas.

Uma análise publicada em 2004 concluiu que, embora as compressas frias pareçam de fato reduzir a dor provocada por lesões agudas de tecidos, os efeitos globais do resfriamento de músculos lesionados ainda não tinham sido "totalmente elucidados", de modo que um número muito maior de pesquisas se fazia necessário.

Um pequeno experimento casual realizado no ano passado não encontrou benefícios perceptíveis da aplicação de gelo em rompimentos musculares ocorridos na região da perna. Os músculos resfriados não sararam mais rápido, nem passaram a doer menos do que os tecidos não tratados. Porém, como os pesquisadores salientaram, é difícil estudar esse processo cientificamente, dado que você não pode esconder da pessoa se ela está sendo de fato tratada ou recebendo um placebo. As pessoas geralmente conseguem identificar se os seus músculos estão mais gelados ou não.

A maioria das pesquisas anteriores também encontrou poucos benefícios proporcionados pelo gelo ligados à aceleração do processo de recuperação após a prática de exercícios. Por outro lado, parece haver algumas desvantagens.

Para a maioria de nós, pode haver momentos em que não há mal nenhum em aplicar gelo sobre músculos doloridos - como depois de um treino puxado ou quando somos acometidos por lesões graves - desde que não voltemos para o campo.

E se tivermos que retomar de qualquer modo a atividade, os efeitos negativos da aplicação de gelo são, felizmente, de curta duração. Geralmente, eles passam dentro de aproximadamente 15 minutos. Eles também são menos pronunciados se a duração da aplicação for de 3 a 5 minutos, e não de 20, explicou Bleakley.

A lição fundamental deixada pela análise é clara. "O gelo oferece muitos benefícios", disse Bleakley. "Ele é barato e continua a ser um excelente método de entorpecimento da dor."

Porém, é desaconselhável contar com o gelo para voltar à quadra de um jogo de basquetebol do campeonato sênior ou a uma pista de corrida quando já se está lesionado. "Os atletas devem ter em mente que a dor geralmente é um sinal de que algo está errado com o corpo", advertiu Bleakley.

Escute-o e fique fora do segundo tempo da partida ou deixe de correr por um dia. Você tem o resto de 2012 para cumprir a sua resolução de Ano Novo.

Gretchen Reynolds
The New York Times

domingo, 15 de janeiro de 2012

Massagem Terapêutica e Esportiva



A massagem terapêutica consiste em um conjunto de técnicas manuais que visam tanto à prevenção quanto a restauração do estado físico geral ou de um problema de saúde específico.

Os métodos de massagem para tratar a fadiga e a rigidez muscular na área esportiva são os mesmos que em qualquer outra situação. A diferença está na aplicação de técnicas para melhor desempenho muscular adaptadas para praticantes de esportes.

A massagem terapêutica esportiva ganhou popularidade nos meados de 1980 com a maior participação da população em atividades físicas. Seja amador ou profissional quando praticamos esportes somos considerados atletas e necessitamos de cuidados especiais.

A massagem terapêutica esportiva utiliza técnicas de massagem e movimentos clássicos orientadas para a atividade física em geral. O fator que diferencia a massagem esportiva de outras massagens é que o massoterapeuta deve conhecer os músculos e movimentos que os atletas usam com maior freqüência em determinado esporte. Quando bem aplicada a massagem auxilia na preparação e recuperação do atleta, previne problemas agudos e evita situações crônicas. Por causa da intensa atividade física os atletas estão propensos a lesões e todo atleta lesionado precisa ser encaminhado para avaliação de profissional competente. Os profissionais indicados para casos de lesão no esporte são especialistas de medicina esportiva, fisioterapeutas, os treinadores atléticos, os fisiologistas de exercício e os psicólogos esportivos.

Para os atletas o estado psicológico é primordial para um bom desempenho. É muito importante a serenidade mental, o aumento da confiança e a permanência do atleta durante mais tempo na pratica esportiva. A massagem contribui nesse sentido. No tratamento dos atletas nas suas diversas atividades, a estimulação da circulação sanguínea e do fluxo da linfa não só reforça o aporte de nutrientes e a remoção dos produtos indesejáveis do metabolismo, mas também garantem que tumefações e edemas sejam reduzidos, aderências sejam rompidas, tendões e ligamentos contraídos sejam alongados, e que a pele seja aquecida e mobilizada sobre os tecidos subjacentes. E é aí que entra a massagem terapêutica e esportiva!


Referências para consulta:


ARCHER, Pat. Massagem Terapêutica Esportiva. São Paulo: Manole 2008

KAVANAGH, Wendy. Guia Completo de Massagem: Um curso estruturado para alcançar a excelência profissional. São Paulo: Pensamento, 2010.

CASSAR, Mario-Paul. Manual de Massagem Terapêutica: Um guia completo de massoterapia para o estudante e para o terapeuta. São Paulo: Manole, 2001.

BRAUN, Mary B; SIMONSON, Stephanie. Introdução à Massoterapia. São Paulo: Manole, 2001.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Curso de massagem desportiva em SP




Curso de massagem desportiva, dois finais de semanas de curso para quem tem interesse em saber mais sobre massagem no campo de esporte. Vamos ensinar uma massagem desportiva no corpo todo e especificamente para vários tipos de esporte. Vamos ensinar como trabalhar com esportistas e atletas no seu consultório ou no campo de esporte. Também vamos falar sobre lesões comuns no campo de esporte e os seus tratamentos.

Massagem desportiva é um ótimo complemento para qualquer atleta. A massagem é feita com vigor e com movimentos rápidos para expelir resíduos, acido láctico etc. da musculatura. Ele também diminui a freqüência de lesões do atleta e recupera mais rápido a musculatura para as atividades. Quase toda equipe de esporte de elite tem algum tipo de auxilio de massagem para os atletas. Com a área crescendo, a copa mundial de futebol e as olimpíadas chegando é um ótimo investimento para quem já está na área da saúde.

Para participar no curso é obrigatório ser da área da saúde (fisioterapia ou educação física) ou já trabalhar como massagista, ou ter feito o nosso curso de 60 horas. O curso exige um grande conhecimento de anatomia e fisiologia.

Conteúdo do curso de massagem desportiva
Teoria: Lesões comuns no esporte. Efeitos medicinais da massagem desportiva.
Prática: Trabalhar com o paciente sobre uma maca. Massagem desportiva e alongamentos terapêuticos para vários tipos de esportes. Massagem desportiva antes (preparação da musculatura) e depois (limpeza muscular) da atividade física. Vamos aprender a fazer curativos, ataduras, botinha de pé e de mão, aplicação de gelo e pronto atendimento em campo.

Data e horário
O curso tem duração de 28 horas. As próximas datas são:

No momento sem programação
Para maiores informaçoes ligue:
Contato
Tel: (11) 3062 4586

E-mail: info@cursosmassagem.com.br

Por favor enviar seu telefone por e-mail e nós entraremos em contato.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

MASSAGEM DESPORTIVA (DVD)

MASSAGEM DESPORTIVA (DVD)

Técnica de massagem especialmente indicada para atletas profissionais ou amadores. Excelente também, para pessoas que praticam esportes eventualmente e sofrem com dores ou câimbras musculares posteriores ao exercício. Melhora o condicionamento físico. Provoca analgesia nos músculos fadigados. Proporciona relaxamento músculo-esquelético.




DURAÇÃO: 60 minutos

Apresentação: Prof. Miguel Diniz

O dvd vc pode aquirir direto com o Professor Miguel Diniz:


email: fisionestetic@hotmail.com

ou (85) 3381-5559 /9705-2037

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vantagens Da Massagem Desportiva

O maior benefício de uma massagem desportiva é o tratamento de lesões relacionadas com a prática do desporto. Conheça os benefícios e aplicações.

É uma massagem específica para aliviar as tensões musculares e as inflamações dos músculos depois dos eventos desportivos. É também muito utilizada para aquecer e relaxar os músculos antes das provas, seja em atletas amadores como em atletas de alta competição, como é o caso dos atletas olímpicos.

Para Que Servem as Massagens Desportivas
Todos os atletas desejam aumentar as suas performances desportivas para poderem ser mais competitivos e ganharem nas suas modalidades de competição. Para conseguirem ser os melhores, precisam de seguir um plano de treino rigoroso que faça aumentar as suas capacidades a habilidades, como a força, resistência e velocidade.

O problema é que o aumento dos níveis dos treinos também aumentam as probabilidades de existirem lesões musculares graves, que impedem a competição durante vários meses e em casos mais graves podem mesmo impedir a continuidade do atleta.

Treino Muscular Excessivo
Quando um atleta aumenta a sua rotina de treino, quase sempre utiliza os músculos de forma exaustiva, causando stress nos tecidos musculares. Um dos problemas é que estes atletas, com a ânsia de melhorarem, ignoram as dores musculares, o que é um erro completo, porque estas dores musculares iniciais podem transformar-se em lesões gravíssimas que podem até acabar com uma carreira.

Quanto mais ignorarem uma lesão, mais susceptíveis ficam para novas lesões e dores musculares.

Fazer a Massagem Desportiva
Uma das formas de encorajar os músculos a recuperarem após os treinos é através da massagem desportiva, porque alivia todas as tensões e o ácido lácteo nos músculos exaustos. Com isto o sangue e oxigénio podem voltar aos músculos e fazer uma reparação eficaz dos tecidos musculares, originando músculos mais fortes e resistentes.

Por isso é que as massagens desportivas são tão utilizadas em alta competição, já que ajudam os atletas a prevenirem lesões por utilização muscular excessiva.

Se pratica desporto, visite uma clínica de massagens e receba uma massagem desportiva, para evitar as dolorosas lesões no futuro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O que fazer depois de correr uma prova longa?



Corridas longas são o componente central de um programa de treinamentos. Mas a questão não se resume somente em como você as corre - mas também a maneira como você se recupera delas. Os músculos se regeneram e tornam-se mais fortes durante os períodos de descanso que sucedem um período de intenso exercício. Então, para correr bem e manter-se livre de lesões, você deve seguir esta rotina de recuperação.
Hidrate-se:

Beba de 240 a 480 ml de bebidas isotônicas, que repõem os eletrólitos e minerais perdidos durante a transpiração.

Mude de roupa: seu corpo precisa resfriar-se; coloque roupas secas (até mesmo um top limpo no caso das mulheres) imediatamente para ajudar seu corpo a regular a temperatura.

Tome uma ducha: água morna relaxa o sistema nervoso e ajuda seu corpo a reajustar a sua temperatura.

Faça Alongamentos: fazer alongamentos até uma hora após o termino de sua corrida eleva a sua circulação sanguínea, o que ajuda na recuperação.

Alimente-se Novamente: uma vez que o seu estomago se assente, coma uma refeição que equilibre carboidratos e proteínas para repor suas reservas de glicogênio (energia) e regenerar músculos lesionados.

Fique na horizontal: sonecas são ideais, mas você irá se beneficiar até mesmo deitando entre 15 a 30 minutos com seus pés para cima (isso promove circulação e diminui os batimentos cardíacos).

Refresque-se: à noite, se molhe em um banho fresco ou frio por dez minutos para ajudar a recuperação muscular e evitar dores no dia seguinte.
Massageie-se: uma massagem esportiva pode ser muito intensa após uma longa corrida; massageando seus próprios músculos ajuda você a regular o seu nível de conforto. Mas é uma ótima opção para complementar sua preparação pré prova. O ideal é fazer massagem até 48 antes de sua corrida, focando os principais músculos utilizados.

A massagem não substitui o desaquecimento e muito menos o alongamento, que tem a função de restaurar o comprimento original do músculo. Dependendo do tipo de massagem, não espere que ela seja 100% prazerosa. Se os músculos estiverem muito doloridos, os movimentos da massagem podem ser um pouco desconfortáveis, mas nem por isso menos benéficos.


Aulus Sellmer

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A massagem esportiva



Dentro do universo da massagem quanto mais técnicas e maior for o conhecimento do corpo humano mais o terapeuta terá chances de obter sucesso em seu trabalho.

A massagem clássica, uma das técnicas mais utilizadas para realização de terapias corporais, com seus movimentos de deslizamento, amassamento e percussão, promove o relaxamento muscular e também pode se utilizada para drenagem de líquidos. O Shiatsu com sua característica terapêutica auxilia muito no alivio de pontos de tensão, dores musculares e circulação da energia.

Muitas vezas um mix de técnicas pode ser utilizado, uma massagem que circula entre o shiatsu e a clássica onde o terapeuta tem liberdade para escolher entre uma ou outra ou até mesmo as duas ao mesmo tempo, aproveitando o melhor de cada técnica tende a ser muito eficiente.

A técnica a ser empregada esta diretamente ligada à necessidade do atleta na hora e no dia da massagem da mesma maneira que o tipo de toque também, pois ele pode ser leve e superficial, profundo e forte dependendo da região do corpo e do tipo de trabalho a ser realizado.

A experiência do terapeuta nas diversas técnicas de massagem é muito importante para eliminar a tensão do corpo, tranqüilizar o estado mental e harmonizar a energia do atleta ou praticante de atividade física.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Massagem Neuromuscular




INTRODUÇÃO

Segundo o grande filósofo e cientista árabe Avicewa, "o objetivo da massagem consiste em dispersar as matérias gastas (metabólitos) formadas no músculo e não expelidas pelo exercício. Ela faz com que a matéria gasta se disperse, removendo assim a fadiga". Embora a massagem dos tecidos moles tenha sido aperfeiçoada ao longo de muitos milhares de anos, existe um número relativamente pequeno de estudos científicos sobre seus efeitos e eficácia. A grande maioria dos textos sobre o assunto "massagem" se concentra mais na descrição das técnicas e nos efeitos observados do tratamento do que nos esforços de investigações destes efeitos sob o ponto de vista científico. Apenas em uma época recente, temos observado um grande interesse na mensuração objetiva dos efeitos da massagem. Discutiremos as descrições tradicionais dos efeitos da massagem.

1. Fricções profundas (Fricções de Cyriax)

Definição

As fricções profundas consistem de movimentos breves, precisamente localizados e profundamente penetrantes realizados numa direção circular ou transversal. Estes movimentos profundos são habitualmente realizados pelas pontas dos dedos, embora a almofada do polegar ou a palma também possam ser utilizados.

Classificação

Movimentos transversais são uma série de movimentos breves e profundos realizados transversalmente às fibras do tecido-alvo. E realizada uma série de três ou quatro movimentos circulares no mesmo ponto, que vão se tornando gradualmente cada vez mais profundos nos tecidos.

Finalidade

As fricções profundas objetivam mobilizar os tendões, ligamentos, cápsulas articulares e tecidos musculares particularmente se estão presentes inflamação ou aderências crônicas.

Técnica Básica e Direção do Movimento

Para que seja obtido um firme contato com a pele, necessário para a aplicação de movimentos de fricção, é importante que não seja utilizado nenhum lubrificante. Os movimentos de fricção sobre o tecido cicatricial seco e descamativo devem ser aplicados sem lubrificante, apenas quando o tratamento se completar é que devemos aplicar uma pequena quantidade de lubrificante á área, com movimentos de alisamento. Os dois tipos de movimentos de fricção são bastante diferentes e serão descritos separadamente.

1.1. Fricções transversais

Fricções transversais são efetuadas em ângulo reto com o eixo longitudinal das fibras nas estruturas envolvidas(i.e., transversalmente às fibras). Citamos em seguida os importantes pontos da técnica que devem ser enfatizados.

A massagem deve ser aplicada exatamente no ponto correto.

A localização acurada da lesão é essencial para que a técnica obtenha êxito. E essencial um conhecimento completo da anatomia, e uma excelente habilidade na palpação por parte do terapeuta.

A estrutura a ser tratada deve estar completamente estirada.

A estrutura a ser tratada é habitualmente um tendão, ligamento, cápsula articular ou músculo. Seu posicionamento em máximo estiramento exige conhecimento anatômico preciso e uma compreensão aplicada da biomecânica dos tecidos envolvidos.

Os dedos devem movimentar-se com a pele e tecidos subcutâneos, sobre os tecidos mais profundos.

As pontas dos dedos e a superfície cutânea devem movimentar-se em conjunto sobre os tecidos mais profundos; caso contrário, estes movimentos serão ineficazes, tornando-se fácil provocar a formação de bolhas na pele. No calor, a pele deve ser lavada e secada, e se necessário alguma solução alcoólica evaporativa pode ser passada sobre a parte a ser tratada para que a superfície cutânea fique seca.

O atrito é efetuado com um movimento transversal às fibras.

É essencial que o movimento seja efetuado em ângulo reto com a direção das fibras. Verificou-se que este é o método mais efetivo para a mobilização dos músculos estriados. Além disso, é desejável um ligeiro arco de movimento através das fibras, visto que grande parte das estruturas tratadas, quando visualizada em secção transversal, não é plana, mas encurvada. À medida que os dedos se movimentam transversalmente à estrutura, a pressão é habitualmente aplicada apenas numa direção, seja para frente ou para trás. Isso gera uma série de movimentos de tração ou de empurramento.

Os movimentos devem possuir suficiente profundidade e amplitude de modo a atingir a lesão.

Isso pode exigir um reforço, com o uso de dois dedos (ou polegares), ao ser tratado um músculo de grandes dimensões como o quadríceps. Os movimentos devem ser iniciados suavemente, e a pressão deve ser gradualmente aumentada até que tenha sido atingida uma profundidade suficiente. Se o movimento da massagem fica demasiadamente localizado, a mobilização será ineficaz, e freqüentemente dolorosa. Para que o movimento seja efetivo, ele deve abranger uma área suficiente. Fricções transversais, adequadamente ministradas, podem cansar muito as articulações terminais dos dedos do terapeuta. Para ajudar a evitar problemas, e para que seja mantido um tratamento efetivo, uma tala digital sob medida pode ajudar muito (Steward, Woodman & Hurlburt, 1996).

1.2. Fricções circulares

Esta modalidade pode ser efetuada com as pontas do segundo, terceiro e quarto dedos ou com o polegar. Os dedos podem ser reforçados pelos dedos correspondentes da outra mão, caso haja necessidade de maior profundidade. As pontas dos dedos indicador, médio e anular formam, respectivamente, um arranjo "em pequeno tripé". As pontas dos dedos indicador e anular se tocam, e o dedo médio pousa em cima dos dois. Uma técnica alternativa é aquela em que o terapeuta usa a ponta do dedo indicador reforçado pelo dedo médio.

Os dedos devem ser pressionados obliquamente nos tecidos, antes que tenha inicio o movimento; em seguida, são mobilizados em círculos bem pequenos, se aprofundando ligeiramente a cada circulo sucessivo. Desta forma, os tecidos superficiais são mobilizados sobre os tecidos mais profundos. Ao ser atingida a profundidade necessária (comumente após três ou quatro círculos), a pressão é liberada gradualmente, e os dedos são levantados e pousam numa área adjacente, para que a manipulação possa ser repetida.

Velocidade do movimento

Tanto as fricções transversais como as circulares são efetuadas lentamente, com um ritmo uniforme.

Profundidade e pressão

Tanto as fricções transversais como as circulares são movimentos muito profundos. Uma pressão significativa é aplicada a uma área muito pequena de tecido, sendo importante que os dedos não se movam através da pele, a menos que se forme uma bolha, devido à pressão. Em ambos os casos, a pressão é gradualmente aumentada nas primeiras passagens sobre o tecido em tratamento. Isso ajuda o paciente a se acostumar com a sensação. O movimento será um pouco desconfortável ou doloroso, mas não deve ser insuportável.

Duração do tratamento

O tratamento pode se prolongar por 5 a 20 minutos em cada sessão e poderá ser repetido duas ou três vezes por semana, por quanto tempo se faça necessário.

1.3. Efeitos das fricções profundas

A pressão profunda e continua nos tecidos causa lesão local e libera uma substância similar à histamina (substância H) e outros metabólitos que atuam diretamente nos capilares e arteríolas do local, causando vasodilatação. A magnitude da resposta depende da profundidade de manipulação e da duração da aplicação.

A vasodilatação local promove um aumento do liquido tecidual da área, o que provocará distensão local. Com efeito, o movimento produz uma inflamação controlada da área-alvo e, ao mesmo tempo, mobiliza as estruturas que não estavam tendo uma mobilidade correta. Se a manipulação for mantida por algum tempo, pouquíssimos efeitos sensitivos serão percebidos pelo paciente, mas inicialmente ela pode ser dolorosa. A produção da dor no paciente é, de fato, uma estratégia terap6eutica muito útil. A estimulação dolorosa é uma técnica bem conhecida para o tratamento da dor crônica, sobretudo a associada a síndromes de dor miofascial. isso pode ser conseguido pela aplicação de uma estimulação elétrica ou por técnicas manuais. De fato, a fricção profunda é um exemplo excelente de tratamento manual que produz uma resposta muito eficaz, se bem que dolorosa.

1.4. Usos terapêuticos das fricções profundas

Com freqüência, o tecido cicatricial secundário à fibrosite ou a um tratamento é doloroso e sem motilidade. Os tecidos do corpo têm, todos, sua própria motilidade e elasticidades, e estas características podem ficar comprometidas por qualquer organização local de tecido fibroso. A produção e organização de tecido fibroso são o resultado inevitável de traumatismos ou de processos inflamatórios reumáticos que não se curaram adequadamente. Provavelmente, o resultado será uma perda dolorosa do funcionamento da articulação e do membro. Fricções profundas, juntamente com outras intervenções em um programa terapêuticos planejado, são úteis no tratamento das lacerações musculares, lesões musculotendinosas, tendinites e rupturas tendinosas parciais (lacerações tendoperiósticas), tendossinovites, torções ligamentares, endurecimento de áreas subcutâneas e tecido cicatricial.

1.5. Contra-indicações para as fricções profundas

As principais contra-indicações para as fricções profundas são semelhantes a outros movimentos de massagem, sobretudo os que envolvem a aplicação de uma pressão significativa sobre os tecidos:

>> Lacerações musculares agudas (sobretudo hematomas intramusculares);

>> Articulações agudamente inflamadas;

>> Doenças de pele (sobretudo dermatite aguda, psoríase, ou qualquer infecção cutânea comunicável) na área a ser tratada;

>> Vasos sanguíneos lesionados ou enfermos (sobretudo tromboflebite e trombose de veia profunda) na área a ser tratada;

>> Neoplasia ou tuberculose na área a ser tratada ou em suas proximidades;

>> Infecções bacterianas na área a ser tratada, ou em suas proximidades, sobretudo infecções articulares.

2. Efeitos mecânicos

Os movimentos de compressão, tração, estiramento, pressão e fricção exercem evidentes efeitos mecânicos nos tecidos. As forças mecânicas associadas a cada técnica afetam os tecidos de diversas formas. Devemos esperar, por exemplo, que as várias técnicas de amassamento e torcedura exerçam um considerável efeito mobilizador (de amolecimento, ou estiramento) sobre a pele, tecidos subcutâneos e músculos, graças à alternação de compressões e estiramentos dos movimentos da massagem. Em contraste, espera-se que a pressão gradualmente crescente da effleurage "empurre" o sangue venoso e a linfa presentes nos vasos superficiais na direção do coração, promovendo assim uma boa circulação e a resolução do edema e do hematoma crônico. De modo semelhante, a pressão e direção das técnicas de alisamento e effleurage promovem a mobilização do conteúdo intestinal.

Embora seja importante a identificação dos efeitos mecânicos da massagem, são os efeitos fisiológicos que devem ser levados em consideração com certo detalhe, visto que eles dão origem ao potencial terapêutico da massagem. Então, o efeito principal da massagem consiste em produzir estimulação mecânica dos tecidos por meio de uma pressão e estiramento ritmicamente aplicados. A pressão comprime os tecidos moles e distorce as redes de receptores nas terminações nervosas. O estiramento aplica tensão nos tecidos moles e distorce os plexos dos receptores nas terminações nervosas. Ao aumentar os lumens dos vasos sanguíneos e espaços dos vasos linfáticos, estas duas forças afetam a circulação capilar, venosa, arterial e linfática. Podemos demonstrar um reflexo axonal; estimular uma série de receptores, tanto superficiais como profundos, na pele, nos músculos e tendões; nos ligamentos e cápsulas articulares; e em muitos dos órgãos mais profundos do corpo. A massagem também pode soltar o muco e promover a drenagem do excesso de líquidos nos pulmões.

O modo como estas forças mecânicas são aplicadas é determinado, em grande parte, pela escolha das técnicas de massagem (alisamento, fricção, amassamento, percussão, vibração) pelo terapeuta e por sua habilidade em ajustar a duração, qualidade, intensidade e ritmo do estímulo. Quais os efeitos que a massagem pode ter é um tópico que não está tão bem entendido nem definido. Muito se tem dito em prol do uso da massagem, mas boa parte disso baseia-se em grande parte na experiência clínica, tanto em relatos objetivos como em testemunhos anedóticos. Alguns relatos são racionalizações de hipóteses baseadas no conhecimento da anatomia e da fisiologia. Outros, baseiam-se em estudos laboratoriais controlados, e alguns ainda podem ser definitivamente descritos como sendo frutos de pura imaginação. Comparativamente pouco tem sido escrito sobre a massagem, e um número relativamente pequeno de artigos foi publicado. Os efeitos da massagem já foram descritos e classificados de diversos modos. Mennel referiu-se aos efeitos mecânicos (pressão e tensão), químicos, reflexos e psicológicos. Outros autores discutiram os efeitos gerais e locais. Estes efeitos também poderiam ser classificados como mecânicos, fisiológicos (inclusive reflexos) e psicológicos. Um efeito puramente mecânico pode ser demonstrado pelo alisamento das veias superficiais e, com uma pressão direta, a remoção do sangue que está no interior da veia submetida ao alisamento.

A técnica de Lucas-Championnière para a obtenção do relaxamento dos músculos em casos de espasmo subseqüente a uma fratura, com o uso do alisamento superficial, pode ser explicada apenas como um efeito reflexo (fisiológico). O alerta de Mennel (1945) contra "a colocação de uma incapacidade na mente do paciente", ao massagear uma parte que sofreu uma lesão pouco importante enfatiza um efeito puramente psicológico. Contudo, é provável que a maioria dos tratamentos por massagem produza seus efeitos em decorrência de uma combinação de fatores mecânicos, fisiológicos e psicológicos.

2.1. Efeitos fisiológicos

Os efeitos mecânicos da massagem dão origem a uma série de efeitos importantes.

Efeitos na circulação sanguínea e linfática

Considerando que todas as técnicas de massagem envolvem certo grau de manipulação da pele e dos tecidos subjacentes, é razoável esperar que elas possam exercer um efeito considerável no fluxo sanguíneo e linfático nestes tecidos tratados. Além disto, é de se esperar que um edema acumulado nestes tecidos seja similarmente afetado; contudo, Mennel acreditava ser impossível afetar diretamente a circulação arterial através dos efeitos mecânicos da massagem. Este autor aventou a hipótese de que a aplicação da pressão (durante a massagem) na direção do fluxo venoso é comparável ao efeito de apertar um tubo flexível para esvaziá-lo de seu liquido. Se os músculos estão relaxados, eles passam a constituir uma massa mole contendo tubos cheios de líquido. Qualquer pressão aplicada à massa deve empurrar o liquido nestes tubos na direção da aplicação da pressão; portanto, se for aplicada uma pressão suficiente a toda a massa, as veias mais profundas também serão esvaziadas. Simultaneamente, esta pressão poderia retardar o fluxo sanguíneo arterial, caso ele seja suficientemente vigoroso para comprimir as artérias e veias. Teoricamente, se a quantidade de sangue venoso conduzida ao coração puder ser aumentada pela massagem, a freqüência cardíaca ou o volume de batimento também poderiam aumentar, e assim um maior volume de sangue arterial, poderia ser transportado até a periferia. De fato, existe pouca evidência de tão simples reação mecânica do sistema arterial e arteriolar á massagem. Wakim (1949; 1955) verificou que, em seguida a uma massagem por alisamento profundo e amassamento, o aumento médio na circulação sanguínea total em articulações normais e com artrite reumatóide foi inconsistente. Elevações moderadas, consistentes e definidas na circulação foram observadas em seguida a massagens aplicadas a extremidades paralisadas e flácidas. A massagem vigorosa e estimulante resultou em elevações consistentes e significativas no fluxo sanguíneo médio da extremidade massageada, mas não promoveu qualquer alteração na circulação sanguínea na extremidade contralateral não massageada.

Efeitos Fisiológicos da Massagem

>> Aumento da circulação sanguínea e linfática

>> Aumento do fluxo de nutrientes

>> Remoção dos produtos catabólicos e metabólitos

>> Estimulação do processo de cicatrização

>> Resolução do edema e hematoma crônico

>> Aumento da extensibilidade do tecido conjuntivo

>> Alívio da dor

>> Aumento dos movimentos das articulações

>> Facilitação da atividade muscular

>> Estimulação das funções autonômicas

>> Estimulação das funções viscerais

>> Remoção das secreções pulmonares

>> Estímulo sexual

>> Promoção do relaxamento local e geral

Segundo Pemberton (1932, 1939, 1950), o sistema nervoso, provavelmente através de sua divisão simpática, contribui para uma influência reflexa sobre os vasos sanguíneos das partes envolvidas. Este autor acreditava ser portanto provável que os vasos nos músculos ou em qualquer outra parte são esvaziados durante a massagem, não apenas em virtude de serem espremidos, mas também por meio de uma ação reflexa.

Pemberton afirmava que a observação microscópica revela que a massagem pode fazer com que praticamente todos os menores vasos se tornem visíveis, por promover a circulação sanguínea através deles. Embora exista pouca informação sobre o tipo de massagem que foi usado, vários experimentos convincentes foram realizados, demonstrando que a massagem aumenta a circulação do sangue.

Wolfson (1931) estudou o efeito da massagem por amassamento profundo sobre a circulação sanguínea venosa em membros de cães normais e verificou que, de inicio, a massagem promoveu um grande aumento na circulação, que foi seguido por uma queda bastante rápida, para menos que a velocidade normal, mesmo antes do final da estimulação. Imediatamente após a cessação do procedimento, Wolfson observou que a velocidade do fluxo aumentava lentamente até chegar ao normal. Este autor concluiu que o volume efetivo de sangue que passa através do membro durante o período de estimulação e recuperação não é maior que o normal, mas que ocorre um esvaziamento mais completo durante breve período, de modo que um volume maior de sangue fresco é trazido até a parte sob tratamento. Wolfson sugeriu ser lógica a administração de tratamentos por massagens breves, mas freqüentes.

Carrier (1922) demonstrou que a pressão leve produz uma dilatação praticamente instantânea, se bem que temporária, dos vasos capilares, enquanto a pressão mais intensa pode promover uma dilatação mais prolongada. Á observação microscópica dos campos em que apenas alguns capilares estão abertos demonstra que a pressão pode fazer com que praticamente todos os vasos menos calibrosos se tornem visíveis.

Pemberton (1945) descreveu o trabalho de Clark e Swanson, que realizaram estudos cinematográficos da circulação capilar na orelha de um coelho, utilizando uma janela permanente para observação. Estes estudos demonstraram que, em seguida à massagem, maior número de capilares estavam abertos, e que a velocidade da circulação era maior. Uma mudança na parede dos vasos sanguíneos foi evidenciada pelo "grudamento" e emigração dos leucócitos. O aumento do fluxo sanguíneo, em decorrência da massagem, foi demonstrado há muito tempo, no final do século passado (Brunton & Turmiclifle, 1894-1895).

Muitos autores afirmaram que o efeito reflexo do alisamento superficial melhora a circulação cutânea, especialmente o fluxo sanguíneo nas veias e linfáticos superficiais; auxilia na troca de líquidos teciduais; aumenta a nutrição dos tecidos; e ajuda na remoção dos produtos da fadiga ou inflamação. Contudo, há muito tempo, em 1939, Wright afirmava que estas colocações deviam ser examinadas criticamente, à luz do conhecimento que se tinha da fisiologia na época. Este autor mantinha ainda que era difícil fazer qualquer afirmação positiva sobre os efeitos reflexos gerados pela massagem. Mais de 50 anos depois, sob muitos aspectos a situação ainda é bastante similar.

Severini e Venerando (1967) informaram que a massagem superficial não produziu alterações significativas, exceto na temperatura da pele. Contudo, a massagem profunda aumentou o fluxo sanguíneo e o volume de batimento sistólico, e diminuiu a pressão arterial (sistólica e diastólica) e a freqüência de pulso. Curiosamente, a massagem profunda também foi associada ao aumento da circulação sanguínea pelo membro contralateral não tratado. O efeito também foi demonstrado por Bell (1964), cujos estudos platismográficos realizados depois de uma massagem da panturrilha por alisamento profundo e amassamento durante 10 minutos, demonstraram que o volume sanguíneo - e portanto a velocidade da circulação do sangue - havia dobrado, um efeito que se prolongou por 40 minutos, em comparação com apenas 10 minutos após o exercício. Bell recomendou a massagem para o tratamento do edema provocado por fraturas, devido aos seus efeitos no fluxo venoso e linfático. Severini e Venerando (1969) também combinaram a massagem com um fármaco produtor de hiperemia (contendo nicotinato de butoxietila e vanilila). O tratamento combinado levou a uma elevação significativa e prolongada na temperatura da pele. Quanto o fármaco foi utilizado isoladamente ou com uma massagem superficial, não ocorreu alteração na circulação pelos músculos, mas com a massagem profunda houve uma elevação apreciável efetiva no fluxo sanguíneo muscular.

A um nível mais central, Barr e Taslitz (1970) demonstraram que a pressão sanguínea sistólica e diastólica tendia a diminuir após uma massagem de 20 minutos aplicada nas costas. Foram efeitos retardados um aumento na pressão sistólica e um pequeno decréscimo adicional na pressão diastólica. A freqüência cardíaca aumentou.

Nos capilares linfáticos e plexos cutâneos e subcutâneos, a linfa pode se movimentar em qualquer direção. Seu movimento depende de forças externas ao sistema linfático. Seu curso fica determinado por fatores como a gravidade, contração muscular, movimento passivo e massagem. Se ocorre obstrução dos linfáticos mais profundos em determinada parte, é possível ainda manter abertos os linfáticos superficiais; e, se a parte é massageada ou tem a oportunidade de drenar por gravidade, a linfa se movimentará através destes outros canais, na direção da força externa.

Experimentos com animais demonstram ocorrer pouquíssimo fluxo linfático quando um músculo está em repouso. Os estudos de Von Masengeil, e de Kellgren e Colombo sobre os efeitos da massagem no fluxo linfático detectaram um aumento no fluxo linfático, quando os músculos foram massageados (Cuthbertson, T 933). Von Mesengeil "repetidamente injetou tinta nanquim em articulações correspondentes de coelhos. Uma articulação era massageada, e a articulação correspondente era deixada como controle. Nas pernas sem massagem, a tendência do material colorido em avançar na direção do coração era muito pequena, mas nas pernas submetidas à massagem ocorreu grande absorção da tinta acima da articulação, nos tecidos conjuntivos intermusculares e nos nodos linfáticos. Os linfáticos aferentes aos linfonodos estavam intensamente corados em negro".

Kellgren e Colombo verificaram que "a massagem sempre teve uma influência certa e efetiva no aumento da rapidez de absorção de substâncias injetadas em animais, em todos os órgãos que possam ser submetidos a manipulações - tecidos subcutâneos, músculos, articulações e cavidades serosas. O trajeto que a substância injetada seguida durante sua absorção era sempre o dos linfáticos mais próximos e dos nodos linfáticos, para os quais os vasos se dirigiam. A effleurage profunda provavelmente foi menos eficaz que o aperto e rolamento dos músculos e tecido subcutâneo". McMaster (1937) também demonstrou que a massagem aumentava o fluxo linfático, por meio de experimentos em que membros de indivíduos normais e saudáveis eram massageados após injeções intradérmicas de corantes.

Drinker e Yoffey (1941) canularam os troncos linfáticos cervicais em um cão anestesiado e foram capazes de sustentar o fluxo linfático durante todo o dia, mediante a massagem da cabeça e do pescoço acima das cânulas. Quando a massagem era interrompida, o fluxo linfático cessava ou tornava-se desprezível. Neste estudo, os investigadores afirmam que, no tratamento de distúrbios inflamatórios crônicos em que é certo que ocorrerá fibrose caso o liquido tecidual e a linfa permaneçam estagnados no local, a massagem na direção do fluxo linfático é a principal medida artificial para a mobilização do liquido extravascular para os linfáticos, e também para a mobilização da linfa na direção da corrente sanguínea.

Drinker e Yoffey também verificaram que os efeitos da postura eram muito evidentes, e que o fluxo praticamente desprezível. Portanto, para influenciar mais eficientemente o fluxo linfático em qualquer área do corpo, parecia lógico que a parte fosse elevada durante a aplicação da massagem.

Ladd e colaboradores (1952) compararam os efeitos da massagem, movimento passivo e estimulação elétrica na velocidade do fluxo linfático nas pernas dianteiras de 15 cães, tendo verificado que a massagem "foi significativamente mais efetiva que o movimento passivo ou a estimulação elétrica, nesta série de animais Chegou-se à conclusão de que todos os três procedimentos aumentavam o fluxo linfático muito acima da velocidade no período de controle.

A idéia de usar forças mecânicas para afetar a circulação sanguínea e linfática não está limitada ás técnicas de massagem manual. Nos últimos anos, foram criados diversos dispositivos pneumáticos capazes de promover uma série de alterações controladas (e freqüentemente graduadas) da pressão ao longo da superfície de um membro. Com efeito, estes aparelhos efetuam um tipo de massagem mecânica e mostraram ser consideravelmente benéficos no tratamento de muitos distúrbios circulatórios agudos e crônicos, mas sobretudo em casos de linfedema (Yamazaki, Idezuki, Nemoto & Togawa, 1988). Certamente, as técnicas da massagem manual também têm importante papel a desempenhar no tratamento do linfedema (Mason, 1993).

A massagem tem sido estudada por seu efeito na circulação, como meio de evitar a formação de úlceras de decúbito (Dyson, 1978; Ek, Gustavsson & Lewis, 1985; Olson, 1989). Contudo, a massagem com esta finalidade não segue as técnicas de massagem tradicionais. Na maioria dos casos, ela assume a forma de um breve período (30 a 60 segundos) de "esfregamento da pele", cuja intenção consiste em estimular a circulação nas áreas de pele com tendência à formação de úlceras de decúbito. Não é de surpreender que os resultados deste tipo de massagem são de difícil interpretação, para não falar do seu emprego como base para fazer recomendações. Em alguns estudos, este tipo de massagem aparentemente aumentou a circulação local; em outros, teve-se a impressão que diminuía. Parece improvável que a massagem por fricção rápida da pele produza o tipo de elevação genuína na circulação capaz de evitar a formação de úlceras de decúbito. E isto ocorre porque este tipo de massagem simplesmente gera pequeno grau de fricção mecânica na superfície da pele. Esta prática provavelmente ficaria evidenciada como uma alteração ligeira e breve na temperatura superficial. Por outro lado, seria de se esperar que um tipo diferente de massagem produzisse um efeito mais profundo na circulação, sobretudo se a massagem envolvesse o amassamento profundo dos músculos situados em torno da área, onde tal prática fosse possível. Um modo mais eficiente de produzir uma rápida mudança na circulação sanguínea da pele consiste em massagear a área com um cubo de gelo. Neste caso, é o estímulo gelado que produz uma profunda vasodilatação, em seguida à vasoconstrição inicial (Michlovitz, 1996). Sem dúvida, uma breve massagem com um cubo de gelo provavelmente é muito mais eficaz que um período similar de "esfregamento cutâneo".

2.2. Efeitos no tecido muscular

Há mais de 100 anos, Maggiora (1891) descreveu a ação fisiológica da massagem no tecido muscular. Outros autores também descreveram os efeitos da massagem neste tecido. Grande parte da literatura que trata dos efeitos da massagem contém um número relativamente grande de declarações positivas e de implicações acerca dos efeitos da massagem sobre os músculos, em comparação com seus efeitos em outros sistemas e tecidos do corpo. Algumas destas afirmativas não podem ser consubstanciadas pela observação clínica e nem pela pesquisa científica. A revisão que aqui apresentamos considera em separado os efeitos da massagem no tecido muscular normal e anormal.

Músculos Normais

Kellogg (1919) observou que "a massagem produz um real aumento nas dimensões das estruturas musculares. Verificamos também que o músculo se torna mais firme e elástico sob esta influência". McMillan (1925) escreveu que "os músculos são fortalecidos e induzidos ao crescimento pela manipulação". Segundo Despard (1932), "a massagem melhora a nutrição dos músculos e, conseqüentemente, promove seu desenvolvimento". Estas observações não são corroboradas pelas autoridades contemporâneas, que em geral concordam que a massagem não aumenta a força muscular.

Mennell (1945) acreditava que a teoria defendendo a prática do amassamento de um músculo ("trabalhar o músculo") e, portanto, do seu fortalecimento, era uma completa "ilusão". Este autor afirmou que "apenas por um meio a força muscular pode ser desenvolvida, e este meio é a contração muscular. Nenhuma forma de massagem pode fazer mais do que dar indiretamente alguma ajuda a este processo", e também "para que usemos adequadamente a massagem, devemos considerá-la inteiramente como um meio para atingir determinada finalidade, restauração do funcionamento da parte danificada". Como um meio para atingir uma finalidade, a massagem pode ter utilidade em tornar possível, por exemplo, que um músculo seja submetido a mais exercício, desenvolvendo assim sua força. Este fato foi comprovado por trabalhos experimentais realizados por Rosenthal, Mosso e Maggiora (e por outros, citados em Cuthbertson, T933), que demonstraram que um músculo fatigado por trabalho ou estimulação elétrica será restaurado com rapidez muito maior e de forma mais completa pela massagem, em comparação com a prática apenas do repouso, no mesmo lapso de tempo.

Nordschow e Bierman (1962) estudaram 25 indivíduos ativos, saudáveis e normais, para determinar se a massagem manualmente aplicada podia causar um relaxamento muscular mensurável em seres humanos normais, expresso como um aumento do comprimento do músculo. Foi empregado um texto do "dedo ao chão", para mediar a tensão nos músculos posteriores das costas, coxas e pernas, quando cada participante do experimento, de pé e com os joelhos em extensão, inclinava-se para frente e tentava tocar o chão com as pontas dos dedos. Em seguida a essa tentativa, cada indivíduo então assumia uma posição de pronação confortável e bem apoiada durante 30 minutos de descanso. Depois desse descanso, repetia-se o teste do "dedo ao chão". A seguir, o participante reassumia a posição de pronação, sendo submetido a 30 minutos de massagem, 15 nas costa e 15 no aspecto posterior da extremidade inferior, com 7,5 minutos por membro. Os autores concluíram que a massagem pode causar relaxamento, que se expressa por um aumento no comprimento dos músculos. Bell (1964) informou que a fadiga muscular era aliviada com maior rapidez pela massagem e repouso, do que apenas pelo repouso, tendo sugerido episódios alternados de exercícios e massagem na terapia (como é prática freqüente em alguns esportes).

Em um comunicado preliminar, Smith e colaboradores (1994) estudaram os efeitos da massagem atlética na irritabilidade muscular de aparecimento retardado, nível de creatina quinase e contagem de neutrófilos. Seus resultados indicam que a massagem reduz os efeitos negativos do exercício no músculo normal. Presume-se que estes efeitos se devam ao aumento da circulação sanguínea/linfática, "eliminando" efetivamente os subprodutos do exercício.

O termo "tono muscular" é empregado freqüentemente na descrição da qualidade de um músculo que está firme e "pronto para contrair"; contudo, os músculos em repouso não demonstram atividade eletromiográfica (Goodgold & Erberstein, 1983) e, portanto, um músculo que exibe tono não pode estar em repouso: deve estar em um estado de mínima contração. Embora algumas afirmativas na literatura impliquem que a massagem aumenta o tono muscular, as evidências em favor desta colocação são inconclusivas, na melhor das hipóteses. Contudo, teoricamente é de se esperar que vários movimentos de massagem aumentem a atividade fisimotora de um músculo; qualquer dos movimentos de tapotement (cutiladas, pancadas, socamento), por exemplo, aumenta o disparo dos fusos musculares e, portanto, a ação fusimotora. De fato, este é o mecanismo pelo qual os movimentos de massagem facilitam a contração muscular. Ele equivale à estimulação direta dos reflexos de estiramento no interior do músculo estimulado.

Condições patológicas do músculo

A fibrose tende a ocorrer em músculos imobilizados, lesionados ou desnervados. Um encurtamento significativo dos componentes elásticos em paralelo e em série (contratura) é, com freqüência, o resultado final. O músculo, como um todo, torna-se mais curto que seu comprimento em repouso normal, principalmente porque o tecido fibroso perde elasticidade, e formam-se aderências entre as camadas do tecido conjuntivo.

Com o uso cuidadoso das várias técnicas de massagem é possível aplicar tensão a este tecido fibroso; o objetivo consiste em impedir a formação de aderências, e na ruptura das pequenas aderências que já se formaram. Ás técnicas mais adequadas para esta finalidade são as diversas formas de petrissage e de fricção profunda. Quando complementadas por regimes apropriados de exercícios e estiramento, as técnicas de massagem são um componente essencial na restauração do comprimento dos músculos e de seu funcionamento normal. Vários estudos experimentais investigaram os efeitos da massagem, tanto em músculos lesionados como em músculos desnervados. Aqui, estes modelos de músculo serão considerados em separado, porque os aspectos envolvidos em cada caso são significativamente diferentes.

Músculo lesionado

Alguns dos primeiros trabalhos experimentais nessa área foram descritos por Lucas-Championniére (citado por Mennel, 1945), que sumariou os resultados do trabalho de Castex sobre os efeitos da massagem em músculos lesionados. Músculos animais foram submetidos a uma lesão por esmagamento; em seguida, foi aplicada massagem a um grupo, e outro grupo serviu de controle. Mais tarde, o tecido muscular de ambos os grupos foi examinado microscopicamente. As partes não tratadas exibiram as seguintes características: (1) dissociação das fibras musculares em fibrilas, o que ficou demonstrado pela estriação longitudinal bem caracterizada; (2) hiperplasia (com freqüência, simples espessamento) do tecido conjuntivo; (3) um aumento no número de núcleos no tecido conjuntivo; (4) hemorragias intersticiais; (5) dilatação dos vasos sanguíneos, com hiperplasia de seus revestimentos adventícios; e (6) habitualmente um sarcolema intato (mas, em uma secção, a multiplicação dos núcleos deu uma aparência que lembrava um pouco a miosite intersticial).

Em contraste, os membros massageados apresentaram as seguintes características: (1) músculo de aspecto normal; (2) sem faixas fibrosas secundárias separando as fibras musculares; (3) ausência de espessamento fibroso em torno dos vasos; (4) maior volume muscular geral; e (5) nenhum sinal de hemorragia.

Músculo Desnervado

Embora a massagem tenha sido utilizada de modo bastante freqüente para o tratamento do músculo desnervado, existe pouca informação na literatura quanto a sua eficácia. Alguns estudos, contudo, foram levados a cabo. Estes estudos tiveram como objetivo principal determinar o efeito da massagem nas alterações histopatológicas no próprio músculo, na atrofia e no vigor muscular. Atualmente, não podemos extrair conclusões definitivas com base nestes resultados.

Chor e colaboradores (1939) conduziram um experimento com o objetivo de estudar os efeitos da massagem na atrofia, e também as alterações histopatológicas ocorrentes no músculo desnervado em primatas. Dois grupos de macacos rhesus foram submetidos à secção unilateral do nervo ciático; em seguida, os nervos foram imediatamente suturados, e a extremidade foi imobilizada em gesso. Após 4 semanas, foram aplicadas massagens (alisamento e amassamento) e movimentos passivos durante 7 minutos diariamente a um grupo, enquanto o grupo-controle foi mantido em absoluto repouso. Após intervalos de 2 meses para alguns animais e de até 6 meses para outros, os músculos foram examinados microscopicamente, para que fossem determinadas as alterações histopatológicas. Os músculos mantidos em repouso estavam pálidos e circundados por septos espessados de tecido fibroso, com estrias esbranquiçadas e amareladas por toda parte. Microscopicamente, a fibrose pode ser nitidamente demonstrada, tanto circundando as fibras musculares como substituindo as atrofiadas. Os músculos massageados estavam flexíveis e elásticos e exibiam fibrose e aderências em quantidade consideravelmente menor.

A quantidade do funcionamento muscular restaurada após a inervação é determinada em grande parte pela relação entre as fibras musculares funcionantes e o tecido fibroso que substituiu as fibras musculares degeneradas. Por ter prevenido até certo ponto a formação de tecido fibroso inelástico e de aderências, a massagem ajudou a manter uma relação favorável, permitindo uma recuperação mais satisfatória do funcionamento muscular.

Em um estudo precedente, Chor e Dolkart (1936) estudaram a atrofiam muscular por desuso e a atrofia do músculo desnervado. Estes autores observaram que a atrofia de um músculo esquelético secundária ao desuso desenvolve-se lentamente e está associada a alterações estruturais muito simples. A diminuição do volume muscular foi atribuída a uma redução na quantidade de sarcoplasma nas fibras musculares individualizadas, em que as fibras musculares atrofiadas estavam mais estreitas e mais compactadas. Persistiram as estriações transversais características; na verdade, não ocorre uma degeneração das fibras musculares. Os vasos sanguíneos intramusculares permanecem inalterados.

A atrofia muscular subseqüente á secção de nervo ou a lesões das células do corno anterior (por exemplo, poliomielite) é mais de depleção em decorrência do desuso. Seu curso é muito rápido, e ocorrem alterações características. Além do "encolhimento" das fibras musculares, ocorre também a degeneração destas células. Desaparecem as estriações transversais, e segue-se a ruptura das células musculares. Nos estágios mais avançados, as células musculares desintegradas são substituídas por tecido fibroso e gordura. Alterações também ocorrem nos vasos sanguíneos intramusculares. O número de capilares aumenta, e os pequenos vasos sanguíneos intramusculares exibem hipertrofia do endotélio e um aumento na sua estrutura fibrosa.

Chor e colaboradores acreditavam que a atrofia e a degeneração do músculo esquelético desnervado são inevitáveis; em seguida, estes autores demonstraram que a massagem não impede a atrofia até um período de 6 semanas, mas devido ao seu efeito na quantidade de tecido fibroso formado, esta técnica realmente possibilitou aos músculos um retorno mais rápido ao normal, após a reinervação.

Em um estudo antigo, Langley e Hashimoto (1918) consideraram os efeitos da massagem em músculos desnervados de um único coelho. Uma massagem firme foi iniciada no terceiro dia pós-operatório. O tratamento foi descontinuado no sétimo dia, por terem surgido lesões abertas no membro. O tratamento foi reiniciado no 11º dia, com uma massagem "mais suave", que teve continuação até 23 dias após a desnervação. Estes autores concluíram que o efeito do tratamento na atrofia foi, na melhora das hipóteses, incipiente, e que um aumento no crescimento do tecido conjuntivo é um resultado possível do massageamento do músculo desnervado.

Hartman e colaboradores (1919) testaram tanto o peso como a capacidade de trabalho de músculos desnervados em 37 coelhos. Uma perna dos animais recebeu massagem por amassamento e alisamento. Ambas as pernas foram submetidas a exercícios passivos. O tratamento teve continuidade por períodos de 7 a 190 dias. Não foram observadas diferenças significativas. Os pesquisadores sugeriram que o peso do músculo não indica necessariamente a quantidade de tecido contrátil presente, tendo em vista que a massa estrutural e a função dos músculos diferiram consideravelmente em 17 dos músculos testados.

Mais tarde, Hartman e Blatz (1920) testaram a força de músculos gastrocnêmios desnervados em 60 coelhos. Os músculos de um dos lados foram massageados por períodos de 2 a 20 minutos diariamente, e ambas as perdas foram submetidas á movimentação passiva. Os músculos foram testados a intervalos de 10 a 14 dias. Os autores concluíram: (1) que "o membro tratado, no todo, não parecia em nada melhor que o controle"; (2) que a massagem não teve qualquer valor; e (3) que ocorreu invariavelmente um decréscimo da força, e não foi notada uma diferença significativa entre os músculos tratados e os músculos-controle.

Em 1939, Wright declarava haver necessidade de uma prova mais rigorosa para as afirmativas de que a depleção muscular pode ser evitada, ou a nutrição muscular melhorada, mediante o uso de massagens, mas não de movimentos. Este autor acreditava ser fora de dúvida que alguns efeitos locais eram produzidos no músculo, e que estes efeitos podem dever-se a agentes químicos liberados no sangue para a geração de efeitos locais ou sistêmicos. Wright também acreditava que alguns dos metabólitos da atividade muscular podem ser liberados pela massagem. Ele punha em dúvida se uma estimulação mecânica direta pode produzir uma resposta muscular direta no músculo desnervado, visto estarem excluídas as reações reflexas.

Suskind e colaboradores (1946) estudaram músculos gastrocnêmios desnervados de gatos. Dois períodos de 5 minutos de effleurage e amassamento foram administrados diariamente a um dos membros; o outro membro serviu de controle. A força e peso dos músculos foram medidos 28 dias após a secção do nervo. Os resultados demonstraram que os músculos desnervados tratados com massagem eram mais pesados e fortes que os controles contralaterais. O efeito no peso do músculo foi pequeno, mas estatisticamente significativo. Aparentemente, a massagem diminuiu a perda gradual da força de contração observada no músculo esquelético, após a desnervação.

Wood e colaboradores (1948) comunicaram os efeitos da massagem nos pesos e tensão dos músculos tibiais anteriores de 14 cães. Foi praticada a secção bilateral dos nervos ciáticos, e uma das pernas foi submetidas a um período de 10 minutos diários de massagem por alisamento e amassamento. A outra perna serviu de controle. Os músculos foram testados a intervalos de 13 1/2 semanas até 36 semanas após a desnervação. Os resultados demonstraram que todos os músculos tibiais anteriores nos animais tratados pareciam pálidos e pequenos, em termos de volume, em comparação com músculos tibiais anteriores normais. Também foi calculado um maior índice de tendão: volume total que nos músculos normais, e um maior percentual de tecido adiposo. Foi impossível diferenciar, pelo exame macroscópico, o tecido tratado do músculo não tratado. Secções histológicas de músculos tibiais anteriores de animais tratados (músculos tratados e não tratados) não demonstraram diferenças histológicas significativas. Wood concluiu que "a massagem não se mostrou efetiva no retardamento da atrofia por desnervação, o que ficou indicado pelas perdas na força e peso e pelo exame de secções histológicas em músculos tibiais anteriores do cão experimentalmente desnervados".

Os efeitos principais da massagem no tecido muscular podem ser resumidos como se segue:

>> A massagem não aumenta diretamente a força do músculo normal; contudo, como meio para atingir determinado fim, a massagem e mais efetiva que o repouso na promoção da recuperação da fadiga causada pelo exercício excessivo. Portanto, teoricamente, a massagem torna possível praticar mais exercício, o que, por sua vez, aumenta a força e resistência musculares. Esse é um fator importante no tratamento. Parece lógico que a massagem seja administrada entre períodos de exercício, quando o exercício é praticado com o objetivo de desenvolver a força e a resistência musculares. Isso é particularmente relevante na medicina esportiva.

>> Em termos gerais, a massagem não aumenta o tono muscular, mas certas manipulações podem ser aplicadas com o objetivo de facilitar a atividade muscular (sobretudo técnicas de percussão).

>> A massagem pode reduzir a quantidade de fibrose que inevitavelmente ocorre no músculo imobilizado, lesionado ou desnervado.

>> A massagem não impede a atrofia no músculo desnervado. Embora o músculo possa sofrer considerável depleção, se a fibrose for mínima e se a circulação e a nutrição são satisfatórias, um pequeno músculo poderá ter maior força que um músculo com massa maior, se esta massa é resultante de um excessivo crescimento de tecido fibroso, que interfere com seu funcionamento e com a recuperação das restantes fibras musculares inervadas.

>> O objetivo da massagem no tratamento do músculo desnervado deve ser a manutenção dos músculos no melhor estado possível de nutrição, flexibilidade e vitalidade, de modo que, após a recuperação (caso isso seja possível) de um traumatismo ou enfermidade, o músculo possa funcionar no seu limite máximo.

PRF José Rosa
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