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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ALONGAMENTO - TÉCNICA OU COMPLEMENTO?


Durante o século 18 as primeiras menções sobre o método, foram desenvolvidas na Europa, mas não passavam de movimentações. Eram movimentos para o jogo articular. Massagistas,Aliptas, boneseters, Cirurgiões barbeiros, todos sabiam manipular. Alguns até conseguiam alguns resultados ou ,porém promoviam lesões...No inicio do século 19, com o advento da Cinesiologia e as primeiras técnicas de Biomecanica o alongamento passou a ser estudado com maior foco. Ortopedistas, Fisiatras e Educadores Físicos foram os primeiros , depois os Fisioterapeutas.Mas foram os Osteopatas que mais desenvolveram métodos de alongar de forma especifica. Os massoterapeutas só tiveram possibilidades de desenvolverem métodos após 1960.Atualmente na Europa e EUA os formados em Massoterapia utilizam dentro de seu currículo disciplinas voltadas apenas as técnicas de alongamento (Stretch).No Brasil a inclusão do alongamento no currículo de massoterapia tem aproximadamente 07 anos.Mas vale dizer que o alongamento para o massoterapeuta é uma técnica que pode ser complementar a diversos métodos de tratamento.
ABRAMC

Massagem Shiatsu


LER


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Massagem contra a dor: fisioterapia previne e trata a enxaqueca



As massagens terapêuticas para tratar os sintomas da enxaqueca se valem de pressão sobre alguns pontos do pescoço e da cabeça.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, o número de pessoas que sofrem de enxaqueca no Brasil gira em torno de 20%. Pior: as mulheres são muito mais atingidas do que os homens. Se você não é fã dos medicamentos que combatem o mal, saiba que a fisioterapia ameniza e até previne os episódios de dor. As técnicas se valem de pressão sobre alguns pontos do pescoço e da cabeça que causam o desconforto. Rodrigo Peres, fisioterapeuta da Central de Fisioterapia (SP), ensina, para as interessadas no tratamento alternativo, que as massagens devem ser feitas duas vezes por semana e que cada sessão deve durar 40 minutos.

Sexo


Ranking dos queijos


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Massagem desportiva



Indicada para todos que praticam algum tipo de esporte, seja profissionalmente ou por hobby, a massagem desportiva não é usada apenas para relaxar músculos e manter o corpo em harmonia. Ela pode realçar os benefícios do treinamento, pois aumenta a circulação sanguínea, alonga as fibras musculares e ajuda a eliminar toxinas, como o ácido lático, que se acumulam nos músculos após a prática de exercícios e os pontos de tensão (trigger points).

Além de aumentar a rentabilidade dos desportistas e tonificar os tecidos musculares, essa massagem atua no nível da descompressão muscular.

Com base no método sueco, a massagem desportiva é forte e profunda e gera um aumento da capacidade física, melhora o estado muscular e reduz o risco de lesão, melhorando a força e a performance desportiva.

A grande diferença entre a desportiva e a relaxante é o vigor e a velocidade. A primeira usa movimentos e manobras mais rápidas e mais fortes para aumentar a circulação sanguínea, o que traz uma recuperação mais eficaz depois de um esforço físico.

Saladas


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sexo e exercícios ... aliviam dores musculares


Estudos mostram que gestos simples podem ser mais eficazes do que remédios



Quando os níveis de cansaço e irritação aumentam, entram em ação os poderosos relaxantes musculares tidos como o alívio certo para acabar com qualquer tipo de dor. Porém, com dias cada vez mais atribulados e a pressão constante das crises financeiras que podem atingir a todos, tomar remédios constantemente pode representar um sério perigo para a saúde.

Pensando nisso, especialistas em dor da Universidade de Nova York pesquisaram formas simples para acabar com a tensão nas costas, pescoço e ombros. Para eles, atividades físicas, sexo e uma boa conversa podem ter o mesmo efeito que remédios. Os profissionais esclarecem que, quando você está tenso, ansioso, temeroso ou com raiva, seus músculos se contraem e esta ação prolongada é a responsável por dores severas.

E, para se livrar desse incômodo, a receita é praticar exercícios que descarregam energia e que fazem suar. Para isso, basta manter uma rotina em que seja possível fazer uma caminhada rápida ou corrida, andar de bicicleta, natação, musculação ou fazer sexo. Para o diretor da pesquisa Norman Marcus, outro gesto simples que tem um efeito terapêutico é desabafar com uma pessoa em quem você confia

O professor da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica e clínico geral Samir Rahme, esclarece também que uma das melhores formas de se aliviar a tensão é se alongar. Mas ele alerta para a suavidade dos movimentos, evitando sentir dor com eles.

Rotação do pescoço Sente-se numa cadeira, mantendo pescoço, ombros e tronco reto. Primeiro, vire lentamente a cabeça para a direita. Volte à posição inicial e repita para o lado esquerdo. Faça o movimento 10 vezes para cada lado.

Flexão lateral do pescoço Incline o pescoço lateralmente até encostar a orelha no ombro (ou até onde você conseguir, sem que haja dor). Tome cuidado para não levantar o ombro, ele precisa ficar relaxado para que o alongamento surta efeito. Repita 10 vezes pra cada lado.

Flexão do pescoço
Dobre a cabeça para frente, encostando o queixo no peito. Mantenha aposição por 5 segundos e repita o movimento 10 vezes.

Extensão do pescoço
Leve a cabeça para trás, até que o queixo esteja apontando para o teto. Repita 10 vezes.


Dicas


Fibromialgia e a atividade fisíca


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O tratamento com a massagem ajuda a suportar a dor da lesão


A influência da massagem na circulação ajuda muito a aliviar a dor após acidentes e lesões. 

No caso de lesões graves, a dor pode ser maior no estágio de recuperação do que imediatamente após o acidente e costuma estar associada ao retorno do movimento. 

Massagear vigorosamente o membro oposto ao que foi lesionado, ou os membros inferiores, no caso de lesão da parte superior do corpo, alivia a pressão sem comprometer os processos de cura. Uma lesão causa descontinuidade do tecido, interrompendo o funcionamento normal. A dor atrai atenção para o local do ferimento a fim de desestimular movimentos que gerem inflamação. O aumento da circulação no tecido lesionado é responsável pelo inchaço, que também ajuda a imobilizar o ferimento. A inflamação aumenta a temperatura local, o que ajuda a remover debris celulares da ferida. 

O tratamento de massagem apropriado ajuda a modificar essas reações, de forma que os sofrimentos sejam mais fáceis de suportar e a cura venha mais rápido. O sangue atraído para uma lesão é mais espesso que o normal, pelo aumento da atividade dos glóbulos brancos. O sistema linfático também é mobilizado a fim de fornecer um desinfetante aquoso que protégé o corpo de qualquer contaminação externa. 

Não é recomendável reduzir o inchaço artificialmente, pois na sua composição há elementos que curam. Elevar a parte lesionada acima da altura do coração costuma tornar o estado de congestionamento muito mais tolerável; enquanto isso, manobras suaves da massagem, acima e abaixo do ferimento, são úteis para manter o funcionamento eficaz do sistema de drenagem. 

Adaptado de Guia completo e ilustrado de massagem 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Como eliminar uma contratura muscular




De certeza que muitos de nós já sofremos uma contratura em qualquer lugar do nosso corpo. Normalmente, estas situam-se nas costas, mais frequentemente na parte superior: pescoço e ombros. Neste artigo, ensinamos-lhe os passos a seguir para conseguir eliminar essa contratura do músculo que tanto incomoda. Para tal, necessitará de um familiar ou amigo para que lhe faça a massagem. Mas uma massagem não será suficiente. Terá de repetir estas massagens e tem ainda de fazer exercício físico para tonificar os seus músculos e evitar que estes se danifiquem.
Instruções
A primeira coisa que deve fazer é relaxar o seu corpo antes de receber
a massagem nas costas, porque se trata de uma massagem em que o
objetivo é relaxar esses músculos que estão contraídos, mas não se
trata de uma massagem suave, pois a finalidade é eliminar a contratura.
Assim, recomendamos-lhe que, antes de receber a massagem, tome
um duche com água quente.
Depois do duche, deve secar-se bem com uma toalha e, depois, deve colocar-se
numa maca. Se não tem uma, deite-se virado para baixo na cama ou no sofá,
sem roupa na parte superior do seu corpo. Assim, a pessoa que lhe 
vai fazer a massagem poderá trabalhar melhor e as fricções e técnicas de
massagem serão mais eficazes.
A pessoa que lhe dará a massagem deve untar as mãos com creme ou loção
e esfregar as mãos uma na outra um pouco antes de lhe tocar (partindo do
pressuposto de que você é a pessoa que vai receber a massagem).
Seguidamente, tem que fazer fricções por todas as costas do doente, devendo
 ter em atenção as áreas em que se notam mais as contraturas e que estão
sujeitas a mais tensão, as quais lhe podem doer ou não. A direção das fricçõe
s deve ser do pescoço para a parte inferior das costas do doente.
O passo seguinte é amassar as costas do doente, como se estivesse a
amassar pão. Com este movimento, é possível trabalhar mais os músculos.
 Para fazer este movimento, a pessoa que dá a massagem tem que colocar
 as suas mãos em forma de "L", ou seja, o dedo polegar a 90º em relação
aos outros quatro dedos da mão (que devem estar juntos). O movimento
consiste em que os quatro dedos de uma mão levem a pele e os músculos
até ao dedo polegar da outra mão e vice-versa, como se estivesse a torcer a
massa muscular.
Se, ao realizar este amassamento, notar áreas mais tensas e com contraturas 
musculares, deve insistir neste amassamento com um pouco mais de pressão.
 Também nesses pontos em que a tensão está aumentada e que o doente
se queixa de dor, deve aplicar-se uma pressão em modo de pinça, feita com o
 dedo indicador e o polegar de uma mão (caso consiga agarrar o ponto)
ou de modo mais sensível, aplicando uma pressão com um dos dedos em cima 
do ponto (que é conhecido por ponto de gatilho). Deve manter a pressão 
durante 90 segundos, enquanto o doente respira de modo suave e profundo.
Deve repetir o processo anterior em cada um dos pontos de gatilho que o
doente tenha.
Depois de massajar todas as costas, a pessoa que dá a massagem tem de fazer
fricções por toda a superfície cada vez com menos pressão e, assim, ir terminando
massagem.
Para finalizar, deve tapar o doente com uma toalha e deve esperar alguns minutos
nesta posição antes de se levantar. Isto acontece porque o seu corpo está
 relaxado e poderia enjoar.

  • É muito importante fazer exercício físico e ter uma boa alimentação.








Massagem Corporativa


Causas da hipertensão


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Rolo de auto-massagem... Importante para a rotina dos corredores?




"O passado mês de Janeiro foi dedicado aos tratamentos de fisioterapia para recuperação e, logo na primeira sessão, foi-me aconselhada a utilização de um rolo de auto-massagem de forma a poder, em casa, fazer massagem à minha banda iliotibial. Muito sinceramente, esta coisa de auto-massagem com rolo era coisa de que ainda não tinha ouvido falar muito (a não ser, numa breve conversa, com o meu colega de equipa e de blog bluesboy), pelo que estava curiosa e algo reticente mas afinal... Que rolos são estes?

Tratam-se de rolos mais ou menos compactos destinados a podermos incluir, nas nossas sessões de alongamentos, exercícios de auto-massagem no sentido de poder potenciar a recuperação muscular e diminuir a ocorrência de lesões. No meu caso concreto e com vista à recuperação plena, comecei a utilizar este rolo de auto-massagem (o que utilizo é o preto da imagem) diariamente na zona da banda iliotibial. Basicamente, a auto-massagem nesta zona consiste em deitar a perna afectada/lesionada sobre o rolo e fazê-la rolar, no meu caso, durante um período entre 5 a 7 minutos (vejam no segundo vídeo partilhado abaixo a exemplificação deste exercício, em torno dos 1min20seg, na parte em que se referem os exercícios específicos para a IT Band). Para os estreantes nestas andanças e no caso de estarem lesionados, devo dizer que não se trata de uma massagem de spa. Longe disso! Fruto de terem o vosso grupo muscular afectado, irão sentir dor quando fizerem a auto-massagem mas pensem... É por uma boa causa e resulta! Acreditem que sim! No caso específico deste modelo de rolo de auto-massagem, ele possui diferentes zonas que permitem simular massagem que é feita usando a palma da mão ou os dedos.

Este vídeo introdutório mostra resumidamente algumas das potencialidades deste rolo para realização de auto-massagem em diferentes partes do corpo pois ele está longe de poder ser apenas utilizado no tratamento do síndrome da banda iliotibial. Ele é muito útil, não apenas para situações de lesão, mas pode ser utilizado na nossa rotina de treino com vista à melhoria dos nossos grupos musculares e auxiliar na sua recuperação após a realização de esforço físico.

Deixo-vos ainda mais um vídeo em que são demonstrados alguns exercícios para diferentes grupos musculares que poderão ser feitos por todos facilmente em vossa casa, após o treino.

No que toca a locais onde podem ser encontrados estes rolos de auto-massagem à venda... Quando precisei de comprar um no início da fisioterapia, deambulei pelos locais habituais (Decathlon e Sport Zone, mais concretamente) e não encontrei nada. Existe a possibilidade de comprar estes rolos via Internet (na Amazon, por exemplo) mas dado que necessitava do rolo com uma certa rapidez, acabei por comprá-lo noGabinete da Fisioterapia no Desporto. No entanto, tenho conhecimento de que esta marca em concreto é também vendida na zona de desporto do El Corte Inglés e que existe o rolo de auto-massagem disponível em dois tamanhos diferentes. 

Espero que este post vos tenha sido útil e agora digam de vossa justiça: o rolo de auto-massagem já faz parte da vossa rotina desportiva ou ainda são totais desconhecidos?

Bons treinos e boas corridas!

Fiona
http://corremaisrapido.blogspot.com.br/

 

Alimentos para aliviar o estresse



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Como controlar a artrose?

Como controlar a artrose?
Durante a terceira idade, as pessoas geralmente são afetadas por diversas doenças e condições físicas que as tornam vulneráveis e criam a necessidade de cuidados especiais, seja por um sistema imunológico já debilitado e desgastado ou por condições predispostas na herança genética.

A seguir, descreveremos uma das principais doenças que afligem as pessoas que transitam por esta faixa etária, além de algumas dicas que, logicamente, não substituem a consulta médica nem a medicação adequada.
São dicas recomendadas para ajudar a amenizar os efeitos da doença, tornando esta fase de nossas vidas o mais digna possível. A doença da qual trataremos hoje é a artrose. Confira!
 A Artrose 
É uma das doenças degenerativas mais comuns. Com o passar do tempo, pode causar o desgaste da cartilagem articular, que em seu estado normal, permite o livre movimento das articulações.
Esse desgaste produz o atrito dos ossos, causando dor e incapacitando os idosos de deslocarem-se livremente.Afeta principalmente as seguintes regiões do corpo: quadris, joelhos, pescoço, costas, mãos e pés.

Artrose-coluna

Levar uma vida sedentária e o excesso de peso faz com que as pessoas sejam mais propensas a sofrer com essa doença, incluindo os mais jovens.
No momento, não foi encontrada a cura. Os tratamentos médicos vão, desde a prescrição de medicamentos para dor e inflamação, até inflações aplicadas diretamente na região afetada.
Em casos mais graves, em que o desgaste e as dores são mais severos, realizam-se cirurgias para retirar os componentes danificados da articulação  e substituí-los por prótese. A dor desaparece, mas ao colocar a prótese, a articulação perde a mobilidade.
 Medidas paliativas
 Dentro das medidas paliativas, podemos mencionar a Hidroterapia e as massagens. Os pacientes que sofrem de artrose se veem muito beneficiados com os tratamentos de reabilitação, mesmo sabendo que não chegam a eliminar o problema, mas darão um importante alívio dos sintomas, evitando maior desgaste. Como consequência, melhora sua qualidade de vida.
 Hidroterapia
 O médico que avaliar o paciente e prescrever a medicação necessária para tratar os sintomas da Artrose é quem se encarregará de indicar a Reabilitação correspondente.
A hidroterapia é uma ferramenta da Fisioterapia utilizada como medida paliativa nestes casos e consiste em realizar exercícios terapêuticos em uma piscina condicionada e climatizada. Tudo supervisionado por um Fisioterapeuta.
Esta terapia ajuda a manter e a não seguir perdendo a mobilidade das articulações. Como não existe gravidade na água, a articulação não é sobrecarregada ao realizar uma rotina de exercícios nela. 
Dessa maneira, evitamos os danos que se seguem quando o corpo não se mantém em movimento. Quanto menos a atividade física, maior será a deterioração e a degeneração.

Massagens

Outra ferramento com que contamos são as massagens. A pessoa que sofre desse mal apresenta a musculatura periarticular bastante contraída e dolorida.
As massagens realizadas por um profissional ajudam a relaxar e afrouxar esses músculos afligidos pela deterioração da articulação, diminuindo os incômodos dos pacientes.
 Remédios naturais
Dentro da variedade de plantas que podem nos ajudar, escolhemos a camomila, por suas propriedades analgésicas e anti-infamatórias.
Se puder, aplique um pouco de azeite de camomila com suaves massagens na articulação afetada (adquirir o azeite em sua farmácia de confiança ou ervanário) para aliviar a dor.

Conclusão

Se investirmos em nossa saúde hoje, nosso corpo agradecerá amanhã. Uma vida saudável, sem excessos, com bons hábitos alimentares e, claro, com atividade física constante nos ajudará a diminuir a gravidade das consequências próprias da terceira idade.

Dica : Um copo de água


Goiaba X Cigarro


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Fisioterapia esportiva tem utilizado os melhores recursos terapêuticos nos atletas participantes dos Jogos Olímpicos?


 Depois de encerrada mais uma edição dos Jogos Olímpicos, realizados em Londres no ano de 2012, a 30ª da história, creio que seja interessante fazermos um balanço sobre como tem sido a atuação do fisioterapeuta esportivo junto a esse evento que reúne os melhores atletas do esporte de alto rendimento do planeta. Como fisioterapeuta clínico que teve a oportunidade de participar de diversos eventos esportivos de grande porte, e como pesquisador da área de fisioterapia esportiva, tenho observado um extenso distanciamento entre a ciência e a prática clínica e a fisioterapia no esporte de alto rendimento. Algumas reflexões sobre isso são necessárias. 

A maioria esmagadora das lesões atendidas pelo serviço de fisioterapia durante a realização de um evento esportivo da magnitude de uma Olimpíada é de origem musculoesquelética, e acomete principalmente tendões, músculos, ossos e cartilagem, geralmente nessa ordem. Além disso, outra importante característica das lesões é que boa parte é classificada como de origem crônica, dada a enorme sobrecarga que um atleta profissional solicita ao seu aparelho locomotor durante o longo processo de treinamento. Uma parcela considerável dos atletas menciona perceber os sintomas da lesão há alguns meses, ou mesmo há anos. 

Os Jogos Olímpicos duram em torno de 16 dias, porém, a permanência média de um atleta na Vila Olímpica é de uma semana. Portanto, pode ser observada pouca ou nenhuma melhora clínica em um período de tempo tão curto, dada a característica crônica das lesões que apresentadas antes mesmo da competição ter início. O fato de não apresentarem um prognóstico tão favorável, acaba por gerar uma situação que geralmente deixa os profissionais do departamento médico, em especial os fisioterapeutas, bastante apreensivos. Tenho observado que muitos deles, independente do país ao qual pertencem, optam por fazer uso indiscriminado de técnicas e recursos fisioterápicos sem qualquer evidência sobre a sua eficácia. 

Por mais que já existam evidências científicas que apontem quais recursos são mais eficazes, ainda vemos colegas proporem intervenções sem respaldo científico exatamente com os atletas profissionais, que pertencem à elite do esporte mundial, definindo o mesmo procedimento que o indicado a não atletas. 

Acredito que está na hora de começarmos a encarar a ciência como uma aliada no desenvolvimento da profissão do fisioterapeuta esportivo e não com o preconceito que certos colegas da área apresentam ao afirmarem que seus métodos são eficientes mesmo não havendo evidência científica (como se isso fosse possível), pois, segundo muitos deles, a ciência é bastante "complicada", e quem tem que se interessar em verificar a eficácia dos "métodos alternativos" propostos são os cientistas, e não eles que os utilizam. 

Será que não seria mais fácil para a nossa classe profissional propor tratamentos com eficácia comprovada? Vale ressaltar que há inúmeras bases de dados gratuitas nas quais se pode pesquisar sobre evidência em várias áreas do conhecimento da fisioterapia, entre elas a PEDro, na qual há cerca de 1 mil artigos sobre evidências na área de fisioterapia esportiva. Porém, a área de fisioterapia esportiva é uma das que tem menor quantidade de estudos controlados aleatorizados quando comparada a outra do conhecimento da fisioterapia. 

Acredito que o reconhecimento profissional que tanto almejamos, diante da equipe multidisciplinar que atua no esporte de alto rendimento, só acontecerá quando comprovarmos que as nossas ações têm evidência científica. Não há dúvida que o respeito só virá com a ciência. 

Alexandre Dias Lopes Professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) e participante das últimas edições dos Jogos Olímpicos e Panamericanos como fisioterapeuta da delegação.

Fisioter. Pesqui. vol.20 no.2 São Paulo Apr./June 2013 http://dx.doi.org/10.1590/S1809-29502013000200001 EDITORIAL Será que a fisioterapia esportiva tem utilizado os melhores recursos terapêuticos nos atletas participantes dos Jogos Olímpicos?

Ômega 3 e 6


Cuidado: Sodio na água


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

FISIOTERAPIA PERINEAL AUMENTA A VIRILIDADE E COMBATE A INCONTINÊNCIA URINÁRIA



Fortalecimento do períneo e dos músculos que sustentam os órgãos pélvicos deixa a região genital mais irrigada, facilitando a ereção do pênis e a lubrificação da vagina

Ainda não muito popular, a fisioterapia uroginecológica pode auxiliar aquelas pessoas que sofrem com incontinência urinária e fecal, atuar como analgésico em dores pélvicas crônicas, como a endometriose, prolapso dos órgãos pélvicos (bexiga caída é um exemplo) e prepara o corpo para o parto, além de contribuir para uma boa recuperação após o nascimento do bebê.

Além destes benefícios, o exercício também deixa a região genital mais forte e irrigada e está relacionado com a vitalidade. A fisioterapia fortalece o músculo eretor do pênis. Para as mulheres, ocorre o aumento da lubrificação e da sensibilidade na vagina.

Conhecida por fisioterapia perineal ou fortalecimento do assoalho pélvico, o método consiste em trabalhar o conjunto de músculos que sustenta os órgãos pélvicos, como o útero, a bexiga e o intestino reto. E não é difícil reconhecer qual músculo deve ser trabalhado: é aquele que se usa para segurar o xixi.

Incontinência urinária – ela acomete mulheres normalmente depois da gravidez, já que o peso do bebê no útero – e não a forma do parto – cria um ambiente propício para o problema aparecer. Muitas mulheres passam a não conter mais a urina ao tossir ou ao espirrar. Esse problema – que não tem cura – pode ser atenuado com a contração pélvica aprendida na fisioterapia. Já os homens incontinentes são aqueles que tiveram a próstata retirada por conta de um tumor.

“Se o grau do câncer tiver sido leve, a fisioterapia consegue curar a incontinência completamente”, explica Rosana Neves, fisioterapeuta especialista em uroginecologia. “É sempre ideal que o médico indique a fisioterapia antes da cirurgia, para fortalecer o assoalho pélvico. Assim, a recuperação depois da cirurgia será mais rápida”.

Prolapso pélvico - o melhor remédio ainda é a prevenção. Por conta dos partos, obesidade ou o próprio envelhecimento, o músculo do assoalho pélvico se enfraquece e a fisioterapia ajuda a fortalecê-lo para que ele sustente os órgãos dessa região, antes que o enfraquecimento acarrete problemas. “Existem 4 graus de prolapso pélvico. Quando está no primeiro e no segundo grau, a fisioterapia consegue impedir que o problema piore. Já no terceiro e quarto grau, quando os órgãos estão praticamente para fora do corpo, não tem como reverter sem cirurgia”, explica Thaís Fonseca, fisioterapeuta especialista em tratamento da incontinência urinária e reabilitação do assoalho pélvico.

Gestação e parto - é ideal que a mulher comece a fazer a fisioterapia a partir do quarto mês de gestação, desde que liberada pelo médico, pois uma musculatura forte impede que haja incontinência urinária após o parto e também prepara para que ela tenha um parto normal com mais facilidade e sem necessidade da episiotomia, corte que amplia o canal para o bebê passar – mas que tem recuperação desconfortável.

Dores pélvicas crônicas – elas também podem ser aliviadas com a fisioterapia do períneo. Um exemplo é a dor causada pela endometriose. “A mulher acaba tendo uma retração da musculatura, criando pontos dolorosos no assoalho pélvico por conta da tensão”, explica Thaís. “Trabalhamos para quebrar essa postura típica de proteção contra a dor, e isso proporciona o alívio da dor”.

Exercícios

É possível fazer alguns exercícios para o períneo em casa, mas, segundo Rosana, as pessoas têm dificuldade em fazer o exercício correto sem uma orientação prévia, por isso não recomenda que se faça sem uma ajuda especializada. “O ideal é que se tenha uma ajuda profissional antes, para depois seguir com os exercícios em casa”, explica, salientando que, sem orientação, é provável que os problemas nunca cessem.

No consultório, as fisioterapeutas lançam mão também da eletroterapia, sonda que estimula o músculo a ser trabalhado e o contrai, facilitando a percepção da mulher de entender qual musculatura deve ser trabalhada. Além disso, há os exercícios de Kegel, que são exercícios de contração e relaxamento. “Trabalho com figuras, peço para as mulheres fazerem o exercício na frente do espelho para aprender que essa musculatura existe”, explica Thaís.

Muitos podem se perguntar se o método Pilates trabalha o períneo. Segundo Thaís, ele apenas protege o músculo de lesões. “É solicitado a contração do assoalho pélvico durante os exercícios, mas ele não trata, atua somente como uma forma de proteção”, explica. “Assim como qualquer outro exercício físico, se a pessoa não tiver consciência de que precisa contrair o períneo, ela pode prejudicá-lo”, alerta.

Por se tratar de músculos, é necessário fazer os exercícios de fisioterapia em casa para o resto da vida, caso contrário o músculo perde a força, como em qualquer trabalho de musculação.
Fonte: Cenário MT

Alimentos para secar


Carboidratos + Proteinas


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