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sábado, 11 de julho de 2015

Postura



A postura errada não traz só dor nas costas, mas várias doenças e para ter saúde, a postura é essencial, precisamos aprender a sentar, ficar em pé, ficar deitado, levantar, deitar, trabalhar…

De que adianta uma dieta saudável se os ossos estão todos desalinhados? Não fossem os ossos, a gente se pareceria com um saco de batatas. Mas o esqueleto não serve só para sustentar o corpo em pé, mas mantém as veias esticadas, separa os pulmões do coração e ainda segura o sistema digestivo no lugar.

Os ossos também estão presos uns aos outros, por isso é inevitável que uma pisada torta acabe inclinando a bacia e assim curvando a coluna.

O peso tem que estar distribuído entre os ossos, não pode apoiar-se em uma só perna, assim como a força tem que ser repartida entre os músculos, não deixando uns tensos e outros muito relaxados.

Enfim, é tudo uma questão de saber distribuir o peso para resistir à gravidade.



Fonte: Revista Super Interessante – Maio/2000

quarta-feira, 8 de julho de 2015

COTOVELO DE TENISTA E TERAPIA POR MASSAGEM


Não existem atalhos para recuperar de cotovelo de tenista, ou epicondilite, em termos científicos. De acordo com pesquisa publicada no The Lancet, que analisou os resultados de vários estudos 41 sobre esta doença que normalmente atinge entre 35 e 50 anos, infiltrações de cortisona não são a opção de tratamento mais adequada, pelo menos a longo prazo. 
A pesquisa, realizada por alguns centros do estado australiano de Queensland, tem comparado o cortisona-cuidados com cirurgia ou descanso. Em essência, as injeções têm sido bem sucedidas no curto prazo, eliminar a dor e restaurar a funcionalidade na articulação danificada, mas estes efeitos tendem a desvanecer-se cada vez mais ao longo do tempo. Coordenador Bill Vicenzino (fisioterapeuta), Universidade de Queensland explica: "os efeitos dos glicocorticoides foram melhores do que a não-intervenção, não-esteróides anti-inflamatórios (AINEs), a fisioterapia e o uso de tutores ou de outras estruturas de apoio".
Se o período de referência é mais de oito semanas, ele mostra uma redução do nível de eficácia da terapia. Após 6 meses, outros remédios tais como anti-inflamatórios não-esteróides e fisioterapia são melhores do que infiltrações de cortisona, e o mesmo se aplica a um ano. A longo prazo prova mais eficaz do que até mesmo alguns tratamentos experimentais, tais como injeção de plasma integrado com prolotherapy, ácido hialurônico e fatores de crescimento. Este último é uma intervenção que se baseia a injeção na articulação de irritantes, como uma síntese de analgésicos e açúcar para provocar inflamação que deve produzir uma reação, o corpo e a recuperação posterior. 

O estudo conclui a eficácia de curto prazo da cortisona e avisou os pacientes em uso de outros tratamentos de superfície também ainda em fase experimental. No final, parece que a melhor escolha é sempre a Reabilitação e exercícios, que têm um impacto sobre a dor menos significativa, mas que produzem resultados mais fortes a longo prazo. Outra pesquisa ocorreu na Europa ,onde 50 indivíduos receberam tratamentos naturais para epicondilite, as técnicas eram Terapia por massagem, homeopatia, e acupuntura. Foi observado que cerca de 66% dos indivíduos que receberam as técnicas naturais relataram melhorias, outros nada informaram. 

Segundo. Dr.Wilson, chefe da universidade Britânica informou, que as massoterapias em conjunto com a acupuntura removeram as dores locais, enquanto que a homeopatia preparava o indivíduo de forma integral.Ainda é prematura informar que essas técnicas podem de fato eliminar epicondilite, mas já observamos evidencias diz o pesquisador.


Fonte.
Universidade de Queensland
cambridge university

ABRAMC

terça-feira, 7 de julho de 2015

Corrida x Coluna



Um dos esportes que a cada dia atrai mais adeptos é a corrida. Mas será que os corredores que têm problemas na coluna podem praticar o esporte que é a “bola da vez” no Brasil? O especialista em doenças da coluna, o neurocirurgião Dr. Vinicius Benites, explica que a corrida é uma atividade aeróbica que visa o condicionamento cardiorrespiratório, principalmente, e não tem função de fortalecimento muscular.
“É uma atividade de impacto, ainda mais quando realizada em pisos duros como o asfalto. No entanto, saliento que ela por si só não predispõe a dores da coluna, mas pode piorar para aqueles que já possuem algum tipo de problema”, afirma.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população mundial, em algum momento da vida, sofrerá com dores na coluna. Dr. Benites comenta que toda atividade aeróbica deve ser completada com um esporte que trabalha o fortalecimento muscular, principalmente o abdômen e lombar, para proteção da coluna. “O corredor deve ficar atento se há piora da dor com os treinos. Caso haja, ele deve ser avaliado por um especialista em doenças da coluna”.
Dr. Benites orienta os corredores a usarem um tênis adequado para o esporte, pois protege não só a coluna, mas também todas as articulações. “O calçado adequado para corrida é aquele que tem um amortecimento capaz de absorver o impacto no piso em que ele for utilizado. Portanto, o amortecimento para quem corre no asfalto deve ser maior do que aquele de quem pratica o esporte na areia da praia, por exemplo”.
Inverno
O inverno está ai e com as temperaturas mais baixas aumentam os casos de pessoas que sofrem com dores nas articulações e ossos. O neurocirurgião esclarece que o frio contrai mais a musculatura podendo causar dores. “As dores de coluna relacionadas à artrose, como inflamação das articulações da coluna, podem piorar a sensação dolorosa nos dias mais frios, especialmente no inicio do movimento. Depois de iniciado a atividade física, como a corrida, a tendência é que a dor melhore. Sendo assim, o clima não é um fator determinante para piora do problema, apenas uma maior sensação de dor”, diz Dr. Benites.
 Dicas para os corredores
– escolha um calçado confortável e adequado;
– associe fortalecimento abdominal e lombar;
– caso tenha dor lombar ou cervical, faça uma avaliação com um médico especialista em doenças da coluna;
– lembre-se que corrida não é contra indicado para quem tem dor nas costas e nem para quem já foi operado da coluna;
– pratique a corrida no mínimo 2 vezes na semana.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Alongamento, massagem, hidratação e gelo para correr das dores pós-prova



Quem corre sabe: em uma corrida, prazer e dor caminham juntos. E não faz diferença se estamos falando de um profissional ou de um amador. Inevitável — principalmente nas provas mais longas, como as meias-maratonas e as maratonas —, o esforço físico sempre deixa suas marcas. E aí, garantem os especialistas, não há milagre a ser feito. Alongamento, massagem e uma hidratação rápida são os meios mais eficazes para neutralizar os efeitos físicos de uma prova de alto impacto.
— Não existe pulo do gato. O alongamento leve, que vai até o limite da dor, em panturrilha, quadríceps e musculatura posterior da coxa, e a massagem relaxante são os mais indicados após o esforço — afirma o fisioterapeuta e professor de educação física Almir Fernandes.
Embora ainda seja visto em pouquíssimas provas no Brasil, o banho de gelo é um poderoso aliado na recuperação do atleta. O ideal é que ele se submeta ao tratamento (normalmente, o atleta mergulha em um tonel ou uma piscina com água e gelo por oito a 12 minutos) imediatamente após cruzar a linha de chegada.O recomendado é que só seja utilizado em lugares não muito frios.
— O gelo realmente é excelente, mas ainda não temos essa estrutura nas provas por aqui. Entre os tratamentos oferecidos, a massagem é importante porque ajuda o corpo a remover os danos causados aos músculos na corrida. Toda vez que você corre, faz microtraumas. Se for uma massagem profunda, eles podem se transformar em macrotraumas. Por isso, tem que ser um deslizamento superficial — explica o fisioterapeuta Antonio Chaer.
A massagem superficial, aliás, pode e deve ser feita nos dias subsequentes à prova (principalmente nas primeiras 48 horas), assim como ficar com as pernas erguidas acima do nível do coração sempre que puder. Andar de bicicleta ou ergométrica durante 30 minutos para “rolar as pernas” também ajuda na recuperação, assim como imersão em piscina. Segundo Chaer, quando se anda dentro da água, a pressão que esta exerce contra o corpo auxilia o retorno do sangue, ajudando a relaxar as pernas e a eliminar toxinas.
Tudo, claro, associado à hidratação. Quanto mais rapidamente ela acontecer, maior será a ajuda na recuperação muscular. Nesse caso, sugere o fisioterapeuta, o ideal é substituir a água pelos isotônicos, que são mais eficientes para repor nutrientes perdidos.
Essas recomendações, obviamente, são para quem apenas quer se recuperar após uma prova. Quando o atleta sofre uma lesão, o ideal é que aplique gelo no local e espere 72 horas até procurar tratamento. 
Nesses casos, a calma e a precaução são fundamentais.

— A diferença de quem consegue ir mais longe e mais rápido é o quanto ele se machuca. Esses cuidados são muito importantes e, às vezes, complicados de serem seguidos. O mais difícil, nesses casos, é segurar um atleta amador, que é mais impulsivo — encerra Chaer.

domingo, 5 de julho de 2015

Avaliação Funcional da Perna (“canela”) no Atleta


Tenho deparado frequentemente com atletas em especial de corrida com dores e lesões nas pernas (parte do membro inferior entre joelho e pé) e para minha surpresa muitas vezes as queixas e investigação diagnóstica da causa da dor e perda funcional são pouco valorizadas por outros profissionais médicos.

Ao se falar na perna, temos que pensar o que temos ali do ponto de vista funcional os ósseos e músculos e no corredor isso é fundamental, pois na tíbia (canela) e em menor proporção na fíbula (osso de fora da perna) insere os músculos que fazem todo o movimento do pé e seus dedos.

Esse é o primeiro conceito médico funcional, pois uma das mais temidas lesões pela sua gravidade (dor e incapacidade) e tempo demorado de recuperação é a famosa “canelite” ou Síndrome do Estresse Tibial Medial ou Lateral. A medial (parte de dentro) decorre principalmente do mecanismo flexor do pé e inversor que ao exercer repetidas e intensas contrações geram o estresse em toda inserção óssea da tíbia levando ao processo inflamatório e mesmo degenerativo na canela.

A “canelite” lateral (do lado de fora) é principalmente pelo excesso de contração e sobrecarga na parte de fora da tíbia, nesse caso os músculos extensores e eversores do pé exerce esse mecanismo, comum aparecer em treinamentos de morros e ladeiras.


Outra lesão, essa mais grave e temida, são as fraturas de estresses ósseas na canela, geralmente na parte final (próxima do tornozelo) e por vezes na fíbula, causa de dor importante, mesmo em repouso, incapacitante e de extrema sensibilidade ao mínimo toque com o dedo.

Outras lesões freqüentes e por vezes menos graves e quase não incapacitantes são as lesões e rupturas musculares dos músculos das panturrilhas, sem esquecer aqui a grande incidência de nódulos e contraturas por disfunção muscular, a chamada síndrome dolorosa miofascial, que quando bem avaliados e tratados permite grande melhora no rendimento do atleta.

Tanto a canelite e a fratura de estresse decorrem fundamentalmente de volume (isto é) grande quantidade de treino acumulado, por vezes a canelite lateral decorre de inserção de volume de treinos em morros ou ladeiras de forma mais abrupta. A fratura de estresse geralmente associa o volume com um aumento de intensidade repentino também.

Ambas as situações a prevenção é fundamental, logo ter seguimento do educador físico para dosar e monitorar o treino para não haver surpresas no aumento do volume e intensidade, associar treinamento de força para manter músculos fortes e aumentar densidade mineral óssea são fundamentais.

Manter avaliações sanguíneas para níveis de minerais, vitaminas, hormônios e outros diretamente relacionados à saúde muscular e óssea são fundamentais, pois deficiências que levam ao metabolismo ósseo irregular são principal fator de risco a fratura de estresse e mesmo canelite(para alguns fator de risco a fratura de estresse).

Logo faça do seu corpo uma estrutura forte e resistente, e para isso conte com a Medicina no Esporte e sua ciência!




Fabrício Buzatto – CRM ES 9164
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