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terça-feira, 10 de abril de 2012

Massagem ajuda na osteoartrite do joelho



Um estudo do NCCAM publicado este ano na PLoS One, chama atenção para a importância que a massagem pode ter no tratamento de osteoartrite do joelho e chegou a conclusões quanto à periodicidade dos tratamentos.

Os investigadores definiram uma dose ótima que produzisse os melhores efeitos tendo em conta custos, benefícios e conveniência. A osteoartrite é uma doença degenerativa das articulações muito comum. O estudo avaliou 125 indivíduos com osteoartrite do joelho e avaliou o efeito de massagem sueca administrada durante 30 ou 60 minutos, semanalmente ou duas vezes por semana. O grupo de controle não recebeu qualquer tipo de massagem.

Foram avaliados no início do estudo e ao fim de 8, 16 e 24 semanas: a dor, função articular, flexibilidade e outros parâmetros que permitissem avaliar o sucesso da intervenção.


Os investigadores concluíram que a intervenção que melhores resultados teve foi a de 60 minutos semanalmente. Portanto, futuros estudos que pretendam avaliar melhor os mecanismos e efeitos da massagem, poderão usar como ponto de partida, os resultados desta investigação.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Estudo desfaz associações de exercício e lesão de joelho


Exercícios são bons para quase tudo, mas não para os joelhos --mostram algumas pesquisas e a ala de ortopedia de qualquer hospital.

Agora, uma revisão de estudos publicada em um periódico científico diz que atividade física não só não prejudica o joelho, mas ajuda a mantê-lo saudável.

Pesquisadores da Monash University, em Melbourne, Austrália, revisaram 28 estudos sobre atividade física e artrose no joelho --doença degenerativa que provoca o desgaste da cartilagem.

Ao todo, as pesquisas envolveram 10 mil pessoas, com idades entre 45 e 79 anos, e analisaram os efeitos no joelho de atividades como corrida e futebol. A conclusão surpreendente da revisão saiu no "Medicine & Science in Sports & Exercise".

A artrose é a lesão do joelho mais comum em idosos, mas problemas mais frequentes em jovens, como ruptura de ligamentos e do menisco, costumam causar esse desgaste no futuro.

Entre as causas que predispõem o joelho a lesões estão os esportes de alto impacto, principalmente se feitos sem orientação.

O objetivo do estudo era achar uma resposta mais clara sobre o tema, que gera pesquisas contraditórias. A conclusão dos pesquisadores é que a atividade física não leva à artrose. Ela aumenta o volume da cartilagem, protegendo o joelho.

Para Ricardo Cury, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho, a revisão é relevante por não haver consenso na literatura. "Esclarece dúvidas e confirma o benefício do exercício."

Já Arnaldo Hernandez, chefe de Medicina do Esporte e Cirurgia do Joelho do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, critica o fato de a revisão só ter considerado o risco de artrose. "É uma limitação. Outros problemas como tendinites, lesões de menisco e ligamentos acontecem."


BICO-DE-PAPAGAIO

Outra conclusão é que o bico-de-papagaio, formação óssea anormal causada por esforço, é uma resposta saudável do corpo ao estímulo, e não evidência de artrose.

Para Cury, esse é um "achado" da revisão. Segundo o ortopedista, essa formação é vista como um dos sinais da presença de artrose.

"O estudo mostra que essa formação é uma reação adaptativa do corpo e que pode até aumentar a superfície de impacto e distribuir a pressão que o joelho recebe."

A relação entre exercícios e joelho tem dois lados, diz Cury. "A atividade física pode proteger, ao fortalecer musculatura que envolve a articulação." Mas, acrescenta, também pode provocar lesões, dores e inchaço.

Alguns exercícios expõem mais o joelho a lesões, caso do legpress. "Mas a mesa extensora é ainda pior. Pode agravar um problema em quem tem predisposição", diz Hernandez.

Outros tipos perigosos de movimento são o agachamento até o chão, algumas posturas de ioga, o futebol, por causa das trombadas e dos dribles, e a corrida sem orientação técnica.

Mas, lembra Cury, qualquer atividade física fortalece e traz ganhos para o corpo.


www.folha.com

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O que fazer para proteger os joelhos na atividade física?




Para atletas, iniciantes e até sedentários, proteger o joelho deve estar entre as prioridades na hora de se exercitar. Afinal, essa articulação é muito solicitada em qualquer exercício físico ou atividade diária. Já que os joelhos sofrem tanto impacto dos exercícios e da vida cotidiana, é importante mantê-los saudáveis. Veja as sugestões abaixo:

Use o salto mais baixo possível
Saltos mais altos jogam o corpo para frente e sobrecarregam os joelhos. Procure também sapatos que tenham contrafortes duros (parte do sapato que acomoda o calcanhar) porque ajuda a estabilizá-lo.

Para esportes, compre calçados desenvolvidos para a prática
Calçados de caminhada para caminhar, calçados de corrida para correr e assim por diante. Usar calçados de corrida para caminhar pode causar dores na tíbia e, em alguns casos, dores no joelho. Frequentemente, problemas nos joelhos são simplesmente o resultado de caminhar ou correr com sapatos que estão desgastados.

Não deixe o peso passar da medida
Quilos a mais sobrecarregam as articulações dos joelhos, tornozelos e quadril. Na corrida, por exemplo, há uma pressão cinco vezes maior de carga em cima dos joelhos.

Fuja do sedentarismo
Quem não faz nenhuma atividade pode sofrer desconfortos durante esforços, como subir escadas ou longas caminhadas. Isso é resultado do encurtamento dos músculos da parte da frente da coxa, o que causa o deslocamento da rótula. Para resolver o problema exercite-se.

Reveze as atividades físicas
Diversifique a malhação. A repetição excessiva de alguns movimentos desenvolve e fortalece alguns músculos, porém outros ficam esquecidos.

Observe o seu caminhar
Ter a pisada para dentro ou para fora deixa as articulações fora do eixo, o que sobrecarrega tornozelos, joelhos e quadril. O ideal é usar sapatos ortopédicos indicados por um médico para neutralizar a questão.

Não fique sentindo dores
A dor é um sinal de que algo está errado e que, se forçá-lo pode causar mais problemas. Nesse caso, procure um médico.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Não desista de pedalar por medo de lesionar os joelhos



Pedalar tem sido uma das atividades mais procuradas, tanto por pessoas que desejam iniciar uma atividade física como por aquelas que já praticam esportes ou frequentam academias.

Pedalar regularmente, além de queimar muitas calorias (em média 800 kcal em 1 hora) e ajudar no emagrecimento, fortalece os músculos, melhora o condicionamento cardiorrespiratório e também aumenta a resistência e a força muscular.

Mas, com medo de machucar em função da intensidade do treinamento, muita gente não gosta de pedalar porque pensa que esse tipo de atividade força os joelhos e pode causar uma lesão, mas não é bem assim. Basta se posicionar corretamente na bike antes de começar a atividade que o treino será seguro e eficiente.

O mais importante é regular a bicicleta. Acertar o banco deixando-o em uma altura que permita uma leve flexão do joelho quando o pedal estiver embaixo. Sentado, coloque os pedais na mesma altura para medir a distância do banco para o guidão. O correto é que, nessa posição, o joelho fique na linha do pedal. O guidão deve estar na altura do banco ou um pouco mais alto. Se for pedalar em pé, mantenha os quadris próximos ao assento. Qualquer um desses posicionamentos errados pode acabar lesionando os joelhos, além de comprometer a coluna e sobrecarregar a região lombar.



O posicionamento correto é fundamental, por isso não se esqueça dos seguintes detalhes:

•Mantenha a cabeça alinhada à coluna e o pescoço relaxado;
•Relaxe também as mãos, os cotovelos e os ombros;
•Ajuste o firma-pé;
•Prenda os cadarços;
•Evite o "pé de bailarina", deixe o pé na posição normal, paralelo ao chão, evitando problemas como fascite plantar (inflamação ocasionada por inflamação ocasionada por microtraumatismos de repetição de movimentos) e tendinites;
•O joelho não deve passar a ponta dos dedos, durante o movimento;
•Mantenha uma toalha por perto para enxugar o suor das mãos evitando que você escorregue do guidão;
•Não movimente o quadril lateralmente, evitando problemas como bursite no trocanter do fêmur (articulação do quadril);
•Não jogue o peso do corpo nos membros superiores, distribua o peso, mantendo a coluna reta e os membros superiores relaxados.


Saúde Plena

sábado, 9 de julho de 2011

Envelhecimento é causa de lesões nos joelhos




Especialista alerta para cuidados simples, mas que podem fazer toda a diferença para a melhora da qualidade de vida

O joelho é articulação importante na independência e na dinâmica da vida das pessoas. Por consequência, a maioria das dores crônicas no joelho impede a atividade diária ou a realização de exercícios físicos, trazendo problemas à qualidade de vida ou o agravamento de doenças já instaladas. Indiretamente, a dor no joelho aumenta o acúmulo de gordura abdominal, facilitando o aparecimento da obesidade e seus efeitos, como aumento da pressão arterial e excesso de açúcar no sangue.

Segundo o ortopedista, especialista em Medicina Esportiva e Regeneração Tecidual, José Fábio Lana, a Síndrome Metabólica é um problema gerado por três alterações do organismo: aumento de pressão arterial (hipertensão arterial), desequilíbrio de gordura no sangue (dislipidemia) e excesso de glicose (hiperglicemia). “Distúrbios que atingem cada vez mais pessoas depois dos 40 anos e que são responsáveis pelo desenvolvimento de doenças graves, como o diabetes, o infarto e o AVC (acidente vascular cerebral)”, destaca o especialista.

Lana afirma que é justamente nesta fase da vida que mais necessitamos do uso ideal dos joelhos para controlar futuros desequilíbrios do organismo. “A principal arma para combater a Síndrome Metabólica é a atividade física regular, que melhora todas as funções do corpo, inclusive os hormônios e o fluxo sanguíneo para os órgãos e sistemas. O envelhecimento do joelho pode começar com uma lesão nos meniscos, estruturas fundamentais ao equilíbrio de músculos e do esqueleto. A lesão pode desencadear o início de um problema comum e incapacitante à terceira idade, a osteoartrose”, alerta o ortopedista.

O especialista explica que os meniscos funcionam como verdadeiros amortecedores e estruturas de encaixe dos ossos dos membros inferiores, como acontece na conexão da coxa (fêmur) com o osso da perna (tíbia). “Constituídos por uma trama de fibras, os meniscos são como molas para a distribuição adequada da carga sobre a articulação, o que promove o encaixe correto dos ossos e o equilíbrio necessário durante uma caminhada, uma corrida ou a subida ou descida de uma escada, por exemplo. Neste sentido, são estruturas altamente solicitadas quando vamos fazer qualquer atividade física ou diária”, esclarece José Fábio Lana.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A importância de exercício físico para os joelhos



A preocupação de uma barriga bem definida, músculos grandes e bumbum durinho fazem com que muitas pessoas esqueçam outras partes que são tão importantes ao corpo, como, por exemplo, os joelhos.

Como os joelhos têm a função de “dobradiça”, que regula a altura do tronco em relação ao solo, sustentação do peso e ligamento dos dois ossos mais longos do corpo (fêmur e tíbia), a falta de flexibilidade dos mesmos podem causar lesões e fortes dores. Segundo a Associação Americana de Fisioterapia alguns exercícios ajudam a proteger a articulação, evitando tais problemas.

Porém para as mulheres esse problema ainda pode ser muito pior, pois os hormônios, anatomia diferente e prática de esporte de impacto tornam o joelho da mulher mais vulnerável que o masculino. A saída para prevenir boa parte dos problemas é preparar o corpo especificamente a área do joelho, principalmente antes de iniciar qualquer esporte.

No entanto, nem todos os exercícios são saudáveis para o joelho. Abaixo segue alguns indicados para proteger os joelhos de lesões. Se sentir dores, consulte um especialista.

STEP
Com as mãos apoiadas na cintura, apóie o pé em um degrau, sustentando seu corpo com ele. Depois desça o outro até que o calcanhar atinja o solo. Faça de duas a três séries com duração de 30 segundos. Depois troque de pé e repita.

ESTOCADA
Mantenha sua coluna ereta e os pés juntos. Lentamente, dê um passo, dobrando o joelho da frente até que ele fique na linha do tornozelo. Sem mexer na posição das costas, leve sua outra perna avante, repetindo o movimento anterior. Faça duas ou três séries — cada uma delas deve ter 30 segundos.

AGACHAMENTO
Apóie as costas contra a parede e dobre os joelhos, como se estivesse sentado em uma cadeira. Em seguida, desça o corpo até que a articulação fique na mesma linha do tornozelo — nunca, além disso. Repita o movimento de duas a três vesez com duração de 30 segundos.

Mônica Francesco

domingo, 16 de janeiro de 2011

Condromalácia patelar


Uma enfermidade que pode ser prevenida.

Também conhecida com Síndrome patelofemoral, é caracterizada como uma alteração inflamatória e degenerativa da cartilagem patelar que sofre pequenos rompimentos, tornando-se irregular, normalmente consequente a seu desalinhamento em relação aos côndilos femorais, que por mecanismos de trauma, causados por impacto, uso excessivo e/ou esforço anormais do joelho. Também pode refletir artrite da patela que geralmente se observa em indivíduos de idade avançada. Essa cartilagem é muito pouco vascularizada e sua recuperação fica, portanto dificultada.

Principais sintomas:

Dor profunda no joelho ao subir e descer escadas, ao levantar-se de uma cadeira, ao correr, muitas vezes restringindo atividades físicas.
Dores atrás ou ao redor da patela do joelho ocorrem principalmente se joelho é forçado quando flexionado - como ao subir escadas ou agachar-se, por exemplo.
Ardência ou dor ao ficar com o joelho flexionado por longos períodos, mesmo sem forçá-lo, também é um sintoma comum na condromalácia patelar, além de crepitação e estalos, muitas vezes audíveis. É possível também a presença de edema.

Grupo de risco:

Os atletas de forma geral, principalmente os adeptos aos esportes de longa duração e/ou grandes impactos. Mais comum em indivíduos que apresentam alteração no alinhamento dos joelhos, ou mesmo gerado por disfunções articulares ou musculares que possibilitem um funcionamento desequilibrado da patela em relação ao fêmur.

Sua incidência na população é muito alta, aumentando conforme a faixa etária, sendo mais comum em mulheres e com excesso de peso. E grande parte dos adolescentes afetado apresenta um alinhamento anormal do joelho.

Dicas de como prevenir:

É muito importante antes de iniciar qualquer tipo de atividade física ou treinamnento, buscar orientação de um profissional de educação física ou médico, para uma avaliação e prevenção de qualquer tipo de lesão baseado em dados individuais como analise postural, biomecânica e funcional, além é claro de exames clínicos e se necessários complementares.

Reforçar os músculos fazendo exercícios de fortalecimento (pilates, musculação gyrotonic), para equilibrar as forças atuantes sobre a patela, sendo importante avaliar o limite de extensão e flexão do joelho durante os exercícios.

Não esquecer de alongar bem, alongamento sempre é bem vindo e reduz a compressão articular; procure fazer bons aquecimnentos antes de iniciar sua atividade física.

Usar calçados adequados para a atividade física e obedecer os períodos de descanso e recuperação nos treinamentos; ao perceber os primeiros sintomas procure logo ajuda profissional, pois quanto antes diagnosticada e tratada, melhor será a sua recuperação.

Fonte:saude plena

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ressonância magnética e lesões nos meniscos e na cartilagem



Método é o mais indicado para o diagnóstico destas lesões do joelho

Lesões dos meniscos e da cartilagem articular do joelho são bastante comuns na população geral e em esportistas. A ressonância magnética (RM) é o método de imagem mais adequado para fazer o diagnóstico dessas lesões, assim como determinar seu grau e sua extensão. Este exame complementar é frequentemente solicitado por ortopedistas e médicos do esporte, depois do exame físico e da análise da história clínica, com o objetivo de auxiliar no diagnóstico e no acompanhamento de seus pacientes atletas e não atletas. As informações obtidas na RM são valiosas para se determinar o tipo de tratamento a ser adotado: clínico conservador ou cirúrgico.

Os meniscos (medial e lateral) são fibrocartilagens que possuem várias funções no joelho como, por exemplo, contribuir para a estabilidade articular e proteção contra impacto. A cartilagem é uma camada que reveste toda a superfície articular do fêmur, tíbia e patela (rótula), e também tem função protetora sobre os ossos do joelho, além de promover o adequado deslize entre estes ossos nos movimentos da articulação.

Lesões meniscais e de cartilagem podem ser agudas ou crônicas: as lesões agudas meniscais e condrais (de cartilagem) em esportistas são geralmente traumáticas, decorrentes de entorses, e podem ou não estar associadas a outras lesões (fraturas, contusões ósseas, lesões ligamentares, etc).

A RM revelará se há rotura meniscal, em qual dos meniscos ela se situa, além de determinar a configuração da rotura (longitudinal, oblíqua, horizontal, tipo alça de balde, etc) e a sua extensão: se compromete apenas uma porção do menisco ou se estende por todo ele.

As lesões agudas de cartilagem também são muito bem identificadas nos exames de ressonância magnética do joelho. Elas podem se apresentar como áreas de afilamento variável, desde uma leve erosão superficial até o extremo de perda completa, com exposição do osso subcondral (subjacente). Em alguns casos, há desprendimento de fragmentos de cartilagem, que se soltam e se tornam corpos livres intra-articulares, causando sintomas específicos.

Lesões meniscais crônicas são de causa degenerativa (desgaste), sem que haja necessariamente um episódio traumático ou rotura propriamente dita. Estas alterações se iniciam em pacientes acima dos 30 anos. Como há uma relação próxima entre meniscos e a cartilagem articular, lesões/roturas crônicas em meniscos podem levar a alterações degenerativas e erosões/afilamento da cartilagem articular, causando diminuição na resistência à carga vertical e impactos.

Pacientes ou atletas mais velhos, geralmente acima dos 50 anos, já podem ter algum grau de osteoartrose do joelho (processo degenerativo osteoarticular), e a RM complementa de forma muito mais detalhada a avaliação dos meniscos e da cartilagem articular, visto que as radiografias iniciais são insuficientes para este tipo de diagnóstico.

A ressonância magnética tem altíssima sensibilidade e especificidade para fazer o diagnóstico de lesões meniscais e condrais quando interpretada por um radiologista com experiência em músculo-esquelético. Por isso, este exame quase que invariavelmente complementa a avaliação clínica em algum momento do acompanhamento dos pacientes e atletas.


*Dr. Milton Miszputen é radiologista músculo-esquelético - www.radiologiadoesporte.com.br

Contato: radiologia@milton.com.br

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fator de crescimento plaquetário

O tratamento oferece resultados com baixa morbidade e um rápido retorno

As plaquetas são células sanguíneas responsáveis pela liberação de mediadores químicos, denominados de citocinas, que desencadeiam o processo de reparação tecidual.

As citocinas, quando em grande quantidade além de estimular também aceleram a reparação dos tecidos lesados. Isto se torna um fator importante quando nos referimos a ortopedia e a traumatologia esportiva, onde o tempo do retorno aos esportes e as condição nas quais o atleta vai se encontrar fazem muita diferença.

Por ser um procedimento com poucos riscos e com resultados encorajadores pela literatura a utilização dos fatores de crescimento plaquetário tem se difundido no meio médico.

O preparo tem início com a retirada do sangue do próprio paciente e o volume retirado pode variar de 27 a 108ml dependendo da quantidade desejada para o procedimento a ser realizado. Posteriormente o sangue será centrifugado por aproximadamente 15 minutos e então retirado o plasma rico em plaquetas. Este possui uma concentração plaquetária, por mm3, oito vezes maior que o que o sangue.

A este concentrado de plaquetas adiciona-se gluconato de cálcio, no momento da administração. O gluconato tem como função ativar as plaquetas para que, a partir de então, haja liberação dos fatores crescimento plaquetários que terão ação local.

Dentre as indicações para a utilização do fator de crescimento plaquetário destacam-se:

Fraturas
Lesões ligamentares
Lesões musculares
Lesões de cartilagem
Lesões de menisco
Tendinopatias do joelho, cotovelo, pé e tornozelo, quadril, ombro
Retardo de consolidação e não consolidação de fraturas
Cicatrização de escaras
Cicatrização de úlceras em pé diabético

Diversos estudos têm demonstrado que além de acelerarem o processo de reparação tecidual, a utilização dos fatores de crescimento diminui a dor e o sangramento pós-operatório o que pode levar a um menor período de internação hospitalar e uma maior precocidade na reabilitação pós-operatória.

Tendo em vista os seus benefícios e os baixos riscos a saúde do paciente o fator de crescimento plaquetário tem se tornado uma importante ferramenta na abordagem das lesões ortopédicas, e cada vez mais estudos são realizados com objetivo de se comparar a eficácia do procedimento frente a outros métodos terapêuticos convencionais.

Colaborador: Dr. Felipe Kayat

Dr. Ricardo Cury é ortopedista, professor do Grupo de Cirurgia do Joelho e Trauma Esportivo da faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Diretor do Comitê de Cirurgia do Joelho da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - SBOT

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dores


O corpo reage às maiores adversidades, porém isso só acontece durante um certo período após o qual o corpo começa a reagir através da dor, que segue uma graduação.

"SABER RECONHECER SUAS DORES E RESPEITÁ-LAS, DIMINUI O RISCO DE TRANSFORMAR PEQUENOS ALERTAS EM GRANDES PATOLOGIAS."

Dicas Úteis

• Pequenos mau-jeitos provocam dores que não devem durar mais de 3 dias

• Dores frequentes que se repetem 2, 3 vezes por semana devem ser pesquisadas

• Dores crônicas diminuem o poder de concentração e a eficácia na execução das tarefas do dia a dia e do trabalho

• Preste atenção em movimentos que com freqüência provoquem incômodos

• Exercícios físicos não devem provocar dores

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Agachamento constante eleva risco de artrite (osteoartrite)


Ciclistas e pessoas que passam longos períodos na posição agachada podem ter risco aumentado de desenvolver artrite nos joelhos, mostra uma nova pesquisa iraniana.

Realizado com 480 pessoas que tinham osteoartrite e 490 sem o problema, o estudo foi desenvolvido na Universidade de Medicina de Teerã.

Os pacientes que passaram mais de 30 minutos por dia na posição de agachamento foram 1,5 vez mais propensos a ter osteoartrite nos joelhos. Os que pedalavam por mais do que 30 minutos diários foram duas vezes mais propensos.

Da mesma forma, aqueles que tinham empregos que exigiam ficar com os joelhos dobrados por mais de meia hora por dia tinham esse risco dobrado.

Donas de casa tiveram maior chance de ter o problema do que mulheres que trabalhavam fora.

Segundo os pesquisadores, os achados reforçam a hipótese de que o uso excessivo de uma articulação possa influenciar no risco de desenvolver artrite.

A osteoartrite ocorre quando a cartilagem das articulações se danifica. Normalmente, o problema começa após a meia-idade. Os joelhos são frequentemente afetados.

"A osteoartrite é o tipo de artrite que mais afeta a população mundial levando à diminuição da qualidade de vida de milhões de pessoas. Afeta principalmente os joelhos, quadris e mãos, regiões muito importantes para a independência física do ser humano. É uma causa muito importante de afastamento do trabalho e de aposentadoria precoce. Além disso, é responsável por inúmeras cirurgias numa população cujo risco cirúrgico é muito elevado - os idosos. Durante muito tempo, pouco se sabia sobre como ocorriam as alterações articulares que levam à debilidade física. Hoje, sabe-se de vários fatores de risco para o desenvolvimento do quadro, cujo conhecimento tem facilitado uma melhor abordagem terapêutica e uma melhor prevenção da doença".

Artrites x Osteoartrite

O termo artrite se refere à inflamação nas articulações ou juntas do corpo humano. As juntas são superfícies onde há o contato entre dois ou mais ossos, possibilitando assim a mobilidade do esqueleto humano. São estruturas muito complexas devido aos seus diversos componentes e sua interação entre os mesmos. Existem vários tipos de artrites, que são causadas por diversos fatores e doenças. Costuma-se diferenciar, a princípio, as artrites relacionadas com sintomas sistêmicos (como febre, sinais inflamatórios, anemia, etc) daquelas cujas manifestações se restringem às articulações envolvidas. Dentre essas últimas está a osteoartrite, também chamada de osteoartrose ou artrose. É o tipo de artrite mais comum, afetando milhões de pessoas somente nos EUA. Devido à complexidade de fatores envolvidos na sua causa, as abordagens terapêuticas têm aumentado muito.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Dor nos joelhos


A dor no joelho é uma queixa um tanto comum, a maioria delas se originando de trauma por esforço; são dores pouco agudas e que se resolvem sem tratamento, ou apenas com analgésicos leves.

Traumas graves com ligamentos lesionados ou rompidos resultam em dor e instabilidade da articulação do joelho. O joelho também é passível de outros tipos de lesões, como luxação da patela, bursite patelar e efusões articulares.

A dor pode estar associada ao joelho como na doença de Legg-Calve-Perthes, que tem sua real origem no quadril, mas cujo primeiro sintoma pode ser a dor no joelho. Outras condições que podem levar à dor no joelho são a infecção na articulação (articulação séptica), artrite, sangue na articulação do joelho (hemartrose), tumores ósseos, cisto de Baker e doença de Osgood-Schlatter.

Exercícios físicos moderados (como caminhadas) NÃO causam problemas no joelho. Se o joelho não estiver lesado, o exercício normalmente é benéfico. Esforços laterais são os que causam a maioria das lesões no joelho, já que este não foi projetado para suportar esses esforços.

O desgaste irregular da cartilagem pode fazer com que a perna se dobre para dentro ou para fora. Estar acima do peso também pode contribuir para os problemas no joelho.

Causas comuns:

danos ao ligamento ou cartilagem devidos a traumas ou lesões
lesão de LCA, Ligamento Cruzado Anterior
lesão de LCM, Ligamento Colateral Medial
lesão de LCL, Ligamento Colateral Lateral

osteoartrite
artrite reumatóide
artrite gotosa aguda
Doença de Still de adultos
cisto de Baker
bursite
condromalácia patelar
artrite gotosa crônica
gonococcemia (infecção gonocócica disseminada)
doença de Osgood-Schlatter
pseudogota
artrite psoriática
síndrome de Reiter
lupus eritematoso disseminado
esclerose sistêmica (esclerodermia)

Obs.: Esse problema pode ter outras causas. Esta lista não menciona todas as causas, nem as cita em ordem de probabilidade. As causas desse sintoma podem incluir doenças e medicamentos improváveis. Além disso, as causas podem variar, dependendo da idade e sexo da pessoa afetada, assim como dos seguintes aspectos específicos dos sintomas: características, evolução, fatores agravantes, fatores atenuantes e queixas associadas.
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