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sábado, 16 de junho de 2012

Especialista do Into alerta sobre os perigos de fazer massagem sem orientação profissional



A prática da massagem traz inúmeros benefícios a quem a recebe, mas deve-se estar sempre alerta para eventuais riscos. Feitas sem avaliação prévia ou por pessoas sem habilitação, podem agravar problemas de saúde. De acordo com a coordenadora da fisioterapia do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO), Márcia Botino, a boa intenção pode causar problemas como uma contratura muscular.

“As pessoas entendem a massagem como uma solução rápida para as dores, para os desconfortos, sobretudo musculares. O maior problema é que o leigo não tem conhecimento de anatomia, não sabe os pontos. O sentido correto da massagem, a pressão e a posição das mãos influenciam no resultado”, observa a fisioterapeuta. “A indicação terapêutica de massagem, feita por um massagista ou fisioterapeuta, leva em conta detalhes como o tempo e a técnica adequada”, completa.

Como qualquer outra terapia, a massagem envolve risco de agravamento do problema. Em pessoas com histórico de doença vascular, a massagem pode deslocar um embolo e causar danos irreversíveis. “Em pacientes com osteoporose muito avançada, a massagem feita com muita pressão ou um movimento de torção, pode causar uma fratura”, exemplifica a especialista. Ela cita que geralmente a massagem também não é indicada para pessoas com doenças de pele infecciosa, bolhas ou ferimentos que não estão curados.

A coordenadora da fisioterapia do INTO frisa que somente o profissional conhece as contraindicações. “Uma inocente massagem em um edema, para aliviar a dor, pode espalhar bactérias se for uma infecção. Mães que massageiam o tórax de crianças com secreção pulmonar, a resposta pode ser uma insuficiência respiratória”, alerta Márcia. “Só de nos observar, os familiares do paciente pensam que podem repetir em casa, que é fácil, simples. Não oriento fazer massagem em casa”, finaliza.


Fonte: Ana Paula Ferraz/ Comunicação Interna do Ministério da Saúde

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Conheça os tipos de massagem recomendados pelos fisioterapeutas esportivos



Veja quais são os quatro tipos de massagens mais procuradas

Quem pratica atividade física pode e deve fazer massagem pelo menos uma vez por semana. A técnica ajuda a relaxar os músculos após o esporte e também melhora a circulação sanguínea, permitindo que eles recebam mais oxigênio. Vários são os tipos de massagens oferecidas. Conheça as mais procuradas e saiba diferenciar cada um delas:

- Shiatsu: Método terapêutico japonês procura equilibrar o corpo e a mente com massagens vigorosas. Ele remove os nódulos de tensão do músculo principalmente em cima dos ombros e pescoço.

- Drenagem linfática: Perfeita para quem sofre de retenção líquida, pois ela leva para os linfonodos- órgãos que têm a função de drenagem- os líquidos estagnados no corpo e que causam retenção.

- Massagem desportiva: Aumenta a circulação sanguínea e ajuda a eliminar toxinas como o ácido lático que se acumulam nos músculos, principalmente depois da prática esportiva. Consegue combater a dor e a tensão.

- Automassagem: É feita pela própria pessoa que toca pontos sensíveis como a sola dos pés, panturrilhas e parte lateral das coxas. Em seguida, parte-se para os ombros.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

:Massagem de zonas reflexas




Massagem é também um Procedimento de Contato. Trata-se do recurso fisioterápico mais antigo. Desprezado por algumas gerações de profissionais que não queriam ser confundidos com "massagistas", é um procedimento que nunca deixou de ser prestigiado pelos que sempre tiveram uma abordagem "manual" da profissão. Atualmente, quando se reconhece que as "terapias manuais", em que a mão do fisioterapeuta é o principal recurso, são as mais eficientes, é hora de se voltar para sua utilização com especial atenção.

Através da massagem estimulam-se mecanicamente os tecidos moles, o que tem efeitos circulatórios, em especial venosos e linfáticos, por produzir variação no calibre dos vasos; efeitos relaxantes ou tonificantes, por estimular receptores nervosos musculares, tendinosos, articulares e cutâneos; efeitos preventivos na formação de aderências do tecido conjuntivo pós-imobilização ou cicatrização; efeitos de drenagem das vias respiratórias.

Existem várias formas de aplicação dessa força mecânica. Cada gesto, cada forma de manipulação dos tecidos leva um nome e tem um efeito mais circulatório, mais tonificante, mais desaderante, e assim por diante. A massagem clássica descreve o deslizamento superficial, o deslizamento profundo, a fricção, o amassamento, a percussão e a vibração.

A massagem de zonas reflexas é um procedimento cujas origens remontam ao final do século passado, quando a teoria das zonas reflexas foi abordada pela primeira vez por Head Mackenzie.

Wolfrang Kohlrausch desde 1937 estudou e confirmou que transformações hipertônicas de uma determinada região estão relacionadas com um órgão portador de patologia. Por exemplo, uma crise de apendicite associa-se com uma hipertonia muscular característica de músculos do abdome e dorso, assim como do psoas, ilíaco e diafragma. Em problemas funcionais crônicos, fora de períodos inflamatórios, demonstrou-se que o tratamento da região hipertônica leva a uma diminuição rápida dos sintomas.

Um mapa das zonas cutâneas relacionadas com órgãos internos foi estabelecido e manobras de diagnóstico e tratamento das hipertonias foram descritas. Essas formas de manipulação são diferentes daquelas das massagens clássicas. Em massagem reflexa, descrevem-se o pinçamento, os traços longitudinais e transversais, o deslizamento longitudinal da prega cutânea e o transversal da prega cutânea.

Os efeitos reflexos cutaneoviscerais advindos desse tipo de massagem ainda merecem pesquisas e comprovações; no entanto, as manipulações reflexas têm efeitos seguros sobre a tonicidade muscular. Se forem aplicadas sobre a região paravertebral, onde as zonas hipertônicas estão mais concentradas, o efeito de diminuição do tônus se evidencia pela melhoria da flexibilidade da região.

Mesmo as manobras da massagem clássica podem obter efeito semelhante. Elisabeth Wood e Paul Becker citam o trabalho realizado por Nordschow e Biermann (77) sobre 25 pessoas normais para determinar se a massagem manualmente aplicada poderia causar relaxamento muscular. Os autores utilizaram um procedimento extremamente simples e conclusivo. A tensão da musculatura posterior das pernas, das coxas e do dorso foi testada através de um teste dedos-chão: cada pessoa em pé com os joelhos esticados flexionou o tronco e tocou ou tentou tocar o chão com as pontas dos dedos das mãos. Depois, foi realizada uma massagem na região dorsal do tronco durante quinze minutos e na região posterior de cada membro inferior durante sete minutos e meio cada uma. O teste foi repetido e os resultados anotados. Os autores concluíram que apenas a utilização da massagem manual pode levar ao relaxamento da musculatura.

No entanto, as manobras de massagem de zona reflexa são ainda mais eficientes na obtenção desse efeito.
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