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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pessoas que fazem atividade física de vez em quando, incluindo o sexo, tem o dobro de risco de sofrer um ataque do coração?




Uma pesquisa recente da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, tem tudo a ver com sexo. Você sabia que quem só faz atividade física de vez em quando – incluindo aí o sexo – tem o dobro de risco de sofrer um ataque do coração?

Pois é, mas o sedentarismo não é o único vilão que pode prejudicar a sua saúde – e a sua libido. Vinhozinho, jantar romântico…. Clima perfeito para a noite acabar muito bem, certo? Errado! Um jantarzão, com entrada, prato principal, sobremesa, alimentos ricos em carboidratos, como pães e massas, podem ser grandes vilões para a libido dos casais.

“A gente tem amigos que são habitués e eles falam ‘olha, a última vez que eu estive no seu restaurante, comi demais e realmente complicou a segunda etapa do meu programa’”, revela o chef de cozinha Salvatore Colonese. “De vez em quando até eu esqueço: ‘Ih, agora já era, me excedi na primeira etapa’”, admite.

Será verdade que muito carboidrato pode prejudicar a performance sexual? A nutricionista Danielle Toledo confirma: “Tem muita verdade nisso, na verdade não só comer muito carboidrato, como comer muito qualquer alimento pode prejudicar a performance sexual, que é uma performance atlética. É um exercício, assim como qualquer atividade física”.

Os remédios contra calvície têm muita fama, mas estudos apontam que apenas 1,8% dos pacientes que usam finasterida têm perda da libido. Mesmo assim, a dermatologista

Leandra Metsavaht confirma: “É uma coisa que ainda assusta os homens: ‘E se eu estiver naquele 1%?

E os anticoncepcionais? Será que cortam a onda da mulher? “Alguns anticoncepcionais são antiandrogênicos, são usados para adolescentes que tem acne”, afirma o terapeuta sexual Amaury Mendes Júnior.

Antiandrogênico significa que o anticoncepcional inibe a produção de testosterona, principal hormônio sexual masculino. “A pele fica muito bonita realmente, mas a libido pode diminuir bastante”, alerta o terapeuta.

Está meio assustado? Então, uma boa notícia: fazer sexo regularmente pode ajudar a manter seu coração saudável. “Quem faz atividade física ou sexual regularmente, ou seja, mais frequentemente, tem menor risco de ter um infarto, porque o coração está mais condicionado, ele tem uma maior tolerância ao esforço físico”, explica o cardiologista Marco Antônio Mattos.

E, no restaurante, será que a noite dos casais vai ter esticadinha? Vamos ouvir a voz da experiência. Roberto e Ani, 46 anos de casamento.

“Dizem que a diferença entre o veneno e o remédio é a dose. Então, se você maneirar a dose, você faz bem as suas coisas”, conta o advogado Roberto Nunes.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Corrida espalha hormônios de bem-estar pelo seu corpo



As substâncias liberadas são as mesmas da relação sexual e trazem o alívio das tensões

Sexo e corrida é a combinação perfeita para o bem-estar no dia-a-dia. Ambos liberam endorfina e têm uma relação direta com o estado de humor da pessoa. O diagnóstico é do médico Alfonso Massaguer, ginecologista e obstetra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e especialista em reprodução humana pelo Instituto Universitário Dexeus de Barcelona.Quem faz sexo pode ter um desempenho melhor na corrida, assim como quem corre pode melhorar a atividade sexual. Os dois caminhos farão bem para a alma e é isso que importa , diz Massaguer.

Ele explica que a endorfina, estimulada pela corrida, é responsável pela sensação de bem-estar. Sentindo-se bem e mais saudável, o indivíduo melhora a auto-estima, o que gera o aumento da libido. Ou seja, após fazer sexo, o treino tende a ser muito bom e o corredor estará mais relaxado. A recíproca também é verdadeira, explica Ronaldo Pamplona da Costa, médico psiquiatra e psicoterapeuta sexólogo. O exercício movimenta o corpo e gera bem-estar. Com o corpo mais transado e mais energizado, o desejo sexual aumenta .

O sexo melhora o humor, e o desempenho sexual alivia a tensão. O indivíduo fica mais feliz , explica a psicóloga esportiva do Hospital do Coração de São Paulo (HCor) Roberta Lobato. A especialista ressalta que a auto-estima elevada ajuda, também, na diminuição da vergonha. O corpo fica mais bonito, a pessoa sente-se melhor e, conseqüentemente, mais solta na cama . A receita mágica vale para aquelas pessoas mais tímidas, que têm vergonha do parceiro ou da parceira. Isso acontece, em geral, com as mulheres. Quando elas começam a correr e ficam com um corpo legal, ficam mais desinibidas , diz a psicóloga Roberta.

Foi o caso da enfermeira Adriana Romão, 36, mãe de dois filhos e casada há 11 anos, que sentiu a volta do prazer sexual após freqüentar os treinos de corrida. Não é que eu não gostava de fazer sexo. Mas era uma sensação muito maior de obrigação do que de desejo sexual , revela.

A corrida veio por incentivo de uma amiga mais velha que começou a fazer atividade física para aliviar os sintomas da menopausa. Em poucos meses, consegui emagrecer alguns quilos, minha pele ficou mais bronzeada por conta dos treinos ao ar livre e passei a me sentir mais à vontade para tirar a roupa e iniciar uma relação sexual , diz Adriana. Antes, eu esperava a iniciativa do meu marido .

Corpinho torneado
Correr não tira uma gota de feminilidade e sensualidade. Ao contrário, aproveitando os benefícios da corrida, elas podem tornarse mais sensuais , afirma a psicóloga Roberta. Além de melhorar o humor, o ânimo e o apetite em todos os sentidos, o exercício ainda proporciona um corpinho torneado, sem ser muito sarado, o que mantém a característica feminina e atrai o homem .

As mulheres, no entanto, sentem-se mais atraídas quando eles intensificam os exercícios dos músculos do quadríceps e ganham pernas de corredor , deixam o glúteo mais definido e os braços mais fortes, além de dar um fim na barriguinha de chope e nos pneuzinhos .

O homem terá mais força para segurá-la e mais força nas pernas. Isso, para a mulher, representa segurança e virilidade , avalia Roberta.

Comida para não secar
Existem muitas mulheres que ficam psicologicamente abaladas com as mudanças que acontecem no corpo, principalmente, após um macrociclo de treinos pesados para uma maratona, por exemplo.

Algumas pacientes reclamam que emagreceram demais, outras também relatam que o seio murchou ou que o bumbum diminuiu. Tudo isso é falta de alimentação correta , explica o ginecologista Massaguer. A falta de apetite sexual, segundo o médico, tem relação direta com a mudança do corpo. Se o corpo não está legal, ela fica mais envergonhada e a libido diminui .

Para isso, o ideal é um bom acompanhamento nutricional para calibrar as quantidades de proteínas e carboidratos, evitando a perda de massa magra, ou seja, os músculos.

Pessoas que praticam atividade física regular devem ter uma alimentação balanceada e diferenciada. E, pela natureza do gasto calórico, também precisam de mais proteínas que o recomendado normalmente, explica a nutricionista Patrícia Bertolucci, especializada em medicina do esporte pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Para se libertar
Durante a educação, a mulher tende a ser mais reprimida sexualmente. Por mais moderno que o mundo possa parecer, ainda existe um grande tabu em relação à mulher que admite adorar sexo , explica o sexólogo Costa. Uma mulher corredora aprende a se movimentar melhor, a usar o corpo e tem uma possibilidade maior de se liberar sexualmente. Com um corpo mais trabalhado, a mulher terá mais vontade de ser vista e ser notada. Isso tende a despertar desejos e a torná-la mais solta sexualmente , diz o terapeuta.

Elas, saradas; eles, saudáveis
Entre os homens, diz o sexólogo, a preocupação é maior com o corpo saudável do que com o corpo sarado. A vaidade existe nos dois lados; entre homens e mulheres, eles e elas têm essa preocupação. Mas, em geral, elas priorizam a forma física, e eles, o bem-estar , afirma Costa.

Felizmente, uma coisa leva a outra. Um corredor saudável, conseqüentemente, terá um corpo torneado, com músculos evidentes , explica Roberta. Dessa forma, eles passam a curtir um pouco mais o próprio corpo, rompendo aquele lugar comum de que homem não pode ter vaidade nem querer ser belo , ressalta Costa. A qualidade de vida a dois está diretamente ligada ao bem-estar físico. Correndo, o indivíduo se sente bem e, certamente, terá uma relação sexual melhor , explica o psicanalista.

domingo, 26 de setembro de 2010

Ciclismo e Impotência um mito ?


Artigo escrito pelo Médico e Mountain Biker Franklin de Livramento de Nossa Senhora na fronteira sul da Chapada da Diamantina muito interressante para homens e mulheres ciclistas .

Vários estudos científicos tentam provar que a prática de ciclismo poderia exercer influência na predisposição, desencadeamento e agravamento da impotência sexual e esterilidade masculinas. Até o momento, nenhuma conclusão definitiva, mas sempre essa discussão volta à tona. Em relação às queixas relacionadas ao selim da bicicleta, a dor no períneo (do grego peri = ao redor de e naion = ânus, é a região do tronco situada inferiormente ao diafragma da pelve ou região anatômica entre o saco escrotal ou a vagina e o ânus) e as parestesias (dormência ou formigamento) na região peniana – no homem - ou nos grandes lábios – na mulher - são as mais freqüentes. Alguns modelos de selim causam mais incômodos do que outros.

Mas, até mesmos os ditos assentos ergonômicos para proteger os órgãos sexuais podem ser nocivos, pois o tamanho inadequado do selim, a má regulagem da bicicleta e o estilo de pedalar influenciariam tanto no aparecimento, quanto no agravamento das queixas. Quando estamos sentados em uma cadeira, o peso do corpo fica sustentado nos ísquios (ossos da bacia) e na região glútea, mas quando nos sentamos em uma bicicleta, há um aumento na pressão exercida sobre a região do períneo. Isso reduziria o fluxo sangüíneo para o pênis e bolsa escrotal. E nos praticantes de mountain bike, poderia haver traumatismos provocados pelo selim.

A maior parte das pessoas não pedala tempo suficiente para apresentar queixas. Os pesquisadores estimam que 5% dos homens que andam de bicicleta podem desenvolver disfunção erétil severa a moderada. Mas, esses estudos deixam de correlacionar o ciclismo e outros fatores como predisposição genética, problemas circulatórios, tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas ilícitas, doenças sistêmicas como hipertensão arterial ou diabetes, uso de medicamentos, biótipo e peso corpóreo do ciclista, além de fatores psicológicos.

Os fabricantes desenharam novos modelos de selins com recortes, divisões e acolchoamentos de gel para aliviar a pressão nas partes sensíveis do corpo, aliando conforto e desempenho.

As pesquisas também aumentaram. Desde o ano de 2000, vários estudos foram desenvolvidos, usando instrumentos sofisticados para determinar exatamente o que acontece quando a anatomia humana é apoiada sobre o selim da bicicleta e os efeitos dessas pressões sobre as estruturas anatômicas internas da pelve.

Nos homens, uma camada no períneo chamada de canal de Alcock, contém uma artéria e um nervo responsáveis pela circulação e sensibilidade do pênis. O canal corre junto a um osso e quando o ciclista se senta em um selim estreito, duro e mal regulado, a artéria e o nervo são comprimidos. Com o tempo, uma redução do fluxo sangüíneo pode levar a um decréscimo na pressão necessária para que ocorra a ereção completa e eficiente.

Nas mulheres, as mesmas artérias e nervos envolvem o clitóris e podem sofrer os mesmos danos.

Os pesquisadores estão usando uma variedade de métodos para estudar a compressão causada por selins diferentes. Um dos métodos recobre o selim com uma capa contendo 900 sensores de pressão. A distribuição do peso do ciclista então é registrada por um computador. Em outra técnica, sensores chamados oxímetros são colocados no pênis do ciclista para medir o oxigênio vindo das artérias abaixo da pele. O fluxo sangüíneo é detectado por outros sensores que enviam sinais sonoros a um Doppler, determinando as alterações ocorridas.

A pesquisa mostra que quando os ciclistas sentam-se em um selim clássico, com formato de gota e nariz longo, um quarto do peso de seu corpo descansa no nariz, colocando pressão no períneo. A quantidade de oxigênio que chega ao pênis em geral cai entre 70 e 80% em três minutos.

Isso não significa que as pessoas devem parar imediatamente de pedalar. Principalmente aqueles que praticam o ciclismo não competitivo, no entanto, ciclistas que passam muitas horas pedalando, em treinamento intenso, precisam tomar cuidado. Investindo em um selim mais seguro, devidamente regulado, com desenho ergonômico, vazado na parte central, adaptado à anatomia masculina ou feminina, bem como ao biótipo do ciclista.

Atualmente, há no mercado várias opções de tecnologia em selins ergonômicos, que visam à prevenção de lesões circulatórias e neurológicas relacionadas à disfunção erétil e esterilidade masculina. Portanto, pedale com eficiência , conforto e, principalmente, com segurança. Prevenção é tudo!

Franklin Passos de Araújo Júnior - Médico e Mountain Biker.
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