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sábado, 4 de agosto de 2012

3 dicas ágeis para você despachar a dor de cabeça e 3 sacadas para se prevenir dela. Tudo sem medicação

Para limar o incômodo já

Compressa de gelo “Nervos e músculos da cabeça podem estar inflamados ou irritados e ser a causa da dor”, diz Robert Kaniecki, chefe da divisão de dor de cabeça da escola de medicina da Universidade de Pittsburgh (EUA). Deixe o gelo (envolto numa toalha ou num plástico, para não se molhar) de 10 a 15 minutos sobre a área dolorida. Isso tem ação analgésica.

Postura de Ioga Segundo estudo indiano, a ioga reduz a dor de cabeça em 71% e diminui espasmos do músculo temporal – ele fica nas laterais da cabeça e atua na mastigação. Tente este exercício, indicado por Marcos Rojo, professor de educação física e especialista em ioga, da Universidade de São Paulo (USP). Dá para fazer no escritório. Sente com a coluna reta, a lombar totalmente apoiada no encosto, os pés inteiros no chão e os joelhos separados a 15 cm e flexionados a 90 graus. Feche os olhos e respire mais lenta e profundamente que o normal. Leve cerca de três segundos para inspirar e três para expirar, sempre pelo nariz. Faça de 20 a 25 vezes.

Automassagem Pressionar certos pontos do corpo pode abater a cefaleia, segundo a Universidade Médica de Reabilitação (Taiwan). “Algumas pessoas têm alívio ao apertar levemente o músculo entre o polegar e o indicador da mão esquerda, usando o indicador e o polegar da direita como uma pinça”, indica Peter Goadsby, diretor do centro de dor de cabeça da Universidade da Califórnia (EUA).

Para prevenir o incômodo

Academia Atividade física regular ajuda a evitar dor de cabeça tanto quanto remédios, segundo pesquisa sueca. Pessoas que se exercitaram três vezes por semana durante 40 minutos tiveram o mesmo resultado que quem tomou medicamento para dor. “O esporte gera relaxamento muscular e alta no nível de serotonina (hormônio do bem-estar) no corpo. Isso equilibra a ação de neurotransmissores”, explica Mário Peres, neurologista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Sim, deficiência no trabalho deles é outra causa de cefaleia – além de inflamação em nervos e músculos, genética e reações a diversos problemas físicos e psicológicos.

Acupuntura Previne dor de cabeça e também pode ser um tratamento eficiente, de acordo com estudo da ONG Cochrane Collaboration (Inglaterra). “Você precisa fazer ao menos 12 sessões de acupuntura – duas por semana”, afirma Peres.

Massagem Liberação miofascial (técnica de massagem especial para alongar tecidos) pode impedir cefaleia quando aplicada nas costas, no pescoço e na face, segundo pesquisa no Journal of Body-Work and Movement Therapies (EUA). Deite na maca e relaxe!

Olho vivo! Se aplicar as táticas desta reportagem e a dor de cabeça voltar logo, procure um médico para investigar mais o problema e ter tratamento específico.



Matéria publicada na Revista Men’s Health de março de 2012.

domingo, 22 de abril de 2012

Vantagens do gelo e da massagem



A área de treinamento físico para corrida vem crescendo muito nos últimos anos e, certamente, os avanços nos métodos de recuperação após o treinamento físico são de fundamental importância para o corredor.

Neste sentido, o benefício mais perseguido da crioetrapia é o efeito analgésico (redutor da dor) que ela propicia, de forma localizada, sem a utilização de agentes farmacológicos.

As modificações extremas de temperatura afetam a condução nervosa que emite o estímulo de dor. Para resultados ótimos, a crioterapia deve ser feita imediatamente após o treinamento ou em até 2 horas depois do encerramento das atividades, por um período de 15 a 20 minutos, dependendo da profundidade do tecido a ser alcançado.

No caso de um microtrauma, a utilização de banhos de contraste (alternância entre o calor e o frio) para facilitar a resposta é recomendada. A exposição inicial, porém, deve ser com a utilização do frio, posteriormente, você pode empregar os banhos de contraste por uma ou duas horas após o tratamento inicial com gelo.

As melhores áreas para a crioterapia são as que requerem maior tempo para sua recuperação, como os músculos mais fracos, músculos com predominância de fibras de contração rápida e as unidades tendinosas.

É muito importante tomar cuidado com a utilização direta do gelo na pele. O tempo necessário para alcançar o efeito desejado é, geralmente, a metade em relação a outras técnicas crioterápicas. A profundidade de penetração, no entanto, é limitada pela tolerância da pele ao frio.
As técnicas para aplicação do gelo incluem massagens utilizando copos com gelo, pacotes com substâncias geladas, sacos com gelo picado colocados ao redor do membro lesionado e a utilização de banheiras com redemoinho de água gelada.

Massagem pré e pós-treino

Saiba como esta técnica pode ser útil tanto antes quanto depois da prática esportiva.

Massagem é a manipulação sistemática dos tecidos moles do corpo. Auxilia a remoção de resíduos metabólicos tóxicos produzidos na liberação de energia e fluidos resultantes de danos estruturais no tecido musucular. A massagem tem sido utilizada há séculos – muito antes do advento da medicina – utilizando manobras específicas (manuais, mecânicas ou elétricas) com fins terapêuticos. Pode ser localizada, visando uma determinada área, ou terapêutica, em que o relaxamento é o objetivo principal. A massagem pode ser de dois tipos: superficial ou profunda, dependendo da proximidade dos músculos em relação à pele ou aos ossos.
Um atleta pode receber massagem por 15 a 20 minutos antes do treinamento físico, por 8 a 10 minutos após tomar banho e no final da sessão de treinamento, por 20 a 30 minutos. O papel da massagem para a preparação ou a recuperação de um exercício tem sido muito bem documentado. Ela pode afetar positivamente o humor do atleta pela redução da tensão, raiva, fadiga, depressão, ansiedade e da confusão.

Se os músculos estão relaxados, pressionar o ventre dos músculos com pressão mecânica simples auxilia a esvaziar as veias na direção da aplicação da pressão. Isso resulta em abertura superior a 35% dos pequenos capilares (vasos) – em repouso, 4% dos capilares estão abertos. O resultado é a elevação da disponibilidade de sangue renovado na área massageada, tornando possível um maior intercâmbio de substâncias entre os capilares e o tecido celular.

Os efeitos mecânicos da massagem na corrente sanguínea promovem a remoção dos subprodutos metabólicos e a entrada de sangue renovado na área em que a massagem foi aplicada. Em síntese, a massagem pode ser utilizada como uma técnica no auxílio da preparação ao treinamento e também na promoção da recuperação.



Professort Newton Nunes – www.areadetreino.com.br
Professor pelo Instituto do Coração de SP desde 1994.
Especialista em Reabilitação Cardiovascular pelo InCor.
Mestrado e Doutorado em Educação Física na USP.



domingo, 6 de novembro de 2011

Livre-se das dores nos pés após a corrida


Escalda pés e massagens ajudam na recuperação para voltar ao treino

Pés exaustos, doloridos e com as unhas de fazer dó. O cenário é comum entre os apaixonados pela corrida e, algumas vezes, até prejudica - ou impede! - o treino. "As dores após o treino podem ser causadas por lesões musculares, nos tendões ou nas articulações. Em todos os casos é aconselhado fazer uma preparação e recuperação antes de praticar exercícios novamente", explica o fisiologista Raul Santo, da Unifesp.

Mesmo que o problema seja comum, é preciso procurar um médico caso o desconforto persista por mais de dois dias, a dor seja muito forte ou se os pés estiverem inchados. "Em alguns casos é preciso fazer fisioterapia para reaprender a pisar e retomar os treinos de corrida. Se a dor for crônica, apenas um médico poderá indicar o tratamento mais indicado", explica o ortopedista Evaldo Bósio, especialista do Minha Vida. Para as situações em que as dores não passam de fadiga, as soluções abaixo são as mais indicadas. Escolha uma delas e relaxe.

Escalda pés

Esse método, bastante praticado para diminuir o estresse, também aumenta a circulação corporal, relaxa e recupera os músculos dos pés. Segundo a terapeuta Shirlei Fideles, do Otris Spa Urbano, o método pode ser feito apenas com água quente (a 35°), mas óleos e sais especiais aumentam ainda mais a sensação de relaxamento. "O sal grosso pode ser usado para ativar a circulação nos pés. A essência de lavanda, por sua vez, tem propriedades relaxantes, que acabam com o estresse acumulado nos músculos", explica a terapeuta.

É importante, após o relaxamento, fazer uma massagem com a toalha na hora de enxugar os pés, relaxando ainda mais os músculos.

Gelo

Também conhecido como crioterapia, o tratamento de lesões e desconfortos com gelo é bastante comum para quem pratica exercícios. "Os principais efeitos da aplicação do gelo nos músculos dos pés, ou de qualquer outro músculo super utilizado em uma atividade física, são a diminuição da dor (analgesia) e do espasmo muscular, explica o fisioterapeuta Maurício Garcia.

O gelo diminui a circulação e a transmissão de impulsos nervosos e, por isso, alivia a dor. "Colocar gelo envolvido por um pano ou toalha no local dolorido e fazer movimentos circulares durante 20 minutos, sempre com intervalos de cinco em cinco minutos para não queimar a pele, diminui a sensação de dor e acelera a recuperação do músculo", diz Raul Oliveira.

No entanto, ao usar gelo como analgésico para os pés, é preciso tomar alguns cuidados. "Como o pé é uma região bastante vascularizada, o contato prolongado com baixas temperaturas pode causar desconforto e ainda mais dores", explica Maurício Garcia.

Água quente

Tentar relaxar os pés usando água muito quente pode ter dois resultados: melhorar ou piorar as dores. "Colocar uma bolsa de água quente nos pés relaxa os músculos e articulações, provocando a sensação de recuperação e bem-estar. Mas, se a água estiver muito quente, essa medida pode esquentar muito os vasos sanguíneos, provocando mais micro lesões que causam as dores", completa o fisiologista Raul Santo.

Massagem

Massagear os pés quando a dor aparece depois do treino é uma boa medida para acabar com ao desconforto e se recuperar o rapidamente para outra rotina de treinos "Massagear a região causa desconforto em um primeiro momento, devido à irritação e possível inflamação do local, mas depois ela ajuda a tirar os nós dos músculos e a amenizar as dores causadas pelas microlesões", explica o fisiologista Raul Santo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Usado de modo correto, gelo reduz gravidade de lesões



A utilização do gelo como forma terapêutica para o alívio de dores causadas por lesões é denominada crioterapia, e é um dos métodos mais utilizados, tanto por atletas profissionais como por amadores, para acabar com incômodos após o treino.

Os principais efeitos de sua aplicação são a diminuição da dor (analgesia) e do espasmo muscular, porém, nem sempre diminui a resposta inflamatória, como se acredita no meio esportivo, apenas reduz os sintomas e sinais clássicos da inflamação: dor, inchaço (edema), vermelhidão (rubor), aumento da temperatura local, e diminuição da função do membro ou da articulação.

É importante ressaltar que sua indicação na fase inicial do tratamento deve ser restrita principalmente ao controle da dor e do edema, porque, pode causar uma diminuição do consumo de oxigênio consequente à lentidão do metabolismo, levando a menor transmissão de impulsos nervosos.

As formas de aplicação são variadas: bolsas com gelo, bolsas de gel congelado, bolsas químicas, imersão em água gelada, massagem com gelo, além de sprays com efeito congelante, todas elas utilizadas em ciclos de 15 a 20 minutos a cada hora.

Existem algumas precauções que devem ser adotadas quanto a utilização da terapia, como evitar regiões com grandes nervos superficiais, por exemplo no lado externo do joelho, regiões sensíveis como extremidades de mãos e pés, e nunca dormir com uma bolsa de gelo junto a qualquer parte do corpo.

Por Éverton Oliveira, da redação Saúde Plena

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Massagem no futebol


FUTEBOL É UM ESPORTE DE RISCO E NECESSITA CUIDADOS PROFISSIONAIS

As lesões musculares dos esportistas continuam sendo um tema atualizado e apaixonante para os especialistas que têm a grande responsabilidade de manter em excelentes condições a estrutura osteomioarticular dos atletas, possibilitando assim um melhor rendimento físico, técnico e tático. O maior incidente de lesões em esportes coletivos entre todos os esportes de perigo continua sendo o futebol.

Para evitar o problema, recomenda-se uma avaliação médica antes de praticar qualquer tipo de exercício. Isso é fundamental para avaliar se a pessoa não possui nenhum tipo de problema nas articulações, nos músculos ou nos ossos, e se está bem de saúde de maneira geral. Além disso, é importante fazer atividades com orientação de profissionais especializados.

Deste total de lesões, cerca de 90% chegam ao consultório por causa de atividades físicas exageradas ou inadequadas. A maior parte dos casos (70%) são: lesões musculares em segundo lugar: as torções nos joelhos ou nos tornozelos, em terceiro lugar: aparecem os problemas de coluna, e atendimento do nervo ciático comprimindo músculo piriforme com inflamação generalizada.

O exame clínico está baseado na tríade patológica: queixas de dores localizadas, dores na contração isométrica e à palpação. O exame da ultra-sonografia complementaria o diagnóstico.

Consideramos as lesões musculares distribuídas em dois grupos distintos: lesões produzidas por fatores causais extrínsecos e intrínsecos. As lesões produzidas por fatores extrínsecos são as contusões e intrínsecos, as lesões sem rupturas e com rupturas de fibras musculares. As lesões produzidas por fatores intrínsecos, sem rupturas de fibras musculares, são as cãimbras, a contratura muscular e o estiramento muscular. As lesões produzidas por fatores intrínsecos, com rupturas de fibras musculares, são rupturas parciais e rupturas totais.

Causas extrínsecas: Quando um agente mecânico atua de maneira inesperada sobre os tecidos do segmento corporal de forma direta ou tangencial e vence sua resistência, o agente traumático é a causa da lesão que chamamos de contusão.Causas Intrínsecas: Quando os tecidos musculares, tendões e nervos se rompem parcialmente internamente de forma inesperada.

Em atletas entre 30 e 50 anos com treinamento com cargas excessivas de exercícios físicos, produzindo trações musculares repetidas, provoca estiramentos de inserções, como, por exemplo, epifisiolises em extremidades inferiores, estiramentos da tuberosidade anterior da tíbia, arrancamentos da tuberosidade isquiática e estiramentos das apófises espinhosas da coluna durante um simples treino de final de semana com os amigos.

O treinamento intensivo produz alterações no plano do músculo e das suas inserções nos núcleos de ossificação secundários, que são vulneráveis a uma força de tração de um músculo-tendão hipertrofiado.

Nas atividades esportivas, existe uma permanente preocupação com o atleta de alto nível, no planejamento de treinamento e na manutenção do estado atlético, durante a temporada.

As contusões serão divididas em leves, moderadas e graves, produzidas pelo trauma direto.
Na contusão leve, as dores são localizadas no pronto do trauma direto, mas não dificultam a mobilização do joelho. Usualmente, a crioterapia permite uma analgesia imediata no atendimento de emergência, permitindo que o atleta continue a participar da competição. Na evolução do quadro clínico, 12 horas após o acidente, as dores são mais intensas e a marcha é claudicante.

Na contusão moderada,as dores são intensas, localizadas, mas com algum sinal de difusão, aumento pronunciado da coxa, postura antálgica em semiflexão do joelho, com amplitude de movimento menor que 90°. O atleta deve ser retirado do campo de competição e a deambulação será permitida com auxílio de muletas canadenses.

Na contusão grave,as dores são intensas, localizadas, com algum sinal de difusão, impotência funcional e postura antálgica, com mobilidade do joelho menor do que 45°. O atleta deve ser retirado imediatamente do campo de competição com auxílio de maca; iniciamos o tratamento com um período de observação de 12-24 horas. Nesse espaço de tempo, o músculo afetado aumenta de volume, tornando-se visível a identificação da topografia muscular à palpação; nota-se ainda um grande endurecimento nessa região.

Os fatores de produção da lesão são diversos e necessitamos saber dos seguintes detalhes da história clínica: o estado de condicionamento físico do atleta se sofreu a lesão no início ou no final da competição, como foi feito o aquecimento, condições climáticas e o estado de equilíbrio emocional. No esporte individual, (ex:Tenis) é importante saber se o adversário era muito superior atleticamente e, no esporte coletivo, (ex:Futebol) se o atleta lesionado foi muito exigido no campo da competição.

Publicações mais recentes têm mostrado a evolução das pesquisas laboratoriais, nas alterações bioquímicas em nível celular, permitindo uma associação de sinais clínicos, para se chegar a uma classificação que permita um tratamento adequado e uma evolução favorável, com diminuição do período de inatividade do atleta lesionado.

Devemos fazer sempre um estudo clínico minucioso de cada lesão, com observações práticas anotadas na evolução diária, interpretando e valorizando os meios de pesquisa clínica e laboratorial que nos ofereceram as melhores condições para um diagnóstico.

Cabe aos profissionais: Ortopedista, juntamente com o Massoterapeuta e o educador físico responsável, uma atenção especial multidisciplinar com o atendimento das lesões, porém, quando ocorrem, ultrapassada a etapa de diagnóstico e tratamento imediato, existe a necessidade de um critério clínico mais criterioso para prognóstico de retorno aos treinamentos. O afastamento do atleta da competição (por pouco tempo) impedirá o agravamento da lesão e permitirá o início do tratamento.

Importante: tratar toda a contusão com gelo imediatamente por 30 minutos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Clip massagem com gelo




Função fisiológica do gelo:

Analgésico

Vaso Constritor

Anti-inflamatório

Relaxante muscular

Vaso dilatador, dor profunda.

Região rasa: mãos 15 a 20 minutos.

Região profunda: coxa, joelho de 30 a 40 minutos.

Dor profunda: somente gelo.

Dor leve: gelo e calor.
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