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sábado, 17 de setembro de 2011

Terapias Comportamentais para Depressão



Monografia apresentada como Trabalho de Conclusão de curso de Graduação em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, sob orientação temática da Profª Me. Conceição Aparecida A. S. Reis e orientação metodológica do Prof° Me. Paulo Moacir Godoy Pozzebon.

(RESUMO)

A depressão é citada por muitos como sendo a doença do século. Segundo a Organização Mundial da Saúde, neste início do século XXI, a depressão representa a quarta maior causa de perda de anos de vida sadios. Além disso, é classificada como sendo a doença que mais incapacita o ser humano e gera um risco de vida por suicídio de até 15% (ZUNKEL, 2003, p. 116).

Apesar dos inúmeros medicamentos antidepressivos e das demais técnicas de tratamento, um grande percentual dos pacientes com transtorno mental acaba procurando, ou até prefere algum tipo de ajuda complementar ao tratamento convencional. (JORM et al., 2002, p. S85). Este autor cita que numa amostra da população australiana, 57% dos entrevistados escolheu vitaminas e fitoterapia como sendo útil para o tratamento da depressão, comparado com 29% que escolheu a alopatia. O estudo evidencia a importância que deve ser dada para outros tipos de tratamento que não só o convencional. Recentemente tem se dado maior importância para a opinião do paciente, no que diz respeito ao seu próprio tratamento; sendo essa opinião um requisito importante para o sucesso terapêutico (JORM et al., 2002, p. S85).

O uso de técnicas complementares exige, assim como num plano de tratamento padrão, um rigoroso critério de elegibilidade e precisa de tantas pesquisas quanto às desenvolvidas com medicamentos, com eletroconvulsoterapia, com fototerapia e outros.

Nesta perspectiva surgiu um dos objetivos deste Trabalho de Conclusão de Curso: realizar uma revisão bibliográfica de modalidades terapêuticas que podem ser utilizadas no campo da Fisioterapia e que, segundo suas bases conceituais, podem possivelmente favorecer o paciente deprimido: Acupuntura, Exercício Físico, Massagem Terapêutica e Relaxamento.

Esta revisão bibliográfica foi realizada em bancos de dados como: “Pubmed”, Biblioteca Cochrane, “Scielo”, “Lilacs”, livros didáticos, internet, entre outros. Na consulta por artigos indexados as palavras-chaves principais utilizadas foram: acupuntura, massagem, exercício físico, atividade física, relaxamento, técnicas de relaxamento, depressão, transtornos do humor e transtornos depressivos.

Pelo limitado número de artigos e pela intenção de traçar-se uma abordagem mais ampla nas mais diversas síndromes depressivas utilizou-se como critério de exclusão somente os transtornos depressivos de caráter bipolar.

Tratamento

Segundo Kaplan (KAPLAN, 2003) o tratamento dos transtornos do humor deve ser dirigido para os seguintes objetivos: em primeiro lugar, deve-se garantir a segurança do paciente (propiciando um bom vínculo terapeuta – paciente); em segundo lugar, uma completa avaliação diagnóstica; em terceiro, um plano de tratamento que aborde não apenas os sintomas imediatos, mas também o bem-estar futuro do paciente.

Kay e Tasman (KAY; TASMAN, 2002, p.306) enfatizam que o tratamento deve voltar-se para a redução e eliminação dos sintomas depressivos, com restauração integral do funcionamento psicossocial. A melhoria do funcionamento adaptativo após o episódio depressivo deve ser um dos objetivos associados. O estabelecimento de uma relação funcional entre paciente, família e terapeuta, promove geralmente uma melhor recuperação e fundamenta, além da conduta, o melhor tratamento para o paciente.

A literatura de psiquiatria estudada apresenta as seguintes práticas de tratamento do paciente deprimido: farmacoterapia, eletroconvulsoterapia, fototerapia e o tratamento psicossocial.

1 - Farmacoterapia

O enfoque farmacológico revolucionou o tratamento dos transtornos depressivos e afetou dramaticamente o curso dos transtornos de humor, além de reduzir os custos que impõem à sociedade (KAPLAN, 2003, p. 517).

As principais drogas terapêuticas para o tratamento da depressão são os antidepressivos e a escolha do tratamento com um medicamento específico - em uma determinada situação clínica - baseia-se principalmente na determinação da resposta terapêutica prévia à medicação, na consideração dos possíveis efeitos colaterais, na história de resposta à medicação em parentes de primeiro grau e na presença de doenças clínicas gerais concorrentes ou de transtornos psiquiátricos comórbidos que possam indicar uma opção específica de tratamento com antidepressivos.

Quando a medicação antidepressiva é iniciada exige-se a monitorização cuidadosa da dose e das respostas iniciais, a revisão do tratamento com o paciente logo após seu início, o aumento gradual da dose até níveis terapêuticos e a revisão semanal da resposta clínica durante o tratamento. O objetivo final da farmacoterapia é a remissão completa dos sintomas.

Há vários tipos de medicações antidepressivas. Estas incluem medicações mais novas - principalmente inibidores seletivos de recaptura de serotonina (ISRS), tricíclicos e inibidores da mono-amino-oxidase (IMAO). Os ISRS - e outras medicações mais recentes que afetam neurotransmissores como dopamina e norepinefrina - geralmente têm menos efeitos colaterais que os tricíclicos e geralmente são mais bem toleradas pelos pacientes.

Embora algumas melhoras possam ser vistas nas primeiras semanas, as medicações antidepressivas têm de ser tomadas regularmente por 3 ou 4 semanas (em alguns casos até 8 semanas) antes que ocorra o efeito terapêutico integral. Além disso, o médico pode ter que experimentar vários antidepressivos antes de achar a medicação ou combinação de medicações mais eficaz.

Seguem-se abaixo alguns quadros com as diferentes categorias de antidepressivos, doses recomendadas, entre outras informações.

É importante lembrar também, que os medicamentos ansiolíticos (calmantes) ou sedativos por vezes são prescritos juntamente com os antidepressivos; entretanto, não são eficazes quando tomados isoladamente para um transtorno depressivo (Associação Brasileira de Psiquiatria, 2006).

2- Eletroconvulsoterapia

A terapia eletroconvulsiva geralmente é usada quando o paciente não responde à farmacoterapia ou não tolera a farmacoterapia ou quando a situação clínica é tão severa que exige a melhora rápida.

Dentre todas as eletroconvulsoterapias realizadas nos Estados Unidos, de 80 a 90% são para o tratamento do transtorno da depressão maior. Esta terapia é indicada para casos de depressão severos, incluindo casos com aspectos psicóticos. E é particularmente útil para eliminar impulsos suicidas agudos em pacientes que necessitam de um rápido combate aos sintomas (KAPLAN, 2003, p. 521).

3- Fototerapia

A fototerapia é um tratamento que vem sendo usado em pacientes com transtornos do humor de padrão sazonal (LEPPÄMÄKI, 2002, p. 316). Pode ser usada sozinha ou em associação com a farmacoterapia.

Consiste na exposição de pacientes com Transtorno Depressivo Maior (TDM) à iluminação de 2500 lux de 1 a 2 horas ao despertar. Foi desenvolvida como um novo tratamento para pacientes que manifestam TDM com padrão sazonal, que geralmente se manifestam nos países nórdicos, nos períodos de inverno, que tem pouca luminosidade.

4 Tratamento Psicossocial

Dentre a literatura consultada verificou-se que a maioria dos autores indicam a prática medicamentosa associada à psicoterapia, obtendo, com isso, uma intervenção mais efetiva e prevenindo as recidivas. Além disso, algumas pessoas com formas mais leves de depressão podem evoluir bem somente com psicoterapia tão somente.

Dentre os tratamentos psicossociais incluem-se tratamento psiquiátrico de apoio, psicoterapia interpessoal, terapia cognitiva, terapia comportamental, psicoterapia dinâmica breve e terapia conjugal e familiar. Elas têm por objetivo: redução ou eliminação dos sintomas ativos da depressão, prevenção de recaídas ou recorrências e restauração do funcionamento psicossocial.

Acupuntura e Depressão

A palavra “acupuntura” vem do Latim e se refere simplesmente ao ato de “penetrar com um instrumento pontiagudo”. Tal técnica originou-se na China, no período pré-histórico e vem sendo usada por mais de dois mil anos na China e no Japão (FILSHIE; WHITE, 2002, p. 3). A referência literária mais antiga está no livro de medicina interna do Imperador Amarelo, datada do segundo ou terceiro século antes de Cristo. A acupuntura chegou ao Japão no século VI da era Cristã e foi introduzida na Europa por Rhijine (1683), que havia aprendido no Japão essa arte terapêutica.

Como terapia foi se difundindo muito lentamente na Europa. As primeiras publicações sobre acupuntura, européias e americanas, só apareceram no início do século XIX. Apesar de seu uso já mais difundido na metade do século XX, foi só na década de 70 que a atenção pública se voltou para essa terapia e veio a ser amplamente exercida. Filmes mostrando procedimentos cirúrgicos sob anestesia propiciada pela acupuntura, vindos da China, logo após a visita do presidente Nixon ao país em 1972, incitaram a imaginação pública. Foi então, nessa época, que se iniciaram as mais amplas pesquisas sobre a acupuntura e seus diversos efeitos, principalmente no que diz respeito ao controle da dor.

Hoje em dia, devido a esta ampla expansão da acupuntura para o Ocidente e devido a uma cultura atual de ciência baseada em evidências pode-se colocar a acupuntura dividida em dois grandes pilares: acupuntura segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e a Acupuntura Científica (AC). A MTC exerce a acupuntura conforme os ensinamentos de antigos mestres, que passaram seus conhecimentos ao longo de milhares de anos, sendo suas teorias baseadas num equilíbrio energético regido pelo Yin e pelo Yang (forças opostas com a finalidade de se equilibrarem entre si).

A inserção de agulhas pelo corpo teria a finalidade de ajudar na restauração da energia vital, que estaria desbalanceada no caso de uma doença. Sendo assim, os melhores pontos deveriam ser selecionados para a restauração de uma homeostase individual – pontos que teriam uma indicação variável conforme o estado de desequilíbrio. Os pontos de acupuntura agrupados entre si, formariam segundo a MTC, meridianos (trajetos imaginários) ao longo do corpo, responsáveis por conduzirem nossa energia vital.

Já a AC baseia-se em princípios neurofisiológicos, anatômicos e muitas vezes exclui as teorias tradicionais chinesas. Para estes adeptos a aplicação das agulhas gera componentes neuroquímicos, psicológicos e hormonais, responsáveis pelo controle sintomatológico ou cura de algumas doenças. Esta corrente diversas vezes tenta traçar um elo entre a MTC e as informações disponíveis na medicina ocidental como, por exemplo, tentando correlacionar os meridianos com os trajetos nervosos ou com o trajeto de vasos da anatomia humana; muitas vezes questiona a real existência de uma energia percorrendo os meridiano; tenta traçar protocolos de tratamento, baseados em evidências e não por meio de diagnósticos firmados pela MTC. Porém, são inúmeros os estudos que acabam correlacionando a MTC e a AC, por isso esse capítulo irá se ater numa mescla destas duas correntes.

É interessante pontuar, também, que a terminologia utilizada pela MTC difere totalmente dos termos usados pela medicina ocidental. Por exemplo: “Pulmão” na MTC está relacionado com doenças de pele; “Rim” não diz respeito ao trato urinário e sim ao sistema genital; “Baço” regula as funções digestórias. Existe até um órgão “Triplo Aquecedor”, que não existe na anatomia moderna (LIAO, 1973, NEEDHAM, 1980 apud FILSHIE, 2002, p. 13). A justificativa para esta grande diferença reside no fato da MTC se basear em antigos manuscritos que datam de tempos cujas constatações de funcionamento do corpo, muitas vezes, eram feitas por intuição, e a anatomia interna humana norteava-se primordialmente pela palpação e observação.

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Em casos de eletroacupuntura a corrente elétrica que passa pelas agulhas é uma corrente não contínua que pode ser relativamente lenta (2 – 10 Hz) ou rápida (80 – 150Hz) e a associação de freqüências baixas e altas tende a ter resultados mais favoráveis do que a utilização de somente uma das duas (ULETT; HAN; 1998, p. 129). A justificativa para isso parece ser a liberação de mais de um tipo de neuropeptídeo (MA, 2003, p. 42) e isso pode ser vantajoso, também, nos casos de depressão.

Para seleção dos pontos listados na tabela 1, e mesmo para localizar qualquer acuponto é importante lembrar que exames quantitativos das propriedades elétricas da pele fornecem a demonstração mais objetiva da validade científica dos pontos de acupuntura (BERGSMANN, 1973; REICHMANIS, 1975; BECKER et al., 1976; OLESON, 1983 apud STUX; HAMMERSCLA, 2005, p. 113). Nos anos 70, Matsumoto mostrou que 80% dos pontos de acupuntura podiam ser detectados como pontos de baixa resistência. Descobriu-se que a resistência elétrica dos pontos de acupuntura ia de 100 a 900 kOhm, ao passo que a resistência elétrica dos não-pontos de acupuntura ia de 1100 a 11.700 kOhm (STUX; HAMMERSCLA, 2005, p. 114).

No Departamento de Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), por exemplo, o método utilizado para detectar os pontos de acupuntura com mais precisão é o Ryodoraku (aparelho utilizado para mapear a impedância ou resistência elétrica da pele). Integrantes do Departamento de Dor da FMUSP colocam que segundo Nakatani os pontos detectados pelo Ryodoraku indicam a existência de um processo patológico, resultado da liberação de substâncias algogênicas nas terminações nervosas do tegumento pesquisado (ANDRADE FILHO, 2005). Essas substâncias algogênicas promoveriam uma despolarização da membrana axonal e conseqüentemente reduziriam a resistência elétrica tegumentar (ANDRADE FILHO, 2005).

Como demonstrado no estudo de Röschke (RÖSCHKE, 2000), a acupuntura pode ser um recurso que utilizado de forma associada à tratamentos padrões pode trazer benefícios terapêuticos adicionais, potencializando, por exemplo, o efeito dos antidepressivos.

Cabe lembrar que trabalhar em conjunto com um psiquiatra pode ser uma alternativa bem interessante e em alguns casos primordial. Com isso pode-se discutir a eleição criteriosa dos pacientes que eventualmente se beneficiarão somente com a acupuntura, verificar as possibilidades de utilizar-se antidepressivos mais acupuntura, averiguar possíveis reduções em dosagens medicamentosas (em função da associação com a acupuntura) e deixar a cargo do psiquiatra os casos que possivelmente não se beneficiarão com o uso da acupuntura.

Apesar dos poucos estudos bem elaborados, controlados e com casuísticas importantes a acupuntura parece ser uma técnica promissora no tratamento da depressão. E para maiores conclusões e para claras orientações de tratamento mais estudos se fazem necessários.

Exercício Físico

O exercício físico sempre existiu na história da humanidade. Estudos antropológicos e evidências históricas relatam a existência desta prática desde a cultura pré-histórica, como um componente integral da expressão religiosa e cultural (VAISBERG, 2005, p. 5). Um bom exemplo são os Jogos Olímpicos – prática desportiva com caráter de celebração e culto aos Deuses que ocorre há mais de 2700 anos.

Um outro aspecto também muito importante do exercício físico, quando realizado de forma planejada, estruturada e repetitiva, é a sua capacidade de atuar no condicionamento físico, aumentando ou mantendo a saúde e a aptidão física. Esta forma de atuação também pode ser encontrada na história das civilizações; como na Idade Média em que os exercícios foram a base da preparação militar dos soldados, que durante os séculos XI, XII e XIII lutaram nas Cruzadas empreendidas pela Igreja.

Porém, uma atenção recente, fruto de diversos estudos atuais, relaciona o exercício físico com a prevenção, conservação e conseqüente melhora da saúde.

Estudos epidemiológicos e experimentais evidenciam uma correlação positiva entre a prática da atividade física e diminuição da mortalidade, sugerindo um efeito positivo no risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares, no perfil dos lipídeos plasmáticos, na manutenção da integridade óssea, no controle de enfermidades respiratórias e do diabetes, além de menor prevalência de câncer. Também são relatados benefícios psicológicos como melhora na função cognitiva, humor, diminuição da ansiedade e depressão (MC ARDLE et al., 1998; MAZZEO, 1998; NIEMAN, 1999; POWERS et al., 2000; WILMORE, COSTIL, 2001 apud VAISBERG, 2005, p. 06).

Independente da idade, o exercício físico terapêutico regular produz melhoras fisiológicas mensuráveis. O Colégio Americano de Medicina Esportiva (“American College of Sports Medicine” – ACSM), por exemplo, coloca dentre os benefícios diretos e indiretos do exercício físico terapêutico:


Melhoria da função cardiovascular e respiratória;
Redução dos fatores de risco para doenças das artérias coronárias;
Diminuição de incidentes mortais provocados por doença cardiovascular;
Diminuição da incidência de doença das artérias coronárias, cancro do cólon e diabetes tipo II;
Diminuição da massa gorda e manutenção ou aumento da massa muscular;
Aumento da massa óssea e/ou prevenção da sua perda (prevenção da osteoporose);
Aumento da força muscular;
Aumento da resistência de tendões e ligamentos;
Aumento do metabolismo em repouso;
Melhoria da função imunitária;
Atraso de certos processos do envelhecimento;
Aumento da sensação de bem-estar e da auto-estima;
Melhoria dos estados de depressão e ansiedade.

A magnitude dessas melhoras depende de muitos fatores, incluindo estado inicial de aptidão, idade, tipo e volume de treinamento. Por isso, é importante lembrar que quando se pretende trabalhar com o exercício físico de forma terapêutica é preciso ter um bom conhecimento dos aspectos gerais e da fisiologia do exercício, sabendo associar isto à correta prescrição para cada indivíduo e para cada doença.

Para isso deve-se estar atento a determinantes como: intensidade, volume, freqüência e duração do exercício. Além disso, outro cuidado igualmente importante refere-se à realização de uma avaliação física precisa, para que seja elaborado um programa correto de exercícios, baseado no gasto energético, idade, sexo, entre outros (FLETCHER, 1990, p. 2288).

Na última década foram realizados estudos controlados fundamentando a idéia de que os exercícios físicos têm papel relevante na promoção de saúde mental. Os indivíduos mais estudados são os de populações clínicas, portadoras de depressão - os quais, em geral, são mais sedentários e apresentam menor capacidade de trabalho físico se comparados aos não portadores da doença. Tem-se observado que ambas as populações se beneficiam dos efeitos da prática de diferentes modalidades de exercício físico (MELLO, 2005, p. 205).

Frente às necessidades em entender a fisiologia do exercício, qual intensidade, freqüência, volume e duração da atividade física necessária para o tratamento da depressão surgiram os tópicos subseqüentes deste capítulo.

Fisiologia do Exercício na depressão

Segundo Vaisberg (VAISBERG, 2005, p. 136) mecanismos psicológicos e fisiológicos tem sido sugeridos para explicar os efeitos benéficos dos exercícios sobre a saúde e sobre transtornos mentais. Embora poucas hipóteses tenham encontrado respaldo em estudos randomizados e controlados, alguns dos mecanismos serão aqui mencionados:

Mecanismos psicológicos dos exercícios físicos:

a) Hipótese da distração: Sugere que o desvio (promovido pelos exercícios) de estímulos não prazerosos ou de queixas somáticas dolorosas levem à melhora do afeto e do bem-estar;

b) Teoria da auto-eficácia: Propõe que confiança, na capacidade de se exercitar, está fortemente relacionada à habilidade de realizar outras tarefas/comportamentos;

c) Hipótese da interação social: Postula que a interação social e o suporte mútuo entre os praticantes é importante parcela dos benefícios causados pelo exercício físico à saúde mental do indivíduo.

Mecanismos fisiológicos dos exercícios físicos:

a) Hipótese das monoaminas: propõe que os exercícios otimizam a transmissão sináptica aminérgica cerebral. Noradrenalina, dopamina e serotonina são aminas que agem no despertar, na capacidade da atenção e também estão relacionadas aos transtornos depressivos e distúrbios do sono;

b) Hipótese das endorfinas: as beta-endorfinas são produzidas endogenamente em diferentes localizações do cérebro, liberadas durante a atividade física, estão relacionadas à redução da dor e à potencialização do estado de euforia.

Além dessas diversas hipóteses a melhora do quadro do sono (benefício intimamente ligado à prática regular de atividade física) parece ser um dos fatores implícitos relacionados à diminuição dos sintomas da depressão.

Para esta melhora do padrão do sono algumas teorias são propostas. Entre essas propostas temos:

a) - Termorregulatória: afirma que o aumento da temperatura corporal como conseqüência do exercício, facilitaria o disparo do início do sono, graças a ativação dos mecanismos de dissipação do calor e indução do sono, processos estes controlados pelo hipotálamo;

Conservação de energia: descreve que o aumento do gasto energético promovido pelo exercício durante a vigília aumentaria a necessidade de sono a fim de alcançar um balanço energético positivo, restabelecendo uma condição adequada para um novo ciclo de vigília;

Restauradora ou compensatória: da mesma forma que a anterior, relata que a alta atividade catabólica durante a vigília reduz as reservas energéticas aumentando a necessidade de sono.

Os benefícios da atividade física, em relação à qualidade de vida, são indubitáveis, e são evidenciados sob o aspecto psicossocial, interferindo no estado de ansiedade e depressão, elevando a autoconfiança e favorecendo assim sua reintegração social e profissional além de motivar as mudanças dos hábitos de vida e o controle dos fatores de risco” (YAZBEK et al., 1994, p. 8


Massagem

A massagem sempre foi um dos meios mais naturais e instintivos de aliviar a dor e o desconforto. É comum verificar que quando uma pessoa tem músculos doloridos, dores abdominais, uma contusão ou um ferimento, o impulso instintivo é tocar e/ou esfregar essa parte do corpo para obter alívio.

O toque como método de cura parece ter inúmeras origens culturais e é provável que a massagem tenha começado quando habitantes das cavernas esfregavam suas contusões (FRITZ, 2001 p. 12).

A massagem terapêutica tem fortes raízes na medicina popular chinesa, mas também possui muitos aspectos em comum com outras tradições de cura, como a medicina indiana e a medicina persa. Acredita-se que a arte da massagem tenha sido mencionada pela primeira vez por escrito em cerca de 2760 a.C., no grande tratado de medicina chinesa conhecido como Nei Chang e desde cerca de 500 a.C. vem sendo pesquisada e descrita extensamente em livros.

A literatura médica egípcia, persa e japonesa está cheia de referências à massagem. O médico grego Hipócrates (460 a.C) advogava a massagem e os exercícios de ginástica constantemente em suas terapêuticas. Asclepíades, outro eminente médico grego, confiava exclusivamente na massagem em suas práticas (WOOD, 1984, p. 3).

Ao longo da história, a massagem foi usada como ferramenta terapêutica e seu valor foi reconhecido por múltiplas e variáveis culturas. A fundamentação fisiológica em suporte ao uso da massagem tem progredido, indo de puramente empírica até algo mais científico (CDOF, 2006).

Os métodos de massagem terapêutica são simples e eficientes para produzir respostas mediadas por meio do sistema nervoso, da interação com o sistema endócrino, do tecido conectivo e dos sistemas circulatórios. Técnicas de massagem terapêutica são capazes de substituir a farmacêuticas em casos de manifestações brandas de sintomas em determinadas disfunções. Como suplemento de ajuda à terapia medicamentosa pode reduzir as dosagens e a duração do uso de fármacos, diminuindo assim o risco de efeitos colaterais. O uso da massagem para a ansiedade, a depressão e a dor crônica pode ser benéfica em conjunção com um protocolo de tratamento multidisciplinar (FRITZ, 2001, p. 174).

As técnicas manuais de massagem são fisiologicamente específicas e bem definidas pelo modo de aplicação (esfregar, tracionar, pressionar); pela velocidade e a profundidade da pressão (sustentada ou lenta, rítmica, intervalada ou rápida); pela intensidade do toque (toque leve, toque profundo e uma combinação dos dois); e pela parte do corpo do terapeuta usada para aplicar as técnicas (dedos, mão, antebraço ou joelho).

As técnicas de massagem terapêutica e outros tipos e estilos de trabalhos corporais são meras variações da aplicação fundamental de manipulações, que proporcionam estimulação sensorial externa e efeitos internos. Os benefícios das técnicas são simplesmente o resultado de efeitos fisiológicos básicos desencadeados pelo estímulo tátil (FRITZ, 2001, p. 151).

Portanto, tentaremos elucidar no tópico a seguir aspectos fisiológicos básicos da massagem que podem ser útil na psicobiologia da depressão.

Efeitos Fisiológicos da massagem na depressão

É importante lembrar que quando os pacientes são tocados, a sua psique também é tocada; é literalmente impossível separar a psique do corpo. É comum que o tratamento físico seja capaz de alterar o estado psicológico do paciente, em forma de alterações de humor, de uma nova percepção da imagem corporal e em mudanças de comportamento.

Perls, fundador da psicologia da Gestalt, salientou que estimular as sensações (como por meio da massagem) e aumentar a conscientização corporal contribuem para “alimentar” a psique, promovendo uma melhor integração entre o corpo e a mente. Darbonne, terapeuta gestaltista e rolfista, recomenda o uso da técnica de massagem para aumentar a consciência do corpo em prol do crescimento pessoal (LEDERMAN, 2001, p. 177).

Os conceitos fundamentais que explicam os efeitos da massagem terapêutica baseiam-se no princípio de que a massagem age diretamente nos tecidos moles ou fluídos corporais estimulando o sistema nervoso, o sistema endócrino, as substâncias químicas do corpo, além de sua ação como efeito placebo.

Nesta atuação da massagem sobre o Sistema Nervoso, sobre as substâncias químicas do corpo, sistema endócrino e efeito placebo, as principais informações foram encontradas no livro de Fritz (FRITZ, 2001, p. 151 a 157) intitulado: “Fundamentos da massagem terapêutica” e serão abordados conforme o autor propõe em seu livro, falando sobre a atuação da massagem em cada um dos sistemas e colocando, a seguir – após cada item - afirmações oriundas do autor sobre evidências e pesquisas que demonstraram a eficácia da massagem, por exemplo, na modificação de níveis de alguns neurotransmissores ou substâncias neuroendócrinas.

Os efeitos da massagem sobre o Sistema Nervoso

Os efeitos da massagem ocorrem através do inter-relacionamento do Sistema Nervoso Central (SNC) e periférico (e seus padrões de reflexo e múltiplos caminhos), além do sistema nervoso autônomo (SNA) e do controle neuroendócrino.

O sistema nervoso responde aos métodos de massagem terapêutica por meio da estimulação dos receptores sensoriais pelo toque. A estimulação sensorial da massagem interrompe um padrão existente nos centros de controle do SNC, resultando numa mudança de impulsos motores. Essa mudança nos impulsos motores acarretaria uma alteração da homeostase e regularia os padrões vitais e a liberação de neurotransmissores.

Pesquisas atuais apontam que a maioria dos problemas no comportamento, humor e percepção de estresse e dor, bem como outras desordens chamadas de mentais/emocionais, são causadas pela desregulação ou falta das substâncias bioquímicas. A massagem regularia esses níveis bioquímicos, melhorando os sinais de ansiedade, atenção e diminuindo os traços depressivos.

A influência da massagem nas Substâncias Neuroendócrinas

Algumas das principais substâncias químicas reuroendócrinas influenciadas pela massagem são as seguintes:

Dopamina: Influencia a atividade motora e do humor.

Serotonina: Regula o humor e reduz a irritabilidade. Também modula o ciclo de sono/vigília. Um baixo nível de serotonina tem implicação na depressão, distúrbios alimentares, problemas de dor e desordens obsessivo-compulsivas.

Epinefrina/Adrenalina e Norepinefrina/Noradrenalina: A epinefrina ativa mecanismos de excitação no corpo, ao passo que a norepinefrina funciona mais no cérebro. Elas são as substâncias químicas da ativação, da excitação, do alerta e do alarme; na resposta de luta e fuga e em todos os comportamentos e funções de excitação simpática. Se os níveis dessas substâncias químicas estão elevados, ocorre uma hiperatividade e uma hipervigilância - a pessoa pode ter um padrão de sono perturbado, em particular uma falta de sono. Com baixo nível dessas substâncias o indivíduo fica indisposto, sonolento, fatigado e subestimado.

Encefalinas/endorfinas: São substâncias que levantam o ânimo e que dão suporte à saciedade e modulam a dor. A massagem aumenta os níveis disponíveis destas substâncias. A duração do efeito da massagem, em função do esgotamento das encefalinas é de aproximadamente 48 horas.

Ocitocina: Ligada a sentimentos de atração, junto com suas funções mais clínicas durante a gravidez e lactação.

Cortisol: Um dos hormônios liberados pelas glândulas supra-renais durante períodos de estresse prolongado. Níveis elevados desse hormônio indicam aumento de estimulação simpática.

Há evidências suficientes, também, que correlacionam o estresse à depressão – o que justificaria o fato da aplicação de massagem em pacientes estressados e/ou deprimidos.

Hormônio do crescimento: Promove a divisão celular e em adultos tem sido implicado nas funções de regeneração e reparação de tecidos. A massagem dinamiza, de forma indireta, a disponibilidade do hormônio do crescimento, encorajando o sono e reduzindo o nível de cortisol.

Pesquisas tem demonstrado que a massagem terapêutica aumenta os níveis de dopamina, serotonina, encefalinas, endorfinas e a ocitocina, além de reduzir os níveis sanguíneos e salivares de cortisol. Esta informação é de grande relevância, visto que são hormônios altamente relacionados com os pacientes deprimidos.

Influências autônomas

O SNA é mais conhecido por sua regulação da resposta simpática de “luta/fuga/medo” e da resposta parassimpática de “relaxamento e restauração”. Os dois sistemas trabalham juntos para manter a homeostase do corpo.

A excessiva ativação simpática esta relacionada à maioria das doenças provenientes do estresse. O SNA é regulado por vários centros no cérebro, em particular o córtex cerebral, o hipotálamo e a medula oblonga. O hipotálamo desempenha um papel importante na conexão corpo/mente e é um dos principais componentes do sistema límbico.

O sistema límbico é um grupo de estruturas do cérebro, ativadas por excitação e comportamento emocional, que influenciam os sistemas endócrino e autônomo. As respostas límbicas são refletidas numa alteração geral do humor e em sentimentos de bem-estar e angústia.

A massagem mostrou-se efetiva na regulação dos circuitos neurais límbicos às respostas emocionais.

Relaxamento

Apesar da origem relativamente nova dos procedimentos de relaxamento, seus antecedentes históricos são antigos. Nos murais da Babilônia, encontram-se evidências do uso do relaxamento e da hipnose e há notícias de que os Assírios realizavam notáveis tratamentos baseados em "passes" ou induções médicas. Os Caldeus conheciam a astrologia e dedicavam-se a estudos de ocultismo. Pesquisavam as forças internas do ser humano com fins medicinais e entre estes estudos preponderava-se o relaxamento e o hipnotismo. Assim como os Caldeus, os egípcios, os Astecas, Mayas, Quíchuas e Incas (civilizações antigas) já praticavam o relaxamento e o hipnotismo (SANTOS, 2006).

Em 1890, mesmo havendo supor o abandono do relaxamento e da hipnose, Freud declarou num artigo:

"A hipnose confere ao médico uma autoridade de tal ordem que é provável que nenhum padre ou taumaturgo jamais a tenha possuído, pelo fato de ela concentrar todo o interesse psíquico do hipnotizado na pessoa do médico (SANTOS, 2006)".

E não hesitou em recomendar a todos os médicos, inclusive aos médicos de família, essa forma de terapia, que deveria ser situada no mesmo plano dos demais procedimentos terapêuticos e não ser considerada um recurso último.

As Técnicas do relaxamento constituem um conjunto de procedimentos de intervenções úteis não só no âmbito da Psicologia Clínica e da saúde, como também no da fisioterapia aplicada em geral. As primeiras publicações do relaxamento progressivo de Jacobson e o relaxamento autógeno de Shultz são de 1929 e 1932 respectivamente. Este último sendo uma das técnicas mais conhecidas no relaxamento e que consiste de uma série de frases que induzem à auto-sugestão e proposição de bem estar (SANTOS, 2006).

O relaxamento engloba algumas técnicas responsáveis por promover um estado de equilíbrio da ansiedade e da tensão muscular, oferecendo alternativas de como lidar com o estresse e com as alterações somático-mentais.

Algumas intervenções para promoverem o relaxamento incluem meditação, relaxamento muscular progressivo, hipnose, biofeedback, técnicas que preconizam a respiração e a concentração.

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Relaxamento como tratamento da depressão

Em reportagem da Folha de São Paulo: “Medicina se rende à prática da meditação”, os autores colocam que tal prática deve ser realizada entre 10 e 20 minutos, de uma a duas vezes ao dia. E comentam que a meditação preferencialmente deve ser realizada na posição sentada, num lugar calmo e a meia luz – porém, existem aqueles que a realizam andando, lavando pratos ou outras atividades. Além disso, um aspecto interessante da meditação é que o paciente pode gerir o seu próprio tratamento.

Grande parte das técnicas de relaxamento preocupa-se com a concentração e com a respiração, sendo estas partes importantíssimas do relaxamento. O paciente deve ser instruído a imaginar que as energias negativas são retiradas de seu corpo e que seu sangue está ficando oxigenado e limpo (FIGUEIRÓ, 2005, p. 127).

O passo seguinte de algumas técnicas de relaxamento é seguir para regiões específicas do corpo. Pede-se ao paciente que imagine seus braços, suas pernas, sua cabeça e seu tronco - em diversos e diferentes momentos. A dor e o incômodo devem ser esquecidos.

O próximo passo é pedir que o indivíduo imagine-se em um lugar que se sinta bem e longe de seus problemas de cotidiano e que, provavelmente, estejam causando seu desconforto. O paciente deve ser sempre influenciado com pensamentos e palavras boas (FIGUEIRÓ, 2005, p. 127).

Outra possível técnica de tratamento para a depressão é o relaxamento progressivo. O relaxamento progressivo pode ser praticado em posição deitada ou sentado, em uma cadeira com a cabeça apoiada. Cada músculo ou agrupamento muscular é tensionado de 5 a 7 segundos e então relaxado, de 20 a 30 segundos. Este procedimento é repetido pelo menos uma vez. Se determinada região continuar tensa, pode-se praticar até 5 vezes (DAVIS, 1996, p. 63).

Reynolds (REYNOLDS, 1986) realizou uma pesquisa comparativa entre o relaxamento e técnicas de terapia comportamental em adolescentes deprimidos. O estudo foi composto por 10 sessões, de 50 minutos de relaxamento muscular progressivo, em que a 1ª sessão começou com a introdução do programa de tratamento. O terapeuta explicou todos os objetivos das sessões e os pacientes foram treinados a perceber os momentos de estresse que geravam tensão muscular associados à depressão. Nas sessões seguintes os pacientes foram ensinados a relaxar grandes grupos musculares, seguindo os princípios do relaxamento muscular progressivo.

Os pacientes eram incentivados a utilizar os ensinamentos obtidos nas sessões em situações que pudessem gerar estresse e tensão muscular. Na última sessão foi entregue o programa do tratamento e os indivíduos foram encorajados a realizar relaxamentos em possíveis fontes de estresse futuras (REYNOLDS, 1986, p. 563). O relaxamento mostrou-se superior a técnica comportamental na redução da ansiedade e do estresse, além de maior eficácia no controle dos sintomas depressivos.

Estudos recentes realizados pelo Grupo de Colaboração Psicossocial a Oncologia (Psychosocial Collaboration Oncology Group – PSYCOG) demonstraram que as técnicas de relaxamento obtiveram sucesso no controle da ansiedade, dor, náuseas e vômitos em pacientes submetidos à quimioterapia. O estudo apontou que os sintomas de ansiedade e depressão são comuns nesses pacientes e que as técnicas meditativas foram efetivas na redução dos traços depressivos e ansiosos, mesmo quando comparados com o uso de Alprazolam; porém cabe salientar que o Alprazolam foi superior (de forma pouco significativa) ao tratamento por relaxamento. E os autores colocam que a maior relevância da pesquisa foi o fato da terapia pelo relaxamento surgir como alternativa para pacientes que já administram muitos medicamentos e relutam em usar uma droga adicional (HOLLAND, 1991, p. 1004).

Em outro estudo realizado com mães adolescentes que adquiriam os sintomas depressivos, os resultados demonstraram que tanto as técnicas de relaxamento quanto as técnicas de massagem são efetivas no tratamento da depressão, porém de formas diferentes. A pesquisa foi realizada com 32 mães adolescentes divididas em 2 grupos que diferiram muito pouco em relação à idade, anos de escolaridade e etnia (71% negras, 29% latinas).

Os tratamentos propostos foram massagem e o relaxamento. O grupo de massagem (N = 16) recebeu 30 minutos de massagem por dia, em 2 dias consecutivos por semana, por 5 semanas consecutivas (10 sessões). A massagem foi realizada em decúbito dorsal nos primeiros 15 minutos e em decúbito ventral nos últimos 15 minutos. A massagem foi em todo o corpo e sempre no mesmo horário do dia (fim de tarde).

O grupo de relaxamento (N = 16) recebeu a mesma quantidade de sessões e mesma carga horária que o grupo de massagem. O relaxamento foi aplicado por 30 minutos por dia, por 2 dias consecutivos na semana, por 5 semanas consecutivas (10 sessões). Os primeiros 15 minutos foram compostos por exercícios de Ioga e os últimos 15 minutos consistiram na técnica de relaxamento muscular progressivo. Foram aplicadas as mesmas condições de controle da massagem.

Foram medidos os níveis de ansiedade, o pulso, os níveis de cortisol salivar, os níveis de cortisol sanguíneo e parâmetros comportamentais nos dois grupos, no primeiro e no último dia da pesquisa. Os dados da massagem (tabela 2) e os dados do relaxamento (tabela 3) foram comparados e demonstraram que o relaxamento é mais eficiente ao fim da terapia, mas a massagem tem seus efeitos em escala maior e em maior durabilidade (FIELD, 2006, p. 903).

CONCLUSÃO

A depressão, sendo um problema tão relevante de saúde pública, devido a sua alta incidência em todas as idades, sexos e classes sociais, necessita de arsenal terapêutico mais variado. Na prática clínica a equipe de saúde tem centrado suas ações contra a depressão basicamente em reduzidas ofertas, como a medicamentosa e a psicoterapêutica. Outras possibilidades terapêuticas devem ser buscadas, principalmente na área não medicamentosa – reduzindo os efeitos colaterais gerados por tal intervenção, possivelmente minimizando os gastos com saúde e favorecendo uma abordagem multidisciplinar para tal problema.

Conclui-se que as técnicas estudadas - acupuntura, exercício físico, massagem e relaxamento - apresentam resultados promissores no tratamento da depressão. O exercício físico aparentemente apresenta maior respaldo científico no que diz respeito à prevenção e ao tratamento da depressão – com estudos mais apurados, com maiores rigores metodológicos e com casuísticas importantes. Porém, cada técnica possui sua aplicação específica e a preferência do paciente, por uma das intervenções, parece ser um fator de muita valia.

Porém, mais estudos são necessários para que claras orientações quanto à positividade de cada intervenção e as melhores maneiras de tratamento sejam estabelecidas. Realizando mais estudos comparativos com técnicas consagradas, verificando se existe uma melhor aplicabilidade em pacientes, por exemplo, com depressão leve ou moderada, realizando comparações com “grupos placebo” e estabelecendo assim, melhores coordenadas para o tratamento de tais pacientes.

Pela revisão bibliográfica pode-se perceber também, que as terapêuticas estudadas (acupuntura, exercício físico, massagem e relaxamento) devem ser cuidadosamente empregadas caso sejam o recurso único no tratamento da depressão; pois ainda não existe um consenso criterioso sobre a utilização devida destas técnicas.



Referência
Moretti FA, Caro LG - Terapias complementares no tratamento da depressão: acupuntura, exercício físico terapêutico, massoterapia e relaxamento - in. PsiqWeb, internet, disponível em www.psiqweb.med.br/, 2006.

Felipe Azevedo Moretti e Lucas Gomes Caro

sábado, 27 de agosto de 2011

Mundial de Daegu: Maurren é atração na abertura



O 13º Mundial de Atletismo começa neste sábado, às 9h, com a largada da maratona feminina. Por conta do fuso horário, para quem está no Brasil o Campeonato terá início ainda na sexta-feira, às 21h. Isto porque, em Daegu, na Coreia do Sul, são 12 horas a mais do que em Brasília.

Na rodada de abertura do Mundial serão disputadas 20 provas, sendo que duas são finais: a maratona feminina, pela manhã, e os 10 mil, também no feminino, à tarde. Perto de 2 mil atletas de 202 países competirão até 4 de setembro no Daegu Stadium, que deverá receber lotação completa, segundo a organização.

O Brasil tem 29 atletas nesta edição do Mundial e 13 entram na pista logo na 1ª rodada. O destaque da equipe, naturalmente, é Maurren Maggi, campeã olímpica do salto em distância nos Jogos de Pequim-2008. Maurren já foi quatro vezes finalista no Mundial: Sevilha-1999, Edmonton-2001, Osaka-2007 e Berlim-2009.

A saltadora e o treinador Nélio Moura admitem que a preparação deste ano "tem como meta central a conquista do tricampeonato no Pan 2011 (em outubro, no México)". No entanto, Maurren diz sentir-se "ótima e um bom resultado pode acontecer aqui, mesmo, no Mundial da Coreia".

Entre as atletas que estão na lista preliminar da Iaaf, a brasileira é a 5ª melhor, com 6,89m. As quatro primeiras são Brittney Reese (EUA) 7,19m, Darya Klishina (Rússia) 7,05m, Olga Zaitseva (Rússia) 7,01m e Veronica Shutkova (Belarus) 6,95m.

"Espero uma prova difícil, de alto nível", afirma Maurren.

Sobre Keila Costa, vice-campeã pan-americana no Rio 2007, Nélio vê boas chances da atleta qualificar-se para a final, no domingo, às 18h15min, hora local (6h15min da manhã, em Brasília).

"A Keila esteve nas finais dos Mundiais de Osaka e Berlim, e da Olimpíada de Pequim. No Mundial Indoor de Doha-2010 ela ganhou bronze", conclui Nélio.

A atleta diz que está tranquila:

"Estou bem e espero fazer um bom salto", comenta, enquanto usufrui de uma massagem na sala de fisioterapia da CBAt, na Vila dos Atletas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dormir após a refeição aumenta o rendimento no esporte



Em muitos países, dormir após as refeições é um costume cultural transmitido de geração para geração e totalmente adaptado à rotina das grandes cidades. A prática traz inúmeros benefícios para a saúde, conforme apontam estudos científicos. E tem sido indicada por médicos do esporte e treinadores, já que atua no relaxamento muscular e na melhora do rendimento físico.

“O benefício do repouso e da recomposição, ganhos com o cochilo após as refeições, é muito importantes para quem pratica esportes”, afirma Ricardo Cury, ortopedista e professor da faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. “Tanto a força empregada pelo indivíduo nos exercícios quanto a energia gasta estarão renovadas depois deste descanso”, completa. Numa próxima disputa ou mesmo nos treinamentos diários, o atleta terá mais energia e perceberá facilmente a melhora na performance.

Dormir para cuidar da cabeça e do coração
Do ponto de vista psicológico, cochilar depois das refeições também é positivo. “A quebra da rotina e a sensação de estar pronto para retomar as responsabilidades do dia-a-dia, acabam tornando o cotidiano mais prazeroso”, afirma a psicoterapeuta Gabriele Talajoice. Além de privilegiar o descanso físico, as propriedades anti-estresse permitem que a calma, a concentração, o foco e a atenção estejam garantidos durante os treinamentos, portanto.

Estudos publicados no início deste ano, na revista Archives of Internal Medicine, exaltaram a eficácia do sono vespertino contra o estresse e também na prevenção de distúrbios cardíacos. Testes aplicados em indivíduos previamente saudáveis, entre eles esportistas, como corredores e ciclistas, mostraram que nos países que adotam a “siesta” há muito menos registros de mortes por problemas do coração, como o infarto ou as isquemias.

E esqueça o medo de engordar. Essa possibilidade está ligada ao tipo de alimento consumido, e não necessariamente ao sono. Manter uma dieta equilibrada, fracionar as refeições durante o dia e evitar a ingestão de altos índices de gordura já são medidas suficientes para trabalhar o metabolismo sem riscos de ganho de peso.

Fonte: 02porminuto

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Surf e suas lesões



Muitas cidades litorâneras oferecem a prática do surf para seus moradores e o cuidado que o surfista tem que ter com o seu corpo é de suma importância para sua atividade com saúde. Outras cidades próximas os surfistas fazem bate e volta amanhecendo na praia e voltando para sua cidade de origem para voltar ao trabalho, Canoinhas ainda é um pouco longe para esta prática, mas, quando morava em Curitiba, era muito frequente ir a praia de Itapoá com duas horas de ida e duas de volta apenas. Quem assistiu o esporte espetacular que passou na Globo um tempo atras viu alguns atletas, artistas e internautas dropando ondas em Fernando de Noronha-PE.

Existem duas fases distintas no surf: a passagem da arrebentação, onde o atleta rema deitado na prancha e o surfar a onda.

A remada é o principal movimento para o deslocamento do surfista no mar. Seja para entrar em uma onda ou ultrapassar a arrebentação, o surfista está sempre exigindo bastante de seus membros superiores. Consiste o surfista, deitado sobre a prancha, com a extensão da coluna vertebral, principalmente no segmento cervical e lombar. Durante horas o surfista fica nesta posição, onde é associado aos movimentos explosivos de rotação da coluna (batida, aéreo, snep), colocando a sua coluna em constante estresse.

O surfista está cada vez mais surfando ondas maiores e aumentando a radicalidade das manobras. A manobra de maior incidência é o floater, que é uma manobra de grande impacto, em que o surfista usa seus membros inferiores e tronco para absorver o impacto. Outra manobra com grande incidência de lesão foi a batida, a qual exige do surfista muita flexibilidade, utilizando muito os membros inferiores, superiores e tronco.

Benefícios do surf para a saúde:

A melhora da capacidade cardio-respiratória, da força, da resistência e explosão musculares do tronco, dos membros superiores e dos membros inferiores. Aprimora a concentração, o tempo de reação, os reflexos, a noção espaço-temporal, o equilíbrio e a agilidade. Porém, ainda se faz necessária uma abordagem mais específica do esporte, principalmente no que se refere à preparação física direcionada não só na melhora da atividade, mas também em relação a prevenção de lesões.

Para maior eficiência das manobras é importante a participação dos membros superiores, principalmente para o equilíbrio dinâmico e recuperado. Os tornozelos e as articulações dos pés, em geral, também são importantes para a adaptação do corpo, durante as manobras. No caso do floater e do aéreo, por exemplo, ocorre a perda momentânea do contato com a água e impacto após a queda, que é absorvido pelo corpo. Portando, há necessidade de contrações musculares excêntricas rápidas e eficientes para estabilização da coluna, tronco e membros inferiores.

Em relação ao aquecimento dos surfistas eles realizam alongamento antes de surfar e mais poucos realizam alongamento depois do surf, que é de vital importância para o relaxamento da musculatura.

Existem várias lesões derivadas dos surf entre elas estão as cápsulo-ligamentares (lesões nas articulações) acometendo principalmente o joelho, devido às rotações bruscas associados à flexão durante as manobras, e o ombro, devido ao "over use" das estruturas articulares, principalmente os tendões, durante as repetidas remadas.

As mialgias (dores musculares) são lesões mais frequente e ocorrem principalmente na região lombar e cervical da coluna vertebral, devido aos movimentos rotacionais e à postura adotada pelo corpo na hora da remada, postura essa que provoca tensão nas estruturas musculares e articulares e que pode ser amenizada com alongamentos feitos sentado na prancha, como por exemplo, entrelaçar as mãos, atrás da cabeça e puxar a cabeça para baixo, levando o queixo na direção do peito, mantendo por pelo menos 20 segundos.

A maioria das lesões no surf acontece por excesso de uso dos tecidos músculos esqueléticos, sem a devida recuperação. Assim devemos trabalhar os músculos paravertebrais, abdominais (tronco e abdômen), membros inferiores, membros superiores e cabeça e pescoço.

A visão moderna da Massoterapia no esporte enfoca a prevenção, ou seja, baseada no estudo biomecânico dos gestos esportivos, no conhecimento do ambiente onde o esporte é praticado, na intensidade dos treinamentos e o material utilizado pode-se avaliar o atleta e o modo com que ele pratica cada modalidade. Nos casos que a lesão já tenha ocorrido a atuação deve ser mais precoce possível para acelerar o retorno do surfista ao esporte.

Rodrigo Muzulão Nora Massoterapeuta

domingo, 19 de dezembro de 2010

Bem estar com atividade física


Conquistar uma vida saudável, longa, feliz e aproveitar cada instante com disposição é o objetivo de muita gente. Para que isso seja possível só depende de você! O que as pessoas precisam, na maioria das vezes, são de pequenas ações e atitudes que fazem parte do dia-a-dia como, por exemplo, preparar uma alimentação saudável e fazer uma caminhada.

Segundo Cláudio Castilho, diretor Técnico da Assessoria Esportiva Saúde e Performance, presidente da Associação de Treinadores de Corrida de São Paulo e treinador de Atletismo do Esporte Clube Pinheiros, a qualidade de vida pode ser resumida em uma única palavra: equilíbrio.

“Não é possível determinar um estilo de vida como o ideal para conquistar o bem-estar, já que existem as diferenças individuais entre cada um. Mas uma coisa é certa, para que isso aconteça é importante manter um equilíbrio entre o trabalho e vida pessoal, sem esquecer de praticar uma atividade física”, orienta Castilho.

Se a intenção da atividade também é diminuir de peso, prefira os exercícios mais dinâmicos, que trabalham grandes grupos musculares ao mesmo tempo, os aeróbios:

Nadar;
Correr;
Caminhar;
Pedalar .

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Regras básicas para a pratica de qualquer esporte


Sempre, sempre, sempre

-auto-respeito!

-equipamento correto

-alongamento

-bom senso

-evolução gradativa

-carga apropriada

-constância

-critério

-disciplina

-descansar corretamente

-de novo e sempre: auto-respeito!


Nunca:


-nunca tenha vergonha de seus limites

-nunca evolua mais de 10% por semana

-sabedoria esportiva:

-calma! Bons resultados só se atingem com calma

-hidrate-se antes, durante e depois dos exercícios

-alimente-se corretamente

-alongue-se corretamente antes e depois do exercício

-durma bem e aprenda a descansar

-chique é praticar o esporte de maneira sábia, correta.


Quer se machucar? Coloque status e demonstração de poder acima do esporte!

Esporte e bebida alcoólica não combinam bem, Evite.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Slacking


Corda Banba - O esporte desenvolve o equilíbrio e trabalha os músculos abdominais

Surgido nos Estados Unidos nos anos 80 pelos praticantes de escalada que em dia de chuva não tinham o que fazer, o slackline virou febre no Rio de Janeiro. O esporte consiste em prender uma corda resistente de um ponto a outro e caminhar sobre ela. No Rio, Luana Piovani, Caio Castro e até as gêmeas do nado sincronizado, Bia e Branca Feres, já particaram o esporte.

Como exige uma concentração grande para sua execução, o slackline é excelente para desenvolver o equilíbrio, resistência muscular e trabalhar a lateralidade. Na sua prática, os músculos abdominais também são bastante solicitados.

Fonte: ego.com.br

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Praticar atividades físicas


Um dos principais motivos que levam um indivíduo a praticar atividades físicas hoje em dia é a obtenção e ou manutenção da saúde.

Sabemos dos benefícios que a prática regular de exercícios físicos nos traz sendo eles: melhora da irrigação sanguínea, diminuição dos batimentos cardíacos, aumento do metabolismo basal e da oxigenação celular, diminuição de ocorrências de diabetes, hipertensão arterial e obesidade entre tantos outros.
A aquisição de massa muscular ou apenas a força muscular em si deve ser um dos pontos principais na escolha da atividade física a se praticar, pois quando se tem isto é possível realizar atividades do cotidiano tranquilamente, ter uma velhice mais independente, aumento da disposição corporal, do gasto de calorias, saúde física e mental, coordenação motora, agilidade, entre outras.

Eis algumas modalidades onde a prática regular e constante dos exercícios físicos proporcionam o aumento da massa muscular ou massa magra. São eles:

Ginástica Natural: atividade física onde se imita os movimentos dos animais. Utilizando o peso do corpo ganha-se força e resistência muscular trabalhando com contrações estáticas e exercícios isométricos, o qual exigem a permanência na posição por vários segundos. Esta é uma opção bacana de minimizar a sensação de obrigação aumentando o prazer de fazer uma atividade física.

Bicicleta: atividade física com variação de carga e esforço. Trabalha principalmente pernas e glúteos, exigindo também dos braços, abdômen, peito e costa indiretamente. Pode ser praticada ao ar livre como em parques ou ruas ou ainda em trilhas com subidas e descidas alucinantes. Para as grandes cidades, praticar ciclismo indoor como as aulas de spinning, com variações de carga e intensidade é uma boa pedida.

Ginástica localizada: exercício basicamente localizado com utilização de cargas como pesinhos e caneleiras onde trabalha-se também coordenação motora, agilidade, melhora a condição cardiopulmonar, circulação sanguínea e condicionamento físico. Por usar carga na maioria de seus exercícios consegue-se definição muscular, massa magra e força.

Pilates: exercícios de solo ou em aparelhos onde se trabalha o corpo todo num sincronismo impressionante. Esta atividade exige demasiadamente do praticante, porém dentro do limite de cada um. Com a sua prática se consegue músculos fortes, alongados, firmes e definidos, articulações mais saudáveis, melhor capacidade de respiração, sendo também uma modalidade anti-stress.

Movimentos isométricos: ao realizar os movimentos de exercícios mais comuns basta manter por três a cinco segundos na máxima contração, assim você isola a musculatura fazendo com que ela ganhe mais resistência, tônus e força. Mantendo-se nesta contração o esforço extra e o stress das fibras causados por esta simples atitude intensificam a hipertrofia, tendo como resultado o crescimento muscular.

Boxe: esporte que envolve coordenação motora, agilidade, habilidade, velocidade, onde se adquire força principalmente nos braços pois os movimentos de socos fortalecem e definem a musculatura também de peito e costa. Desenvolve o condicionamento físico pois é uma atividade intensamente aeróbica também.

Musculação: tipo de exercício resistido onde geralmente são realizados com pesos, com variáveis de amplitude, carga, tempo de contração e velocidade controláveis, podendo ser aplicada de forma isométrica (contração mantida), isocinética (com velocidade angular constante) ou isotônica (com alternância de contrações concêntricas e excêntricas), contínua ou intervalada, suave ou intensa, com recursos aeróbicos ou anaeróbicos. Com tantas variáveis torna-se uma atividade física versátil sendo utilizada em diferentes objetivos. Esta é a atividade física com maior efeito no quesito ganho de massa muscular, sendo hoje eleita como uma das atividades físicas mais completas tanto para a obtenção da forma física, da estética quanto para a manutenção da saúde em qualquer fase da vida.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pratique tênis, uma atividade que queima muitas calorias


Com a popularidade que o tênis ganhou desde a Era Guga, o número de adeptos do esporte vem aumentando muito. Dos benefícios que praticar tênis proporciona, estão a melhora na coordenação motora, maior flexibilidade e mais agilidade, capacidade aeróbia, concentração, resistência muscular, além de queimar muitas calorias.

Em média, você pode gastar até 800 calorias em uma hora de jogo. É uma ótima maneira de manter a forma com uma atividade dinâmica e prazerosa.

Qual a dinâmica do jogo?

O tênis é um esporte jogado com uma raquete e uma bola por dois (simples) ou quatro (duplas) competidores, em uma quadra retangular dividida por uma rede. Pode ser jogado em quadras abertas ou fechadas.

Para quem deseja começar, é preciso ter um tênis apropriado (de sola baixa e de couro), uma raquete (as mais indicadas são as de grafite, material resistente e de maior duração, mas para quem está começando, as de alumínio são ótimas), bolinhas e uma quadra (saibro, carpete, grama ou asfalto).

O ideal é fazer aulas com um professor para aprender a executar a técnica de maneira correta. Executar a técnica errada dos golpes pode causar lesões. Quando você não sabe bater na bola corretamente, você usa mais força que o necessário. Para aprender e desfrutar do jogo de tênis, é necessário saber a maneira correta de segurar a raquete (empunhadura) e a correta execução dos golpes, as regras e as artimanhas.

Muitas pessoas perguntam se jogar tênis emagrece. Na verdade, já dissemos que todas as atividades físicas ajudam a emagrecer se associados a uma dieta alimentar equilibrada. Você consegue melhores resultados para emagrecer combinando o tênis com outras atividades como a corrida, bicicleta e musculação.

Para evitar lesões, é importante fazer muito alongamento e musculação para fortalecer a musculatura e dar suporte ao esporte. Quanto ao preço, as aulas de tênis em turma têm custo mensal de, no mínimo, R$ 100,00. Aulas particulares custam, em média, R$ 250,00 por mês.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Exercício físico no combate a depressão


Mais um ponto positivo para a prática de exercícios: ela ajuda a combater a depressão. Chamada de doença do século, estima-se que mais de 120 milhões de pessoas em todo mundo sofra com a depressão. O recado é mexa-se para espantar a ansiedade, estresse e seus sintomas. A nota abaixo da Agência Estado foi publicada pelo R7.

Pouca gente sabe que o exercício físico pode ser um coadjuvante no tratamento da depressão. Para estas pessoas, movimentar o corpo, muitas vezes, significa apenas melhorias na circulação, emagrecimento e alívio do estresse.

Atividades físicas proporcionam bem-estar, especialmente porque o organismo produz endorfina e serotonina - neurotransmissores que amenizam a dor e trazem prazer. Quando estas substâncias circulam pelo corpo, melhoram a memória e a disposição física e mental, deixam o sistema imunológico mais forte contra doenças oportunistas e tendem a amenizar a sensação de tristeza e desânimo.

Recomenda-se a prática regular para que os efeitos sejam realmente sentidos. Não importa a modalidade, mas os exercícios coletivos costumam proporcionar também integração e sociabilidade ideais para auto-estima. Esportes ao ar livre também são bem-vindos.

Equipe Bem Star

domingo, 10 de outubro de 2010

Pontecializando o treinamento



5 estratégias mentais para potencializar o treinamento desportivo

Cada dia de esforço e tempo dedicado ao treino determina o retorno do resultado desportivo que o atleta irá alcançar no futuro. Isto acontece porque à medida que o atleta vai acumulando o trabalho dos vários dias de treino, vai condicionando a sua mente e o seu corpo para ter um determinado desempenho com uma postura ou abordagem específica, transformando-se na sua atitude em competição.

Possivelmente existem atletas que treinam menos bem e nem tão pouco se preocupam se estão a ter uma atitude promotora de bons desempenhos ou não, e ainda assim conseguem bons resultados.

Mas por cada um destes, existe um milhar que não consegue. Você não tem que ser um atleta profissional ou um campeão olímpico para ser um atleta bem-sucedido. Nem tem que ter uma sala cheia de troféus, ganhar um campeonato nacional, ou fazer a primeira página da secção de desporto.

Eles estabelecem metas ambiciosas, mas realistas para si e para com o treino duro e exigente. Eles são bem sucedidos porque estão perseguindo os seus objetivos e a desfrutar ao máximo do seu esporte.

A sua participação no esporte enriquece a sua vida, acreditando que vale a pena o esforço que colocam diariamente no treino.

A seguir 5 estratégias mentais bastante relevantes no contributo que dão para o sucesso dos atletas nos mais variados esportes. Podem todas ser aprendidas e melhoradas através de boas instruções e da prática regular e programada.

TRABALHAR A ATITUDE

Todos os dias o atleta deverá trabalhar no desenvolvimento de um atitude poderosa face ao treino duro e exigente que na grande maioria das vezes lhe causa dor e fadiga extrema. O objetivo aqui é não se focar no lado “negativo” do treino, mas sim focar-se sempre na recompensa que irá obter de todo o trabalho duro que realiza.

Deverá focar nas emoções e sensações que irá ter quando alcançar o resultado desejado, e que o treino árduo é sem dúvida o caminho para o sucesso. Assim estará a construir uma atitude confiante – “isto é fantástico, farei tudo o que tiver ao meu alcance e enfrentarei os desafios e a dureza do treino com coragem e alegria”.

Este tipo de atitude irá “condicionar” e “programar” a mente e o corpo de forma implacável face às adversidades e dificuldades até que consiga atingir os resultados pretendidos. Com esta atitude consegue construir um bloqueio às auto-sabotagens e de uma vez por todas não inventar desculpas sem sentido. O atleta deverá focar-se a 100% na recompensa do seu treino, e não nos aspectos negativos.

2. TRABALHAR A TENACIDADE MENTAL

Por exemplo, se o corpo de um nadador consegue nadar uma determinada distância com facilidade mas a sua mente não, então estará com um grave problema para resolver – e isto é muito usual nos atletas.

Terá então de desenvolver a sua resistência mental para que não se esteja a deitar a baixo constantemente, como de uma luta se trata-se entre o corpo e a mente sempre que o treino é exigente. O atleta deverá relembra-se a si mesmo, usando as afirmações – “ eu consigo nadar com facilidade” ou “ mesmo em esforço eu consigo nadar até completar a série”.

Deverá construir uma mentalidade de combate à adversidade, para isso sempre que o treino esteja “difícil” deve usar a visualização e ver-se a fazer aquilo que pretende executar, permitindo automaticamente focar-se no que é importante e não na dor.

Ao desenvolver a sua resistência mental, aumenta largamente a capacidade de dar indicações a si próprio nos momentos difíceis, focando-se com discernimento naquilo que é importante para a obtenção de um bom resultado.

3. EXTRAIR OS ASPECTOS POSITIVOS

Uma das técnicas vulgarmente utilizadas por muitos atletas bem sucedidos é a revisão mental dos aspectos positivos no treino. Muitos utilizam a parte do treino dedicada à descontração, outros fazem-no no caminho para casa.

O mais viável é o atleta fazer este exercício de forma sistematizada, e uma das formas eficazes de o realizar, é procurar um local calmo onde se possa sentar ou deitar de forma confortável, de preferência colocando-se num estado de relaxamento induzido e depois fazer o exercício mental.

Isto faz com que o atleta crie um hábito de concentra-se nos aspectos positivos do seu treino e daquilo em que ele é eficaz. Este exercício mental permite criar aquilo que em psicologia chamamos de “pistas” pequenas associações que se fazem, que permitem ligar os circuitos motores e neuronais da boa execução.

As “pistas” (uma palavra, um gesto, uma imagem, uma sensação, ou outra coisa qualquer que o atleta escolha) são um estímulo muito poderoso que o atleta gravou na sua memória e que lhe associou um conjunto de movimentos, estratégias e emoções que o colocam no seu melhor estado para a realização das ações desportivas.

Os bons hábitos diários criam vias poderosa que aumentam a auto-eficácia do atleta e consequentemente o seu sucesso.

Por este motivo o atleta deve propor-se a este exercício mental de extrair os aspectos positivos do seu treino, e associar-lhe uma pista poderosa para poder voltar a utilizar numa próxima sessão de treino e/ou em competição, aumentando-lhe a percepção de auto-eficácia e a confiança e consequentemente a performance.

4. DIMINUIR OS EFEITOS DA DOR

Uma das maiores habilidades que a mente possui a favor do atleta é a sua capacidade de diminuir a dor. Todos nós possuímos no nosso corpo analgésicos naturais, como aqueles que estão disponíveis nas farmácias.

É bastante comum ler nos jornais que, algumas pessoas que perderam membros num acidente grave, relatam não terem tido dores no momento do acidente, porque o sistema poderoso da mente, e o sistema imunitário, imediatamente libertam morfina e outros analgésicos para a área afetada, inibindo todas as sensações de dor da vítima. Esta incrível capacidade da mente e do corpo pode ser facilmente utilizada por atletas, principalmente os que praticam esportes de resistência.

Um dos aspectos mais fascinantes sobre os atletas é que a grande maioria já tem a sua mente preparada para sentir a dor! Por exemplo, praticamente todos os atletas têm a noção dos seus limites e das suas capacidades, isto é realmente bom, pois permiti-lhes continuarem a esforçar-se para tentar ultrapassa esses mesmos limites.

No entanto, esta percepção de limites torna-se por si incapacitante em algumas situações, dado que o atleta já conhece a sua zona de sofrimento, ou seja, já sabe em que momento da sua prestação irá começar a instalar-se o desconforto e a dor. E isto é efetivamente incapacitante, pois mesmo que o atleta fosse capaz de continuar sem sensações desagradáveis, vai colocar-se num estado de incapacidade por indução, por auto-sugestão da dor, é como se a dor fosse virtual.

Perante isto o que poderá então o atleta fazer?

Conseguir treinar e competir, não sem a total inibição da dor, mas a reduzi-la de forma substancial ou a conseguir aguentar a dor sem sacrifício da performance.

Isto é possível de diferentes formas, mas uma das é através da introdução de uma sugestão de auto-hipnose para que a sua mente atrase o aparecimento da dor 20 metros mais adiante que anteriormente.

Vai-se assim condicionando o atleta a ir atrasando o aparecimento da dor através de um conjunto de estratégias de auto-sugestão de distração e de dissociação da dor. Este método, tal como o treino físico necessitam de prática, e vai-se melhorando pouco a pouco até ao ponto de a dor não ser mais impeditiva de o atleta realizar performances para a qual o seu corpo é capaz.

5. EVITAR O EXCESSO DE INFORMAÇÃO

Os atletas possuem a habilidade de seletivamente focarem-se naquilo que pretendem. Esta característica mental torna-se preponderante na realização do seu esporte, exercício ou disciplina técnica, mas apenas se conseguirem dirigir a atenção para as “pistas” ou “atalhos” que promovem a boa performance.

Igualmente significativo é perceber o que é que não é relevante para a execução de uma boa performance, e assim conhecer o que é motivo de distração e sabotagem de uma boa execução.

A Informação em excesso, ou informação não significativa é envida em forma de sinal ou estímulo para o corpo, podendo gerar alguma confusão.

Este processo pode promover um estado de indecisão, levando a que o corpo não execute os movimentos ou resultados desejados. Assim que consiga perceber ou identificar as pistas ou atalhos de performance e consiga de forma clara reconhecer as distracções e pistas ou informação não relevante, coloca-se numa melhor posição para conseguir atingir um estado de total imersão no seu desempenho.

Atingir este estado, leva o atleta a conseguir colocar-se na sua Zona de Ótimo funcionamento ou atingir a sua Zona de Foco.

Pistas sem importância ou distrações como por exemplo, poder estar a pensar num passe falhado, ou numa técnica falhada, assim como o que a equipe ou o treinador poderão dizer, afasta o atleta daquilo que é importante focar-se para obter um bom rendimento. Aprender novas habilidades e desenvolver novas capacidades leva tempo.

Não importa se você está a aprender habilidades físicas ou mentais, a repetição e aplicação são necessárias nas práticas diárias do treino.

E importante o desenvolvimento da tenacidade mental através do refinamento da capacidade de foco naquilo que o atleta reconhece como sendo as suas pistas para a boa performance. Os atletas que conseguem perceber e desenvolver esta capacidade ganham uma vantagem competitiva.


Fonte: Escola Psicologia.com

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Massagem na natação

César Cielo e Henrique Barbosa fazem massagem no Mundial de Esportes Aquáticos

Massagista entrega: ' O nadador Henrique Barbosa é o mais mala da seleção brasileira’

Vagner Nascimento brinca com o nadador: 'Só pode ser carência afetiva'


Uma, duas, até três vezes por dia, Henrique Barbosa está lá, deitado, à espera de uma massagem. É o que garante Vagner Nascimento, um dos massagistas da delegação brasileira no Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma. Na equipe verde-amarela, o recordista sul-americano dos 100m peito é o que mais "dá trabalho".

- O Henrique é o mala da massagem. Ele não sai daqui. Dependendo da competição, vem mais de uma vez, às vezes até três. Uma antes da prova, outra depois dela e uma no hotel. Brinco com ele que isso só pode ser carência afetiva. Mas se ele se sente bem assim, deve fazer mesmo. Mas acho que o Xuxa (Fernando Scherer) ainda era pior. Ele não saía da massagem - revela o funcionário, que trabalha há quase dez anos com a seleção brasileira de natação.

Brincadeiras à parte, Vagner explica que, no caso de Henrique, não é apenas o fato de gostar da massagem que o faz recorrer ao tratamento várias vezes por semana. Desde 2007, o nadador de peito sofre com uma hérnia de disco na coluna, e essa é uma forma de aliviar as dores.

- Às vezes, a massagem é mais para tirar a tensão mesmo. Mas a terapêutica é para tratar lesão. Nesse caso, o trabalho é diferente, juntamente com os fisioterapeutas – explicou.

Não é apenas o Henrique que era visto constantemente nos estandes de massagem em Roma. César Cielo, Thiago Pereira e Joanna Maranhão são outros que sempre pedem ajuda a Vagner e a Jorge Brandão, o outro massagista da seleção. Alguns nadadores, porém, preferem não receber o tratamento durante as competições.

- Tem gente que não tem massagem em seus clubes. Então, alguns preferem nem fazer, porque podem se sentir diferente do que estão acostumados.
Fonte: oglobo.com

domingo, 12 de setembro de 2010

Uso das radiografias no diagnóstico das lesões nos esportes


Os raios-X foram descobertos em 1895 e rapidamente seu uso na medicina foi disseminado pelo mundo. Surgia aí a modalidade Radiologia, que em seguida se transformou em especialidade médica e que depois viria a ser conhecida por Diagnóstico por Imagem (afinal, outros métodos além da radiologia propriamente dita surgiram, como a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética).

Uma das especialidades médicas que mais se beneficiou com a invenção dos raios-x e as radiografias foi, sem dúvida, a ortopedia e a traumatologia. Coincidentemente, a primeira imagem radiográfica foi ortopédica: a mão da mulher do descobridor dos raios-X, Wilhelm C. Röntgen.

Tão logo surgiram, as radiografias passaram a ser utilizadas na ortopedia para o diagnóstico das várias lesões do sistema músculo-esquelético. Apesar de o esporte não ser tão difundido como é hoje, é bem capaz que radiografias ajudaram também os atletas do fim do século XIX. Hoje, temos a radiografia digital, que utiliza os mesmos raios-X das radiografias originais, mas que, por ser informação digital, pode ser processada, alterada, transmitida e impressa eletronicamente, de uma forma aperfeiçoada em relação às radiografias convencionais.

As radiografias ainda são muito utilizadas na prática médica, especialmente na medicina esportiva. Geralmente são os primeiros exames solicitados na suspeita de uma lesão num atleta.

Naturalmente, todos os métodos de diagnóstico por imagem têm suas limitações diagnósticas e as radiografias não são exceção. Mas elas são excelentes na pesquisa de lesões ósseas, sejam elas traumáticas (fraturas, etc) ou degenerativas (osteoartrose), inflamatórias ou de causa reumatológica (artrites), tumorais, infecciosas, etc.

Alterações ósseas são geralmente demonstradas nas radiografias. Mas as radiografias não "mostram" apenas os ossos. Ainda que outras estruturas não ósseas sejam radiolucentes ("transparentes") aos raios-X, as radiografias podem também diagnosticar, indiretamente ou parcialmente, alterações nos tendões, músculos e ligamentos, cartilagem articular (por alargamento ou redução dos espaços articulares). Estas estruturas podem, sim, apresentar alguma alteração detectável radiograficamente, e não raramante, estas alterações permitem um diagnóstico bastante preciso. Dessa forma, é necessário que o radiologista esteja atento a toda a área abrangida na radiografia, para não deixar passar nenhum detalhe e, portanto, nenhum diagnóstico.

Em caso de dor e/ou suspeita de uma determinada lesão no atleta, médicos do esporte e ortopedistas geralmente solicitam este exame. As radiografias podem ser úteis na avaliação de praticamente qualquer região do corpo: coluna vertebral, bacia, quadris, joelho, pé e tornozelo, ombro, cotovelo, etc, etc.

As informações obtidas pelas radiografias podem ser as mais variadas possíveis. O diagnóstico radiológico obtido será correlacionado pelo médico solicitante com os dados de história clínica e de exame físico para chegar a um diagnóstico definitivo.

Algumas lesões são mais frequentemente diagnosticadas pelas radiografias em se tratando de medicina esportiva. Dentre as lesões agudas podemos destacar as fraturas e as lesões ligamentares (quando diagnosticadas pela técnica radiográfica de "radiografia sob estresse"). Dentre as crônicas, podemos destacar as alterações degenerativas, como osteoartrose, e também lesões osteocondrais, fratura por estresse, entesopatias ("esporões"), tendinopatias crônicas ("tendinites").

Não raramente, o radiologista diagnostica lesões incomuns em atletas. As radiografias podem revelar tumores ósseos, infecções. Ou seja, apesar de atleta, o paciente pode apresentar uma lesão ou doença não relacionada ao esporte, e sim a uma doença sistêmica de base. É fundamental o radiologista e o médico do paciente estarem atentos também a estas possibilidades.

Outro ponto que precisa ser destacado é o fato de as radiografias não serem um método de imagem de escolha para o diagnóstico definitivo de lesões em meniscos e outras fibrocartilagens, ligamentos, tendões e músculos.

Passaram mais de 100 anos e as boas e velhas radiografias continuam importantes nos diagnóstico por imagem nas lesões nos esportes. É fato que exames maravilhosos surgiram depois: a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, mas as radiografias continuarão a ter um papel fundamental na medicina esportiva.


*Dr. Milton Miszputen é radiologista músculo-esquelético especializado em lesões nos esportes e autor do site: www.radiologiadoesporte.com.br

Contato: radiologia@milton.com.br

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Como chegar saudável à terceira idade


Envelhecer bem e com saúde é uma meta almejada por todos que se preocupam com a qualidade de vida no longo prazo. No entanto, quem quer chegar à terceira idade bem disposto e saudável deve ter alguns cuidados especiais. Saiba quais são:

- Sono: Dormir bem é muito importante. Um bom sono descansa, relaxa e revitaliza todo o organismo;

- Manter hábitos saudáveis: Evite o fumo, as drogas, a bebida alcoólica em excesso e os ambientes poluídos. São todos prejudiciais a saúde. Também não realize a automedicação;

- Atividade social: Sabe-se que a convivência social saudável é um ótimo antídoto contra a depressão, solidão e isolamento;

- Atividade intelectual: Manter- se ativo intelectualmente através de jogos leituras, bata papo e outros ajuda a preservar a memória;

- Boa alimentação: Procure ter uma alimentação variada, rica em frutas e verduras. Evite, principalmente, gorduras e doces;

- Atividade física: É a recomendação número um da Organização Mundial de Saúde para prevenir os males ligados à terceira idade.

O exercício físico ajuda você a prevenir e controlar:

- obesidade;
- diabetes;
- hipertensão;
- osteoporose;
- colesterol alto;
- doenças do coração;
- diminuir o consumo de medicamentos;
- melhorar a condição física e a disposição para as atividades diárias;
- evitar o estresse, a depressão e o consequente isolamento.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Exercício e Condicionamento


O exercício é a atividade física planejada, realizada de forma repetida para desenvolver ou manter o condicionamento físico. O condicionamento físico é a capacidade de realizar atividades físicas. Para tornar-se e manter-se condicionado, os indivíduos devem exercitar-se regularmente. Os exercícios fortalecem o coração, permitindo que ele bombeie uma maior quantidade de sangue em cada batimento.

O sangue então pode liberar mais oxigênio ao organismo, aumentando a quantidadade máxima de oxigênio que o organismo consegue obter e utilizar. Essa quantidade, denominada captação máxima de oxigênio, pode ser medida para se determinar o nível de condicionamento de um indivíduo. Os exercícios beneficiam o corpo de muitas outras maneiras. O alongamento pode aumentar a flexibilidade. O exercício com sustentação do peso fortalece os ossos e ajuda a prevenir a osteoporose.

Os exercícios também ajudam a evitar a constipação, a prevenir e controlar algumas formas de diabetes e do colesterol ligado à lipoproteína de baixa densidade (LDLcolesterol). Os exercícios beneficiam aos indivíduos de qualquer faixa etária, inclusive os idosos. Estudos recentes demonstraram que o exercício pode fortalecer os músculos de indíviduos idosos debilitados que vivem em asilos. Os homens idosos que continuam a treinar e a participar de competições de corridas de longa distância conseguem manter a sua captação máxima de oxigênio.

A inatividade, mais do o envelhecimento em si, é a principal causa do declínio da capacidade física dos idosos. Os benefícios dos exercícios são perdidos assim que o indivíduo deixa de praticá-los. A força do coração e dos músculos diminui, assim como o nível do colesterol ligado à lipoproteína de alta densidade (HDL-colesterol) – o denominado colesterol bom –, enquanto a pressão arterial e a gordura corporal aumentam. Mesmo os ex-atletas que deixam de se exercitar não conservam benefícios mensuráveis a longo prazo. Eles não apresentam uma maior capacidade para realizar atividades físicas, nem menores fatores de risco de infarto do miocárdio e nem uma resposta mais rápida ao exercício do que aqueles que nunca se exercitaram.

Início de um Programa de Exercícios

O modo mais seguro para se iniciar um programa de exercício consiste em executar o exercício ou o esporte escolhido em uma baixa intensidade, até que membros inferiores ou superiores tornem- se doloridos ou até eles tornarem-se “pesados”. Se os músculos ficarem doloridos após apenas alguns minutos de prática, a primeira série deverá durar apenas esse período. À medida que o condicionamento aumenta, o indivíduo deve ser capaz de exercitar-se por mais tempo sem sentir dores musculares ou desconforto.

Quando é possível exercitar-se confortavelmente durante 10 minutos consecutivos, as séries devem ser executadas em dias alternados, avançando de modo gradual até 30 minutos de exercício contínuo. As orientações relativas à duração e à freqüência do exercício, à sua intensidade e como prevenir lesões são as mesmas para todos os tipos de exercícios e esportes.

Duração e Freqüência

Para obter e manter o condicionamento físico, um indivíduo deve exercitar-se por apenas 30 minutos, três vezes por semana. Para a maioria dos indivíduos, não é necessária a prática de exercício por mais de 30 minutos por vez, pois o condicionamento, mensurado pela captação máxima de oxigênio, aumenta muito pouco com práticas com duração superior a 30 minutos. A melhoria é decorrente da tensão sobre os músculos e de sua subseqüente recuperação e não da realização da mesma série todos os dias.

Embora o coração possa ser exercitado várias vezes por dia todos os dias, os músculos esqueléticos começam a falhar quando exercitados intensamente mais freqëntemente do que em dias alternados. No dia subseqüente a um exercício intenso, podem ser observados sangramento e lacerações microscópicas nas fibras musculares. É por essa razão que os músculos ficam doloridos no dia seguinte a uma série de exercícios adequada. Os indivíduos que se exercitam devem repousar durante 48 horas para que os músculos se recuperem após o exercício. Quando recuperados, os músculos tornam-se mais fortes. A prática de exercícios duas ou três vezes por semana, com a alternância de dias de exercício com dias de repouso, pode ajudar a evitar lesões.

Intensidade

O condicionamento físico é determinado mais pela intensidade do exercício que pela sua duração. As séries de exercícios devem ser suficientemente intensas a ponto dos músculos tornarem- se um pouco doloridos no dia seguinte, mas totalmente recuperados no outro dia. Para fortalecer o coração, o exercício deve ser realizado em uma intensidade que aumente a freqüência cardíaca (medida em batimentos por minuto), pelo menos 20 batimentos acima da freqüência cardíaca de repouso. Quanto mais intensamente o exercício for realizado, mais rápido o coração baterá e mais forte tornar-se-á o miocárdio (músculo cardíaco).

A freqüência cardíaca é determinada força de contração dos músculos esqueléticos. Quando um indivíduo começa a exercitar-se, os músculos esqueléticos contraem e comprimem as veias próximas, forçando o sangue em direção ao coração. Quando os músculos esqueléticos relaxam, essas veias enchem-se de sangue. A alternância de contrações e relaxamentos dos músculos esqueléticos funciona como um segundo coração, bombeando sangue extra ao coração. O fluxo sangüíneo aumentado faz com que o coração bata mais rapidamente e com mais força. Portanto, quanto mais intensa for a contração dos músculos esqueléticos, mais rápidas serão as batidas do coração.

A freqüência cardíaca recomendada (freqüência cardíaca de treinamento) é igual a 60% da freqüência cardíaca máxima do indivíduo, a qual é igual a 220 menos a idade do indivíduo. Entretanto, esse cálculo não se aplica aos indivíduos idosos que apresentam um bom condicionamento físico. A freqüência cardíaca máxima mensura a força dos músculos esqueléticos, não a força do coração, e, por isso, um indivíduo idoso bem condicionado e forte apresentará uma freqüência cardíaca máxima muito mais elevada que um indivíduo mais jovem fraco e não condicionado.

A mensuração da freqüência cardíaca não é necessária desde que o indivíduo comece a se exercitar lentamente e aumente a intensidade gradualmente. A intensidade deve ser aumentada até que seja atingida a freqüência cardíaca de treinamento: quando os ombros elevam-se a cada respiração e a respiração é mais rápida e profunda, indicando que o indivíduo necessita de mais oxigênio. Para tornar-se bem condicionado, não é necessário exercitar-se mais intensamente do que isso. Apenas os atletas que estejam treinando para competição necessitam exercitar-se até o ponto de sentir falta de ar.

À medida que a intensidade do exercício aumenta, aumenta a probabilidade da ocorrência de lesões de músculos esqueléticos. A probabilidade de lesão desses músculos durante a realização de exercícios contínuos e intensos é muito maior que durante a realização de exercícios intermitentes. No caso de exercícios intermitentes, o indivíduo realiza um aquecimento inicial lento e, gradualmente, aumenta o ritmo. Quando os músculos começam a ficar pesados, doloridos ou desconfortáveis, o indivíduo diminui o ritmo. Quando os músculos relaxam, o ritmo é aumentado.

O indivíduo alterna movimentos mais rápidos e mais lentos até o “peso” nos músculos não mais desaparecer e, em seguida, interrompe a sessão. A melhoria é decorrente do aumento do tempo gasto no exercício intenso e pela diminuição concomitante do tempo gasto no exercício mais lento. O indivíduo deve sentir-se bem após o exercício. Caso isso não ocorra, é provávle que ele tenha se exercitado excessivamente. O excesso de exercício faz com que as articulações, músculos, tendões e ossos tornem-se doloridos, aumenta o risco de lesão e torna o indivíduo irritadiço.

Prevenção das Lesões

Mais do que 6 em cada 10 indivíduos que iniciam um programa de exercícios desistem nas primeiras semanas por causa de uma lesão. As lesões podem ser evitadas se as sessões de exercícios forem marcadas com um intervalo de 48 horas. Com esse tipo de programação, um indivíduo pode exercitar- se em dias alternados ou, para quem deseja exercitar-se todos os dias, podem ser trabalhados diferentes grupos musculares em dias alternados, ou ele pode exercitar-se intensamente um dia e menos intensamente no dia seguinte (princípio do difícil-fácil). Repetir os mesmos exercícios todos os dias não melhora o condicionamento físico e, na realidade, aumenta as probabilidades de uma lesão. Além disso, o indivíduo deve interromper o exercício caso sinta dor.

Exercícios em Dias Alternados

É normal que os indivíduos acordem com os músculos rígidos e doloridos no dia seguinte à participação de uma competição ou à realização de exercícios vigorosos. O modo mais rápido de se recuperar consiste no repouso, isto é, não praticar nenhum tipo de exercício o dia inteiro. Um exercício vigoroso e prolongado pode esgotar a maior parte das reservas de açúcar (glicogênio) dos músculos. O glicogênio é a principal fonte de energia durante o exercício. Se os níveis de glicogênio estiverem baixos, os músculos tornamse pesados, fracos e cansados. O consumo de alimentos ricos em carboidratos, como pão, massas, frutas, cereais, cereais integrais e a maioria dos doces, repõe o glicogênio muscular. O repouso permite que praticamente todo o glicogênio que entra nos músculos seja armazenado e também que as fibras musculares lesadas se curem.

Alternância de Exercícios

Diferentes exercícios solicitam diferentes grupos musculares. Por exemplo, a corrida força principalmente os músculos dos membros inferiores; o choque dos calcanhares contra o solo e a elevação do corpo apoiado sobre as pontas dos dedos forçam mais os tornozelos. O ciclismo força principalmente os músculos das coxas. Ao pedalar, o indivíduo trabalha os joelhos e os quadris. O remo e a natação forçam a parte superior do corpo e as costas. Um programa ideal alterna exercícios para a parte superior do corpo realizados em um dia e exercícios para a parte inferior realizados no dia seguinte.

Para os indivíduos que se exercitam todos os dias, a alternância permite que os músculos se recuperem, evita lesões e promove um maior nível de condicionamento físico. A probabilidade de ocorrência de lesões é muito menor para o indivíduo que corre 30 minutos em um dia e pedala durante 30 minutos no dia seguinte que para aquele que pratica as duas modalidades todos os dias, durante 15 minutos cada. Os corredores de maratona sofrem lesões com maior freqüência que os triatletas, os quais competem em três esportes, embora estes se exercitem mais intensamente. Os triatletas trabalham diferentes grupos musculares em dias sucessivos: podem correr em um dia e nadar e praticar ciclismo no dia seguinte.

Seguir o Princípio do Difícil-Fácil

Para atingir os níveis mais elevados de condicionamento físico ou para competir em em eventos esportivos, o indivíduo deve exercitar-se intensamente duas ou três vezes por semana e menos intensamente nos demais dias (o princípio do difícil-fácil). Os atletas profissionais treinam diariamente e o treinamento é específico para o esporte – um indivíduo não se torna um melhor corredor andando de bicicleta. Por essa razão, para proteger- se contra lesões, os atletas planejam um treinamento intenso em um dia e um mais leve no dia seguinte.

Dessa forma, os treinamentos intensos causam menos lesões musculares. “Difícil” e “fácil” referem-se à intensidade, não à quantidade. Por exemplo, em um dia fácil, um corredor de maratona pode correr 30 quilômetros, mas em um ritmo muito mais lento que em um dia difícil. Os levantadores de peso (halterofilistas) levantam grandes pesos apenas uma vez por semana e pesos mais leves nos outros dias.

Os jogadores de basquetebol participam de jogos-treinos prolongados e exaustivos em um dia e, no dia seguinte, praticam apenas jogadas e arremessos. Para aumentar a força, a velocidade e a resistência, os atletas exercitam-se de forma intensa ou suficientemente prolongada em um dia até os músculos tornarem-se pesados ou até eles sentirem a sensação de uma discreta queimação - um sinal de que eles foram adequadamente trabalhados.

Geralmente, os músculos doem por aproximadamente 48 horas. Os atletas exercitamse com menor intensidade nos dias seguintes, até os músculos pararem de doer. Quando os músculos estão doloridos, a realização de exercícios intensos causa lesões e diminui o desempenho, enquanto que os músculos tornar-se-ão mais fortes se o indivíduo aguardar que a dor cesse antes de retornar aos exercícios intensos. Dois tipos de desconforto muscular podem ser sentidos após o exercício.

O tipo desejável, a dor muscular de início retardado, manifesta-se somente somente algumas horas após o exercício intenso, afeta geralmente ambos os lados do corpo de modo igual, desaparece após 48 horas e faz com que o indivíduo se sinta melhor após o aquecimento para a próxima série de exercícios. Por outro lado, a dor devida a uma lesão normalmente é sentida logo após a sua ocorrência, é pior em um dos lados do corpo, não desaparece após 48 horas e aumenta de intensidade quando o indivíduo tenta exercitar-se novamente.

Aquecimento

A elevação da temperatura dos músculos (aquecimento) antes do exercício ou da participação em um esporte pode auxiliar na prevenção de lesões. Os músculos aquecidos são mais flexíveis e apresentam menor risco de laceração em comparação aos músculos frios, os quais contraem lentamente. O aquecimento mais eficaz – muito melhor que o aquecimento passivo dos músculos com água quente ou com almofadas térmicas – consiste na realização lenta dos próprios movimentos do exercício ou do esporte.

A repetição dos movimentos aumenta o fluxo sangüíneo para os músculos que serão utilizados, aquecendo-os e preparando-os para os exercícios mais vigorosos. O fluxo sangüíneo deve aumentar substancialmente para proteger os músculos contra lesões durante o exercício. A calistenia (série de movimentos que exercitam um grupo muscular isolado, como as flexões) não é suficientemente específica para aquecer os músculos para um determinado esporte.

Alongamento

O indivíduo deve realizar o alongamento apenas após ter se aquecido ou realizado exercícios, quando os músculos estão aquecidos e apresentam menor risco de lesão. O alongamento distende os músculos e tendões e músculos mais longos podem produzir mais força em torno das articulações, ajudando o indivíduo a saltar mais alto, a levantar pesos maiores, a correr mais rapidamente e a realizar arremessos mais longos.

Resfriamento

A redução gradual dos esforços (resfriamento) ao final do exercício ajuda a evitar a tontura. Quando os músculos dos membros inferiores, o sangue acumula-se nas veias vizinhas. Para enviar o sangue ao coração, os músculos das pernas devem contrair. Quando o exercício é subitamente interrompido, o sangue acumula-se nos membros inferiores e não chega em quantidade suficiente ao cérebro, causando tontura.

O resfriamento também ajuda a remover o ácido lático, um produto metabólico que se acumula nos músculos após o exercício. O ácido lático não causa dor muscular de início retardado e, portanto, o resfriamento não impede a ocorrência desse tipo de dor.

Escolha do Exercício Correto

Qualquer exercício que aumenta a circulação de sangue através do coração melhora o condicionamento físico. Os exercícios mais seguros são a caminhada, a natação e a pedalagem em uma bicicleta ergométrica. Durante uma caminhada, pelo menos um dos pés sempre encontra- se em contato com o solo de modo que a força com que o pé choca-se contra o solo nunca é maior do que o peso do indivíduo.

Durante a natação, a água sustenta o corpo e, por essa razão, os músculos raramente são submetidos a forças capazes de causar laceração. As bicicletas são pedaladas com um movimento circular contínuo que não “sacode” os músculos. A caminhada lenta não torna um indivíduo bem condicionado fisicamente. Para caminhar mais rapidamente, o indivíduo pode realizar passos maiores além de mover os membros inferiores mais rapidamente. Os passos podem ser aumentados através da oscilação dos quadris de um lado para outro, de modo que os pés avancem mais para frente.

A oscilação dos quadris tende a fazer com que os dedos apontem para fora quando os pés tocam o solo e, por isso, o alcance dos pés não é tão grande quanto seria se os dedos apontassem diretamente para a frente. Portanto, a indivíduo que está andando sempre deve tentar apontar os dedos dos pés diretamente para frente. O movimento mais rápidos dos membros superiores ajuda os pés a também se moverem mais rapidamente. Para movimentar os membros superiores mais rapidamente, o indivíduo deve flexionar os cotovelos, para encuratr o balanço e reduzir o tempo que os membros superiores levam para balançar para trás e para frente.

A natação exercita todo o corpo – membros inferiores, membros superiores e e costas – sem forçar as articulações e os músculos. Freqüentemente, a natação é recomendada para os indivíduos com problemas musculares e articulares. Os nadadores, movimentando-se em seu próprio ritmo e utilizando qualquer estilo de natação, podem exercitar-se de forma gradual durante até 30 minutos de natação contínua. Se a perda de peso for um dos principais objetivos do exercício, a natação não é a melhor escolha. O exercício fora da água é mais eficaz, pois o ar isola o corpo, aumentando a temperatura e o metabolismo corpóreos por até 18 horas.

Esse processo queima mais calorias tanto após o exercício quanto durante a sua realização. Por outro lado, a água conduz o calor para fora do corpo, de modo que a temperatura corpórea não aumenta e o metabolismo não permanece aumentado após a natação. A pedalagem em uma bicicleta ergométrica é um bom exercício. A tensão da roda da bicicleta deve ser regulada, de modo que seja possível se pedalar em um ritmo de 60 rotações por minuto. À medida que ele progride, o ciclista pode aumentar a tensão e o ritmo até 90 rotações por minuto. Uma bicicleta ergométrica horizontal é uma escolha particularmente boa para os indivíduos idosos. Muitos deles apresentam fraqueza da musculatura da coxa, pois o único exercício que eles praticam é a caminhada e a deambulação sobre uma superfície plana utiliza muito pouco esses músculos.

Conseqüentemente, muitos indivíduos idosos apresentam dificuldade para se levantar de uma cadeira sem usar as mãos, para levantar da posição agachada ou para subir escadas sem apoiar-se no corrimão. A pedalagem fortalece os músculos da coxa. Entretanto, alguns indivíduos não conseguem se manter equilibrados mesmo sobre uma bicicleta ergométrica (fixa). Outros não utilizam esse equipamento por causa do desconforto provocado pela pressão do selim estreito contra a pelve. Por outro lado, uma bicicleta ergométrica horizontal é segura e confortável. Esse aparelho possui um assento contornado, de modo que mesmo um indivíduo que tenha sofrido um acidente vascular cerebral pode sentar-se. Também no caso em que o indivíduo apresenta paralisia de um dos membros inferiores, suportes para os dedos mantêm os dois pés no lugar, de modo que o indivíduo consegue pedalar com a outra perna. A dança aeróbica, um tipo popular de exercício oferecido por muitas entidades, exercita todo o corpo.

Os indivíduos podem exercitar-se em seu próprio ritmo com a orientação de instrutores experientes. A música alegre e as rotinas familiares tornam os exercícios divertidos e o compromisso com um programa ou com os amigos podem aumentar a motivação. A dança aeróbica também pode ser praticada em casa, com a ajuda de vídeo-teipes. A dança aeróbica de baixo impacto elimina os saltos e as colisões da dança aeróbica comum, o que diminui a tensão sobre as articulações. A aeróbica com degrau (steps aerobics) força sobretudo os músculos anteriores e posteriores das coxas (quadríceps e músculos posteriores da coxa), quando o praticante sobe e desce de uma plataforma elevada (um degrau) em uma série de rotinas com música e ritmo determinado. Assim que sentir dor muscular, o praticante deve parar, fazer alguma outra coisa e retornar à aeróbica com degrau após uns dois dias.

A aeróbica na água (hidroaeróbica) é uma escolha excelente para os indivíduos idosos e para aqueles com músculos fracos. Os aparelhos de esqui de cross-country exercitam as coxas e as pernas. Muitos indivíduos gostam de usar esse equipamento, mas outros acham difícil dominar os movimentos. Como o uso desses aparelhos exige uma maior coordenação que a maioria dos tipos de exercícios, o indivíduo deve experimentar o aparelho antes de comprá-lo. Os aparelhos de remo fortalecem os grandes músculos dos membros inferiores, dos ombros e das costas e ajudam a proteger as costas contra diversas lesões. No entanto, o indivíduo que apresenta problemas nas costas não deve usar esse equipamento.

O esforço para remar, o qual é realizado principalmente com as costas, pode agravar o estado dos músculos e articulações das costas já afetados. Todos os aparelhos de remar de boa qualidade possuem um assento deslizante e os melhores possuem uma catraca giratória que permite ao indivíduo ajustar a tensão enquanto ele rema. Os indivíduos que podem se exercitar durante 30 minutos com facilidade podem desejar uma maior variedade em seu programa de exercícios.

A marcha atlética (caminhar o mais rápido possível balançando os membros superiores vigorosamente), o jogging, a corrida, o ciclismo, a patinação no gelo, o skate, o esqui de cross-country, o raquetebol, o handebol e o squash são modalidades excelentes para a obtenção do condicionamento físico, mas elas exigem pelo menos um nível moderado de coordenação e habilidade. Esses esportes também apresentam um maior risco de lesão.

Link Original da Noticia:
www.msd-brazil.com/content/patients/manual_Merck/mm_sec5_58.html
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