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sábado, 1 de outubro de 2011

Flacidez muscular e massagem


Manobras de massagem deslizantes ou circulares são aplicadas para melhorar o tônus dos músculos; elas devem ser repetidas com freqüência. Manobras suaves de percussão podem provocar alguma dor na articulação subjacente e, por isso, é aconselhável que sejam realizadas por um curto período e restritos aos músculos superficiais.

■ A mobilização suave da articulação ajuda a estimular os proprioceptores articulares, o que, por sua vez, melhora o tônus muscular. Essa mobilização passiva é um procedimento adotado principalmente para os membros.

■ Um método eficaz de tonificação é o de contrações isométricas, no qual a articulação é colocada em variados graus de flexão e extensão. O terapeuta primeiro apoia e fixa o membro em uma posição. Depois, ensina o paciente a contrair um grupo de músculos (por exemplo, os adutores), enquanto o profissional se opõe ao movimento. Assim, os músculos precisam contrair-se contra a resistência oferecida pelo terapeuta. Todos os músculos do membro (por exemplo, aqueles associados com a articulação da pelve) podem ser contraídos e tonificados pela aplicação desse procedimento.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Entenda melhor o que são as lesões musculares


Das lesões mais frequentes no esporte, as musculares certamente são as mais comuns. Segundo alguns estudos, estima-se que as lesões musculares abranjam de 10% a 30% das lesões esportivas. Além disso, de acordo o educador físico Marco Antônio Chagas, elas são a principal causa de afastamento de futebolistas dos gramados – por volta de 30% dos casos.

As distensões geralmente ocorrem em esportes que exigem esforço muscular explosivo, como também em esportes que exigem paradas bruscas (desaceleração) ou uma perigosa combinação de aceleração e desaceleração, como no basquete, na corrida de velocidade, em vários tipos de saltos do atletismo, no futebol americano e no futebol.

As lesões causadas por um trauma direto no corpo muscular são conhecidas como contusões, em que normalmente o músculo é pressionado contra o osso subjacente. Um bom exemplo é o famoso “tostão” no futebol, quando o joelho de um atleta choca-se contra o quadríceps do adversário, resultando em laceração muscular e sangramento. As contusões costumam estar presentes nos esportes de contato, e a musculatura do quadríceps é mais afetada, principalmente, pela sua localização e pelo seu tamanho.

As lesões indiretas são conhecidas como estiramento ou distensão. Elas são resultantes de uma força intensa aplicada na unidade musculotendinosa. Quando a força é maior do que a resistência ou excede a flexibilidade da unidade musculotendinosa, o músculo, a junção músculo-tendão ou o tendão vão se romper. Em alguns casos, a ruptura ocorre na inserção óssea da unidade musculotendinosa, resultando em fratura por avulsão.

Contusões representam a lesão primária do músculo quadríceps, e as distensões musculares são a lesão mais comum dos isquiotibiais e adutores. Normalmente resultam de desequilíbrio muscular, flexibilidade precária, estiramento excessivo, contração muscular violenta contra uma grande resistência, coordenação motora ineficaz, entre outros.

De acordo com o grau de ruptura, as distensões podem ser classificadas em leves (primeiro grau), moderadas (segundo grau) e severas (terceiro grau). Na distensão de primeiro grau, não ocorre ruptura total na unidade musculotendinosa. Pode haver um pequeno edema localizado e dor, mas não há perda significativa de força nem restrição de movimentos. Os movimentos ativos ou alongamentos passivos podem causar dor no sítio da lesão. A recuperação pode acontecer em apenas uma semana.

A distensão de segundo grau envolve uma ruptura muscular mais significativa, mas não completa. Porém resulta na perda da força muscular e limitação na movimentação ativa das articulações adjacentes. Devido à hemorragia, manchas roxas (equimose) aparecerão na região da lesão ou em localização mais inferior por causa da ação da força de gravidade. A recuperação é mais lenta e pode afastar o atleta da prática esportiva por mais ou menos três semanas.

A distensão de terceiro grau envolve a ruptura completa de um ou mais componentes da unidade musculotendinosa, e a movimentação nas articulações adjacentes é gravemente restrita. Frequentemente o sítio dessa ruptura é claramente visível. Um bom exemplo ocorre nas lesões distais do bíceps braquial, onde o local da ruptura fica claramente evidenciado. O tempo necessário para cicatrização de uma ruptura muscular completa pode chegar até 16 semanas, dependendo da localização e extensão da lesão, como também da forma de tratamento – cirúrgico ou conservador.

Conforme mencionado anteriormente, quando ocorre uma lesão na unidade musculotendinosa, os vasos sanguíneos também se rompem, consequentemente as metas iniciais do tratamento são a contenção do sangramento e também evitar a propagação da lesão. O tratamento é feito com aplicação de faixas compressivas, elevação e imobilização da extremidade lesada, crioterapia (gelo) e antiinflamatórios prescritos pelo médico.

Após as primeiras 48 horas, o alongamento passivo leve do músculo lesado deve ter início evoluindo para um programa mais intenso, conforme a tolerância do paciente. Lembrando que esses exercícios devem provocar dor mínima quando realizados. Os alongamentos balísticos devem ser evitados em virtude desse tipo de alongamento poder causar novas lesões.

Os exercícios musculares devem ser iniciados entre o segundo e o quinto dia, dependendo da natureza da lesão, obedecendo à seguinte ordem: exercícios estáticos sem carga, exercícios estáticos com carga leve, exercícios dinâmicos com cargas progressivas, treinamento funcional e proprioceptivo.

A lesão muscular é considerada totalmente tratada quando não há mais dor ou sensibilidade à contração completa do músculo. Uma vez restabelecida a função muscular, a flexibilidade das articulações adjacentes e o padrão normal de movimentos o atleta estará apto a retornar as suas atividades esportivas.

Gabriel Miranda - Redação Saúde Plena

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Massagem para distensão muscular


Patologias

Um músculo traumatizado é geralmente doloroso, hipertônico e muito sensível; o indivíduo sente dor acentuada quando ele é usado, e certo alívio quando em repouso.

Vejamos a seguir alguns tipos de lesões musculares:

Distensão muscular: É o alongamento exagerado do músculo acompanhado de algumas rupturas de fibras musculares. Sendo assim a distensão muscular é uma lesão traumática aguda na unidade músculo-tendinosa (UMT). A força da lesão é indireta (uso excessivo, mau uso, hipercontração) em oposição à direta (pancada, corte, perfuração). Para ocorrer uma distensão, a falta de aquecimento e alongamento e o próprio cansaço muscular contribuem muito, mas o agente causal é sempre um movimento forte de rápida contração ou movimento exagerado contra uma grande resistência. As distensões são classificadas em:

Distensão de Primeiro Grau - é um pequeno trauma da UMT que provoca dor leve, edema e incapacidade, mas geralmente, não prejudica a capacidade de o indivíduo produzir uma contração (embora dolorosa) normal do músculo envolvido.

Distensão de Segundo Grau - é uma lesão moderada da UMT, inclusive com laceração ou ruptura de um número pequeno de fibras musculares e tendinosas, que provoca dor moderada, edema e incapacidade devido à contração anormal (fraca e dolorosa) do músculo envolvido.

Distensão de Terceiro Grau - é uma ruptura completa da UMT.


Precauções

Os exercícios de alongamento muscular devem ser obrigatórios antes de cada sessão se atividade física. Previnem lesões musculares e tendinoses, evitam dores musculares e aumentam a amplitude dos movimentos articulares. Em alguns casos, principalmente quando se está em programa de reabilitação de lesões ou em sessões de exercícios muito estafantes, os alongamentos também devem ser feitos ao final da atividade.

Antes das atividades físicas, o aquecimento é de fundamental importância. Ele aumenta a temperatura corporal o que aumenta a força de contração muscular. Da mesma forma ele otimiza a coordenação neuro-muscular, além de prevenir a ocorrência de lesões musculares e promover uma predisposição psíquica à performance. Para se ter idéia, em cada grau de temperatura corporal aumentando, o metabolismo celular aumenta em 13% e isso resulta em mais rápida liberação do oxigênio do sangue para os músculos.

Embora uma simples massagem seja muito agradável, seus efeitos são cumulativos e um tratamento completo traz os maiores benefícios. O uso regular da massagem fortalece e tonifica o corpo inteiro, ajudando a prevenir distensões e ferimentos que podem ocorrer devido ao excesso de tensão e uma fraqueza estrutural resultante. A massagem pode estimular ou acalmar o sistema nervoso – dependendo do que se necessite – e por tanto ajudar a reduzir a fadiga, deixando a pessoa com uma sensação de ter recobrado as energias. Se for bem feita, a massagem tem o poder de restaurar o indivíduo físico, mental e espiritualmente.

domingo, 25 de julho de 2010

Evite dores musculares


Se você costuma sentir problemas ligados à musculatura, saiba que exercícios priorizar para aliviar os sintomas e se manter bem

Por ser um esporte que requer força, velocidade e intensidade de movimentos constantes, o ciclismo exige bastante dos músculos, principalmente quando os treinos e competições são parte da rotina. Então, é muito importante estar com a parte muscular em dia para garantir o bom rendimento na prática da atividade, sem se prejudicar por possíveis lesões. E, para melhorar os músculos, saber quais exercícios priorizar pode ser primordial.

José Maria Santarém, médico fisiatra, reumatologista e diretor do Instituto Biodelta de Musculação, explicou que o principal elemento para definir quais membros do corpo serão exigidos durante a prática do ciclismo é a altura do banco.

“Quanto mais alto o banco estiver, maior será o esforço empregado à panturrilha e à ponta dos pés”, disse. Isso significa que, para quem já tem propensão a sentir dores nessas áreas, além de alongar com muito cuidado, evitar elevar demais o banco é uma medida inteligente. Quem sente desconforto nos quadríceps e joelhos, deve ficar atento à contra-partida e evitar os bancos baixos demais.

“O ideal é manter o meio termo e deixar os bancos sempre em altura média, que corresponda à estatura de cada pessoa”, alertou o profissional, que deixou claro que tomar essa atitude, além de melhorar o ritmo na atividade, evita lesões. “Quanto menos condicionado o esportista estiver, mais sujeito à fadiga muscular e às câimbras, que podem levar a contraturas, ele estará”, finalizou José Maria Santarém.

Dores nas mãos?
Herbert Coelho, 32, administrador de empresas e ciclista há 15 anos, trocou a mountain bike pelo speed há cinco. O que ele queria era ganho de rendimento e ter a chance de realizar cicloviagens, mas acabou ganhando mais do que isso: dores nos punhos e pernas, sempre que pedala nas subidas. “Não consigo calcular uma distância para começar a sentir dores, mas elas sempre vêm quando passo a acelerar o ritmo, depois do aquecimento”.

Herbert sempre acreditou que o problema estivesse unicamente relacionado à postura, mas, apesar de as dicas de regulagem de banco e guidão confirmarem esta teoria, há outras versões para explicar este tipo de problema.

Kelly Stefani, ortopedista e especialista em medicina do esporte, explica que é comum, sim, sentir dores nos pulsos quando se pedala em pé. Isso porque a posição natural exigida dos braços – firmes e voltados para fora – costuma causar inflamações na parte lateral das mãos. “É um tipo de lesão bastante comum no ciclismo de estrada, que pode levar à fadiga muscular”, alertou a ortopedista.

Para evitar que aconteça, ela deixa algumas dicas valiosas, como utilizar luvas acolchoadas para evitar o atrito e variar a posição das mãos durante os treinos. “Como os treinos permitem mais liberdade, é possível segurar embaixo do guidão ou descansar as mãos no clipe, variando sempre”, sugeriu.

Quem pratica mountain bike, por exemplo, tem problemas relacionados mais ao impacto da modalidade do que á postura, mas também pode aproveitar os treinamentos para descansar a posição das mãos. “Este descanso vai prevenir o impacto e o atrito, além de garantir uma atividade duradoura”, ensinou Kelly Stefani.



Por Juliana Saporito

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Dicas para evitar a distensão:


Não é difícil ouvir notícias sobre atletas que tiveram distensão muscular durante os campeonatos. Quem acompanha a transmissão raramente sabe o que é a distensão muscular. Até mesmo os "atletas de fim de semana" já passaram por essa experiência nada agradável e geralmente bastante dolorosa.

Definindo, distensão muscular nada mais é do que o alongamento exagerado das fibras que formam os músculos, acompanhado, ou não, da ruptura de algumas delas.

A distensão é classificada em 3 graus:

Distensão de 1º grau - acontece apenas um estiramento no músculo, iniciando a dor no dia seguinte.
Na distensão de 2º grau uma quantidade maior de fibras é rompida, a atividade é interrompida no mesmo instante, pois é percebida uma sensação de uma pedrada ou de que o músculo está sendo rasgado.
A de 3º grau é a mais grave, ocorrendo a ruptura completa do músculo. Neste caso, a cura só é possível com cirurgia.

A primeira coisa a se fazer após uma distensão muscular é colocar gelo no local, pois o gelo além de inibir os impulsos nervosos que conduzem a dor, impede a ida de maior quantidade de sangue para o local lesado.

Algumas dicas para evitar a distensão:
- Sempre alongar antes de iniciar alguma atividade física;
- Estabelecer intervalos durante o exercício;
- Não praticar exercício em jejum.

Não deixe de praticar exercícios físicos!
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